domingo, julho 31, 2005

Coisas que nunca mudam II

EUA anunciam o décimo planeta do sistema solar

Manuel Castro

Coisas que nunca mudam I

E Nuno Gomes fica de braços levantados à espera que lhe passem a bola.

Manuel Castro

quinta-feira, julho 28, 2005

Planeamento urbano em Lisboa: Que futuro?

1

A capital portuguesa está neste momento a desenvolver uma série de projectos urbanísticos, com distintas escalas e que se encontram em diferentes etapas de desenvolvimento.
Estes projectos têm seguramente em comum a intenção de reconversão, recuperação ou revitalização urbana das zonas sobre as quais incidem; serão talvez unidos por uma vontade de mudança, tendo eventualmente origem na sensação actual de urgência, de que são necessárias intervenções urbanas específicas para a solução dos problemas da cidade contemporânea.
Mas olhando para todos estes projectos percebe-se que falta algo: um fio condutor vigoroso, uma estratégia urbana consolidada e coesa, uma visão de cidade que tenha força para conglomerar todos os diferentes projectos, independentemente da sua escala ou área de actuação, incluindo e organizando os aspectos físicos, sociais e económicos em toda a dimensão do seu território. As ferramentas básicas de trabalho para esse "projecto comum" existem, mas não têm sido suficientes para o conseguir formalizar com a amplitude, unidade e vigor indispensáveis, de forma a transcender posições politico-partidárias e que consiga articular e envolver a sociedade civil, os responsáveis municipais e os agentes privados.

Diversas possibilidades têm sido apontadas como possíveis para a alteração deste cenário, de entre as quais se destacam: a nível administrativo, permitir uma maior desburocratização e flexibilidade, alterar e inovar as formas de gestão urbana; a nível cívico, impõe-se a necessidade de uma maior participação e interesse por parte dos cidadãos, permitindo-lhes a aproximação aos mecanismos de desenvolvimento e de decisões; e, incidindo sobre todos os agentes, impõe-se a urgência de uma evolução de mentalidades, que proporcione novos níveis e novas formas de interacção, articulação e pensamento crítico, que desafiem os moldes de planeamento tradicionais.

Este "plano geral" não pode servir para "coser" as diferentes intervenções urbanas que se espalham pela cidade; deve antes ser o que as origina, garantindo que estas sejam coerentes entre si e se complementem, que tenham uma razão muito clara que explique a sua aplicação e desenvolvimento, articulando projecções a médio e a longo prazo, permitindo a flexibilidade do modelo – na medida em que se adequa às circunstâncias e especificidades, bem como às necessidades que vão surgindo, as quais nem sempre se podem antecipar. Por outro lado, esta flexibilidade deve ser compensada com alguma rigidez, na medida em que não se pode abdicar de determinados princípios morais; a forma como a cidade é pensada, os aspectos aos quais atribuimos prioridade, espelham os princípios morais pelos quais nos regimos e vivemos. E numa sociedade democrática, é desejável e imprescindível que o planeamento da cidade integre estes elementos.

No modelo de intervenções urbanas específicas em determinadas áreas do território como o que actualmente é praticado na metrópole Lisboeta, é mais fácil a criação de consensos, enquanto que a sua visibilidade política e mediática também estão facilitadas. Pelo contrário, um grande projecto estratégico, tanto pela sua complexidade formal, como pelo tempo que exige no seu estudo, discussão e implementação, é incomparávelmente mais demorado e passível de ser questionado e modificado. Mas esta complexidade de um projecto a longo prazo dota-o de uma riqueza e de um valor que o distingue e o torna incomparável a um modelo de "pequenas cirurgias", que resolve alguns problemas pela metade, e que não pode ambicionar a soluções de maior amplitude.

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Num mundo globalizado como o que actualmente vivemos, esta procura de um propósito, de uma desígnio comum aos interesses dos diferentes actores urbanos, tem conduzido a que muitas cidades procurem construir afincadamente a sua base identitária em princípios oriundos dos modelos empresariais, privilegiando a economia e o lucro financeiro em detrimento do bem-estar de todos os seus cidadãos. A exploração do capital simbólico da cidade, bem como a preocupação do marketing urbano na construção de uma imagem de cidade incide sobre o desenvolvimento das características gerais mais identificatórias da cidade – elementos históricos, geográficos, da cultura popular -, onde também se acrecentam conceitos contemporâneos como, por exemplo, Cidade Tecnológica, ou Cidade das Artes e da Ciência (sendo neste último caso o slogan criado para a cidade de Valencia, em Espanha). Através deste carácter promocional, as cidades procuram estabelecer a diferença e a distinção em relação às outras cidades com as quais competem, de forma a lhes permitir uma colocação no ranking correspondente às suas ambições de poder político e económico. Não deixa de ser curioso que diferentes cidades de diferentes países, frutos de diferentes culturas, acabem por obedecer a um determinado padrão, que tanto passa pela existência prolífera de multinacionais de fast-food como por obras com a assinatura de algum arquitecto do star system global – assinatura essa que, ironicamente, recai exactamente sobre algum desses projectos de cariz simbólico-cultural, que garantiriam à partida a diferenciação da Cidade® em relação às outras cidades. Acrescente-se ainda uma determinada forma de renovação dos waterfronts, a qual regra geral obedece a um padrão específico de utilização, encontrando-se assim destinada a cumprir um determinado modelo preconcebido de utilização do espaço – espaços esses que cumprem com rigor e coerência a sua função espacial, em termos de estética, funcionalidade, beleza, integração na malha urbana, sendo fomentadores do sucesso económico, mas incapazes de trazer consigo qualquer benefício social relevante, não contribuíndo de nenhuma forma marcante para a construção de uma melhor cidadania. Portugal é também disso exemplo: em termos de recuperação urbana na frente marítima, temos o caso da Expo’98, para a realização da qual houve uma significativa concentração de esforços para levar a cabo um projecto conciso e aplicado a uma área específica da cidade que indiscutivelmente teve um ganho físico e simbólico. Outros países tiveram processos semelhantes nas suas linhas de água, como em Inglaterra (Canary Wharf, em Londres) e Espanha (o projecto de frente marítima de Barcelona, consolidado durante os Jogos Olímpicos de 1992). Em termos de modelo puramente cultural e funcionando a outra escala, temos a recém inaugurada Casa da Música, no Porto. Originalmente inserida no projecto Capital Europeia da Cultura, o qual se aproveitou para levar a cabo a renovação urbana de zonas específicas da cidade, a Casa da Música surge como um edifício-ícone, tanto em termos da sua representatividade arquitectónica como na sua utilização de âmbito artístico-cultural (como, aliás, também o é o Museu de Arte Contemporânea de Serralves). No entanto – e aqui reside uma questão perniciosa - a manipulação do conceito de bens culturais legitima socialmente determinadas actuações urbanísticas, tornando difícil a contestação das mesmas; criou-se a falácia do que é cultural é bom, a par de uma certa banalização da utilização do conceito, a qual, paradoxalmente, não contribuiu na mesma medida para a tornar mais acessível à generalidade da população. E assim a Cultura, que seria uma ferramenta para atingir determinados objectivos de carácter social, acaba por se transformar num fim em si mesma. Ou seja, aquilo que inicialmente seriam projectos para servir as necessidades dos cidadãos no seu geral, acaba por funcionar essencialmente para satisfazer as necessidades das elites instaladas do costume.

É claro que as cidades não podem ser compostas por diferentes fragmentos, encaixados à força e colados para se manterem juntos. Na hipótese de uma imagem fragmentada, que seja antes a de um puzzle – no qual cada peça ganha sentido na medida em que complementa as peças da sua envolvente, formando no total um conjunto coeso e dotado de sentido que permite o seu funcionamento correcto. Da mesma forma, para o desenvolvimento positivo de uma estratégia urbana de características abrangentes, é necessário não só o diálogo e proximidade entre a administração local e a sociedade civil, como também é imprenscindível que dentro da equipa de trabalho municipal se promova a interdisciplinaridade, re-equacionando as necessidades da rede viária, das zonas verdes, dos recursos hídricos e energéticos, da construção no seu conjunto, colmatando na melhoria de oferta de qualidade de vida a todos os cidadãos. A cidade tem também de ser pensada e planeada num âmbito que ultrapassa o município e abrange a região metropolitana. O tecido urbano da Área Metropolitana de Lisboa é complexo e rico em discrepâncias aos mais variados níveis, e também por isso é indispensável ter uma visão do conjunto, de forma a adequar e equilibrar zonas totalmente urbanizadas com zonas detentoras de características rurais, zonas passíveis de construção e zonas de protecção natural. É necessário o empenho na alteração das ferramentas de planeamento, de modo a escolher os meios e os percursos mais indicados para lograr um projecto coerente e eficaz. A cidade não pode funcionar como uma manta de retalhos, com intervenções pontuais e restringuidas a determinadas áreas. É essencial a elaboração de um plano de raíz, que analize as diversas problemáticas das vertentes social, ambiental, e física; que defina estratégias, prioridades, que aponte caminhos, estabeleça metas e objectivos. É importante que o modelo a seguir defenda uma ocupação compacta da estrutura urbana e usos mistos do solo, não apenas entre habitação e producção industrial de novas tecnologias limpas, mas também fomentando a mistura entre grupos socio-económicos, promovendo o aumento da complexidade urbana, de mistura e de aproximação entre os diferentes elementos que compõem a Pólis. E, por fim, é indispensável uma inclusão mais completa da sustentabilidade, que valorize com equidade aspectos ambientais e sociais, promovendo os valores fundamentais pelos quais este conceito se rege e em cujo epicentro se situam os aspectos básicos da democracia.

Ligia Paz

artigo publicado na revista de Arquitectura Arq./a, nr 31, Maio-Junho 2005

sábado, julho 23, 2005

O bolgue do Kelly

Sobre a demissão do ministro das finanças não tenho nada a dizer, parece-me uma má pessoa, de mau caracter e de mau trato, o que muitas vezes se confunde na política por um tecnocrata. Assim sendo vou continuar a falar do Kelly Slater, porque o homem é genial demais, é absolutamente fantástico e põe-me a saltar no quarto, heat após heat, como se de uma vitória do Benfica se tratasse.

O campeonato em Jeffreys Bay foi totalmente dominado por Slater, mesmo se este perdesse na final, o melhor surfista do campeonato teria sido ele, e a seguir Joel Parkinson, que juntamente com Slater foram os únicos que puxaram “a coisa” até ao limite, novas manobras, um surf diferente, linhas fantásticas, surf na espuma, na gaveta, no ar, debaixo do mar… onde fosse preciso. Mas os números do seis vezes campeoão do mundo foram novamente impressionantes, na minha opinião devia ter tido três notas 10, assim não sendo teve apenas um 10 e uma data impressionante de notas 9 elevadas. O Surf do Slater parece ser por vezes paranormal, é ultra radical, com uma velocidade que não vemos em mais nenhum, uma leitura de onda impressionante, aliado à capacidade de conseguir fazer muito mais numa onda média, do que qualquer outro faz numa onda grande. Houve dois heats que chamaram mais a atenção, no round 4, quando, contra Jake Paterson faz um 9.80, com um dos juizes a dar-lhe dez, e um 9.50 que também poderia facilmente ter sido um 10, isto nas primeiras duas ondas, pondo Jake the Snake numa posição impossível de ultrapassar. Nos quartos de final com Bede Durbidge (aliás bela foto no Ondas deste grande surfista pessoal! Ainda se queixam das minhas…) que foi quando Salter fez o seu 10 acompanhado por outra modesta nota de 9.50. 10 que só podia ser um 10 já que fez o maior e mais espectacular floater alguma vez visto na história do surf! E não estou a exagerar!

Até à meia final tudo foram rosas, tudo foi fácil, o problema foi na meia final, no inicio do heat ainda cheio de pujança, faz uma onda mal pontuada e vai parar quase à areia, com velocidade ultrapassa o seu adversário na remada (um rookie muito mais novo que ele) para ganhar prioridade, foi um momento que lhe podia roubar o campeonato porque visivelmente ficou cansado. As suas notas na meia final foram as duas melhores que as do seu adversário, um 8.50 e um 9, que seria magnifico para qualquer surfista, mas para Kelly nunca é suficiente, o homem quer sempre mais.
Isto seria a antevisão de uma final completamente estafada, por parte dos dois surfista, Andy Irons e Kelly Slater. Num dia compridíssimo de surf, estes dois tiveram de entrar !quatro vezes! na água. A final provou ser um teste de resistência e paciência, um pouco mal surfada por parte dos dois competidores, sinceramente não gostei muito das ondas pontuadas de Irons, muito conservadoras, apenas com uma grande manobra, a outra onda de Slater também não tinha corrido muito bem, estavamos a três minutos do final quando Irons apanha a sua última onda um 8.23 que o punha juntamente com um 8.33 na liderança, deixando Slater que apenas tinha um 7.33 no pico sozinho, visto que o três vezes campeão do mundo ficou a assistir os três minutos finais do heat da praia agarrado à namorada. O "freak" lá ficou, pacientemente à espera do set, (muita gente deve ter desistido na altura), eu que sou um fã parvo fiquei esperançado, numa espécie duma reza ateia, quando lá ao fundo começa a aparecer o maior set do dia. Com tempo de chegar a Kelly, eram três ondas, o comentador começou a gritar que era a primeira que ele tinha de apanhar porque faltavam 20 segundo para a final acabar, Slater deixou passar, todos os comentadores (por esta altura eram para aí uns cinco) começaram a gritar que tinha mesmo de ser a segunda! e Salter deixou passar, e foi na segunda, a poucos segundos do apito final, apanha a onda e…












Miguel Bordalo

sexta-feira, julho 22, 2005

Slater versus Irons

Vai ser uma BOMBA! Aqui mesmo, em Jeffreys Bay!

Miguel Bordalo

Mais insultos

Irei escrever sobre este campeonato com mais promenor, mas devo dizer que o mal cheiroso do Kelly Slater acabou de ter o pior heat do campeonato com um 8.50 e um 8.83. Como é evidente passou e está agora na final. Talvez tenhamos oportunidade de ver uma final Slater Irons. Seria engraçado, fosse qual fosse o resultado.

Miguel Bordalo

Resta-me insultá-lo

O Kelly Slater é deficiente!

Miguel Bordalo

- Que raio de azar eu sou o Kelly Slater...

Estou a ver o live webcast do campeonato do mundo de surf em J-Bay África do Sul, o Kelly Slater faz dois 10, limpinhos! Sem dúvida, mas o raio dos juíses já não sabem o que fazer para não lhe dar um 10... ele não vai perder o heat por causa disso, mas espero não ver as outras notas de outros surfistas a tocarem no 9.80 e no 9.50 do Kelly, porque senão vou ficar chateado! E sentir-me enganado. O Slater é anormal!

Miguel Bordalo

quarta-feira, julho 20, 2005

11-12-79

On 11th Dec 1979 ... The Number 1 single was:
Pink Floyd - "Another Brick In The Wall"

The Number 1 album was:
Rod Stewart - "Rod Stewart - Greatest Hits Vol. 1


Born on 11th Dec:

1916 - Perez Prado ( deceased )
1940 - David Gates ( vocalist, bassist, Bread )
1944 - Brenda Lee
1954 - Jermaine Jackson ( vocalist; solo and with The Jackson Five )
1958 - Nikki Sixx ( bassist, Motley Crue )
1964 - Justin Currie ( bassist, lead vocalist, Del Amitri )
1967 - DJ Yella ( of NWA )
1972 - Easther Bennett ( vocalist, Eternal)

Manuel Castro

Notícia do ano

Pedro Adão e Silva foi visto na Ericeira.

Manuel Castro

terça-feira, julho 19, 2005

Um espécie de um teste

É uma coisa bem engraçada que vi à uns dias no Coisas de miúda, mas que proponho agora aos leitores do pastelinho, vão a este sitio, digitam a vossa data de nascimento e descobrem qual era a música em alta do dia!

O s meus resultados foram:

On 2nd Jul 1980 ...

The Number 1 single was:
Don McLean - "Crying"The Number

1 album was:
Rolling Stones - "Emotional Rescue"

Born on 2nd Jul:
1942 - Leapy Lee
1950 - Duncan Mackay ( keyboard player, Cockney Rebel )
1954 - Pete Briquette ( bassist, vocalist, The Boomtown Rats )


Miguel Bordalo

Por vezes acontece

Faço um post, publico-o e passado umas horas revejo-o ponho os links e umas fotos...

Miguel Bordalo

Slater sempre Slater



Ao contrário da penúltima Surf Portugal a mais recente foi um mimo! Tudo é bom, desde as fotos aos textos, mesmo os textos para lá enviados foram bons, fala-se de surf, discute-se surf, o futuro, as diferentes pessoas, pude até ler sobre o meu mais recente companheiro de surfadas, num texto que só ficou aquém de mais elogios que poderiam ser feitos! Mas há um momento em cada Surf Portugal recentemente comprada que me entusiasma, que é ler o artigo de Júlio Adler. Nos dois últimos artigos há um ponto em comum Slater, na edição de junho deixa querer passar que Slater é o melhor deles todos, mas que hoje em dia o surf de competição está mais competitivo, ao contrário da altura em que Slater ganhou seis títulos. Hoje em dia há uma geração ávida de títulos enquanto que na altura de Slater estavam todos distraídos com outras coisas. Numa das minhas frases preferidas Adler afirma “Se Machado fosse “mau carácter” ganhava um ou dois títulos” e acho que ninguém tem dúvidas disso. Mas já voltamos ao primeiro artigo.



No segundo artigo Adler faz uma carta de amor a Slater, e Júlio Adler não é maricas! Não fala da beleza disto ou da contemplação daquilo, da pureza assim, ou do máximo infinito que se prepectua em cada onda do homem. Adler conta de uma forma simples como cada um de nós vê o Slater, como cada um de nós fica de boca aberta, em horários desconfortáveis a dar pulos à frente do computador, a por a mão na cabeça como se assistíssemos a um Benfica - Sporting ou no caso de Júlio Adler um São Paulo – Corintias? Vê-lo a desaparecer num tubo em Teahupoo e chamar-lhe nomes! Ficamos a falar sozinhos, e ficamos indignados com a nota 10, 10? Só 10? É que para Slater é necessário inventar uma nova nota, só para ele, uma “Slaternota”! Em Teahupoo ou em Restaurants houve notas que Salter ainda não tinha feito metade da onda e já toda a gente gritava DEZ! E o tipo continuava a malhar em cima da onda, pimba, pimba! Mas aconselho a todos os que gostam de surf e simpatizam com Slater a comprar a SP deste mês e ler o Júlio Adler.



Mas voltando um pouco atrás, a questão que Júlio Adler levanta quando fala dos tipos da geração anterior e o facto de terem facilitado a vida a Slater, porque simplesmente gostavam de o ver a surfar, ou porque não tinham andamento para ele, leva um pouco ao último post de Pedro Adão e Silva no Ondas sobre Slater, e que completa um pouco este ideia que capto de uma forma um pouco básica (que não é como júlio faz) a superioridade de Slater. É que ele não é só um talento enorme no surf, Slater é tão soul surfer como o mais soul surfer deles todos, tem o repertório completo e maximizado e é um tipo extremamente inteligente no seu desporto. Ele sabe o que é preciso, é provavelmente o seu maior crítico e é sem dúvida o tipo mais bem informado que já ouvi a comentar nestas provas da ASP, o mais ridículo foi no outro dia ainda em África, quando todos puxavam dos papeis para falarem sobre Raoni Monteiro, Slater lá ia descrevendo o novo talento brasileiro, e descrevendo-o com precisão! Pedindo finalmente um dez para o garoto! Mourinho quando comenta jogos de futebol é possível apercebermo-nos de coisas que nunca nos tínhamos apercebido antes, antecipa movimentos e jogadas. Slater faz exactamente o mesmo. Mas como alguém dizia no ondas, pode vir Andy, Parko ou Fanning ganhar 10 campeonatos do mundo seguidos, Slater é sempre Slater e será sempre o melhor do mundo. E com sorte, mesmo quando deixar de fazer surf de competição, poderemos tê-lo sempre a acompanhar-nos no campeonato do WCT como comentador, esperemos… mas esperemos mais que continue como outros o fazem até aos quarenta! Por fim deixo um pouco do texto de Adler que adorava poder reproduzir todo aqui no pastelinho:

"Slater invadiu o imaginário colectivo de tal maneira que tudo o que ele faz, apesar de ser infinitamente mais forte, mais veloz, com arcos mais amplos, bordas mais enterradas e posicionamentos mais profundos que os outros, dizia que apesar de tudo isso, o camarada fica com medo de soltar um 10 só para o ver inventar algo de novo na próxima onda - dropar em Teahupoo com a latinha na boca, entubar e entubar, sair, dar um golinho e um soco no ar é 10, não é?"



E assim falou Júlio Adler...

Miguel Bordalo

segunda-feira, julho 18, 2005

Lição da semana

Cuidado com quem acolhes em casa para a dormida, pode ser que descubras que é a filha de um dos maiores surfistas de sempre no mundo! Ou melhor a filha do surfista mais influente de sempre no mundo! Clássico!

Miguel Bordalo

Promessas feitas, promessas cumpridas

E já não era sem tempo!

Miguel Bordalo

Mau Karma

Neste post, com o pomposo título “E Trapattoni continua a lutar para fazer o Benfica campeão!” referia-me à quase contratação por parte do Estugarda do avançado Liedson que iria enfraquecer de sobremaneira a equipe do Sporting, pois… não só não se verificou, como o mesmo Estugarda contrata o avançado que o Benfica tentava negociar… apenas mau Karma. O culpado fui eu e penitencio-me!

Já agora abre-se o concurso no pastelinho para se decidir de uma vez por todas qual o pior central de sempre que o Benfica teve, a primeira fase do concurso consta de deixar aqui os nomes dos jogadores para mais tarde se fazer uma pequena votação, os nomes já deixados aqui foram:
João Manuel Pinto
Paulo Madeira
Argel
Paredão
(Agora que temos bons centrais podemos fazer destas coisas… espera lá, poderá isto lixar o meu karma ainda mais?)

Miguel Bordalo

Sem companhia para a festa

Estava eu todo entusiasmado, com as calças dobradas em baixo, cabelo um pouco oleoso, T-shirt rasgada nos sovacos preparado para ir ter com os quase famosos, quando a minha companhia para a noite recebe um telefonema brusco que se viria a tornar-se decisivo para o resto da minha semana, mais precisamente até ao dia 25, ficou cheia de trabalho até ao pescoço! Perdi de imediato a minha companhia para a grande noite, e encontrei-me num dilema, vou sozinho para uma festa que basicamente festeja os anos 80? Bem a liberalização sexual foi nos 60, nos 70 foi a liberalização “aberracional”, nos oitenta outro pássaro cantou! Sem brincadeiras fiquei triste e cabisbaixo deixei mal novamente o meu amigo Pedro, para a próxima não prometo nada… as minhas mais profundas desculpas bloguisticas… as outras serão dadas em pessoa.

Miguel Bordalo

O que eu gostava de poder escrever todos os dias…

Mas por vezes não é possível, acompanhar os comentários, escrever um texto ou outro sobre outros blogues que ainda vou lendo mas sem comentar… mas acho que ninguém anda com grande tempo também…
Ainda assim, hoje pretendo fazer uma série de posts novamente, para irem assim, em catadupa!

Miguel Bordalo

quinta-feira, julho 14, 2005

Gostos são gostos, como irei vestido?

Ou melhor como irei penteado? É que na sexta há festa dos Quase Famosos, e desta vez vou mesmo! Dia 15! É amanhã! Já estou preparado para ouvir música de gosto duvidoso, vá! chamem-me lá fachista! Até porque leio religiosamente o blogue, não costumo comentar por isso não apareci na foto editada à bem pouco tempo no blogue. Mas na realidade muitas vezes não sei se estão a falar a sério a gozar, é que não sei mesmo! já sei que sempre que falam em Smiths falam a sério, mas por exemplo este post ainda não descobri se é uma piada ou não, eu aposto que é piada, ninguém que fala sobre música pode gostar verdadeiramente dos Oasis… mas espera lá… talvez aqui se encontre a verdadeira pista de aterragem das influencias dos Smiths, aquilo que o pessoal gosta de dizer desta banda, uma das bandas mais influentes de sempre! Talvez se estejam a referir aos Oasis, bem… assim é melhor preparar os tampões para os ouvidos, ensaiar o pé de dança e fingir que vou para aqueles bailes universitários onde de repente toda a gente gosta de Quim Barreiros, eu nunca fui, mas há sempre uma primeira vez! Bem seja como for tenho de repensar o meu cabelo, o pessoal dos 80 não gosta de carecas e eu acabei de rapar o cabelo… não sei onde vou arranjar uma cabeleira à para ensaiar uma farta brilhantina! Por falar nisso será que Rui Santos vai estar na festa dos quase famosos? Se calhar andam ocupados e ninguém vê isto, só depois da festa…

Bora lá ao regabofe!

Miguel Bordalo

No mundo da política…

… já é outra história, temos Carmona a fazer conferencias estranhas sem dizer coisa com coisa e a aproveitar-se de maus slogans da oposição, assim do género – não interessa a poluição, não interessa o transito, não interessa o lixo, não interessa as obras e os buracos, nem muito menos o mau estado da cidade, o que interessa são as pessoas! – aaaaaaaaaah… pois… Já Carrilho parece querer fazer parecer Santana mas ao contrário, é uma proposta estranha, ser demagogo e profundamente inconsequente, mas acompanhado fortemente pela sua mulher e novo filho! Hoje Jorge Coelho num discurso há… Jorge Coelho incentivava Bárbara a vir para a frente que o povo de Lisboa gostava dela! Esta capacidade que o pessoal que se encontra no poder tem para saber quem é que o povo Lisboeta gosta deixa-me sempre surpreendido e pasmado! Carrilho então não perdoava, com grandes propostas para a capital do nosso país, ouvi duas que me captaram muito a atenção, e são de uma densidade inabalável! Reparem, prometia uma praça em cada bairro, sim! ouviram, uma praça em cada bairro, finalmente! E pegar no dinheiro que a câmara usa para fazer publicidade e dá-la ao velhinhos… sim, finalmente temos tipo com projecto para esta cidade! Já não era sem tempo. Ou melhor temos dois! Isto vai ser um fartote até às eleições!

Miguel Bordalo

E Trapattoni continua a lutar para fazer do Benfica campeão!

Pois é começou a época futebolística, jogadores, treinadores, adeptos, começas a delinear metas e estratégias, novas fintas e mais músculos, novas tácticas e mais jogadores, lugares cativos e novas mesinhas!

No Benfica a defesa parece incrível, eu pessoalmente não quero saber do burro do Miguel para nada, apesar de o achar o melhor jogador do mundo na actualidade nessa posição. Um tipo que escolhe como representante um dos maiores anti benfiquistas de sempre, tenta anular contratos, nega uma proposta da Juventos por 10 milhões de euros para querer que o Benfica escolhesse outra de 5 milhões, e vir com histórias de que ia para o Dínamo é porque realmente está mal acompanhado e muito mal informado. Esperemos que a história se resolva para bem da carreira do Miguel. O Benfica tem lá o João Pereira que é fantástico, vibrante, intenso, e na minha opinião na idade do Miguel muito melhor jogador. O Alex esse é tipo para chegar a meio de meio campo e centrar… está tudo dito, esperemos que melhore. Na esquerda gostei de Dos Santos o ano passado, mas virá um novo jogador quase de certeza. Os centrais, bem, qualquer clube dos grande em Portugal gostaria de ter pelo menos um dos quatro, como dos quatro três são brasileiros e o português parece-me titular indiscutível, antevejo alguns problemas…
No meio campo defensivo temos finalmente um tipo à altura para substituir Petit ou Manel Fernandes, Beto cortava o cabelo e passaria a gostar muito mais dele!
Para a frente no meio campo é onde temos a equipe mais forte e consistente, já jogam à muito Simão e Giovanni nesta equipe, agora com Karyaka que pode vir a ser uma de duas coisas, o médio que joga com facilidade com os dois pés, parece estar em todo o sítio, bom passe facilidade de remate, ou pode ser um tipo como outros que aparecem nas prés temporadas de campeonatos que estão já a decorrer e que estão em muito melhor forma e que não acompanham a evolução do resto da equipe para depois desaparecerem no meio da temporada, apesar disso penso que é a primeira. Para a frente chegam boas notícias de Itália, parece que Tomasson que não é jogador para tirar lugar a tipos como Crespo, Shevchenko, ou mesmo Inzaghi parece-me ser um jogador bem à medida do Benfica, para ver se se espicaçam os pontas de lança que lá temos, que pior temporada do que fizeram o ano passado não é possível fazerem e também para ser títular e marcar muitos golos, já agora…
Espero que Komem que está um pouco a integrar demais a imagem do treinador atacante aproveite bem a qualidade evidente de alguns dos jovens jogadores do Benfica, principalmente se conseguir que Hélio Roque ganhe os tais seis quilos de massa muscular.
Trapattoni é que não perdoa e parece querer garantir mais um campeonato ao Benfica afastando um dos candidatos, quer Liedson em Estugarda! Eu acho bem, aliás porque neste momento é o único jogador que me mete verdadeiramente medo na equipe do Sporting. Mais falarei sobre futebol nos próximos tempos. É garantido!

Miguel Bordalo

Ps: Outros apontamentos – O Benfica aparece agora em cima das tabelas dos jornais de onde raramente deveria sair, é a primeira escolha em tudo neste momento, realmente… andava mal habituado! Por fim, devo dizer que foi engraçado ver João Manuel Pinto a jogar contra o Benfica e bem, esse sim, provavelmente o pior central a jogar no Benfica de sempre, e só de me lembrar com quem é que ele fazia dupla até me arrepio todo, fico um pouco agoniado e repito para mim mesmo, Rocha Luizão, Rocha Luizão, Rocha Luizão, assim repetidamente até ficar mais bem disposto!

Não! Não estamos de férias ainda!

Tive ausente por uns tempos apenas porque hoje era o meu último exame, sabem isto da blogosfera é um mundo estranho, está sempre tudo a pensar que está a acabar, que vai acabando isto e aquilo, bem, quanto ao Pastelinho não sei, realmente não me parece restar-lhe muito tempo, mas se assim for outras coisas aparecerão. Por enquanto ainda quero aqui escrever, com a esperança de ser mais acompanhado, até porque vai começar a minha campanha pessoal contra dois candidatos à câmara de Lisboa, ignorando um e tentando decidir-me por outros dois. Por enquanto Sá Fernandes vai à frente, é um facto que se não fosse apoiado pelo BE até ia fazer campanha pelo homem! Mas enfim…
Por isso aqui estou, novamente, não sei até quando, uma próxima surfada com o cada vez mais difícil camarada Manel irá decidir tudo.

Miguel Bordalo

sexta-feira, julho 08, 2005

Sin city Crash



O título parece indicar que vou falar mal do Sin City, mas não vou, vou sim, falar bem de dois filmes, especialmente do Crash.



São dois filmes que têm um ponto comum a história decorre de um momento especifico, no Sin City um bar, onde numa noite, grande parte das personagens se encontram, e o no Crash onde um acidente faz cruzar também uma série de histórias.



Do Sin City não tenho muito a dizer, apenas que é uma experiência diferente, aparentemente há muita gente que não gosta de experiências diferentes, quando passam grande parte do tempo a queixarem-se que anda toda na mesma. Há uma mão clara de Tarantino especialmente na terceira história, e devo dizer que num cruzamento entre três histórias a segunda é claramente a pior apesar da fabulosa prestação de Benicio Del Toro. É um pouco uma cópia das bandas desenhadas, mas para quem as leu é saboroso reconhecermos as cenas e estarmos ao mesmo tempo a ver algo muito diferente Rourke a interpretar surpreendentemente bem o personagem Marv, a dar-lhe mais humanidade, mais substancia… em suma um bom filme, para que gosta de experimentar coisas novas. Sinceramente quanto à violência, ficou-se muito a dever à banda desenhada.



Já Crash é um filme virtuosíssimo, admito estar um pouco de pé atrás, porque há uma actriz chamada Sandra Bullock que quando começa a falar me irrita profundamente… não sabia se tinha muita participação no filme ou não, mas para aqueles que sofrem da mesma condição que eu, estão à vontade, o papel é pequeno e não está nada mau. Gosto da sobriedade do filme, da maneira como não pintam um quadro a preto e branco, ou como antipatizamos com alguém num momento e nos ligamos a ela imediatamente a seguir, sem dificuldade nenhuma, sem conflito, acho que terá sido a melhor descrição da cidade de LA que alguma vez vi, com a excepção talvez de alguns filmes do Woody Allen quando por lá passa e fica misteriosamente doente. Este filme aconselho seriamente a ver, não pode deixar mal e nunca será uma perda de tempo.

Miguel Bordalo

quinta-feira, julho 07, 2005

De olho por olho só se vê para um lado

Hoje mais um atentado veio chocar a civilização ocidental, nos próximos tempos vai-se falar ininterruptamente da frieza e cobardia de um ataque que é realmente uma cobardia, que é realmente frio e brutal. Vamos chorar os mortos, vamos ter muito medo, (eu pessoalmente já começo a desconfiar das minhas entradas no metro)…
Dentro de sentimentos confusos, da nossa solidariedade para com as vitimas, há certas coisas que se deixam levar por uma corrente sórdida. A primeira e mais ridícula delas todas é a preocupação nacional, não se vão haver atentados ou não, a procura da vitima portuguesa, para que as televisões e os jornais se possam mostrar mais ligados com a dor de alguém que passa por um evento terrível com, não uma língua especifica, mas um sotaque! A intensidade da vitima portuguesa tornaria tudo muito mais pesado e fácil de identificar.
Depois o total desprendimento com que certos comentadores dizem os seus disparates, tenho pena que ao ouvir rádio e com a proliferação de tanta gente que tem tão pouco para dizer, que podem ser interrompidos para a actualização das baixas, continuar a falar que é exactamente o mesmo, e assim sendo não lhes conseguir apanhar os nomes. Hoje havia um que dizia emocionado. – É que estes atentados não têm nada a ver com pobreza, porque senão reparem, a cimeira dos G8 estava reunida para resolver a fome em África. – Eu sei que é um momento emocionante, e adorava saber o nome do personagem para que isto resultasse melhor, mas a verdade é que frases como esta foram várias. E quanto disparate é que se pode dizer numa só frase! Acreditar que os G8 vão resolver seja o que for relativamente à fome, a não ser aquela que eles sentem antes das respectivas refeições é já um vê se te avias! Perspectivar que o terrorismo tem algo a ver com a fome é já razão para questionarmos a estação de rádio para escolher os seus especialistas. O terrorismo alimenta-se da fome tanto quanto os G8, o recrutamento dos seus terroristas passa muitas vezes exactamente por dar de comer a quem não tem.
Já a falta de empatia que muitos dos que se levantaram contra os ataques terroristas de hoje, relativamente aqueles que morrem todos os dias, e em muito maior número no Iraque e noutros países islâmicos, é reveladora da tendência que há em aproveitar estas situações para legitimar guerras e outras mais vis acções que servem para alimentar tanto o terrorismo como a fome, ou mesmo muito mais!

Miguel Bordalo

Ps: a pressa não me permitiu rever o texto, logo mais tarde assim o farei, as minhas desculpas pelos erros.

Ps 2: para que não hajam maus entendidos, os meus pêsames às vítimas de mais um ataque nojento de um dos polos do nojo.

quarta-feira, julho 06, 2005

Para solução do orçamento

Sabem, sempre tive algum pudor em fazer esta proposta de poupança… até porque tenho alguns amigos bem porreiros dessa região, gosto de ir ao Avante comer as espetadinhas com pão de manteiga de alho… mas em luz das últimas declarações de um certo dirigente, acho que seria uma boa solução um referendo em prol da independência da Madeira! Eu sou pela independência da Madeira! Eles não estão? Segundo personagem a que me poupo a escrever o nome nós até somos uns porcos de uns colonizadores! Se o homem está lá há trinta anos, que fique lá mais trinta, mas que poupem o pessoal do continente à vergonha, se faz o favor!

Miguel Bordalo

Portugal na rota definitiva do andar para trás!

Bem sei que escrevi que não faria mais posts hoje, mas uma passagem rápida pelo público on-line pôs-me num acesso de fúria! Então numa altura em que se noticia uma fabulosa invenção de uma central termonuclear, para que se crie energia de uma forma totalmente renovável e muito segura, põe-se a hipótese neste país de se fazer uma central nuclear! Será que o mundo não ensina lições? Será que está tudo parvo? Será que não há o mínimo de consciência ambiental? Será… eu já nem sei, o que eu sei é que a votação no público on-line após quase 800 votos encontra-se num empate… lá votei no não, amanhã apareço em casa de uns amigos meus para votar no não também! Sim, vou fazer batota, e se tivesse acesso a mil computadores faria batota sem o mínimo de problemas, este caso é grave demais para que não haja uma regeição clara a esta aberração!
Também acho que nesta pergunta para quem vota sim, se deva perguntar – se sim, aceita que a central vá bem para perto de sua casa?

Miguel Bordalo

Recados à blogosfera

Depois de uma ausência prolongada venho responder num post aquilo que teria de andar a escrever por esses comentários fora. Assim sendo, aqui vai:

Primeiro queria agradecer o pessoal que me desejou um bom aniversário aqui na blogosfera, primeiro ao pessoal que me deixou recados nos blogues, a nokas e a CPC e depois ao pessoal que comentou aqui num post que por acaso não se tratava do que eu queria para o meu aniversário, mas sim o que eu queria para o país, calhou faze-lo no dia antes do meu aniversário! Mas muito obrigado, passei bem o dia sim senhor!

Depois para mandar um abraço a um blogger do outro lado do hemisfério, dizer-lhe que também farei aqui um link e confirmar que o Dias e o Miguel Bordalo são realmente a mesma pessoa, sou eu! :)

Por falar em links, estarão ainda hoje outros dois links, que já estavam prometidos há uns dias, mas que com alguma surpresa venho a descobrir que o Hotel Sossego é mais um blogue de pelo menos um ex aluno do Fernão Mendes Pinto, senão dos dois, ou estou enganado?

Finalmente um grande parabéns ao aniversário do Água em Pó, um dos meus blogues favoritos, apesar do gosto músical ser muito... como lhe chamar... choque! ;) Vale a pena ir lá... sempre!

Miguel Bordalo

Ps: A maldita da Catarina do Quebra vozes é uma das culpadas de eu estar a fazer este post tão tarde, e de não ir escrever mais nada hoje, é que é pura e simplesmente impossível vencer a super final, no jogo, nem um golo marco ao monstro! RAIOS!

sexta-feira, julho 01, 2005

O que eu queria

Sabem, o que eu queria era um primeiro ministro como Zapatero. Rompeu com todos os problemas que uma sociedade bastante fundamentalista, está neste preciso momento a enfrentar uma batalha contra uma igreja católica cada vez mais oca e ignorante, que desde sempre e continuará assim ser, a primeira barreira contra a liberdade, a justiça e o pensamento livre. Combate com comunicados arrepiantes de apoio e alento a lutas justas de minorias oprimidas.
Enquanto Zapatero vai liderando o seu país através da abertura, da liberdade, da inteligência, cá no nosso Portugal o governo corta com os estágios pedagógicos para os professores. Que ataque mais primário à formação, ao ensino, a tudo aquilo porque se deve lutar é que se pode fazer mais?
Quando é que, por uns tempos, vamos ficar bem entregues neste país?… É nestes momentos que olho para Sampaio e penso, que jogada suja que foi feita, para que Ferro Rodrigues não pudesse neste momento estar a dar-me alento como Zapatero está a dar à sua Espanha…

Miguel Bordalo

Muitos parabéns

Atrasamo-nos como é bem nosso hábito aqui no Pastelinho, mas muitos parabéns à nossa amiga Nokas, a Inês está a fazer 1/4 de século, que com certeza lhe fica muito bem!

80 desesperos e os supercríticos

Sabem este será o meu último post a provocar o pessoal dos anos oitenta, nos próximos tempos, isto porque vou chegar à verdadeira situação que me irrita nos oitentãos, a supercrítica. É que é nos anos oitenta que a crítica nasce para vir obrigatoriamente dizer mal. É nos anos oitenta que nascem as classificações, as estrelas no cinema e as palavras derradeiras nos jornais, quando os críticos de todos os géneros se quiseram tornar mais do que aquilo que são. Quando um filme ou um disco é ou endeusado ou vilipendiado, foram os anos mais preto e branco que existiram em jeito de reacção a uns anos realmente muito maus como foram os 70.
Mas realmente dá-me sempre um gozo bastante grande provocar esta malta, que gostando do que gosta, não admite que possa haver aspectos maus nesta fase, não admite a falta de consistência, defeitos técnicos, e em vez de dizerem, - Sim! Eram bandas de garagem, e depois? Nós gostamos, se não gostas ouves outras coisas! – põe-se logo com grande teorias de que os oitenta é que eram porque até tiveram os Smiths!
Pronto não batam mais no ceguinho, já aprendi. A supercrítica não pode levar com a crítica, tem lógica!

Miguel Bordalo

Ps: estes dois últimos posts feitos aqui no pastelinho, são uma resposta, com falta de ironia, piada, ou sentido de argumentação (características que não descrevem de maneira nenhuma o autor), mas que muito mais de não explicar de quem é que os Smiths são mestres, (banda que nem acho desagradável, provavelmente das únicas nos anos oitenta), principalmente fica-se sem saber o porquê de se achar José Viera da Silva o tipo mais genial de todo o governo! Tendo como termo de comparação que os outros ministros são com certeza comparáveis a personalidades musicais dos anos 80!

Ps 2: Digo tudo isto com carinho!
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