sexta-feira, novembro 25, 2005

25 de Novembro - A tradição ainda é o que era

Começamos este blogue num fim de tarde na Ericeira, enquanto fazíamos uma churrascada, depois de uma qualquer sessão de surf. Nasceu o blogue como tinha que nascer. Era uma inevitabilidade o Miguel e eu termos um blogue juntos. Eu já andava a experimentar as delícias dos blogues há algum tempo e foi com grande satisfação que vi finalmente o Miguel ir entrando, passo a passo, no mundo dos blogues. Lá nos decidimos a avançar para um blogue comum, num momento que hoje poderíamos confortavelmente chamar de brainstorm, mas que eu continuo a chamar de inevitabilidade. Depois da criação do conceito do blogue – se é que isso existiu - as primeiras ideias conduziram necessariamente, onde tudo tinha começado, ao nosso Fernão Mendes Pinto. E assim, nasce, o Pastelinho.

Este blogue só podia nascer em Abril, o mês da Revolução. Somos da última grande geração do Externato Fernão Mendes Pinto e 14 anos depois, vamos fazer uma homenagem aos valores que nos foram ensinados, a uma escola de vida que nos proporcionou e continua a proporcionar uma visão única da sociedade. A fraternidade, a solidariedade e a liberdade como valores fundamentais da nossa educação. Não haverá melhor homenagem ao que aprendemos e a quem nos ensinou do que manter o espiríto vivo, o culto desses valores.

Isso seria só o começo de tudo, como que uma ligação umbilical, não condicionante, antes inspiradora, que tentámos sempre manter, sem a estar sempre a denunciar. Até que ponto nos afastámos dos pressuposto iniciais deste blogue, isso só quem nos leu desde sempre saberá avaliar. Não sei, nem isso me interessa, se o fizemos ou não, porque não é isso que nos traz aqui.
O que nos traz aqui é uma sequência em catadupa de erros que nos faz olhar hoje para o blogue – pelo menos a mim - e não o reconhecer, não em função daquilo que nós queríamos ou não que este blogue fosse, mas em função daquilo que nós sentimos em relação a este blogue, diariamente, quando olhamos para ele e nos preparamos para escrever o que nos vai na alma.
É orgânico, não é estatutário. É um sentimento, não uma avaliação.
E por isso, hoje acaba o Pastelinho.
Acho que este blogue teve momentos fantásticos, para os quais olho com um certo orgulho. Acho que fizemos coisas giras. Bem ou mal. À nossa maneira.
Também teve momentos menos bons, mas profundamente genuínos – e isso, para mim foi bom, até ao ponto em que nos deixamos de identificar com eles e aí, já não são Pastelinho, já não são nada.
Olho para todos os amigos que por aqui fizemos e que connosco discutiram, opinaram e se revoltaram e só posso agradecer a fidelidade com que nos acompanharam.
Se calhar, haveria muito mais para dizer, se isto fosse uma despedida, mas não. É só um fim.

Manuel Castro

Occy Bye bye

Hoje, depois de duas semanas cheio de problemas que me impediram de aproveitar bons ventos e sweels, (praticamente rachei o pé, andei de muletas uns dias, para quem me conhece não é um visão nada rara, ando aqui com o pé parece a testa do Gorbachev) voltei ao surf, as condições estavam longe das ideias mas lá consegui arranjar umas ondas, coisa que me põe no lugar, é o meu único momento espiritual, aquela onda onde me limito a ir até ao fim, sem manobras, só e apenas indo, até ao fim…

Há duas semanas eu e o Manel tomamos uma decisão que só não foi tomada mais cedo porque por vezes há relações que, porque tiveram bons momentos, são difíceis de largar, mesmo que essas relações sejam com blogues…



Hoje antes de ir fazer surf vi quase metade do Occumentary, por vezes é assim, tal como no Taekwondo (o meu outro desporto, que me desfigurou o pé), é bom ver filmes de tipos a fazerem coisas que nunca conseguiremos fazer, porque servem de inspiração, assim vamos para o terreno preparados, um pouco mais informados, a tentar, sem sucesso, mas a tentar, repetir movimentos, momentos de monumentos fora do alcance de um mero mortal…



O carisma é algo engraçado, funciona de várias maneiras, o Slater é carismático porque é um ser inacreditavelmente talentoso e competitivo, é comunicador, e tem uma espécie de David que fica bem num quadro já por si demasiado renascentista. Occy é o oposto, é um Golias anti Michelangelo, uma força da natureza um espírito livre com sonhos de grandeza que o diminuem só porque ele se tornou mais do que aquilo que ele próprio pensa dele, quer acentar os pés na terra mas não sabe como. Como se um Hemingway antes de perder a cabeça se quisesse tornar de repente num Johnny Carson… O Occy é carismático porque é! Está predestinado. Toda a sua história o levou a isso, é assim que se fazem os predestinados são uma consequência das suas histórias com mais algo que não é possível demonstrar até pouco se vê, mas sem dúvida que se sente. O homem que passou da maior promessa do surf mundial, para um gordo a comer hambúrgueres e a ver televisão, passando por outras mais tristes, para voltar mais forte que nunca, mais em contacto, mais incrível, mais épico! Histórias de redenção, histórias de retornos inevitáveis.



Tínhamos decidido isto há duas semanas, está decidido, despeço-me do Pastelinho num misto de saudade e alívio.

Miguel Bordalo

domingo, novembro 13, 2005

Este blogue devia ser assim

canal

Manuel Castro

No que este blog se está a tornar

Numa festa do Quase Famosos, em que toda a gente dança, mas se perdeu na letra algures no meio da canção - continuando a mexer os lábios para acompanhar os tons.

Manuel Castro

segunda-feira, novembro 07, 2005

O que é que ele tem que é diferente?




Não consigo bem perceber, alguém teria de me explicar, porque quando eu vejo o Slater é tão único e tão fabuloso, parece tudo tão incrível que não sei bem se realmente é dele ou se é uma doença globalizada ou só minha. É um encher de olhos vê-lo surfar!




Miguel Bordalo

sexta-feira, novembro 04, 2005

Uma pequena grande diferença

Quem estranhou da última vez eu ter criticado o Pedro num texto quanto a mim muito trapalhão no cada vez mais trapalhão Super Mario, fica já aqui a minha chamada de atenção para um artigo que com o mesmo tema não caí na demagogia fácil e explica muito bem um ponto de vista pertinente, assim, como devia ter sido explicado desde inicio.

Miguel Bordalo

quinta-feira, novembro 03, 2005

About to go medievel!



Estava prestes a passar-me no Ondas quando decidi ir para a frente da televisão acalmar-me, pôs-me a ver Somewhere anywhere everywhere, Damien Hobgood, CJ, Occy, Taj acalmaram-me um pouco e fizeram-me mesmo querer fazer-me ao mar em condições duvidosas, aí vou eu e à tarde quando chegar logo me passo...

Miguel Bordalo

quarta-feira, novembro 02, 2005

Prioridades

Tenho andado meio perdido com o meu tempo tenho muito para escrever e pouco tempo. Mas passou-se algo na blogosfera que é necessário ser destacado por várias razões.
A primeira porque na critica de música, filmes ou livros, talvez mais os dois primeiros, os críticos são verdadeiramente maus. A crítica em Portugal (que é a única que conheço) não se dá ao trabalho, quando analisam uma obra musical estão normalmente muito mal informados, quando analisam uma obra cinematográfica é um chorrilho de opiniões pessoais, ou vice versa, na literatura não é bem assim, mas também tem muita gente mal preparada a discutir literatura, principalmente porque não se dão ao trabalho.
A segunda é que quando se fala em Margarida Rebelo Pinto é fácil dizer mal, é má literatura, é light, é muito ligeirinho. Sem muitos de nós termos alguma vez pegado num livro dela. Alguns que não podem ser assim tantos já que a mulher vende que se farta…
A terceira é que os textos que vos vou apresentar de seguida são verdadeiramente fáceis de ler, é rápido e para qualquer escritor que queira melhorar um pouco ou pelo menos não cair nos erros mais básicos ajuda le-los.A quarta refere-se à segunda e com uma obra crítica destas, a partir de agora depois de a ler qualquer um já pode, em consciência apoiado em factos, criticar Margarida Rebelo Pinto sem abrir uma página que seja da sua obra. É mágico! O desvendar de uma costureira!

Todo isto no Esplanar de outubro em 15 textos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15

O 11 e o 12 são absolutamente escadalosos dá jeito ver numa página só... o resto é só rir e ficar de boca aberta, muito obrigado João Pedro George.

Miguel Bordalo
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