domingo, setembro 04, 2011
O lado da luz na música
Só para tentar explicar o que se passou numa tenda algures no Avante hoje.
Estava tudo a proteger-se do Sol, a descansar e em amena cavaqueira. Ia começar um concerto de Jazz, depois de um grupo popular ter tocado. O pessoal sentou-se todo, e entra o Júlio Resende, o Matt Penman, o Perico Sambeat e o Joel Silva.
O quarteto começa a tocar com alguma indiferença na plateia. O burburinho é evidente. Por altura do segundo tema o burburinho é menor, no terceiro tema já quase ninguém fala, e ao quarto tema está tudo vidrado.
Até ao final do espectáculo foi só apreciar a música. Por momentos, mesmo que breves momentos, todos naquela tenda sabiam que estavam perante músicos de eleição a tocar música de eleição.
O poder era tanto no fim do concerto que quase se ouvia o esgar de sofrimento da algumas pessoas a vibrar com aquela música. Com aqueles arranjos e com aquela execução.
A tenda levantou-se para aplaudir enquanto era invadida por uma gigante turba que ia acompanhar uns tais de Virgem Suta. A vida musical de muitos dos habitantes da tenda passou de imediato para o normal. Mas quem sabe um pouco não tenha ficado. Um pouco de música a sério, um pouco de música real, quem sabe um pouco daquela música não lhes tenha tocado a alma, e alguns, nem que poucos, e os tenha preparado para que no futuro eles encontram o lado da luz na música.
Foi o maior pedaço de adrenalina de Jazz porque alguma vez passei. Do outro mundo...
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
3 comentários:
São momentos assim que nos fazem ganhar o dia!
Acho que consigo imaginar a situação e o gozo que os músicos devem ter sentido.
Se há coisa que eu gosto é de ir a um festival de jazz e ouvir boa música.
Beijinhos
Foi muito bom. Tens de ir à Fábrica Braço de Prata ouvir o Jùlio tocar às sextas-feiras. Vais ver que vais gostar muito.
Enviar um comentário