quinta-feira, fevereiro 16, 2012

O maior dos amores

Li um livro que me tocou mais do que esperava, acho que por uma música também, e por ela entendi melhor o livro. Uma espécie de reciprocidade que nunca me tinha acontecido. Por vezes acontece com filmes, mas nunca funciona, gosta-se mais do resumo do filme e o efeito das imagens, ou do ambiente mais criativo e completo do livro.

Um romance resolve coisas que só podem ser resolvidas na humanidade com a passagem das folhas, é o movimento perfeito de continuidade.



O livro 1984 do Orwell tocou-me mais do que eu inicialmente pensei por duas razões. Pelos microfones nas árvores, nunca confirmados, e a relação com a música, penso que o maior símbolo da repressão, até no ponto mais longínquo, a presença da besta, do medo. E pela relação de amor entretanto desencadeada. Gerada não pelo medo, mas pela empatia, pela incrível capacidade que os humanos têm de se apaixonar pelo que têm em comum, nem que seja a mais pequena coisa, ou a maior das coisas, e que tudo o resto seja diferente.

O que é que eles tinham em comum? Não queria sentir medo. E por momentos, quando juntos, não o sentiam mesmo. Por momentos tudo eram só eles. O amor que eles tinham. Os momentos que guardavam, os planos que faziam, os pequenos toques no meio da multidão, proibidos.

Mas o medo... o medo. Esse grande iniciador das mais horríveis atrocidades, esse grande motivador das justificações descabidas...

É interessante porque o 1984 não é realmente sobre ignorância. Apesar do controlo pelo poder e pelo medo resultarem nisso mesmo. O livro é acima de tudo o poder do medo sobre o amor, e sobre a humanidade.

Nos dias que correm há medo. Nos dias que correm é-nos dito que tudo o que temos de fazer já está escrito. As maiorias encontram um único caminho bifurcado, aos círculos, porque acompanhados vão sem medo, uma espécie de um oito deitado, sim, esse mesmo, infinito.

EU escolho o amor e a paixão. Eu escolho ser grego e internacional. Eu escolho ir atrás daquilo que amo. Eu escolho mudar primeiro e não esperar para depois. Eu escolho o amor perante o maior dos meus medos. E é isso mesmo que eu vou fazer.

Por isso meus amigos e minhas amigas, deixo-vos aqui a melhor versão e vou continuar viagem.

5 comentários:

Anónimo disse...

Muito bom...

Anónimo disse...

Eu te amo. Sou louca por ti, paixao!
M.

Miguel Bordalo disse...

Tão bom...

Anónimo disse...

Um bjo na boca ;)
http://www.youtube.com/watch?v=VniMWLuELFc&feature=youtu.be
M.

Anónimo disse...

Adorei o post! Sintonia bestial, porque estou a ler exactamente o 1984! :) A ver se concordo contigo...

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