Domingo, Janeiro 22, 2006
The Bonnie Situation
Está para breve...
O regresso, numa blogosfera perto de si.
Sábado, Janeiro 21, 2006
SOMEWHERE,ANYWHERE,EVERYWHERE
O regresso, numa blogosfera perto de si.
Sábado, Novembro 26, 2005
...
Francisco Castor
Sexta-feira, Novembro 25, 2005
25 de Novembro - A tradição ainda é o que era
Começamos este blogue num fim de tarde na Ericeira, enquanto fazíamos uma churrascada, depois de uma qualquer sessão de surf. Nasceu o blogue como tinha que nascer. Era uma inevitabilidade o Miguel e eu termos um blogue juntos. Eu já andava a experimentar as delícias dos blogues há algum tempo e foi com grande satisfação que vi finalmente o Miguel ir entrando, passo a passo, no mundo dos blogues. Lá nos decidimos a avançar para um blogue comum, num momento que hoje poderíamos confortavelmente chamar de brainstorm, mas que eu continuo a chamar de inevitabilidade. Depois da criação do conceito do blogue – se é que isso existiu - as primeiras ideias conduziram necessariamente, onde tudo tinha começado, ao nosso Fernão Mendes Pinto. E assim, nasce, o Pastelinho.
Este blogue só podia nascer em Abril, o mês da Revolução. Somos da última grande geração do Externato Fernão Mendes Pinto e 14 anos depois, vamos fazer uma homenagem aos valores que nos foram ensinados, a uma escola de vida que nos proporcionou e continua a proporcionar uma visão única da sociedade. A fraternidade, a solidariedade e a liberdade como valores fundamentais da nossa educação. Não haverá melhor homenagem ao que aprendemos e a quem nos ensinou do que manter o espiríto vivo, o culto desses valores.
Isso seria só o começo de tudo, como que uma ligação umbilical, não condicionante, antes inspiradora, que tentámos sempre manter, sem a estar sempre a denunciar. Até que ponto nos afastámos dos pressuposto iniciais deste blogue, isso só quem nos leu desde sempre saberá avaliar. Não sei, nem isso me interessa, se o fizemos ou não, porque não é isso que nos traz aqui.
O que nos traz aqui é uma sequência em catadupa de erros que nos faz olhar hoje para o blogue – pelo menos a mim - e não o reconhecer, não em função daquilo que nós queríamos ou não que este blogue fosse, mas em função daquilo que nós sentimos em relação a este blogue, diariamente, quando olhamos para ele e nos preparamos para escrever o que nos vai na alma.
É orgânico, não é estatutário. É um sentimento, não uma avaliação.
E por isso, hoje acaba o Pastelinho.
Acho que este blogue teve momentos fantásticos, para os quais olho com um certo orgulho. Acho que fizemos coisas giras. Bem ou mal. À nossa maneira.
Também teve momentos menos bons, mas profundamente genuínos – e isso, para mim foi bom, até ao ponto em que nos deixamos de identificar com eles e aí, já não são Pastelinho, já não são nada.
Olho para todos os amigos que por aqui fizemos e que connosco discutiram, opinaram e se revoltaram e só posso agradecer a fidelidade com que nos acompanharam.
Se calhar, haveria muito mais para dizer, se isto fosse uma despedida, mas não. É só um fim.
Manuel Castro
Este blogue só podia nascer em Abril, o mês da Revolução. Somos da última grande geração do Externato Fernão Mendes Pinto e 14 anos depois, vamos fazer uma homenagem aos valores que nos foram ensinados, a uma escola de vida que nos proporcionou e continua a proporcionar uma visão única da sociedade. A fraternidade, a solidariedade e a liberdade como valores fundamentais da nossa educação. Não haverá melhor homenagem ao que aprendemos e a quem nos ensinou do que manter o espiríto vivo, o culto desses valores.
Isso seria só o começo de tudo, como que uma ligação umbilical, não condicionante, antes inspiradora, que tentámos sempre manter, sem a estar sempre a denunciar. Até que ponto nos afastámos dos pressuposto iniciais deste blogue, isso só quem nos leu desde sempre saberá avaliar. Não sei, nem isso me interessa, se o fizemos ou não, porque não é isso que nos traz aqui.
O que nos traz aqui é uma sequência em catadupa de erros que nos faz olhar hoje para o blogue – pelo menos a mim - e não o reconhecer, não em função daquilo que nós queríamos ou não que este blogue fosse, mas em função daquilo que nós sentimos em relação a este blogue, diariamente, quando olhamos para ele e nos preparamos para escrever o que nos vai na alma.
É orgânico, não é estatutário. É um sentimento, não uma avaliação.
E por isso, hoje acaba o Pastelinho.
Acho que este blogue teve momentos fantásticos, para os quais olho com um certo orgulho. Acho que fizemos coisas giras. Bem ou mal. À nossa maneira.
Também teve momentos menos bons, mas profundamente genuínos – e isso, para mim foi bom, até ao ponto em que nos deixamos de identificar com eles e aí, já não são Pastelinho, já não são nada.
Olho para todos os amigos que por aqui fizemos e que connosco discutiram, opinaram e se revoltaram e só posso agradecer a fidelidade com que nos acompanharam.
Se calhar, haveria muito mais para dizer, se isto fosse uma despedida, mas não. É só um fim.
Manuel Castro
Occy Bye bye
Hoje, depois de duas semanas cheio de problemas que me impediram de aproveitar bons ventos e sweels, (praticamente rachei o pé, andei de muletas uns dias, para quem me conhece não é um visão nada rara, ando aqui com o pé parece a testa do Gorbachev) voltei ao surf, as condições estavam longe das ideias mas lá consegui arranjar umas ondas, coisa que me põe no lugar, é o meu único momento espiritual, aquela onda onde me limito a ir até ao fim, sem manobras, só e apenas indo, até ao fim…
Há duas semanas eu e o Manel tomamos uma decisão que só não foi tomada mais cedo porque por vezes há relações que, porque tiveram bons momentos, são difíceis de largar, mesmo que essas relações sejam com blogues…

Hoje antes de ir fazer surf vi quase metade do Occumentary, por vezes é assim, tal como no Taekwondo (o meu outro desporto, que me desfigurou o pé), é bom ver filmes de tipos a fazerem coisas que nunca conseguiremos fazer, porque servem de inspiração, assim vamos para o terreno preparados, um pouco mais informados, a tentar, sem sucesso, mas a tentar, repetir movimentos, momentos de monumentos fora do alcance de um mero mortal…

O carisma é algo engraçado, funciona de várias maneiras, o Slater é carismático porque é um ser inacreditavelmente talentoso e competitivo, é comunicador, e tem uma espécie de David que fica bem num quadro já por si demasiado renascentista. Occy é o oposto, é um Golias anti Michelangelo, uma força da natureza um espírito livre com sonhos de grandeza que o diminuem só porque ele se tornou mais do que aquilo que ele próprio pensa dele, quer acentar os pés na terra mas não sabe como. Como se um Hemingway antes de perder a cabeça se quisesse tornar de repente num Johnny Carson… O Occy é carismático porque é! Está predestinado. Toda a sua história o levou a isso, é assim que se fazem os predestinados são uma consequência das suas histórias com mais algo que não é possível demonstrar até pouco se vê, mas sem dúvida que se sente. O homem que passou da maior promessa do surf mundial, para um gordo a comer hambúrgueres e a ver televisão, passando por outras mais tristes, para voltar mais forte que nunca, mais em contacto, mais incrível, mais épico! Histórias de redenção, histórias de retornos inevitáveis.

Tínhamos decidido isto há duas semanas, está decidido, despeço-me do Pastelinho num misto de saudade e alívio.
Miguel Bordalo
Há duas semanas eu e o Manel tomamos uma decisão que só não foi tomada mais cedo porque por vezes há relações que, porque tiveram bons momentos, são difíceis de largar, mesmo que essas relações sejam com blogues…

Hoje antes de ir fazer surf vi quase metade do Occumentary, por vezes é assim, tal como no Taekwondo (o meu outro desporto, que me desfigurou o pé), é bom ver filmes de tipos a fazerem coisas que nunca conseguiremos fazer, porque servem de inspiração, assim vamos para o terreno preparados, um pouco mais informados, a tentar, sem sucesso, mas a tentar, repetir movimentos, momentos de monumentos fora do alcance de um mero mortal…

O carisma é algo engraçado, funciona de várias maneiras, o Slater é carismático porque é um ser inacreditavelmente talentoso e competitivo, é comunicador, e tem uma espécie de David que fica bem num quadro já por si demasiado renascentista. Occy é o oposto, é um Golias anti Michelangelo, uma força da natureza um espírito livre com sonhos de grandeza que o diminuem só porque ele se tornou mais do que aquilo que ele próprio pensa dele, quer acentar os pés na terra mas não sabe como. Como se um Hemingway antes de perder a cabeça se quisesse tornar de repente num Johnny Carson… O Occy é carismático porque é! Está predestinado. Toda a sua história o levou a isso, é assim que se fazem os predestinados são uma consequência das suas histórias com mais algo que não é possível demonstrar até pouco se vê, mas sem dúvida que se sente. O homem que passou da maior promessa do surf mundial, para um gordo a comer hambúrgueres e a ver televisão, passando por outras mais tristes, para voltar mais forte que nunca, mais em contacto, mais incrível, mais épico! Histórias de redenção, histórias de retornos inevitáveis.

Tínhamos decidido isto há duas semanas, está decidido, despeço-me do Pastelinho num misto de saudade e alívio.
Miguel Bordalo
Quarta-feira, Novembro 23, 2005
Boas razões para...
Terça-feira, Novembro 22, 2005
Desbloqueador de conversa
Entre dois veteranos do PSD:
"O Dr. Sá Carneiro é que era um grande homem, não era?"
Pedro Branco
"O Dr. Sá Carneiro é que era um grande homem, não era?"
Pedro Branco
Sábado, Novembro 19, 2005
Ainda os prémios da MTV no Pav. Atlântico
O prémio atribuído aos Gift, é a prova de que o povo gosta de ser enganado... (é que até o proto-trolha do Boss AC tem mais autenticidade que eles gajos!)
Pedro Branco
Pedro Branco
Quinta-feira, Novembro 17, 2005
Enfrentando a idade
Vendo o último bloco noticiário da TV, reparei em duas personalidades que andam com problemas de identificação com as mutações que o seu corpo sofre com o escalar na pirâmide etária.
A começar por Agostinho Oliveira. Na projecção dos festejos após a sofrida vitória contra os sub-21 suíços, e olhando-se para o senhor, chega-se a uma conclusão: o gajo usa capachinho (se quiserem dizer chinó, tão à vontade).
E a acabar em Mário Soares. Estão a ver aqueles velhotes muita castiços que se sentam nos bancos de jardim, vociferando sofismas como "esta m... não tem arranjo!", "isto levava jeito era com o Salazar!" ou "f*da-se, já borrei as calças outra vez!" ? Pois, o bom do Marinho do Vau já chegou a esse estágio da evolução humana, mas virando-o contra Cavaco.
Mais a sério, ainda não ouvi o rei do Campo Grande dizer algo de construtivo nesta bendita campanha! Todo o seu discurso assenta numa lógica anti-Cavaco, deixando desde logo passar a ideia de que o PS só o foi buscar como tampão de bolo-rei...
Depois destas lindas demonstrações, o PS ainda se admira como é que o Alegre está a recolher tantos votos nas sondagens (Ok, valem o que valem)... Bem, apontem mais um voto para o gajo de Águeda!
Pedro Branco
A começar por Agostinho Oliveira. Na projecção dos festejos após a sofrida vitória contra os sub-21 suíços, e olhando-se para o senhor, chega-se a uma conclusão: o gajo usa capachinho (se quiserem dizer chinó, tão à vontade).
E a acabar em Mário Soares. Estão a ver aqueles velhotes muita castiços que se sentam nos bancos de jardim, vociferando sofismas como "esta m... não tem arranjo!", "isto levava jeito era com o Salazar!" ou "f*da-se, já borrei as calças outra vez!" ? Pois, o bom do Marinho do Vau já chegou a esse estágio da evolução humana, mas virando-o contra Cavaco.
Mais a sério, ainda não ouvi o rei do Campo Grande dizer algo de construtivo nesta bendita campanha! Todo o seu discurso assenta numa lógica anti-Cavaco, deixando desde logo passar a ideia de que o PS só o foi buscar como tampão de bolo-rei...
Depois destas lindas demonstrações, o PS ainda se admira como é que o Alegre está a recolher tantos votos nas sondagens (Ok, valem o que valem)... Bem, apontem mais um voto para o gajo de Águeda!
Pedro Branco
Segunda-feira, Novembro 14, 2005
Caro José Maria Martins
Não é por nada, mas como advogado de um pedófilo não lhe auguro nada de bom na sua candidatura à Presidência da República.
Francisco Castor
Francisco Castor
Domingo, Novembro 13, 2005
Este blogue devia ser assim

Manuel Castro
No que este blog se está a tornar
Numa festa do Quase Famosos, em que toda a gente dança, mas se perdeu na letra algures no meio da canção - continuando a mexer os lábios para acompanhar os tons.
Manuel Castro
Manuel Castro
Quinta-feira, Novembro 10, 2005
O que é que ele tem que é diferente? (E porque este blog precisa de animação)

Não consigo bem perceber, alguém teria de me explicar, porque quando eu vejo o Steven Seagel é tão único e tão fabuloso, parece tudo tão incrível que não sei bem se realmente é dele ou se é uma doença globalizada ou só minha. É um encher de olhos vê-lo distribuir porrada como quem distribui caramelos à criançada, e depois correr a pedir perdão pelos seus pecados!
Francisco Castor
Terça-feira, Novembro 08, 2005
Porque o post anterior é sincero e não apenas provocação barata
O piloto mais vitorios de sempre da F1 consegue ser também um dos mais mal-amados. Michael Schumacher conquistou 7 títulos de campeão do mundo, 84 vitórias, 64 pole-positions, 69 melhores voltas em corrida, 142 podiums, 1248 pontos e 4370 voltas na primeira posição. À excepção das pole-postions (o record ainda é de Ayrton Senna), em todos os dados mencionados o piloto de Kerpen é o recordista, batendo nomes míticos do desporto como Fangio, Prost ou Senna. Quem o vê pilotar à chuva fica rendido com a mestria do alemão em conseguir ganhar vantagem aos adversários. Aliás, na F1 actual, nem mesmo os seus sucessores, Alonso e Kimi Raikkonen, demonstraram o mesmo nível de pilotagem no molhado.
Para muitos, Schumacher é o melhor piloto de todos os tempos. É uma discussão ao nível das de futebol, pois apesar de ter conquistado mais títulos que Fangio, o argentino conseguiu a sua primeira coroa aos 40,e a última ao 46, fazendo nessa época a corrida da sua vida no mítico Nordschliefe (Nurburgring), com condições de segurança muitissímo deficitárias em relação ás existentes hoje em dia, relativizando-se assim a questão (e sem querer trazer nomes como os de Prost, Senna Clark, lauda ou outros, à baila).
Mas Schumacher foi o jovem que chegado ao GP da Bélgica de 1991, para substituir Bertrand gachot na Jordan, pega no J191 e bate o seu companheiro de equipa, o expereine e rapidissímo Andrea de Cesaris, na qualificação, naquele que é o circuito mais respeitado pelos pilotos, Spa-Francochamps.
Na corrida seguinte, é "raptado" por Flavio Briatore para a Benetton, começando aí um trajecto que o vai levar à primeira vitória no ano seguinte (precisamente na Béligca, à chuva e na frente de Nigel Mansell) e ao primeiro título mundial em 1994.
E é em 1994 que os apoios se vão dividir em relação a Schumacher. Nos dois primeiros GPs da época, o alemão tinha cilindrado Senna, este agora na Williams. No 3º GP da época, depois da interrupção causada por Pedro Lamy e JJ Lehto na largada, Senna e Schumacher atiram-se como leões depois de mostrada a bandeira verde. Senna chega à frente na curva Tamburello, parte-se um elemento da direcção do Williams FW16 e o resto vocês já sabem.
Será aqui que começa o estigma anti-Schumacher. Não sabemos se ele saberia do estado do seu adversário brasileiro, o certo é que, chegado ao pódio, Schumacher celebra efusivamente a sua vitória. isso desgostou muitos fãs em todo o mundo, esses sim precavidos pelas imagens televisivas. Em Portugal, um país muito "pró-Ayrton" (fação da qual sempre me demarquei), 80% dos anti-Schumacher surgiram aí.
No resto da temporada, a Benetton fez uma série de trapalhadas a nível regulamentar que custaram ao alemão a desqualificação em quatro corridas, chegado à última taco-a-taco na classificação geral com Damon Hill. À 35º volta desse GP da Austrália, Hill ultrapassa Schumacher, mas a teimosia de ambos faz com que fiquem fora de prova devido a colisão. Todos atribuiram a culpa a Schumacher, mas se atentarmos à cena, verificaos que sim, Schumacher foi algo sacana, mas Hill mais ingénuo foi, ao agir como se estivesse a dobrar um Minardi ou um Larrousse. Outra pedrada na credibilidade do alemão foi a manobra contra Jacques Villeneuve no GP da Europa de 1997, também último GP e com o título por decidir. À 47º volta, à entrada para uma direita, Schumacher surpreende-se com o repentino surgimento de Villeneuve pela sua direita e abalroa o Williams do canadiano, ficando logo ali. Villeneuve consegue porsseguir e sagra-se campeão do mundo. Esta foi a machadada final, para muitos.
Mas temos é que ter atenção um factor importante. Schumacher é capaz de ser, a par de Fangio, o mais "proletário" campeão do mundo de F1. Ao contrário da maioria dos pilotos de F1, Michael é proveniente de uma família da classe média-baixa. Na adolescência, teve que ir para aprendiz de mecânico numa oficina da Volkswagen na sua cidade, para assim ir podendo custear as suas participações em competições de karting. O seu talento era tal que Domingos Piedade alertou a Mercedes para a presença de um génio do volante, ficando a marca de Estugarda como "madrinha" de Schumacher. Tudo sempre a pulso. Daí a vontade sempre de querer fazer mais e melhor, sempre com aquele subconsciente que faz pensar que as coisas não são pré-garantidas. É essa mentalidade que faz com que um piloto com 36 anos, pai de dois filhos e com uma fortuna imensa, continue com a mesma garra e sede de vencer como se fosse um jovem recém-chegado ao grande circo.
E o talento de Michael Schumacher não se resume só à condução. A capacidade que tem de reunir em torno de si um esforço colectivo de equipa é tal, que todos os companheiros de equipa se ressentiram da sua presença ( e estamos a falar de nomes como Piquet, Patrese, Herbert, Irvine ou Barrichello). A sua chegada à Ferrari irá mostrar quão certo é este pressuposto, com grande parte do staff técnico que o levou à conquista dos títulos de 1994 e 95 a segui-lo (Ross Brawn, Rory Byrne, Nigel Stepney). Junte-se a isto uma grande capacidade de sacrifício, pois não é todos os dias que um piloto que está na mó de cima se digna a ingressar numa equipa deprimida (a ferrari no final de 1995) e fazer dela uma escuderia a bater mesmo que tal demore umas quantas épocas a obter.
Eu sou fã de Schumacher, o Kelly Slater da f1, não tenho vergonha de o admitir.
Para muitos, Schumacher é o melhor piloto de todos os tempos. É uma discussão ao nível das de futebol, pois apesar de ter conquistado mais títulos que Fangio, o argentino conseguiu a sua primeira coroa aos 40,e a última ao 46, fazendo nessa época a corrida da sua vida no mítico Nordschliefe (Nurburgring), com condições de segurança muitissímo deficitárias em relação ás existentes hoje em dia, relativizando-se assim a questão (e sem querer trazer nomes como os de Prost, Senna Clark, lauda ou outros, à baila).
Mas Schumacher foi o jovem que chegado ao GP da Bélgica de 1991, para substituir Bertrand gachot na Jordan, pega no J191 e bate o seu companheiro de equipa, o expereine e rapidissímo Andrea de Cesaris, na qualificação, naquele que é o circuito mais respeitado pelos pilotos, Spa-Francochamps.
Na corrida seguinte, é "raptado" por Flavio Briatore para a Benetton, começando aí um trajecto que o vai levar à primeira vitória no ano seguinte (precisamente na Béligca, à chuva e na frente de Nigel Mansell) e ao primeiro título mundial em 1994.
E é em 1994 que os apoios se vão dividir em relação a Schumacher. Nos dois primeiros GPs da época, o alemão tinha cilindrado Senna, este agora na Williams. No 3º GP da época, depois da interrupção causada por Pedro Lamy e JJ Lehto na largada, Senna e Schumacher atiram-se como leões depois de mostrada a bandeira verde. Senna chega à frente na curva Tamburello, parte-se um elemento da direcção do Williams FW16 e o resto vocês já sabem.
Será aqui que começa o estigma anti-Schumacher. Não sabemos se ele saberia do estado do seu adversário brasileiro, o certo é que, chegado ao pódio, Schumacher celebra efusivamente a sua vitória. isso desgostou muitos fãs em todo o mundo, esses sim precavidos pelas imagens televisivas. Em Portugal, um país muito "pró-Ayrton" (fação da qual sempre me demarquei), 80% dos anti-Schumacher surgiram aí.
No resto da temporada, a Benetton fez uma série de trapalhadas a nível regulamentar que custaram ao alemão a desqualificação em quatro corridas, chegado à última taco-a-taco na classificação geral com Damon Hill. À 35º volta desse GP da Austrália, Hill ultrapassa Schumacher, mas a teimosia de ambos faz com que fiquem fora de prova devido a colisão. Todos atribuiram a culpa a Schumacher, mas se atentarmos à cena, verificaos que sim, Schumacher foi algo sacana, mas Hill mais ingénuo foi, ao agir como se estivesse a dobrar um Minardi ou um Larrousse. Outra pedrada na credibilidade do alemão foi a manobra contra Jacques Villeneuve no GP da Europa de 1997, também último GP e com o título por decidir. À 47º volta, à entrada para uma direita, Schumacher surpreende-se com o repentino surgimento de Villeneuve pela sua direita e abalroa o Williams do canadiano, ficando logo ali. Villeneuve consegue porsseguir e sagra-se campeão do mundo. Esta foi a machadada final, para muitos.
Mas temos é que ter atenção um factor importante. Schumacher é capaz de ser, a par de Fangio, o mais "proletário" campeão do mundo de F1. Ao contrário da maioria dos pilotos de F1, Michael é proveniente de uma família da classe média-baixa. Na adolescência, teve que ir para aprendiz de mecânico numa oficina da Volkswagen na sua cidade, para assim ir podendo custear as suas participações em competições de karting. O seu talento era tal que Domingos Piedade alertou a Mercedes para a presença de um génio do volante, ficando a marca de Estugarda como "madrinha" de Schumacher. Tudo sempre a pulso. Daí a vontade sempre de querer fazer mais e melhor, sempre com aquele subconsciente que faz pensar que as coisas não são pré-garantidas. É essa mentalidade que faz com que um piloto com 36 anos, pai de dois filhos e com uma fortuna imensa, continue com a mesma garra e sede de vencer como se fosse um jovem recém-chegado ao grande circo.
E o talento de Michael Schumacher não se resume só à condução. A capacidade que tem de reunir em torno de si um esforço colectivo de equipa é tal, que todos os companheiros de equipa se ressentiram da sua presença ( e estamos a falar de nomes como Piquet, Patrese, Herbert, Irvine ou Barrichello). A sua chegada à Ferrari irá mostrar quão certo é este pressuposto, com grande parte do staff técnico que o levou à conquista dos títulos de 1994 e 95 a segui-lo (Ross Brawn, Rory Byrne, Nigel Stepney). Junte-se a isto uma grande capacidade de sacrifício, pois não é todos os dias que um piloto que está na mó de cima se digna a ingressar numa equipa deprimida (a ferrari no final de 1995) e fazer dela uma escuderia a bater mesmo que tal demore umas quantas épocas a obter.
Eu sou fã de Schumacher, o Kelly Slater da f1, não tenho vergonha de o admitir.
Pedro Branco
Segunda-feira, Novembro 07, 2005
O que é que ele tem que é diferente? (E porque este blog não é só surf)

Não consigo bem perceber, alguém teria de me explicar, porque quando eu vejo o Schumacher é tão único e tão fabuloso, parece tudo tão incrível que não sei bem se realmente é dele ou se é uma doença globalizada ou só minha. É um encher de olhos vê-lo pilotar!
Pedro Branco
O que é que ele tem que é diferente?

Não consigo bem perceber, alguém teria de me explicar, porque quando eu vejo o Slater é tão único e tão fabuloso, parece tudo tão incrível que não sei bem se realmente é dele ou se é uma doença globalizada ou só minha. É um encher de olhos vê-lo surfar!
Miguel Bordalo
Sexta-feira, Novembro 04, 2005
Uma pequena grande diferença
Quem estranhou da última vez eu ter criticado o Pedro num texto quanto a mim muito trapalhão no cada vez mais trapalhão Super Mario, fica já aqui a minha chamada de atenção para um artigo que com o mesmo tema não caí na demagogia fácil e explica muito bem um ponto de vista pertinente, assim, como devia ter sido explicado desde inicio.
Miguel Bordalo
Miguel Bordalo
Quinta-feira, Novembro 03, 2005
About to go medievel!

Estava prestes a passar-me no Ondas quando decidi ir para a frente da televisão acalmar-me, pôs-me a ver Somewhere anywhere everywhere, Damien Hobgood, CJ, Occy, Taj acalmaram-me um pouco e fizeram-me mesmo querer fazer-me ao mar em condições duvidosas, aí vou eu e à tarde quando chegar logo me passo...
Miguel Bordalo
Quarta-feira, Novembro 02, 2005
Prioridades
Tenho andado meio perdido com o meu tempo tenho muito para escrever e pouco tempo. Mas passou-se algo na blogosfera que é necessário ser destacado por várias razões.
A primeira porque na critica de música, filmes ou livros, talvez mais os dois primeiros, os críticos são verdadeiramente maus. A crítica em Portugal (que é a única que conheço) não se dá ao trabalho, quando analisam uma obra musical estão normalmente muito mal informados, quando analisam uma obra cinematográfica é um chorrilho de opiniões pessoais, ou vice versa, na literatura não é bem assim, mas também tem muita gente mal preparada a discutir literatura, principalmente porque não se dão ao trabalho.
A segunda é que quando se fala em Margarida Rebelo Pinto é fácil dizer mal, é má literatura, é light, é muito ligeirinho. Sem muitos de nós termos alguma vez pegado num livro dela. Alguns que não podem ser assim tantos já que a mulher vende que se farta…
A terceira é que os textos que vos vou apresentar de seguida são verdadeiramente fáceis de ler, é rápido e para qualquer escritor que queira melhorar um pouco ou pelo menos não cair nos erros mais básicos ajuda le-los.A quarta refere-se à segunda e com uma obra crítica destas, a partir de agora depois de a ler qualquer um já pode, em consciência apoiado em factos, criticar Margarida Rebelo Pinto sem abrir uma página que seja da sua obra. É mágico! O desvendar de uma costureira!
Todo isto no Esplanar de outubro em 15 textos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15
O 11 e o 12 são absolutamente escadalosos dá jeito ver numa página só... o resto é só rir e ficar de boca aberta, muito obrigado João Pedro George.
Miguel Bordalo
A primeira porque na critica de música, filmes ou livros, talvez mais os dois primeiros, os críticos são verdadeiramente maus. A crítica em Portugal (que é a única que conheço) não se dá ao trabalho, quando analisam uma obra musical estão normalmente muito mal informados, quando analisam uma obra cinematográfica é um chorrilho de opiniões pessoais, ou vice versa, na literatura não é bem assim, mas também tem muita gente mal preparada a discutir literatura, principalmente porque não se dão ao trabalho.
A segunda é que quando se fala em Margarida Rebelo Pinto é fácil dizer mal, é má literatura, é light, é muito ligeirinho. Sem muitos de nós termos alguma vez pegado num livro dela. Alguns que não podem ser assim tantos já que a mulher vende que se farta…
A terceira é que os textos que vos vou apresentar de seguida são verdadeiramente fáceis de ler, é rápido e para qualquer escritor que queira melhorar um pouco ou pelo menos não cair nos erros mais básicos ajuda le-los.A quarta refere-se à segunda e com uma obra crítica destas, a partir de agora depois de a ler qualquer um já pode, em consciência apoiado em factos, criticar Margarida Rebelo Pinto sem abrir uma página que seja da sua obra. É mágico! O desvendar de uma costureira!
Todo isto no Esplanar de outubro em 15 textos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15
O 11 e o 12 são absolutamente escadalosos dá jeito ver numa página só... o resto é só rir e ficar de boca aberta, muito obrigado João Pedro George.
Miguel Bordalo
Segunda-feira, Outubro 31, 2005
Um bom Benfica cheio de contradições
É um facto que o Benfica ficou 11 anos sem ganhar um campeonato. É um facto que estes 11 anos não foram 18 nem 19 teria custado muito mais, e teria passado uma geração inteira ou duas de jogadores para ver novamente o Benfica campeão e se é verdade que no plantel não há jogadores que tivessem participado na vitória do último campeonato, há muito e bom jogador que ainda joga noutros clubes que foram campeões pelo Benfica e outros que foram adversários do clube na altura. É evidente que uma década sem ganhar é difícil, mas normalmente na história dos clubes, quando se entra nestas crises é muito difícil de sair delas, arranjam-se sempre piores dirigentes, mais demagogos e corruptos, para se tentar chegar lá por outras vias, queimam-se jogadores como fitas em Coimbra no final do curso, troca-se de treinadores como quem troca de meias, etc..
A verdade é que o Benfica conseguiu sair de uma crise que poderia ter-se tornado trágica não fosse um homem, o principal responsável do Benfica neste momento, e ele é Luís Felipe Vieira. É possível não gostar dele, é possível desconfiar do homem, mas a verdade é que nunca, na minha vida, vi alguém fazer tanto pelo Benfica e de uma maneira tão “clínica”, e porquê “clínica” é que Vieira não é o responsável em tudo e em todos os lados, Vieira é o primeiro a saber e a dizer que não percebe muito de contas, nem de orientar planteis, ou de construir estádios ou de seja lá o que for, Vieira é um líder porque sabe rodear-se das pessoas certas nos momentos certos. E é um (palavra horrível) “case study” interessante no movimento das lideranças, é muito claro no Benfica quem está à frente do quê, quem responde a quem e quais são os objectivos de cada um. O Benfica está bem disciplinado é uma organização bem oleada e só tem boas perspectivas para o futuro. Hoje naa bola vem a dizer que Felipe Vieira nos dois anos à frente do Benfica conseguiu tudo menos largar o cigarro, eu concordo, mas já que está numa de largar maus hábitos bem que podia largar Veiga, que apesar de não andar a fazer mal nenhum ao Benfica parece-me não ser lá grande hábito…
Miguel Bordalo
A verdade é que o Benfica conseguiu sair de uma crise que poderia ter-se tornado trágica não fosse um homem, o principal responsável do Benfica neste momento, e ele é Luís Felipe Vieira. É possível não gostar dele, é possível desconfiar do homem, mas a verdade é que nunca, na minha vida, vi alguém fazer tanto pelo Benfica e de uma maneira tão “clínica”, e porquê “clínica” é que Vieira não é o responsável em tudo e em todos os lados, Vieira é o primeiro a saber e a dizer que não percebe muito de contas, nem de orientar planteis, ou de construir estádios ou de seja lá o que for, Vieira é um líder porque sabe rodear-se das pessoas certas nos momentos certos. E é um (palavra horrível) “case study” interessante no movimento das lideranças, é muito claro no Benfica quem está à frente do quê, quem responde a quem e quais são os objectivos de cada um. O Benfica está bem disciplinado é uma organização bem oleada e só tem boas perspectivas para o futuro. Hoje naa bola vem a dizer que Felipe Vieira nos dois anos à frente do Benfica conseguiu tudo menos largar o cigarro, eu concordo, mas já que está numa de largar maus hábitos bem que podia largar Veiga, que apesar de não andar a fazer mal nenhum ao Benfica parece-me não ser lá grande hábito…
Miguel Bordalo
Sábado, Outubro 29, 2005
Ombongo o amargo sabor da selva
Apetecia-me dizer um palavrão... mas na realidade é que o tal de Heitor apesar de ligeiramente beneficiado com um 7.5 não se sabe bem de onde, fez melhores ondas que o Saca, paciencia, agora é lutar no Havai, onde os grandes surfistas se mostram e não há nada destas porcarias destas ondas no Brasil. Houve 4,67 que também foi uma tanga enorme mas para o Saca que merecia mais.
Miguel Bordalo
Miguel Bordalo
Caramba!
Desta vez foi mesmo puchadinho... suei as estupinhas. Mas o Tiago lá passou. COrreu tudo bem, e agora vão ser heats de homem a homem, é para continuar Tiago, mas a próxima não é para ficar em segundo, é para ganhar!
Miguel Bordalo
Miguel Bordalo