domingo, maio 30, 2004

Irritante

Nem de propósito, em relação ao meu último post, estava eu a ler o País Relativo, mais propriamente um post do JHJ em que este brincava com o Bloco de Esquerda.
Brincava mesmo, não era aquela coisa ao de leve a que estamos habituados, quase uma reverência, quando se fala no BE, ou muito menos, quando se fala no Barnabé (avé), do qual, imagine-se, saltou logo, fast and furious, Daniel Oliveira muito indignado com a brincadeira.
"Se não querias elogiar podias sempre não falar do assunto" diz o quase, quase, papa da blogosfera (se não houvesse Pereira havia Oliveira) nos comentários.
Evidente! Habituado às vénias de toda a blogosfera à esquerda, o Daniel Oliveira -dirigente do BE para quem não sabe- não soube ficar calado e lá foi refilar com tamanha falta de respeito. O poder de encaixe também é uma virtude e sentido de humor não é só passar a vida a gozar com os outros é, em primeira instância, sabermo-nos rir de nós próprios.
O Daniel Oliveira (repare-se que não estou a falar do Barnabé como blogue) goza com tudo e mais alguma coisa no seu blogue, mas ALTO LÁ!, os outros brincarem com o BE?? Nunca. Proibido. Díssimo.
De vénia para baixo não se aceita, de tão bem acustumados que andam os meninos com o lambebotismo que se instalou por aquelas bandas (as bandas do BE, não do Barnabé).
Absolutamente irritantes.

MCG

PS: Se eu algum dia votar no BE, prometo aqui publicamente oferecer-me para ajudar Santana Lopes a construir o Túnel do Marquês (esta é só para quem está muito, muito, muito atento...)

De volta

Eu tenho tido uma fraca produção bloguística nos últimos tempos, o que lamento.
Já são quase 8 meses de blogosfera e é natural que haja momentos um pouco mais saturantes que outros.
O que me satura não é o acto de escrever em si, porque quando corremos por gosto, realmente, não nos cansamos.
Satura-me, por vezes, a blogosfera.
No mundo dos blogs também há muita hipocrisia, muitas hierarquias e muitos pseudo-pequenos poderes. Aqui também há, sobretudo, muita demagogia.
Tenho aproveitado outros afazeres (alguns deles serão deslindados em breve), outras realidades, outros lugares e uma efectiva impossibilidade de estar sempre actualizado com a blogosfera para "parar para pensar" também.
Mas eu paro, avanço e sigo em frente com a motivação ao rubro, sabendo que a melhor defesa é o ataque e a melhor prova de superação perante esta realidade é a qualidade, que me vou esforçar por atinigir no futuro, cada vez mais, em nome deste espaço e deste proojecto, ainda que isso talvez (talvez!!) comprometa a quantidade da minha produção bloguísitca.
É um desafio ao auto-controlo, à qualidade de escrita, porque escrever para mim é tão natural e viciante como para outros fumar um cigarro.
Até lá.

MCG

quinta-feira, maio 27, 2004

Manifestações são ameaças?

Pois claro que são! As greves são chantagens? Pois claro que são! É o instrumento democrático a funcionar, esta questão de Durão Barroso acusar os sindicatos de anti-democráticos é absolutamente confrangedora.

Ponto 1 – Durão Barroso acha que a democracia se molda à sua imagem, o que é bom para si, e quando lhe batem o pé, como tem a maioria no parlamento, (maioria muito estranha, diga-se), acusa logo os incautos protestantes que estão a ser anti-democráticos porque ele foi eleito pelo povo. Pois digo a toda a gente que queira ouvir, a democracia não presta vassalagem a cargos eleitos como o Vaticano quando escolhe o seu Papa. A capacidade de protesto é democrática, é essencial!

Ponto 2 – As manifestações e greves são realmente ameaças e chantagens, é o utensílio que existe para lutar contra quem não podem matar ou prender, como seria num sistema anti-democrático, a ameaça e a chantagem política é o que se pretende, para poderem aqueles que se acham injustiçados, defenderem-se daqueles que estão em posições de decisão. O que é que Durão Barroso acha que a greve representa? Um momento divertido, de festejo democrático de alegria por se poderem expressar? Digo a quem quiser ouvir! Esses direitos já nós temos! E não os devemos a eles ou a qualquer eleito pelo povo! Somos nós todos o garante desse direito e não ele! A manifestação e a greve é uma demonstração de que algo vai mal, e que necessita ser alterado, MAIS NADA!

Ponto 3 – Este Primeiro Ministro tem-se mostrado muito inquieto culpando o PCP! O PCP, vejam só! De serem responsáveis por eventuais falhas de segurança. Carvalhas já respondeu e bem, dizendo que o Primeiro Ministro era um covarde porque tinha medo e não queria arcar com as consequências. E nem mais, ele está preocupado, o que me faz ficar mais preocupado ainda, porque me cheira que ele sabe mais que eu, e que alguma coisa poderá mesmo acontecer.

Ponto 4 – O SEF já levantou a greve, ou seja mesmo na ideia tacanha e perigosamente deturpada do nosso primeiro ministro, a culpa agora é só sua. Curiosamente o SEF encontra dificuldades acrescidas na sua desistência da greve, visto que por parte do governo existem novas barreiras, quase como se quisessem que a greve se realizasse... parece um jogo de batata quente altamente explosivo e perigoso.

E assim vamos neste Portugal dividido, ainda a dois anos de eleições legislativas e sem a garantia de que mesmo nessa altura algo realmente se altere. É uma desgraça!

MD

Porto campeão europeu

Parabens ao F.C.Porto pela conquista do campeonato europeu, devo dizer que estava à espera de um bom jogo, e só o foi pelo entusiasmo com que foi transmitido e pelos golos a mais marcados, mas sem sombra de dúvidas se tinha de haver um vencedor antes mesmo do jogo começar esse era o F.C.Porto, pois foi durante toda a competição a melhor equipe.

Á margem do futebol, muito gozo me deu ver o príncipe daquele principado doentio cheio de alcoólicos e viciados em jogo, Iates e grandes carros levantar-se no segundo golo do Porto acompanhado de o que imagino deva ter sido um palavrão real! Isto porquê? Por duas razões, uma, eu odeio monarquias, é uma referencia de estado que parte do principio que não existe cidadania, existe serventia, que não existe igualdade, existe favorecimento, por nenhuma outra razão senão a pertença a uma dada família, se houvesse monarquia em Portugal eu seria certamente da carbonária, com a arma, com o cartucho e tudo! O que me leva à segunda razão, eu durante o fim-de-semana não estive em casa. O que aliás normalmente faço, saío porque tenho uma cidade linda por onde passear, e milhares de coisas para fazer, os Dois dias da semana não são para serem passados em casa, muito menos a ver televisão. O que me premitiu não ver as duas desgraças do dia 22 e 23, respectivamente o casamento real e o congresso do PSD. Mas como é evidente não é por não os ter visto que não ouvi falar deles, do congresso do PSD já tudo foi dito, ou quase, pelo meu colega nos dois post’s “fim de semana lusitano”, quanto ao casamento real, até agora íamos ignorá-lo, mas a verdade é que houve coisas que me chatearam, uma foi saber que se gastou uma enorme quantidade de tempo nos três canais mais importantes no país, na transmissão directa de um evento que não nos interessa para nada, ou não devia interessar, onde se arranjaram comentadores para falar do vestido deste e desta... sexta passada uma Maria estava já em Espanha preparada para ir ver o casamento e dizia – “Eu acho que eles é que deviam ser os nossos verdadeiros reis” – eu não liguei, pensei por momentos na minha recorrente promessa de me juntar ou reabrir a carbonária e cobrei aquilo à ignorância, mas o Porto fez-me o favor de ver um desses personagens esconsos da monarquia europeia irritado com a povaça republicana a dar-lhe uma coça dentro da República da Alemanha. Por isso, obrigado Porto.

E como diz a Laranja Amarga, grande blogue, e pelos vistos com fãs do Porto:
"não sentes um vago um suave cheiro a sardinhas
a algazarra nas ruas e o troar dos tambores
somos nós querida Europa"
Fausto


E, devo acrescentar, somos nós! Uma parte da europa republicana!

MD

terça-feira, maio 25, 2004

Bombardier obsoleta?

O problema nesta questão da Bombardier é que ao contrário de muitas outras industrias que por aí fecham e que têm algumas potencialidades, mas não muitas, as instalações da Bombardier estão a ser fechadas e não aproveitadas por uma razão apenas, porque esta empresa não quer dar vantagem a quem quer que seja que ficasse com o espaço de produção. O que significa que a potencialidade é grande e que os despedimentos são injustos e só se realizam porque um qualquer país em vias de desenvolvimento tem mão de obra mais barata.
Os trabalhadores especializados que cada vez mais desprotegidos ficam agora sem poderem fazer aquilo que desejam, trabalhar, muitos não têm idade nem possibilidades de continuar uma actividade produtiva. O governo andou a brincar com os pedidos destes trabalhadores e acabou por fazer aquilo que já se estava à espera, ou seja, nada. Como sempre.

MD

Isto é giro

Sua Excelência, a Douta e Sapiente Ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite não pagou qualquer multa por ter corrigido a decleração de rendimentos de 2001.
Para quem não sabe a história, esta senhora não declarou uma mais-valia obtida pela venda de um imóvel. Nem ela, nem os irmão (em causa está uma herança). Alegadamente esqueceu-se. Por sorte, UFA!, lembrou-se mesmo antes de ser notificada. Acontece.
O que é engraçado é estarmos aqui perante uma situação punível por lei, cuja multa, por ser uma infracção grave, pode ir de 250 a €15 000; engraçado porque porque a Ministra afirmou ter ficado isenta de coima. Mas porque não pagou a Ministra? Marcelo Rebelo de Sousa afirma que é pelo facto de ter pago espontaneamente – Sr. Professor, gosto muito de si, intelectualmente falando, mas espontaneadade? Então e se alguém entrar no Ministério, matar a ministra e se entregar logo a seguir às autoridades? Não é preso por se entregar espontaneamente? A Lei, e o Sr. sabe-o bem, não funciona assim.
Temos que perceber aqui que o não pagamento do imposto prejudicou o Estado. Uma mais-valia que poderia ter obtido não apareceu nos cofres do (ironias do destino) seu Ministério.
Sabe-se entretanto qua a Ministra em vez de entregar a declaração normal de rendimentos (como todos nós) em 2002, apenas apresentou uma folha onde havia escrito: “Para os devidos efeitos, declaro que não houve qualquer alteração relativamente ao valor do meu património no último ano”. Bonita declaração de impostos. A isto é que chamo estilo livre. Será que assinou por baixo “A Ministra”?

O Contribuinte, Francisco Castor

segunda-feira, maio 24, 2004

"Danos Colaterais"



"Os maus também fazem festas", oficial superior norte-americano no Iraque, quando confrontado perante a hipótese das suas tropas terem bombardeado uma festa.


PS:Um vídeo amador, tornado público pela Associated Press, mostra claramente que esse "acampamento de rebeldes estrangeiros" era um simples casamento iraquiano e prova indiscutivelmente que os EUA produziram mais um massacre sangrento no Iraque.


MCG

Fim de Semana Lusitano II

Se houve alguém que resumiu bem o congresso do PSD -resumir é isso mesmo, falar pouco e bem, foi Carlos Carvalhas.
Para o secretário-geral do PC, este congresso foi (qualquer coisa como) o "senhor A" a tentar convencer o "senhor B" a calar-se e o "senhor B" a comprometer-se a ficar calado. Nínguem chateia nínguem.
Troque-se o "A" por Durão Barroso e o "B" por Santana Lopes e a chave para o "sucesso" deste congresso está encontrada. O resto foi América Latina meets marketing à portuguesa.
Concordo também com Carvalhas quando este se refere ao discurso de Durão Barroso como do "24 de Abril".
Aquele discurso, a responsabilizar os "comunistas", esses "bichos maus", pelas eventuais falhas de segurança no Euro é absolutamente rídiculo, só faz lembrar os tempos do Estado Novo, da ARA, da resistência, da clandestinidade, em plena ditadura onde, aí sim, os comunistas fizeram das tripas coração para acabar com o regime vigente por meios subversivos e onde depois lá vinha a voz divina apontar o dedo aos terríveis conspiradores comunistas.
Um discurso não só a lembrar tempos negros como a revelar mais um apelo desesperante ao Portugal profundo (muito profundo mesmo), o mesmo que, provavelmente, andou a destruir sedes do PCP em 1975, à luz do "perigo" comunista.
Durão tem aliás o cuidado de discursar para os vários portugais, usando vários tons, do histérico ao paternalista, do "eles" (a oposição, os maus) ao "confiem em mim".
Durão Barroso pede consenso e unanimidade nacional em torno do acontecimento que aí vem, o Euro 2004, mas ele é ao mesmo tempo, o primeiro agitador e violador desse mesmo consenso com o seu discurso paranóico e histérico. Contraditório e demagago.
Já para não dizer que se temos a recear alguma coisa, essas "falhas de segurança", em grande parte o devemos aquela famigerada Cimeira dos Açores e aquele vergonhoso apoio deste governo a George W.Bush e à sua guerra.
Já agora, falando em Bush, não ouvi falar do Iraque, nem de Bush, nem de ADMS, nem de GNR, no Congresso do PSD. Assuntos menores, não é?
Aliás, verdadeiramente, não ouvi nada de efectivo, produtivo, criativo e inovador neste Congresso.
Eu, que cresci à sombra do detestável cavaquismo, confesso que nunca gostei do PSD. Mas, no minímo, respeitava o partido.
Respei-tava. Porque isto não pode ser o PSD.

MCG
Ao meu grande amigo e colega de blogue, Miguel Dias




Um abraço

MCG

Fim de Semana Lusitano I

Este fim de semana político começou com Luís Delgado e acabou com Durão Barroso. Brilhantes, estas Theias político-partidárias.
Primeiro, Delgado, no seu estilo marioneta, deu na sexta feira à noite, na SIC Notícias um autêntico festival de defesa do indefensável -do Governo,claro- e imagine-se, promoveu Franciso Louçã a líder da oposição, dizendo ainda que o PS estava dominado pelos bloquistas.
Desta vez não é mais um caso de promoção escandalosa do BE, Delgado estava só a cuidar dos seus interesses.
É por demais óbvio que Delgado, propagandista por excelência, seguidista por vocação e cujas capacidades intelectuais estão longe convencer quem quer que seja, quer dizer às pessoas que o conseguem ouvir até ao fim -aplaudo-as- que a oposição é liderada pelo partido (peço desculpa, COLIGAÇÃO TRAVESTIDA) mais à esquerda e mais radical, mais facilmente detestado (e amado também, mas isso são contos de outro vigário) pelas suas posições.
Dizer às pessoas que Louçã e o BE lideram a oposição é mentir, confudir, desvalorizando a verdadeira oposição, a que não só trabalha para isso, de um modo sério, como a que o é de um modo nato.
Tentar que as pessoas acreditem mesmo nisso, que Louçã é o líder da oposição, é passar a ideia de que esta é a tal "oposição", como tal, a "opção" ao estado de coisas. As pessoas dirão, definitivamente, não. Boa tentativa Delgado.

MCG

PS: Não incluí neste "fim de semana político" a exoneração de Amílcar Theias porque esta é tudo menos política.

sábado, maio 22, 2004

Não atires pedras quando tens telhados de vidro

Durão Barroso hoje num discurso que nem me apetece comentar, com laivos fascistas, berros para puxar aplausos... uma verdadeira desgraça. Mas Durão não parou pelo discurso esquisito, acusou o partido socialista de ostracisar a população dos açores nas suas liberdades de expressão. Não só é ridícula a acusação como é uma espécie de um vingança às acusações que são sempre feitas à governação de 30 anos na ilha da Madeira. É impressionante o desespero com que se faz a luta política, se Durão Barroso é o primeiro ministro, e eu nunca vi nenhum primeiro ministro em posse do cargo a fazer declarações do género sobre a madeira, Durão Barroso como primeiro ministro tem de parar com os abusos nos açores, tem de provar que eles existem e alterar a situação, ou não tem poder para isso? Ou será mais uma das demagógicas mentiras que não vai ter repercussões reais?
“Radical como sempre.”

MD

sexta-feira, maio 21, 2004

Operação STOP

A mega operação da GNR na auto-estrada fez-me pensar nesta pergunta, quando os GNR dizem que a operação foi um sucesso, eles fazem-no porque apanharam muitos a fazer mal? Ou porque viram muitos a fazerem bem?

MD

A remodelação?

A remodelação do governo passou pela primeira vez por um ministro que quase ninguém conhece Amilcar Teias, pela primeira vez porque as outras foram forçadas. As únicas imagens deste ministro na SIC são as imagens de tomar posse, é a importância que se deu neste governo aos problemas do ambiente. Num post atrás já me tinha referido a ele como um ministro fantasma, agora falta mudar o ministro da cultura, a dificuldade deve ser encontra-lo para o informar da situação. Este tipo de mudanças não vale de nada, porque o que vier vai fazer a mesma coisa que o precedente, nada.

MD

quinta-feira, maio 20, 2004

Criminosos

Muito ponderei eu em escrever este post, já fiz alguns posts sobre os Israelitas, mas há alturas em que o mais baixo insulto é o que me apetecia publicar. Uma coisa vos digo, Saramago tinha razão, e se calhar até ficou um pouco aquém.

Entretanto o único criminoso a ser julgado é Marwan Barghouti, eu não teria problemas nenhuns com isso, se soubesse que Ariel Sharon ia ter o mesmo tipo de julgamento, o que infelizmente não irá acontecer.

MD

quarta-feira, maio 19, 2004

“Os Bichos”

A sala era em L, sempre, e muito bem organizada, fosse em que ano fosse, nunca era só um quadro e uma professora, eram projectos, de plantas, de bichos da ceda, do hamster (que eu nunca podia levar para casa, porque a minha mãe tinha pavor do bicho).
A sala tinha um cartaz enorme com as notícias, comportamentos, queixas e muitas mais coisas que nós achávamos imperativo ler todas as sextas feiras. Todos passámos por coisas do género, mas nunca mais me esqueço dos dois momentos de vergonha que tive quando a senhora e ainda minha grande amiga (que agora anda pelas terras baixas) Inês Mauricio e outra rapariga que já não conheço bem (por isso não vou dizer o nome), me envergonharam declarando o seu mais inocente amor por mim. Claro que em vez do orgulho que poderia sentir uns anos depois, se transformou em chacota e gozo por parte dos meus caros colegas neste blogue, e outros.
Lembranças que me ocorrem muitas vezes, hoje lembrei-me por uma razão especial, todas as semanas tínhamos um livro para ler, e liamos em voz alta uns para os outros, para depois falarmos sobre o livro. Uma fantástica técnica de incutir hábitos de leitura. O livro que mais me marcou foi “Os Bichos” de Miguel Torga, ainda hoje quando releio um conto desse livro, me lembro daquelas salas ligeiramente invadidas pelo sol, com aquele chão de madeira irregular, que com as minhas botas ortopédicas e mais tarde os meus ténis do Mansel faziam um barulho muito próprio e tornavam o burburinho nervoso próprio de miúdos da primária, um pouco mais sustentável. Lembro-me das mãos quentes da Lurdes quando me agarrava no bracinho e me puxava para ela para me incentivar a ler alto, para eu não ter vergonha. “Os Bichos” foi o livro que me fez chorar pela primeira vez, quando o cão abandonado se arrepende das suas maldades e morre solitário, a ganir baixinho... eu que sempre adorei cães não pode deixar de sentir algo. Lá me escorreram as lágrimas pelos olhos, que logo disfarcei, porque para chorar, de goela aberta, só se fosse por cair ao chão e fazer uma ferida feia, cheia de sangue, que serviria para me armar em bom mais tarde como uma ferida de guerra profunda.



Mas hoje lembrei-me de tudo isto porque outra autora nos marcou nos tempos do Fernão, Agustina Bessa-Luís, hoje ganhou o prémio Camões, veio a tempo para ela o apreciar, ainda bem. Parabéns!

MD

Água



Caso restassem dúvidas, é oficial e assumido, este Governo não pára de meter água.

MCG


PS: Uma piada foleira, admito, mas, desculpem lá, vale tudo para dizer basta a estes incompetentes.

terça-feira, maio 18, 2004

25 de Abril em Imagens

Na semana passada vi, com um misto de atenção meio científica e emoção genuína de quem respira aquele espírito, os primeiros DVD´s do Público sobre o 25 de Abril de 1974.
Gostei muito do segundo DVD com dois títulos, Portugal 74-75, onde se faz um breve apanhado do pré 25 de Abril até ao 25 de Novembro de 1975, e As Armas e o Povo, um excepcional documento de imagens recolhido na rua durante o 1º de Maio de 1974.
De entre todas aquelas imagens, talvez as que me continuem a impressionar mais sejam ainda e sempre, as imagens da saída dos presos políticos de Caxias. São imagens marcantes, simbólicas e para mim, muito emotivas.
Como também o são todas as outras, naqueles dias de sonho, como se vê nos rostos expressivos das pessoas e no tom embargado das suas palavras.
Depois, imagens que dão que pensar, que dão para rir, chorar, recordar, discutir.
Imagens do PREC, do 11 de Março, do 25 de Novembro, da sessões de dinamização cultural, dos vergonhosos assaltos às sedes do PCP e do MDP-CDE incitados, entre outros, pela Igreja, da Reforma Agrária, do Campo Pequeno, do Terreiro do Paço e das independências da colónias.
Imagens e palavras de pessoas sobre as quais ainda temos ainda muito que reflectir como António de Spínola, Vasco Gonçalves, Costa Gomes, Álvaro Cunhal, Mário Soares, Sá Carneiro.
Incidentes, confusões, ambições, trapalhadas, confrontações. Jaime Neves, Ramalho Eanes, Pinheiro de Azevedo, Paraquedistas, COPCON, Otelo.
Está tudo lá, em imagem, o documento mais isento possível, quando nos apresentado deste modo, claro, simples e verdadeiro.
Recomendo vivamente que vejam estes DVD´s. A quem queria recordar para lembrar. Lembrar para hoje viver.

MCG

Glorioso




Excerto de uma entrevista de António Lobo Antunes à revista
Visão(penúltima edição), onde, às tantas, se evoca a dita guerra do Ultramar, em Angola, em que o ilustrissímo autor tomou parte.

V: Ainda sonha com a guerra?
ALA : (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que
nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles
que,agora aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias.
Quando o Benfica jogava, punhamos os altifalantes virados para a
mata e, assim, não havia ataques.
V: Parava a guerra?
ALA: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas
que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da
guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting,coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se
dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?
V: Não vou pôr isso na entrevista...
ALA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio
do Benfica?


Miguel Teixeira

The Warmaker

Ariel Sharon volta à carga, com a mais violenta operação militar dos últimos quatro anos, em Rafah, no Sul da Faixa de Gaza.
O bulldozer hebraíco volta a querer -alguma vez terá deixado de ser assim? - destruir o Roteiro para a Paz e minar, pela violência, pela provocação, as cada vez mais impossíveis relações israelo-árabes, que estão numa situação de rutura cada vez mais irreversível, a aproximarem-se do ponto de não-retorno que se deseja a todo o custo, pela paz na zona, pela paz no mundo, evitável.
MCG

BENFICA

BENFICA

O meu Benfica ganhou a taça, para ler mais, sobre isto e mais temas de desporto relacionado com esta grande instituição, já o dissemos no Ser Benfiquista o blogue reaberto à pouco tempo e que anseia pela participação de mais gentes, benfiquistas e anti-benfiquistas, que são as duas únicas espécies em Portugal. Estou a brincar!

MD

Colin Admite

Já alguém me dizia no outro dia que pedir desculpa à população é sinónimo de aumento de popularidade e, numa teoria muito rebuscada de conspiração defendia que as fotos dos abusos de Abu Ghraib foram lançadas pela própria administração norte americana, parece-me ainda hoje algo descabido. Mas Colin Powell veio hoje a público admitir que as informações sobre as ADM no Iraque eram falsas, e provavelmente por interesse próprio da fonte, a notícia vem aqui para mais informações. Mas parece-me que se grande parte das pessoas desconfiaram desde inicio da informação apresentada por Powell, que este, que está dentro do assunto já não soubesse que eram falsas, isso ainda me parece mais descabido que a teoria do meu amigo sobre Abu Ghraib.

MD

sábado, maio 15, 2004

Cidadão Miguel Bordalo Dias:

Caro Primeiro Ministro.
Devido à sua distinta visita e visto que eram necessários mais esclarecimentos, transformei a resposta ao comentário anterior num post.
Parece-me que, por causa da sua agenda complicada de certeza, não leu bem o que eu disse. O problema do desperdicio na acção social não pode ser apontada à lei mas sim à máquina fiscalizadora, as leis não podem ser feitas consuante as suas falhas, devem haver formas de efectivas de as defender.
Segundo, a comparação que fiz com o antigo ministro da segurança social não é inocente, é que na altura em que este trabalhava a segurança social resolvia problemas das familias, e resolvia e isso verificou-se fazendo com que estas deixassem de necessitar do sistema social, e se tornassem parte integrante da produção nacional. Os que não aproveitaram a oportunidade, muitos perderam-na, outros conseguiram enganar a máquina fiscalizadora, agora isso não é culpa da iniciativa, é culpa, primeiro da desonestidade de alguns, e segundo da incapacidade de detectar esses casos. Se o senhor Primeiro Ministro me tivesse dito antes que se preocupava com os gastos enormes que temos na nossa máquina fiscalizadora e que ela não funciona, talvez me convencesse melhor, e o meu voto, como eleitor poderia vacilar para o seu lado.
E depois senhor Primeiro Ministro, eu não exigi direito nenhum, apenas protestei por isso sim estar em vias de o perder.

Com os melhores comprimentos e respeito o cidadão Miguel Dias

P.s: Claro que com uma agenda como a sua não espero resposta, mas agradeço muito a sua visita, volte sempre.

MD

sexta-feira, maio 14, 2004

Modelo Norte Americano

O ministro da segurança social é o exactamente o contrário do que um ministro deve ser, normalmente um ministro luta para defender as pretensões do seu ministério, aqueles que nem sequer fazem nada, como o ministro do ambiente e o ministro da cultura, desaparecem misteriosamente sem deixar rasto, ninguém sabe deles. Mas Bagão Félix é quase inédito, em vez de defender a razão da existência do seu ministério, ataca-o, claro que este é um ministério de tendência de esquerda, tal como o ministério do ambiente, porque a direita nunca na sua existência se mostrou realmente interessada em ser solidária, isto falando nas necessidades sociais, claro, a direita não acredita em direitos dos trabalhadores, muito menos em direitos dos desempregados. Como já tive oportunidade de dizer neste blogue, Ferro Rodrigues foi sem sombra de dúvidas o melhor ministro de segurança social que alguma vez existiu neste país, o seu trabalho foi objectivo, criativo e conseguiu resultados. Claro que muita gente de direita vai defender que estavam a dar dinheiro a gente que não merecia, e que enganavam o estado, uma lei nunca deve deixar de ser feita porque corre o risco de ser violada, os resultados foram reais para quem os usufruiu como deve ser, claro que aqui estou a falar no rendimento mínimo, mas muito mais foi feito por este ministério, sempre positivo, na altura em que Ferro esteve à sua frente.

Hoje Bagão Félix fez mais uma das suas, desde que entrou no ministério tentou atacar os direitos dos trabalhadores, sem nunca lhes dar nada em troca, veja-se que os sacrifícios podiam significar mais emprego, mas não, pelo contrário facilitaram e facilitarão sempre o desemprego, e agora muito hipocritamente vieram dizer que o desemprego tinha diminuído, como se não soubessem que por esta altura começa o emprego sazonal. Mas hoje Bagão anunciou a lei que vai fazer com que um desempregado seja obrigado aceitar um emprego nem que seja noutro conselho, este tipo de lei é uma imitação da “lei social” dos EUA que cria enormes prejuízos sociais naquele país.
A todos recomendo verem o “Bowling for Columbine” há uma pequena história sobre este tipo de situações, e não estarei a exagerar se disser que o homem no filme que é responsável por uma lei parecida com este da Bagão, é muito parecido com ele, também posso apostar com vocês que o futuro de Félix não será diferente.

MD

quinta-feira, maio 13, 2004

Invadam-nos

Equanto não criamos uma mailist decente, isto mais para os ex-fernões que por aí andam, invadam-nos -todos, sem excepção- o email com textos para publicar (seguindo o exemplo do Francisco que tem estado muito bem nesse aspecto, é esse o espiríto) , ideias, sugestões e críticas.

quarta-feira, maio 12, 2004

Que Moral?

A propósito da bárbara execução dum americano no Iraque às mãos de terroristas aparentemente da Al-Qaeda - o que*, apesar de ser uma quase-novidade no Iraque é também uma inevitabilidade - noto um tremendo exagero nas reações oficiais de Washington.
E o exagero não é porque eles, como nós, acham que este acontecimento foi "chocante" e "horrível". É óbvio que foi. Mas, revoltados ou não, não sejamos ingénuos.
Este acontecimento está a ser exacerbado porque convém esquecer o escandâlo de Abu Ghraib. Escandâlo esse que, como uma bola de neve, vai tomando proporções cada vez mais graves.
Porque aqui, ao contrário dos "terroristas", estamos a falar dum Estado supostamente de direito, na sua essência democrático, moderno, organizado e estruturado, com leis e valores que o sustentam como país, uma entidade oficial e reconhecida por todos.
País que ainda por cima se arroga à superioridade moral de impôr á força os seus supostos valores e ideais de liberdade. Repito, supostos porque, são uma fachada. Mas sendo uma fachada ou não, são o que eles apresentam ao Mundo para legitimar as suas acções.

Convém sobretudo desviar as atenções para o que aí vem, mais uma reportagem da CBS que vai incomodar muita gente, onde mais gente, cada vez mais importante, vai ser acusada.
O que me escandaliza, neste momento, são várias pessoas, relacionadas com a Admistração Bush e certos círculos jornalísticos norte-americanos, virem dizer que são precisamente este tipo de acontecimentos que os distingue, a eles norte-americanos, dos "terroristas".
Gente que assim esquece e faz esquecer, porque convém que se as pessoas se esqueçam rápido, as torturas medievais a que presos iraquianos foram sujeitos em Abu Ghraib por militares norte-americanos - "libertadores" para os amigos.
Estaremos mesmo a falar de mundos assim tão diferentes? O fundamentalismo, venha de onde vier, conduz a situações extremas.
Não é um qualquer Deus que dá Moral, são as acções que se praticam e os valores que se defendem, na prática.
E eu, neste momento no Iraque como no Mundo, diria que está tudo bem empatado nesse campo. Um empate bem nulo.

* serem da Al-Qaeda


MCG

Hoje é dia de Santana

Desde que Santana Lopes tomou conta da Câmara de Lisboa, a nossa cidade está transformada num circo.
Um circo de vaidades no qual só participa um único artista. O próprio Santana.
Mil quinhentos e vente sete cartazes depois não vejo uma, repito, uma obra digna desse nome, realizada por esta coligação.
Não sei como ainda podem dizer que "estavam à espera que alguma coisa mudasse", mesmo gente de esquerda.
Ar novo? Nem o pouco ar que nos resta - Monsanto- vai ser poupado aos projectos narcísistas de Santana.
"Projectos?" perguntarão vocês com toda a legitimidade. A melhor palavra será "foguetes". Foguetes para o ar e quem apanha as canas somos nós.
Parque Mayer, Casino, Feira Popular, "promessas" que visaram agradar, não só a certos lobbies -o da construção, claro- como também a certas franjas eleitorais, nomeadamente aqueles que votaram em Santana porque este, esperto, tratou de pôr uns quantos actores -nínguem lhes pergunta o que pensam da "obra" feita, nomeadamente "a" do Parque Mayer- e umas quantas figuras públicas, nomeadamente jogadores de futebol -essa classe sempre participante na vida política - durante a campanha, a apelar ao voto em Santana. Números de circo atrás de números de circo a conclusão é zero. Um zero à direita.
Para além dos foguetes, está certo, viu-se o túnel. Pelo menos a entrada. O famoso túnel do Marquês, que, se fosse possível, não fosse isso estragar o penteado, o próprio Santana se encarregaria de construir, contra tudo e contra todos, afinal de contas ele é que é o presidente da Câmara.
E já agora, ainda nínguem veio esclarecer quem pagou o anúncio da grande manifestação de apoio ao Túnel do Marquês, com cinco briosos activistas.
Agora até pôs uns cartazes muito cómicos na rua, sobre os estádios a reinvidicar obra feita - rídiculo- o que só revela, para além do permanente estado febril do personagem, um desespero enorme.
Ele diz que "eles" não fizeram nada durante doze anos, o que é falso, pois nos últimos doze anos, particularmente nos anos de Jorge Sampaio, foi feito muito e sobretudo, foram feitas coisas com qualidade, tendo em vista a melhoria da cidade e da qualidade de vida dos seus habitantes - porque é isso que interessa, não o de agradar -ainda por cima com falsas promessas- a uns quantos só para se ganhar eleições.
Mas como "ele" acha que "eles" não fizeram nada, resolveu - pois então- fazer pior que nada.
Obra feita, nada. Arrogância, muita. Incompetência, todos os dias.
Lisboa não vai ser enganada mais uma vez. Pois não?

PPD-PSD (vulgo PS) : Mera coincidência três posts seguidos sobre Santana Lopes? Não, ele é mesmo mau demais.

MCG

Quando há crise é para todos (?), quando há fome é para todos (?)

mind da gap - “todos gordos”

No espaço de um ano, entre Março de 2003 e Março de 2004, a Câmara Municipal de Lisboa gastou € 600.000 em viaturas novas. Nove Peugeots, um Lancia Thesis (a € 50.000 cada), e um Audi A8 4.2 V8 Quattro (que além de custar € 115.000, consome 19,6 litros em circuito urbano) igual ao do Presidente da República. Vive-se bem!
Santana Lopes afirmou ser um bom negócio, uma vez que o seu antecessor, João Soares, gastou mais (esta aguçada visão para os negócios ainda há de levar Santana para a Carlyle). Acresce dizer que os carros substituídos estavam velhos, uma vez que já tinham 3 anos; toda a gente sabe que automóveis topo de gama com esta vetusta idade, não servem para muito. O anterior Presidente da Câmara fazia-se conduzir num Volvo S80, carro manifestamente mau para o seu sucessor.
Mas nem tudo é mau, há aqui uma contenção de custos, por forma a agradar aos munícipes; senão, vejamos: enquanto o Presidente anda no Audi, a vereadora (PSD) Teresa Maury no Lancia, e os outros veradores (PSD) nos Peugeots, os veradores Vasco Franco e António Abreu (PS e PCP) andam em Lagunas de 99 e 98, respectivamente. Não se pode gastar muito dinheiro, não é? O erário público tem limites razoáveis que não se podem ultrapassar.

Francisco Teixeira

Censura em Lisboa 30 anos depois da Revolução

Eu sei que é estranho, mas tinha de o fazer:

No outro dia na Focus saiu uma noticia pequena na qual se fazia entender que Fausto tinha sido convidado pela EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural), tudo estava encaminhado quando uma ordem da presidência da câmara impediu que as negociações finalizassem.
Hoje, também na Focus, essa notícia vem mais completa e com declarações do compositor que nunca referindo o nome de Santana Lopes defende que o presidente da câmara de Lisboa não passa de um censor que ainda por cima tem a pretensão de ser o presidente de todos os portugueses.
A EGEAC tenta justificar que a decisão foi tomada por razões estéticas apenas, esquecendo-se de explicar como é que as negociações ficaram tão avançadas que só faltava fechar o contrato, e esquecendo-se de explicar que Fausto Bordalo Dias foi a única alteração que existiu em todo o alinhamento. Quase no final das negociações a EGEAC pediu ao Acaso (agencia do autor) para esperar por uma decisão presidencial, e mais tarde enviou um email a dizer que não podia finalizar o contrato por decisão presidencial. A decisão presidencial foi estética? Ou o pedido do governo para que as comemorações do 25 de Abril não tivessem uma conotação ideológica terá sido uma das razões para a decisão?

MD

terça-feira, maio 11, 2004

Um Mundo Surreal

No centenário do nascimento de Dali, o mundo, mais que nunca, está surreal. Muito mais do que o seu génio imaginou alguma vez.



Idylle Atomique , Salvador Dali

MCG
A verdadeira história de JVP no renascido, embora em remodelações profundas, Ser Benfiquista.

MCG

Desumano?

Torturas, maus tratos, violações, desrespeito pelos direitos humanos, mortes, espancamentos, julgamentos sumários, penas de morte, roubos, assaltos, mais mortes, perseguições, raptos, pedofilia, redes de crime organizado, droga, prisões sem acusação formada... o mundo globalizado que vive na ilusão do século XXI em naves espaciais na conquista do espaço, em computadores ultra avançados feitos para nos auxiliarem, descobertas fantásticas da medicina que nos vão prolongar a vida indefinidamente...

O nosso mundo é uma tempestade de contradições, a humanidade é realmente anti-natura, enquanto que a natureza tenta nivelar os desequilíbrios que encontra, compensando aqui e ali de uma forma misteriosa aquilo que se encontra mal para a sua sobrevivência, nós, a humanidade descobre a cura e tropeça noutra doença, faz arte e ciência e ignora a razão, faz a paz e caí noutra guerra, produz vida e persegue a morte. A humanidade na sua história sempre foi cruel, em todos os seus momentos, mas a ilusão de que estamos melhores, ou que estamos piores não passa disso de uma ilusão, enquanto que a natureza procura o constante equilibro, nós procuramos o constante desequilíbrio. Locke sempre tinha razão, os humanos são por natureza maus.
MD

Pastéis 2004: Prémio Inovação e Tecnologia, área da Realidade Virtual

Dias da Cunha, pela frase "O Sporting foi a melhor equipa do campeonato".

MCG

segunda-feira, maio 10, 2004

Futeblog

Daniel Oliveira, do Barnabé, tem-se revelado como a grande figura da temporada bloguística, provando ser um central que não só defende bem, como também ataca de um modo eximío, fazendo bom uso do seu pé esquerdo, apesar de, por vezes ser bastante previsível nas suas acções ofensivas e de serem no mínimo estranhos os seus constantes desentendimentos com outros companheiros de equipa, nomeadamente os que jogam à esquerda, que Daniel, curiosamente, ainda não percebeu que atacam para o mesmo lado. A isto acresce uma certa tendência para o show off, mas esse jeito natural para os rodriguinhos e para certos malabarismos para agradar ao público -é espectáculo, meus senhores!- parece ser um defeito de origem.
Parabéns à estrela do Barnabé, emprestada pelo Bloco de Esquerda para os encontros futebloguísticos, que arrumou, com uma exibição brilhante e practicamente sozinho, uma equipa de direita, deixando completamente arrasados os seus adversários mais conhecidos, nomeadamente o lateral direito Arnaut, que se viu, como já é custume, aos papéis, bem como os dois trincos "raçudos" (uma palavra amigável para toscos e brutos), os temperamentais Durão e Alberto João, seguindo-se, por fim, o complicado extremo-direito Portas que o Daniel acabou por arrumar com alguma, diga-se surpreendente, simplicidade.
Para além disso, anulou, com eficácia, os ataques, na segunda parte, do pobre banco de suplentes desta equipa, numa verdadeira prova de amor à camisola e espírito de equipa, provando ser um todo o terreno de extrema utilidade. Nota 10.
Lembre-se que o jogador, venerado por muitos, odiado por outros tantos, acaba contrato com o Barnabé no final do ano, regressando depois à base, para talvez, dar o salto, juntamente com outros jogadores da mesma casa que, emprestados a outros clubes e em diferentes ligas, andam a fazer diversos estragos e a ganhar calo para futuras aventuras.

MCG

Justiça!

Hoje o histerismo está mais uma vez à flor da pele com o debate instrutório do processo Casa Pia, processo esse, que marca, de um modo grave e definitivo, o aparecimento dum novo modo de fazer jornalismo em Portugal, que trouxe um deturpamento gravíssimo das mais elementares regras de convivência entre a justiça e a comunicação social num estado democrático, marcado por uma vergonhosa falta de escrúpulos e uma falta de respeito por todas as pessoas, vítimas e arguidos, num estilo tablóidiano entre o Big Brother e o voyeurismo à portuguesa, que se está a instalar e a institucionalizar na nossa comunicação social, na mais plena falta de respeito pelas liberdades individuais de cada um, sob a capa do "direito à informação". Absolutamente escandaloso.


Justiça que também é notícia no outro lado do mundo, onde o candidato à Presidência da Indonésia General Wiranto, foi acusado de crimes de guerra e crimes contra a Humanidade em Timor Leste, em 1999, sendo emitido um mandado de captura seu nome, pelo Painel Especial de Crimes Graves, da Unidade de Crimes Graves, uma instância judicial criada pelas Nações Unidas e pelas autoridades timorenses para apurar responsabilidades sobre os gravíssimos acontecimentos da altura.
É assim acusado, finalmente, um dos principais responsáveis pela onda de terror vivida no território depois da realização do referendo.
Restará saber se algum dia, alguém vai ter interesse em acusar quem permitiu a invasão indonésia a Timor Leste e quem patrocinou um regime - ou mais um regime - opressor e repressor, que esmagou um povo e o condenou a 25 anos de sofrimento.

MCG

Explicações ao post de Champalimaud

Perante os comentários no meu último post devo dizer que eu não defendi assassinato nenhum, contei uma história que ouvi, e contei o que ouvi o biografo dele dizer, mais nada, agiota não é uma palavra que lhe assente mal, é no fundo a função de banqueiro que ele sempre teve, nunca investiu em empresas que produzissem efectivamente qualquer coisa, principalmente tendo em conta as possibilidades, tinha uma fortuna que o serviu a ele e a uns poucos mais, alimentada de juros e dividendos.
Escrevi este post porque mais tarde queria fazer um segundo depois de ver o que se diria sobre ele na comunicação social, já que foi um personagem importante e relevante na alta sociedade da finança portuguesa, um homem principalmente temido, e ia falar sobre isso e sobre a única qualidade que lhe dava, era sempre coerente. Mas já não o vou fazer, não porque não seja um tema interessante, mas porque soou demasiado polémico e inconveniente... mas será que assim o foi porque não tinha coisas boas a dizer sobre ele? Só se pode falar em mortes quando gostamos do personagem em causa? Nos próximos tempos vão endeusar um homem; não será a minha obrigação assentar os pés na terra? Ou será que ignorar a morte de uma personalidade importante é que deve ser a regra? E depois, se outro morrer? Um ex-presidente de câmara? Um ex-desportista? Um ex-ministro? Um ex-primeiro ministro? Um ex-presidente da república? Devo ignorar a morte de todos porque não gosto deles? Nem que isso faça com que outros me possam acusar de o ter ignorado? Ou será que só posso falar quando for politicamente correcto faze-lo, ou seja, é unânime o ódio que todos temos ao personagem?
Quando eu morrer, e que seja daqui a longos anos, espero que tanto os meus amigos, como os meus inimigos, que também os terei, falem sobre mim, com honestidade, porque essa seria a última das vitórias de um homem que deixou marca, para aquilo que ele acha bem, ou para quilo que nós achamos mal, o que eu fiz foi um tributo a um personagem que longe de o odiar não gostava dele, mas ao menos não o desconheci.
MD

PS: Que pena realmente, dois posts destes entre dois post "pastelinicos"

Será coincidência?

No plano mais bloguístico, mas nem por isso, pelo contrário, menos "fernãozístico"
(eu devia ser premiado pelas palavras que invento), reparei, por outros mares, que já temos mais uma geração de Fernão dedicada ao surf. Sim, mais uma.
Claro que pode ser só coincidência. Talvez seja. É até muito provável que seja. Mas eu acho que não.
Por ocasião do 25 de Abril, eu já tinha, por dito que surf era, também, Liberdade, Fraternidade e Paz.
Essas são palavras que fazem parte da essência do surf. Como amizade e respeito.
E são palavras que, diga-se o que se disser, são cada vez menos valorizadas e cada vez mais esquecidas, nestes dias, nesta sociedade.
São sobretudo palavras que aprendi experimentei noutros tempos, vivenciando-as até hoje.
Será coincidência esta fuga para um estilo de vida substancialmente diferente, numa sociedade onde esses valores são cada vez mais deturpados e onde encontramos, nesse estilo de vida, no nosso mundo aquático, valores semelhantes aqueles que tanto aprendemos a gostar, respeitar e viver?
Será que o jovem Afonso -que julgo não arriscar ao dizer que será o neto da nossa queridíssima Isolina- tem noção disso? Provavelmente não.
Mas, será que vai ter? Será que nós temos?
Será coincidência? É utópico pensar que não.
Mas como essa palavra, utopia, tem tudo a ver com aquilo de que falo, eu penso que isto tudo é bem mais do que uma simples coincidência.

MCG

Reencontro

Na última sexta-feira à noite, houve reencontro de ex-delfim santos e ex-fernões, num dois em um marcado, como sempre, por um grande jantar e uma grande noite.
Claro que a secção Fernão começou por marcar a diferença chegando, como sempre, a horas, enquanto outros –e isto não é nenhuma boca ao subagrupamento da Estrada da Luz – primamaram pelo atraso. Diferenças...
Um jantar animado, com conversas que se fecharam como um livro e, indiferentes ao tempo, se voltaram a abrir na mesma página passados um, dois, três anos.
Um jantar que teve histórias e estórias de outros tempos. Um jantar que até teve karaoke – que, vá-se lá saber porquê, provocou a debandada geral dos outros clientes – e teve, sobretudo, um espiríto de amizade, cumplicidade e união fortes demais para serem aqui descritos.
Ao óptimo jantar seguiu-se uma invasão ao Bairro Alto, cada vez mais cosmo e menos polis, pelas capelinhas de sempre.
Para os mais resistentes – adivinhem quem voltou a ficar em maioria? – seguiu-se uma tertúlia com vista para um Tejo sempre imponente e sempre indiferente, até ao amanhecer.
Renascia lentamente a cidade e renasciam tamém os projectos de sempre, ideias para os próximos jantares, viagens, fins de semana, combinações para próximos encontros.
Um até breve na despedida. Espero.

MCG


PS: O movimento jantar do Fernão Mendes Pinto está lançadissímo.

domingo, maio 09, 2004

A morte de um agiota

De Champalimaud conhece-se várias histórias sempre muito recônditas quase boatos, sobre um personagem bastante discreto. Uma vida solitária dedicada ao dinheiro, no seu enterro amanhã aparecerá muita gente desinteressada no homem, mas interessada na sua dedicação.
Champalimaud tinha um guarda costas com um currículo perigoso, histórias de violência e crimes por esclarecer, mas era muito fiel aos seus patrões, quando ficou mais velho e perdeu utilidade, este homem que vivia num anexo da casa do famoso empresário foi despedido, mas como tinha direito à casa permaneceu, não sem que muitas pressões fossem feitas para que saísse, cortaram água, luz, faziam da sua vida uma miséria, ao ex-guarda costas e à mulher. Não foi grande surpresa, devido ao historial deste homem, que desesperado tenha entrado num dos escritórios de um dos filhos de Champalimaud para – nas suas palavras “O marcar” – e que tudo isto viesse a resultar na morte desse filho. Uma das histórias que eu ouvi.
Hoje ouvi também o biografo de Campalimaud dizer que de facto ele tinha uma das maiores fortunas do país, mas que não criava riqueza nenhuma, não acrescentava nada à sociedade, ao contrário, por exemplo, de Belmiro de Azevedo que cria riqueza e tem um incontável número de trabalhadores. Curiosidades de uma morte que ficou longe de me fazer sentir seja o que for, por isso, peço desculpa.
MD

Novas regras na estrada

Na minha opinião esta é uma das melhores medidas que o governo efectuou desde que está no poder, para mim qualquer medida que sirva para desincentivar a maneira como se guia neste país é boa. O PS na sua última legislatura já tinha tentado contrariar com boas medidas esta sina, que são os desastres e as mortes na estrada, mas recuou, infelizmente em alguns pontos importantes. Desta vez as medidas baseiam-se mais na intensificação das coimas e não tanto em medidas efectivas para controle dos carros na estrada, mas por vezes nestes casos, o medo de uma multa é mais eficaz do que um sinal bem visível.
MD

sábado, maio 08, 2004

Promessa

Não prometo não escrever mais posts sobre o JVP.


MCG

sexta-feira, maio 07, 2004

No Iraque, a guerra só dá tréguas quando se ouvem ecos das mais recentes notícias futebolísticas de Portugal. E a pergunta, lá como cá, é só uma...





Com o devido agradecimento ao Observador. Um blogue evolutivo, mas democrático.

MCG

Perdoa-lhes João, eles não sabem o que fazem




MCG
"Então é assim que eles fazem campanha". Uma só palavra. Vergonha.

MCG

Rascunho sobre a Direita Indigente - vol.I

Numa semana em que eu me desiludi fortemente com alguns personagens à esquerda, a propósito das "coligações, legitimidades políticas, constitucionalidades" e fiquei a perceber, mais uma vez (será a última?), que o meu sonho duma esquerda unida e solidária, neste país, não passa disso mesmo, um sonho, volto-me para o outro lado, para a direita da blogosfera.
E já que a "inteligente" se refugiou num espaço fora do mundo, um lugar longe das confusões bloguísticas, mais metafísico que outra coisa, resta-me apontar baterias para a indigente.
Indigente, de atenção. Sedenta, de protagonismo. O tempo que já foi de vacas gordas, já não é tão bom. O PP começa a perder influência no governo, o populismo vai acabar onde começou, nos 4%, o coming out fascistóide a que assistimos nos últimos dois anos vai, naturalmente, regredir.
O método já se sabe, "é o que resulta". Muita cacetada. Modelo? O Coutinho. Ídolos? Santana e Portas.
Primeiro, temos os blogues individuais.
Ponto um. Raros são os blogues de direita, dos mais conhecidos, com espaço para comentários. É a evolução.
Ponto dois. De preferência, mantem-se o nível baixo, disfarçando sempre com uns tiques aristocratas ou intelectuais, para que a coisa siga sem grandes problemas. Dizem-se as maiores barbaridades, as maiores mentiras, fazem-se os maiores insultos, branqueiam-se factos. A lata é rainha e senhora desta direita caceteira, populista, e bloguísticamente falando, indigente, sempre a pedir, pela via da confrontação ou da provocação, atenção (via resposta). Na blogosfera, como no poder.
Depois, os blogues colectivos. Fácil. Arranja-se um grupo de amigos, com o extremistazito da ordem, que vai dizendo as maiores asneiras do mundo e depois lá virá um outro qualquer elemento apaziguar os ânimos, "social-democratizar" a conversa. O que também, por acaso, me faz lembrar qualquer coisa (será governo?)
Mas alegremo-nos. Para subir o nível, temos agora Vasco Rato na blogosfera. Eu estava a brincar, claro. Não, não é isso...ele está mesmo na blogosfera...

MCG

Não digas a verdade pá

Fahrneit 9/11, o novo filme de Michael Moore, para além de já estar a criar uma grave crise nas já de si conturbadas relações entre a Disney e a Miramax (ver Público de hoje) vai, certamente, criar polémica ao mais alto nível.
O documentário, que revela uma série de ligações financeiras, já antigas, entre "Bush & Associates" e algumas familías importantes na Arábia Saudita e que explora o papel do governo dos EUA na evacuação de familiares de Bin Laden do país, depois do 11 de Setembro, denuncia fortemente o outroura turvo modus operandi de George W.Bush.
Agora, é esperar para ver. A estreia, o filme, Cannes e sobretudo, sempre ele, Michael Moore. Tudo isto em ano de eleições, só pode prometer.
Até lá, observemos a maior "democracia" do mundo, no seu melhor.

MCG

quinta-feira, maio 06, 2004

A frontalidade que se deseja

"Precisavamos de mais gente na política com a frontalidade de Avelino Ferreira Torres", Luís Nobre Guedes, dirigente do Partido Popular.

MCG

O Pastelinho vai crescendo

O Pastelinho chegou aos 1000 visitantes, no outro dia via uma série que dizia que era uma barreira importante a quebrar, um projecto que nasceu a dois, mas estamos à espera de mais, Fernões, Pastelinhos e Delfins contem-nos as vossas experiências, boas ou más.

Procedimentos na casa Branca

????????????????????????

Eu só quero saber se isto é normal!?!?!
Segundo as últimas informações, os EUA querem constituir uma força de intervenção, de 75 mil soldados, para ajudar a estabilizar e manter a paz no Iraque.
Pormenor: querem recrutar soldados em África, para libertar as tropas americanas, e levá-las para outros sítios (nomeadamente o Haiti, deve ser mais seguro). Entre os motivos norte-americanos (dados pelo Departamento de Estado e pelo Pentágono), está a necessidade de libertar tropas de – reparem bem – “tarefas que podem ser executadas por outros”.
Eles atacam um país soberano, apenas porque sim, e como não têm capacidade para aquele tipo de guerra, querem fugir e enviar militares de outros países?
Isto é coerente? Estou curioso.

Francisco Teixeira

Previsível enorme abstenção

Quase ninguém neste país está interessado nas eleições que aí vêm, prevê-se a maior abstenção de sempre numa eleição em Portugal, sabem eu não entendo isto... se realmente isto se verificar é de facto uma vitória para este governo, para esta coligação, mesmo que percam por votos, porque é a vitória do desinteresse, da arrogância de um destino político que adormece a capacidade de intervenção, que verga um povo que cada vez mais aflito fica cansado e adormece.
Para lá deste problema, a Europa é um sonho de homens grandes, é quase uma utopia, posso muitas vezes não concordar com as políticas que se desencadeiam nos meandros dos lugares de decisão nesta instituição que se gerou tão incrivelmente, mas acredito na ideia. Não me parece que o futuro seja agarrarmo-nos à nossa cultura como se fosse a solução para um país, uma resposta para um problema de identidade, esses medos só fazem com que a nossa cultura não seja protegida devidamente, mas sobre este assunto ainda vou falar mais aqui. Deixo só este grito de preocupação, a Europa é importante para nós e para uma humanidade que queremos tocar, da forma mais alarga possível. Votar, nem que seja em branco, como o Chico já aqui defendeu é importante.
MD

Karl Marx

...nasceu há 186 anos. Cá estamos para continuar, em permanente evolução, o seu trabalho.
Para analisar a sociedade e o mundo, cada vez mais mutantes e imprevisíveis, a pedir uma constante actualização, análise e estudo, numa visão sempre progressista, mas continuamente metódica.
Marx apontou o caminho, há-que desbravá-lo e continuar, insistentemente, a descobri-lo.
Esse caminho, para o mundo que idealizo, está no entendimento do seu pensamento e na sua permanente adaptação aos novos tempos e aos novos mundos.
Esta é a minha homenagem ao génio de Karl Marx, alguém que dedicou a sua vida aos outros e para os outros. Os de então, os de hoje e os do futuro.

Não é a História que usa o homem para realizar os seus fins; ao contrário.. ela nada mais é do que a actividade do homem que persegue os seus fins

Karl Marx






MCG

quarta-feira, maio 05, 2004

Maradona está novamente no Hospital

Ao ler um post no grão de areia soube que Maradona está novamente hospitalizado, li também com gosto a ligeira teoria da conspiração (de que sou sempre apreciador), que Maradona era maltratado pelos media, não pelo seu vicio mas pelas suas opções políticas. Não sei se isso será verdade, mas que as suas opções políticas, a sua permanente rebeldia e a recusa de se comprometer com os poderes constituídos fez com que se prejudicasse muito.



Dúvidas não tenho que o melhor jogador de todos os tempos é neste momento uma sombra daquilo que foi, mas nem por isso deixo de simpatizar com ele e de admirar as suas façanhas no campo e a coragem que tem por vezes fora do campo, espero que recupere de vez dos seus males. Como diria o Manel no seu blogue suspenso 1979 DRIBLA ESTA, SÓ MAIS UMA VEZ!
MD

FCP

Há 17 anos, imagino que numa quinta-feira de aulas, no Fernão, depois da vitória do FC Porto sobre o Bayern de Munique, em Viena, perguntaram a toda a gente da minha "sala" - a palavra do Fernão para turma - , se tínhamos gostado do jogo e por quem tínhamos torcido.
Não foi para chocar nínguem, nem muito menos só para chatear, mas a verdade é que eu, do alto dos meus 7 anos, disse que tinha torcido pelo Bayern de Munique. Porque torci mesmo. E disse-o bem alto. Porque estava zangado. Porque o Bayern perdeu.
Agora, 17 anos depois, ligeiramente mais maduro, futebolísticamente (talvez) menos fanático, digo que, na final que aí vem, num local da Alemanha com nome de equipa turca, sou bem capaz de torcer pelo FC Porto, quanto mais não seja, por exclusão de partes. É que, vejamos, Mónaco ou Chelsea?
Os clubes que vêem do pedaço de terra mais aristocrático da Europa (Mónaco) ou dum dos bairros mais luxuosos de Londres (Chelsea) ? Monarcas ou alta-burguesia (e nem falo do Abramovich)?
Por favor, que venha o diabo e escolha o FC Porto.
Admitamos também que, talvez, mas só talvez, eles mereçam. Têm uma grande equipa e jogam muito.
E que bom que foi ontem, mais uma vez, depois da grande campanha do FC Porto o ano passado na Taça UEFA, voltar a ouvir "SLB" numa meia final europeia. Nós sempre temos esse prazer. Outros, nem tanto.


Parabéns FC Porto

MCG

terça-feira, maio 04, 2004

A visita de Zapatero

Rodriguez Zapatero vem hoje a Lisboa encontrar-se com o seu homólogo português. Na ordem de trabalhos, entre outras coisas, encontra-se a situação no Iraque; o que deve dar origem a uma situação, no mínimo, caricata.
Depois de durão Barroso ter criticado publicamente a saída das tropas espanholas do país, queria ver com que cara falará do assunto ao PM espanhol. Ao afirmar que a decisão de José Luis Zapatero não foi benéfica para o país (qual dos dois? Espanha ou Iraque?), Barroso levantou uma onda de contestação à sua volta. Desde a oposição (cá dentro), ao Comissário Europeu para a Política Externa (o também espanhol Javier Solana, homem influente no aparelho central da UE), Durão isolou ainda mais Portugal, levando as suas amizades pessoais a reger a política externa do país. Não deixa de ser uma boa prova de amizade, mas caramba!, haja mais responsabilidade.
Carlos Carvalhas resumiu curiosamente esta atitude, apelidando-a de “ingerência trauliteira ao estilo maoísta” (Durão, hoje e sempre, um radical). Não serão, de facto, resquícios do antigo estudante do MRPP, descontrolado, disparando contra tudo e todos? Ou será Durão simplesmente um menino mimado, habituado a poder fazer tudo com a sua maioria prepotente? Será que este nosso PM (petiz maoísta?) vai manter a sua irredutibilidade, ou ficará apenas por uma situação de compromisso, ao concordar que a ONU deve entrar em cena – sendo que, de qualquer forma, a GNR não sai -?
De qualquer maneira, ao abordar a questão do Iraque, Durão Barroso já se colocou numa situação delicada, e será muito difícil sair airosamente: ou mantém as suas (a meu ver ridículas) críticas, ou, mais uma vez, assume o seu papel subserviente (foi assim com Bush, Blair e Aznar, tal como costuma ser com Portas).

Francisco Castor

P.S.: Entretanto Durão já disse que a tabela de orientação de Portugal na nova UE deve ser a Espanha. A subserviência tão cedo?

Mais um aumento

Já tinha escrito aqui qualquer coisa sobre isto, mas com o risco de me repetir vou novamente dizer que não é para mim preocupante que o preço dos combustíveis aumente, quanto menos se andar de automóvel melhor para o ambiente. No meu caso por exemplo, eu tenho carro e vou aos treinos com ele, que são à noite, vou ao surf, e vou ter com a namorada, ou seja uso-o para questões de lazer, para andar para outros sítios de dia, principalmente para me transportar para a universidade ando de transportes públicos, é a minha opção ecológica. Ou seja uma das boas medidas para levar as pessoas a abandonar o carro para irem para o trabalho é o aumento dos combustíveis.
Agora há alguns problemas, que são eles, primeiro os combustíveis ao aumentarem fazem com que os transportes públicos aumentem também, e então o que eu achava benéfico deixa de o ser, o apoio do estado a essas companhias de transporte é essencial. Segundo não são só as companhias de transportes que sofrem com isto mas também as empresas de transportes motorizados como sejam camiões ou estafetas, que começam a sofrer bastante com um aumento de 8%. As ambulâncias, as polícias e os bombeiros já sentem e de que maneira os aumentos e até agora não houve medidas do governo para reforçar a capacidade destas actividades essenciais. O último dos problemas, que eu veja para já é a capacidade que as gasolineiras têm de aumentar em bloco os preços dos combustíveis, eu também sei que este aumento deve-se um pouco à inflação dos impostos sobre o petróleo, mas não me parece que as regras de mercado estejam neste caso a ser estritamente compridas.
MD

segunda-feira, maio 03, 2004

A interminável casmurrice

O Likud rejeitou ontem um referendo a uma proposta que podia ser um fabuloso passo em frente para ultrapassar uma barreira quase intransponível, mas não se esperava outra coisa. É do conhecimento daqueles com interesse em política internacional, que para resolver para bem e com algum valor e força um problema deste tipo, é a parte mais forte que tem de fazer e iniciar as concessões, não vai ser uma comunidade fragilizada e dividida que vai iniciar o processo, até porque sendo um povo recentemente espoliado das suas terras têm alguma dificuldade em perderem aquilo que lhes pertence, em perderem aquilo que eles sabem que foi deles durante séculos.

O problema é que com a morte nas mãos de um israelita de Isaac Rabin tudo se encaminhou a favor daqueles que agora estão no poder, senhores da guerra, homens que sem pensarem duas vezes bombardeiam escolas e hospitais, homens, ou melhor animais como Ariel Sharon. Este conflito não tem mesmo solução nos anos que se adivinham.
MD

Ainda sobre o CABUM!

Pois é, o Benfica ganhou ontem ao vizinho Sporting, mas é preciso assinalar que o nosso blogue conta já com a participação activa de um grande Sportinguista (Francisco Castor) e de muitos outros a comentarem, queria também dizer que para futuros participantes não é requerimento ser deste ou daquele clube.

Agora, por acaso, os fundadores deste espaço são benfiquistas optimistas, sim, porque há vários tipos de benfiquistas, nós encontramos tudo de positivo na nossa equipe, para nós podem não ser os melhores jogadores a actuar e temos consciência disso, mas o nosso apoio é infinito, durante um jogo é proibido dizer mal de um jogador, há benfiquistas pessimistas que são exactamente o oposto, há benfiquistas reminescentes que não vêm jogo nenhum sem comparar os jogadores actuais com as glorias do passado, há os ceguinhos, que são um ou dois que ainda sonham, sabe-se lá porquê, com o regresso de Vale e Azevedo, há os deslumbrados que não tiram da cabeça que o Benfica é o maior clube do mundo (eu também sou um bocadinho assim, mas não faz mal!). Há de tudo um pouco e divirto-me sempre quando vou ao estádio ver jogos, ou quando vou a outros sítios, como fui ontem para viver com os meus pares benfiquistas o momento do jogo. Mas estas características estendem-se aos outros clubes, cada um com as suas idiossincrasias que se estendem no tempo e são mais ou menos mutáveis.

O jogo de ontem ao contrário do que querem fazer parecer foi bem disputado, o Benfica pode não ter feito tantos remates, mas aproximou-se com grande perigo muitas vezes, principalmente na segunda parte quando teve algum ascendente sobre o Sporting, e aliás começava-se a adivinhar a vitória do Benfica já que o domínio no meio campo era evidente. O CABUM de Geovanni foi justo nem que não seja porque durante toda a época o Benfica foi uma grande equipa e só quem não viu ou não quis ver, é que pode dizer que eles não sabem jogar. Fomos bem melhor equipe que o Sporting durante toda a época. Mas independente disto tudo, se tivesse perdido ontem, que podia perfeitamente ter acontecido, tal como o fiz na primeira volta, aceitaria, por mais lances injustos que tenham acontecido.

Mas há uma coisa que me irrita bastante e provavelmente foi uma das razões pela qual aquela vergonha da invasão de campo aconteceu, que é os dirigentes do Sporting andarem a desculpar a sua má política de contratações e vendas pondo sempre em pano de fundo uma história muito mal contada do sistema contra eles. E não só, uma série de conflitos, que gerados tendem a acicatar mais ânimos, a história do Mourinho, por exemplo, não se pode permitir, numa altura em que o estádio estava a ser evacuado, com adeptos do Porto ainda nas bancadas que um dirigente do Sporting vá à sala de conferência de imprensa protestar por isto e por aquilo, e eu não duvido que ele tenha razão, mas há alturas para fazer as coisas. O presidente do Sporting por exemplo consegue sempre ver lances que ninguém mais consegue ver, onde o Sporting foi prejudicado e apressa-se sempre na saída dos estádios para protestar, claro que este tipo de situações tem efeito num número pequeno de animais que fazem figuras daquelas. Mas num estádio com 45000 sportinguistas, porque ontem a casa não esteve cheia, não pode ser comparado a um número pequeno de energúmenos. Para mim não se interditava o estádio do Sporting, proibia-se era a entrada daqueles filhos da mãe durante longos anos.
MD

Ps: Desculpem lá a enormidade do post, ainda por cima sobre um tema muito pouco cívico.

Ps. 2: Serrinhas epá vê lá se mudas o espaço de comentários que tens lá no teu blogue, porque só dá para fazeres 5 no máximo e não pude comentar os teus dois últimos posts. Escolhe este aqui, apagas o outro, porque neste ainda por cima não tens limite de caracteres. É só uma sugestão. Um abraço.

domingo, maio 02, 2004

Geovanni, o idealista

Cabum. Se houvesse um som para o golo do Geovanni era este.
Aqui, no Pastelinho, não poderíamos ser de outra coisa qualquer que não do Benfica.
Podia ser só porque o Benfica é o clube mais democrático do mundo, mas é por muito mais coisas. Mas isso hoje não interessa. Ou talvez interesse.
Num momento muito complicado, num mundo cada vez mais estranho, onde constantemente procuramos inspiração e momentos felizes, são pequenas grandes coisas como o golão do Sono, que nos fazem acreditar que o estado das coisas pode sempre mudar. Venha daí a pseudo-intelectualidade insultar-me,que eu não me importo. Eu penso assim. Há momentos, mesmo num jogo de futebol, que nos trazem um rasgo de esperança.
Porque quando substimam as rapaziadas do Colombo por esse mundo fora, estas reagem, revoltam-se e transformam. A mudança acontece.
Tudo obra e graça da arrogância, do comodismo e duma superioridade dos que se julgam no poder, que pensam ser eterno e que é sempre, mas sempre, muito relativo. Obra e graça sobretudo da fundamental capacidade de acreditar, sonhar e trabalhar de uns quantos rebeldes.
Às vezes, as coisas mudam. Basta um momento. Um grito de revolta. Um momento de inspiração.
Cabum
MCG

O Mundo em 60 Minutos

A CBS, através do essencial 60 Minutos, denunciou os abusos, com requintes de malvadez e sadismo absolutamente medievais, a que foram submetidos prisioneiros iraquianos por parte de militares norte-americanos. Horrível e chocante.
Já se sabia que o tratamento dado aos prisioneiros de guerra, pelos norte-americanos, era péssimo (Guantanamo) e a Convenção de Genebra, para Bush, vale tanto como o TPI e a ONU. Ou seja, vale só quando dá jeito.
Mas estas imagens são o cúmulo. O cúmulo da impunidade e da permissividade.
E mais problemas se adivinham. Para além de chocarem qualquer pessoa com o mínimo de sensiblidade, há ainda a salientar o facto destas imagens terem sido também transmitidas pela Al-Jaazera para todo o mundo árabe e terem sido recebidas, naturalmente, com muita tristeza e raiva.
Mais humilhações, mais provocações, o ódio continua a ser semeado, sem fim à vista. Eis a " grande democracia" norte-americana.

O 60 Minutos tem feito excelentes reportagens e excelentes entrevistas sobre a situação iraquiana -e não só - colocando à vista de todos os que são minimanente inteligentes as respostas às grandes questões, não só sobre a questão iraquiana, como sobre toda a política externa da Admistração Bush.
Recomendo fortemente o programa, verdadeiro jornalismo, com grandes jornalistas. Isento, atento e sobretudo, sério. Com muita qualidade. Recomendo-o sobretudo aos candidatos a jornalistas que por aí andam, um pouco perdidos nos valores e incapazes de pensar a informação bruta e a uma geração um pouco acomodada e que não questiona absolutamente nada, tomando como verdade e realidade toda e qualquer informação que lhe seja vendida.
Recomendo-o, sobretudo, a quem gosta de jornalismo a sério, com jornalistas a sério. Bem-vindos ao mundo real.
MCG

A todas as mães

O Pastelinho agradece a todas as mães no mundo que têm direito a este título, especialmente às nossas, e já agora às vossas, das pessoas que lêem este blogue. Teria a tendência de dizer algo bonito, que rimasse ou que fizesse sentido com ventre ou conforto, mas acho que já está tudo dito por aí, não pode haver maior elogio – por elas já tudo foi dito! – não se preocupem mães que lêem este blogue, muito mais será ainda dito. Hoje é o vosso dia! Ou não será todos os dias? Já que a ligação com os filhos é uma que dura uma vida inteira.

Novamente entrevistas

Estava eu este sábado preparado para ir jogar uma peladinha, quando, à espera dos meus amigos demorados como sempre, me pós a ouvir uma entrevista do Sr. Primeiro Ministro, devo dizer que não foi totalmente uma má entrevista, o jornalista da antena 1 decidiu não dificultar a vida a um membro do governos novamente, e em luz da adesão dos países novos à EU, o nosso Primeiro mostrou-se ultra confiante, como aliás assim o deve ser. Mas embriagado nesta confiança toda, o jornalista esqueceu-se dos paninhos quentes e perguntou – “O Sr. Primeiro Ministro prometeu que em 2010 seriamos uma economia de topo na Europa, em face deste alargamento acha que vai ser prejudicial à sua promessa ou benéfico?” – (a pergunta é mais ou menos isto) resposta – “Eu prometi que devíamos tentar lutar por isso.” (a resposta foi exactamente esta), ora alguém me sabe tentar explicar esta resposta? É que eu não a entendi, como aliás não entendo várias outras coisas do Sr. Durão Barroso, mas esta foi a última, por isso aqui está. «Eu prometi que devíamos tentar lutar por isso»... o que é que isto significa?

MD

sábado, maio 01, 2004

Post Scriptum

Sobre o post do Miguel, "Um Durão Mais Radical" e nomeadamente sobre os comentários que se lhe seguiram, tenho a dizer algumas coisas.
Primeiro, em relação ao post, subscrevo-o totalmente.
O Miguel, para além de dar a sua opinião, que eu em qualquer altura, mesmo num papel branco, assinaria por baixo, relatou factos. Puros e duros, aqueles foram os factos.
E factos são factos, não são "visões" à esquerda ou à direita. Durão Barroso portou-se ontem na Assembleia da República como se estivesse num comício. Com um histerismo sem precedentes e com uma prepotência, arrogância e má educação já de si inqualificáveis para um primeiro-ministro, muito menos na instituição mais importante do nosso país, a Assembleia da República.
Cada um comenta os nossos posts como entende, isso que fique bem claro. Mas, tal como nós estamos susceptíveis a que nos comentem e critiquem, também quem aqui comenta o está.
Se eu acho insultuoso o comportamento do governo ontem e o tomo como uma verdadeira ofensa à nossa democracia, do mesmo modo qualifico os vivas a este tipo de comportamento que por aí andaram.
Por isso eu, provavelmente, responderia de um modo muito mais desagradável que o Miguel, cujas palavras de resposta ao comentário dum opinion maker já famoso pelos seus bitaites, foram exageradas e levadas ao extremo pelo mesmo, dando azo a uma pequena polémica, mais exagerada pelo altruísmo e generosidade do Miguel, do que pela sustenção de discurso do opinion maker.
Esquecido este incidente, que "seja bem-vindo quem vier por bem". E tragam outros amigos também.
MCG

PS: Sobre o 1º de Maio e a nova Europa está tudo dito. Mais uma vez, faço minhas as palavras do Miguel. Viva o 1º de Maio!

Hoje há festa

Hoje a festa é rija por toda a Europa com o alargamento, mas hoje também se festeja um dos dias mais importantes para o mundo dos trabalhadores - certo - a minha mãe está a trabalhar – certo – há uma onda de desemprego em Portugal – certo – há uma perda efectiva de direitos dos trabalhadores neste país, invocando-se ter de eliminar algumas conquistas de abril – certo – as conquistas de abril são essenciais e não têm nada de negativo – certo – um futuro sem direitos não é futuro. Os riscos sobre as conquistas desde o inicio do séc. XIX, lutas de 2 séculos estão constantemente em risco com gente que olha para o mundo pelos números, os trabalhadores são um número desejável, dispensável, valorizado, desprezado, mas os trabalhadores não são só um número, são parte integrante e muito activa da humanidade, tudo o que se possa fazer para os proteger faça-se, eles não são números são pessoas como qualquer uma.





O mundo está virado de pernas para o ar, a entrada para o séc. XXI foi desastrosa, invasões brutais a países soberanos, intervenções ilegais fora da ONU, um novo perigo a nível mundial, um perigo que nasceu de fora e não por dentro, este perigo é uma resposta e não um ataque. Isto para dizer que num mundo de pernas para o ar é necessário não ficarmos desatentos e não pensarmos que é uma questão menor os perigos que pairam sobre os trabalhadores. Esperemos que a entrada destes países todos neste dia seja um indício de uma das preocupações mais prementes na nossa Europa que é os direitos dos trabalhadores e o desemprego. A defesa destes direitos deve ser uma revoluções constante uma luta cerrada aqueles que fazem contas com as vidas!

MD

BEM VINDOS



É um momento de extrema alegria para mim também, como europeista convicto receber todos estes países, espero que melhorem muito as suas condições de vida e que se apercebam dos benefícios que têm, o mais rapidamente possível. Eu sei que Portugal vai sofrer com este alargamento, mas isso é um problema que nós vamos ter de enfrentar e nunca tentar evitar. Se as coisas correrem um pouco menos atribuladas do que já foram, com uma união mais forte entre os países e com a diminuição, que deve ser essencial, da desnecessária burocracia nas esferas políticas europeias, muita gente será muito mais feliz. Disse que isto nos vai prejudicar, será um facto, pois os apoios diminuíram, mas não é uma "necessidade" podemos aproveitar, novos mercados, novas oportunidades. Bem vindos! Muitos mais esperam por isto.



MD
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