quarta-feira, junho 30, 2004

A Laranja nem sempre é Amarga




PS: Vitória dedicada por Figo a todos os campeões do mundo sub-21, há exactamente 13 anos. Bonito.


MCG

Lá estive

Ontem estive novamente presente na manifestação. Não foi exactamente o que eu estava à espera, estava menos gente que no domingo. Encontrei a nossa amiga Sofia e a sua espectacular avó, que infelizmente não me foi apresentada. ;)
Estas manifestações tem de parar até ao momento que realmente Santana Lopes se torne primeiro ministro, porque se não saturam e desmobilizam as pessoas.

Estou algo curioso com a actuação do nosso Presidente da República que tem chamado muita gente para falar consigo, e praticamente todos aconselham eleições antecipadas, mesmo alguns ilustre do PSD. A ver vamos...

MD

segunda-feira, junho 28, 2004

Ando a ver coisas

Há quatro anos, a mera possibilidade de Durão Barroso poder vir a ser o "nosso" primeiro-ministro incomodava-me ao ponto de eu admitir -seriamente- emigrar.
Hoje, com a "possibilidade Santana" a situação repete-se, mas de um modo pior. Parece que comecei a ver porcos a andar de bicicleta. Sinto que, de repente, tudo é possível.

MCG

Rosseau

Jean-Jacques Rosseau nasceu a 28 de Junho de 1712, faz hoje exactamente 288 anos. Andamos tão dístraidos com personagenzinhas que nos esquecemos de como tudo começou.



The strongest is never strong enough to be always the master, unless he transforms strength into right, and obedience into duty.


Pequena biografia aqui.

MCG

PS: Grave é que foi o Mário Crespo que me lembrou desta data.


Contra o Golpe do Gel

Amanhã, de novo às 19 horas, no mesmo local, Palácio de Belém, com as mesmas pessoas e mais umas quantas -que se esperam muitas.
Façam circular a convocatória. SMS, email, carta, telegramas, vale tudo desde que estejam lá. Vão e levem outros amigos também.
Contra o Golpe do Gel, que, apesar de oleoso, está a emperrar a nossa democracia.

MCG

Leite Amargo

A número dois do Governo, a Ministra das Finanças Manuel Ferreira Leite classificou hoje de "golpe de estado", a suposta ascenção de Santana Lopes à chefia do partido e, consequentemente, do governo. Mas que crédito tem este PSD para apresentar soluções ao país? Irá Jorge Sampaio aceitar um nome apresentado por um partido dividido, fracturado ao meio e corroído pelo populismo, sem maioria social, sem legitimidade política? Aceitará Santana, um dos grandes responsáveis por essa mesma divisão, fracção e corroção?


MCG

PS: E que vão à merda e voltem para o sofázinho os paspalhos que andam aí a falar em "esquerda festiva", como se a "esquerda festiva", que são as pessoas que se mexem, as pessoas que protestam, não fosse, neste momento, a vanguarda dum protesto e dum processo de reacção em relação aquilo que de muito grave se está a passar no nosso país.

De Olhos na Floresta

Hoje, enquanto folheava virtualmente o Público reparei numa pequena notícia sobre uma acção da Quercus que merece divulgação não só pela originalidade da ideia, mas sobretudo porque a questão em foco -a dos fogos florestais- é uma questão gravíssima no nosso país. E esta questão, este problema, não tem que ser um daqueles fatalismos ou tristes fado à portuguesa, uma tragédia que tem que se abater sobre nós todos os verões, ano após ano. É que podemos fazer qualquer coisa em relação a isso para além de "rezar à Nossa Senhora". Porque não é o destino, somos nós.
Pede-se acção cívica para dar corpo à ideia, são precisas pessoas, para, em regime de voluntariado, ajudar a combater uma das mais tristes realidades do nosso país, que todos os verões incontornavelmente regressa. Do Público à página da Quercus foi um clique, gostei da ideia e estou seriamente a pensar em inscrever-me nesta iniciativa. Quer-me cá parecer também que toda e qualquer ajuda, leia-se participação voluntária, é muitissimo bem vinda, por isso vale a pena ir ao site e, pelo menos, pensar nisso.




MCG



domingo, junho 27, 2004

O teste da personalidade

Estou no limiar de um exame importante e não consigo estudar, não é novidade, mas quando um exame importante vem a caminho esforço-me para não estar na praia a surfar, a jogar à bola com a rapaziada, e mais difícil de evitar passar umas belas horas com a namorada. Fico no quarto a fingir que me esforço e sei que só na véspera é que vou conseguir pôr-me a ler qualquer coisa. No entretanto andei a ver blogues, foi ao Serras como vou frequentemente, mas desta vez para ver os links dele. Já tinha visto este desafio antes no Serras mas pelos vistos foi o último post do Burro Amarrado , eu na altura não tive tempo e pensei agora que tenho, - aí que raio! Porque não? - escolhi as 45 perguntas, para que fosse o mais preciso possível e a primeira personalidade que me calhou foi Abe Lincoln, escrevi um comentário enviei e quis voltar para trás. Não consegui e pensei vou repetir o teste, a meio já sabia que a personalidade iria ser diferente então calhou-me isto...



Mas só para tirar tudo a limpo vou fazer isto outras vez, e tentar como foi nos dois atrás, ser totalmente honesto, e eu sou um bom rapaz, mas madre Teresas é que não!

PORRA! Deu-me a madre Teresa de Calcutá novamente! Só porque eu me importo com os outros?!?! RAIOS!
Resta-me o filme, ao menos que goste do filme...
Mas que ... o que é ... será que... epá!



MD

Ps: não estou de acordo, mas sou de partilhar estas coisas, daqui a um não tarda nada estou de saída para a manifestação. Espero ir bem acompanhado!

Que não seja Van, a sanidade

Até este levanta a voz contra Santana. Diz o social-democrata e presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, Francisco Van Zeller que o país fica, com a ida de Durão numa situação "horrível" e que "será muito difícil voltar a reunir a seriedade do actual Governo", concluíndo que "Santana Lopes não tem perfil para primeiro-ministros". E já agora deixo aqui um excerto do último paragrafo da notícia do Público, que me parece importante.

A mesma opinião é partilhada por outras figuras ligadas ao mundo económico e financeiro, ontem contactadas pelo PÚBLICO. A eventual nomeação do actual presidente da Câmara de Lisboa para chefiar o Executivo está a gerar perplexidade e grande controvérsia, existindo quem considere que Jorge Sampaio tem condições para convocar eleições antecipadas, in Público

Com toda a certeza que o "método" para resolver este imbróglio é importante e tem que ser discutido. Mas o "quem", a pessoa, também.
E no caso de Santana, a questão é, consensualmente, de higiene pública.

MCG

Liberdade Religiosa

Quando questionado se iria acompanhar a promessa de Ricardo de ir a Fátima a pé se Portugal fosse campeão europeu, Jorge Andrade responde, entre risos:

"Eu não. Ele que vá sozinho"

MCG

Os bons da fita

Pois é, pobre país o nosso. É absoluta verdade. Em três partes. E sobre o "pudor" de Sampaio, tenho mais qualquer coisa a acrescentar.
É que esse o mal da esquerda, da nossa esquerda. O mal de ter a mania de fazer tudo segundo o livrinho, de fazer tudo "bem". De ter complexos em resolver inaplavelmente as questões. É o príncipio dos príncipios excessivos.
Como a mania de, por outros livrinhos, andar às turras há 200 anos uns com os outros, a discutir se devemos ir por por este caminho, ou ligeiramente mais ou lado. E claro, há sempre o outro e mais outro. Sempre perto, sempre longe.
Uns "renovam-se" outros não, uns são "novos", outros não. Unicidades, cumplicidades, amizades, vinganças. Uns unem-se, outros desunem-se. Não é poder, é ideologia.
Lenine, Marx, Trotsky, Bakukine estão vivos e continuam a discutir em milhares de outras cabeças, hoje em pleno século XXI. Mas esse não é o problema. O problema é o que daí resulta na prática. É que com tanta indecisão, tanto pudor intelectual, a discutir ideias de fundo, as ideias que são precisas, as do agora, da acção, de movimentos, perdem-se. Como a convergência necessária. Como uma acção resoluta, uma acção "doa a quem doer".
A esquerda, a nossa esquerda, precisa de ser mais imediata. Não imediatista como a direita, que se vende ao populismo conforme os interesses o requerem e que só funciona numa lógica de poder e de busca de poder. Como a direita que faz, muito mal, mas faz, porque anda pouco preocupada com ideologias e com ajustes de contas de outras histórias.
Enquanto isso a esquerda discute se "devia fazer porque, não nos esqueçamos de".
Não é preciso vendermos a alma ao diabo, nem pormos de parte qualquer tipo de ideologias. Temos é que de perder a mania de que, lá por termos princípios não nos podemos mexer com um pouco mais de acutilância, e talvez, por uma vez, deixar as discussões para mais tarde. É que somos bonzinhos demais.

MCG

sábado, junho 26, 2004

Quem sabe?

Quem sabe Paulo Portas não será responsável pela queda do governo? Numa declaração dramática de responsabilidade em face de uma inevitabilidade, que ao contrário do que o meu colega no blogue diz sai de um conflito com Santana Lopes... Quem sabe?

MD

Uma equipa

Portugal vai defrontar a Holanda na próxima quarta-feira, para as meias finais do Euro 2004. A Holanda afastou muito injustamente a Suécia e é o nosso próximo adversário. Qualquer uma das equipas seria forte, mas, neste momento, a Holanda parece-me ser um melhor adversário para nós, apesar de todos sabermos que o mito Laranja Mecânica pode ser reacendido a qualquer momento, porque a selecção holandesa tem um fantástico grupo de jogadores.
Para já, espera-se nada menos que um jogão, com duas equipas que gostam de jogar ao ataque e de tratar bem a bola (por falar em bola, as vedetas que se queixaram da bola já foram todas para casa), que jogam para ganhar e dois tipos de futebol que encaixam bem. Vai ser bonito.
Neste momento qualquer uma das equipas em prova -até o patinho feio chamado Grécia- pode ganhar o Euro, mas, neste momento, Portugal parece-me ser a mais forte. Já não somos só o grupo de artistas com futebol rendilhado, os bem amados das competições internacionais, porque jogamos muito bonito, o que, na prática, só nos gracejava simpatia e não títulos.
Somos uma equipa que joga muito, a todos os níveis, com jogadores óptimos (incluíndo no banco, o que é inédito), com muita arte é certo, mas sobretudo com muito querer e muita vontade de ganhar, sem nunca perder o sentido e a orientação em relação aos objectivos propostos, independentemente do resultado poder não estar de feição. Isto é fruto da organização, mentalidade e disciplina que Scolari conferiu a este óptimo grupo. É a primeira vez que, na minha opinião, a selecção nacional se mostra como uma verdadeira equipa e não como um grupo de tipos muito porreiros, é certo, mas que encaravam as coisas, dentro e fora de campo, de um modo algo amador.
Scolari calou muita gente e, só por isso, merece tudo o está a viver neste momento. É que lembro, chegar às meias-finais era o objectivo prometido por Scolari para a nossa equipa e está conseguido. Estamos, de novo, nas quatro melhores equipas da Europa e tudo o que venha a partir de agora, que pode ser muito, é um bónus.
Confio que podemos fazer mais, mas se não o fizermos, acho que tudo o que se passou até agora valeu a pena. Eu, pelo menos, estou orgulhoso.

MCG

PS: O Pastelinho e o The Garoupini Chronicles, provaram, num exercício de bom sofrer, na passada quinta-feira, no Portugal-Inglaterra, mais uma vez no templo invicto da Ericeira, que às vezes e só às vezes, a esquerda e a direita juntas até resulta. Aliás, rectifico depois do seu último post. Só mesmo em jogos de futebol.

O Golpe

Durão foi, ou vai para a Comissão Europeia. Não cumpriu o que prometeu, nem manteve a sua palavra. Até aí nada de extraordinário, porque Durão foi igual a si próprio: pouco honesto. Mais, foi hipócrita e demagogo, pois faz, de um modo camuflado aquilo que tem vindo nos últimos dois anos a acusar Guterres de ter feito: fugiu. Pior, é que Guterres com todos os seus defeitos e virtudes, assumiu a sua "fuga" e, antes disso, recusou cargo que agora é oferecido a Durão.
Durão parte para um cargo importante a nível pessoal, apoiado por vários líderes europeus pelo seu so called low profile, pela sua descrição e suposta capacidade de gerar consensos, nomeadamente na chamada "relação Atlântica". Mas deixemo-nos de tretas. Substituam-se os paninhos quentes e as palmadinhas patrióticas nas costas, pela verdade incómoda para os que deliram com a nomeação de Durão:
O seu nome aparece porque é preciso alguém que seja suficientemente marionetizável. Isto é, depois de um Prodi que foi, pelo menos, incómodo, há-que arranjar um Comissário sob controlo.

Mas, neste momento, Sampaio tem que abrir os olhos e ter coragem. E eu defendo Sampaio, defendo o seu trabalho, não o acho nada cinzentão. Acho que no seu mandato, Sampaio só tem pecado pelo pudor em não tocar no suposto consenso nacional, no suposto bom relacionamento das instituições. E aí distingue-se, pela negativa, em relação a Soares.
Só que tem que haver um limite para a pose de Estado. E esse limite é o estado de coisas nestes momento.
Se não está no texto da Constituição que neste momento se façam eleições antecipadas, está nas regras do bom senso, do equilibrío e do bom funcionamento da democracia que se tenha atenção a um pormenor: legimitidade política. E esse simples facto dá-nos o direito de pedir eleições, já, porque o contexto político - vejam as últimas eleições - não é o mesmo de 2002 e, sobretudo, as pessoas, nomeadamente o chefe de governo e presidente-candidato do partido vencedor dessas eleições, deixaram de ser as mesmas.
Quem elege o parlamento – e consequentemente os governos e primeiros-ministros que se apresentam como candidatos - é o povo português, não os delegados ao congresso do PSD.
E como, aparentemente, vamos ter um primeiro-ministro que foi somente eleito pelos delegados ao congresso do PSD e não sufragado pelo povo português, o minímo que podemos fazer, até é ver, é protestar e dizer não.

A partir daqui podemos discutir o nome de Santana Lopes, o tal nome mais "óbvio" para suceder a Durão por ser o vice-presidente do PSD, por ser o artífice e o mentor desta Coligação de direita e por ter um plano ambicioso de poder –seja isso o que e onde quer que seja.
Podemos discutir o que vai Santana trazer de novo ao país -show off - e os prejuízos enormes que um governo liderado por este personagem vai acarretar.
Podemos ainda falar de Portas, que vence sem querer mais uma vez e aparece como o emplastro de serviço, pois de fora e de mansinho já se anda a mexer para concretizar o seu sonho de sempre: a pasta dos Negócios Estrangeiros, reforçando, para além disso –pela sua óptima relação com Santana- o seu peso no governo.

Podemos discutir todo o cenário negro que aí pode vir, mas primeiro, façamos a nossa parte, que é fazer tudo para que esse cenário não se venha a concretizar.
Vamos pedir coragem a Jorge Sampaio. Vamos pedir a Ferro Rodrigues que faça eco institucional do peso que neste momento tem no país -curiosamente mais do que tem, infelizmente, no próprio partido, destabilizado pelos abutres do custume.
E quanto a nós, não vamos ficamos quietos. Amanhã, pelas 19 horas, junto ao Palácio de Belém, vamos dizer: Santana Não!

MCG

Sobre Sampaio



Goste-se ou não de Mário Soares a presidência de dez anos desta personalidade incontornável do nosso século XX, teve um impacto grande. Ou seja mesmo com os poderes reduzidos que este cargo tem, Mário Soares este presente, mexeu-se, reagiu, lutou, produziu ideias e concessões políticas, e Jorge Sampaio? Alguns já lhe chamam cinzentão, porque quando se mexe é para pôr qualquer coisa, (raramente), no tribunal constitucional. Revelo o meu voto nas últimas presidenciais, para não arriscar no homem de betão votei em Jorge Sampaio, espero que ele não me deixe mal nesta situação, não seja novamente cinzentão e reaja! Não estou à espera de menos dele, prove agora que foi por uma razão positiva, ao menos uma, que ele foi para o lugar mais alto da hierarquia política portuguesa. ANTECIPADAS IMEDIATAMENTE!

MD

Convocatória

Recebi uma mensagem para uma manifestação em Belém amanhã, domingo, para todos aqueles que estão contra um governo da treta, ou seja o “futuro” (salvo seja, deus nos livre) governo de Santana Lopes. Amanhã às 19 horas. Lá estarei, espero que espalhem a notícia e que venham também.

MD

Não, Sr.Presidente




MCG

Mobilização

SANTANA? NÍNGUEM PEDIU, OBRIGADO.


Imagem retirada do Barnabé




MCG

Pastelice

Reparámos em mais uma pastelice do Pastelinho. Tristemente, os comentários mais antigos desapareceram todos. Que porcaria. Vamos resolver o problema, mudando talvez o servidor, o mais depressa possível. Porque sabe muito bem recordar as palavras dos outros também.

sexta-feira, junho 25, 2004

A vergonha

Andava com medo desde ontem, ouvi o Durão Barroso a dizer que – Não sou candidato ao lugar de presidente da comissão europeia! – e quando Durão afirma, ou nega é normalmente porque está a mentir. E perguntei-me mas se ele for? O braço direito no governo é Manuela Ferreira Leite, mas no PSD é Santana Lopes, claro que não pensem que Paulo Portas não se vai fazer ao lugar porque é o braço direito da coligação que está envolvida nesta trapalhada... (Pergunta: irão acusar Durão Barroso de abandonar o país como fez António Guterres em tempo de crise? Ou no final, se esta trapalhada toda falhar vêm dizer que Durão se sacrificou pelo país?)
Mas encontramo-nos numa encruzilhada, num trio sinistro que tem um elemento à partida de fora, que é Paulo Portas, seria a desculpa perfeita para dissolver o governo e com alívio de alguns PSD’s. Já Santana Lopes tem contra a coligação, por já ter feito ataques ao contrato, e assim não ser um farol de segurança nas esperanças do PP. Já Manuela Ferreira Leite tem contra si não o PSD (ou talvez até tenha alguns), não o PP, mas o povo descontente, é engraçado como a põe como elemento a remodelar num governo cada vez mais em modo de fuga, e como agora pode ser tornada Primeira Ministra, será que é para a afundar de vez?
Nesta luta pode aparecer alguém de fora, muito de fora até. Mas a capacidade de engolir o sapo de Santana Lopes que deve estar neste momento com, ou a falar com Paulo Portas numa operação de lambe botas como nunca se viu nos meandros políticos. Devo dizer que se Santana Lopes se tornar Primeiro Ministro, a possibilidade de fuga, ou de clandestinidade não está posta de parte. Irei voltar a este tema preocupante, que nem me permitiu falar na Grécia.

MD

O Que é que o Barnabé tem...

Primeiro, esclareço que gosto muito do Barnabé e sou um incondicional leitor do blogue deste que o conheço, ou seja, desde sempre.
Depois, eu respeito imenso quem faz o Barnabé. O Barnabé é uma referência, pelo menos para mim, e há-de continuar a ser. Mas isso não me faz (sempre) juntar à reverência geral com que a esquerda bloguística trata o Barnabé.
O que me incomoda verdadeiramente nesse blogue são alguns tiques bloquistas. E é só. Já o disse e repito.
Aliás, curioso é que são esses mesmos tiques que me impedem de gostar do Bloco de Esquerda. Noto uma certa flexibilidade nas ideias expostas em função dos interesses. Uma coerência por vezes leve como uma pena.
Em Maio, na altura das sondagens que davam 8% ao Bloco de Esquerda (alfinetada, peço desculpa) no auge da questão de Abu Graib, surgiram também notícias na imprensa inglesa sobre eventuais abusos por parte de militares britânicos a presos iraquianos.
Quem pegou primeiro nesta questão (e não terá sido por motivos humanistas com toda a certeza), dando um enfâse sensacionalista ao escândalo, foram os tablóides ingleses, o que até deu alguma polémica, pois alegadamente teriam sido até publicadas algumas fotomontagens para apimentar o escandâlo.
E o Barnabé, quando falou nesse caso, dos militares britânicos, socorreu-se duma reportagem de um desses tablóides, o Daily Mirror.
Mas hoje, em Junho, o mesmo Daily Mirror já é considerado populismo fácil, para vender jornais.
Em que ficamos? O Daily Mirror era sério e já não é? É-o para uma coisas e menos para outras? Será uma boa fonte só às vezes? Só quando apetece? Quando dá jeito?

MCG

PS: Estive quase um mês sem chatear o Barnabé.

Vitória? Derrota?

Durão Barroso vai ser Presidente da Comissão Europeia. Aparentemente. Sucessor no cargo de primeiro-ministro? Pedro Santana Lopes. Legitimidade política? Zero, depois das eleições. Como vão ser os futuros dois anos? Negros, com tons de côr de rosa socialite. Quero fugir de vergonha, mas não posso. Quero combater estes tipos até ao fim.

MCG

Sítio do Pica Pau Roxo

O Miguel Cachão, um amigo, ex-delfim, benfiquista, desportista nato (e rival nesse aspecto em certas ocasiões), dirigente estudantil, expert máximo na arte do BBQ, stand up comediant de serviço em todo e qualquer jantar que só com a sua presença e com a sua inevitável "piada do bolo" se pode dignar de ser chamado "jantar da Delfim" pôs, finalmente, o seu blogue em acção. Isto equivale a dizer que a blogosfera ganha:

Eclética
Coiratos
Gajos em calções
Piadas
Cerveja
Festa

E, tirando a parte dos gajos em calções, eu sei que este pode ser mais que um blogue no mínimo original, pode ser uma uma lufada de ar fresco nestes ares virtuais, se, para além destas coisas todas, o Miguel estiver com vontade de falar noutras coisas também.

Homessa, força com isso, cos blogis preciân de gênte como tu! AI!Um abraço!

MCG

PS: O lobbie do eixo Delfim-Fernão-Califa domina a blogosfera.

quinta-feira, junho 24, 2004

Da Serra Gaúcha para o Mundo...



...hoje o rei foi Don Scolari.

MCG

A derrota é uma coisa chata




MCG

Os grandes nunca viram as costas à luta




MCG

Importam-se de repetir?



MCG

Um herói português




MCG

ITS A KIND OF MAGIC



...ou em bom português, agora sim, SOMOS OS MAIORES CARAGO!!!



MCG

Portugal - Inglaterra

Hoje invoco um nome . GOMES FREI DE ANDRADE!

MD

Play It Again Figo



Hoje vais ser Figonomenal de novo.


MCG

A hipocrisia atinge limites...

Hoje o governo veio triunfante anunciar a discriminação positiva nos passes sociais, realmente animador, preocupações sociais depois de uma derrota eleitoral... será que o governo entendeu a mensagem? Tenho a certeza que não. A ideia dos passes sociais com preços diferentes consoante o rendimento, pode até ser boa. Mas novamente encontro aqui vários problemas nesta lei, primeiro preocupo-me com a burocracia que pode ser necessária para pagar um passe social. E interrompo aqui o raciocínio para fazer mostrar outra preocupação, é que papelada e burocracia para descriminar positivamente os frequentadores das universidades eles não querem fazer, já que os números das propinas podem bem justificar isso, agora os passes sociais isso já é uma bela forma de por a máquina fiscal a trabalhar.
A verdade é que esta é uma lei com um fundo bom, mas que dificilmente será bem aplicada, não porque há gente a enganar o sistema, porque isso sempre haverá, mas porque um passe social, em último caso é para quem precisa, e querendo eu e alguns outros mais sensatos tirar os carros da estrada para que se ande mais de transportes públicos, em vez de estes ficarem mais baratos e com uma maior capacidade (o que não acontece com todos os despedimentos dos motoristas), ficam mais caros, para quem tem de decidir, carro, ou autocarro (metro, ou comboio).
Qualquer dia deixa-se mesmo de andar de transportes públicos estão cada vez piores e imagino, vão ficar mais caros, mesmo para os que inicialmente beneficiarem com a medida.

MD

quarta-feira, junho 23, 2004

Receita para amanha

Amanha tenho uma receita, em vez de Deco, Figo, Nuno Gomes, Simão e etc. os nomes atrás das camisolas deviam ir com os nomes dos jogadores mas sim com as siglas – G.N.R. – ou - Polícia de intervenção – porque é assim que se lida com hooligans!
Tirando a piada forçada e já quase fora de prazo, espero que seja um grande jogo, e espero que Portugal mostre que é melhor equipe que a Inglaterra, como efectivamente é, porque a Croácia não é a Espanha, nem Portugal é a Croácia. Se é que me entendem.

MD

Sugestão

O meu fogo de artíficio é maior que o teu, encenação de Luis Filipe Meneses e Rui Rio. A não perder, hoje, noite de São João, algures no Rio Douro, entre o Porto e Gaia.

MCG

6 meses depois...

...com a fase de grupos do Campeonato da Europa terminada, olho para trás, para o que escrevi então sobre o Euro 2004 e, apesar de concluír que afinal de contas a Grécia não é assim uma equipa tão "acessível" e a Rússia não ter nada de equipa "forte" e "perigosa" como eu previa, vejo que, dos meus cinco favoritos -Portugal, Républica Checa, Itália, Holanda e França - só um foi eliminado (vamos esquecer os apertos dos outros s.f.f). E depois, bom, depois o meu ego de comentador futeblogístico volta a estar em alta quando releio o que escrevi sobre a Républica Checa:

A República Checa para mim é a selecção que melhor futebol pratica na Europa, a fazer lembrar os velhos tempos da grande selecção Checoslovaca e conta, sobretudo, com a inspiração do genial Nedved, do imprevisível Poborsky, do jovem mago Tomás Rosicky, do gigante Koller e do verstátil Smicer, mas é, acima de tudo, uma formação extremamente forte colectivamente e que, do meu ponto de vista, pode ser a grande supresa do Europeu.

Eu tinha que limpar a minha imagem. Gabriel Alves, cuida-te. Já agora, Miguel, os checos já te convencerem ou quê? 3 jogos, 3 vitórias, sempre de virada. P-O-E-S-I-A.

MCG

Pensamento do Dia

Diz-me quem linkas, dir-te-ei quem és

MCG

Gastronomia futebolística

Amanhã o pork & cheese até vai saber a pato. Mais. Depois da Portugália, Trindade e Império, a partir de amanhã vai passar a haver mais uma especialidade de bife em Lisboa. Bife à Luz. Bem passado de preferência e com ovo (da Quinta do Tio James), se faz favor.

MCG

PS: Peço desculpa, mas apeteceu-me. E agora vou comer, fiquei com fome.

Acidentes

Eu já aqui tinha brincado com a candidatura de José Lamego ao cargo de secretário-geral do Partido Socialista. Porque me parece, obviamente, uma candidatura para rir, não só pela pessoa, mas sobretudo pelo contexto e timming em que essa pessoa se apresenta como candidato, isto é, depois do seu tacho no Iraque -criticado dentro e fora do PS- ter terminado e depois da estrondosa vitória do PS nas Europeias.
Há, no entanto, quem não tenha a mesma opinião.
No Acidental, um blogue com pretensões a ser um Barnabé à direita e que está a crescer à custa da conversa que - não sei porquê - os barnabés lhe andam a dar, alguém vem elogiar essa candidatura. Ou melhor, voltar a elogiar.
Num post em que classifica também o PCP e o BE como partidos fora do "eixo democrático" e escreve que "a esquerdização do PS de Ferro Rodrigues (...) afasta o eleitorado do centro, o eleitorado flutuante que dá as vitórias aos partidos englobantes [PS,PSD]", (o que aliás se notou perfeitamente nas eleições europeias com a maior vitória de sempre do Partido Socialista nas urnas), um dos bloggers deste Acidental volta, de novo, a elogiar José Lamego e a sua candidatura á liderança do Partido Socialista. O blogger, claro, é Vasco Rato. Estou aliviado. Por momentos cheguei a pensar que alguém no PS apoiava mesmo José Lamego. Depois, sendo Vasco Rato a elogiar José Lamego, que dúvidas haverão sobre a qualidade deste candidato a candidato? Para mim, nenhumas. Mas este é um apoio que não é de todo Acidental.
É que não só para o PS, como para a Esquerda, Lamego seria um verdadeiro acidente. Ou melhor, seria o verdadeiro acidente.

MCG

terça-feira, junho 22, 2004

Links

Uma das maiores lacunas deste blogue era a escassa e estática lista de links, que andamos a prometer renovar e ampliar há algum tempo.
Questões burocráticas, como o tão português "fazes tu" ou "faço eu", que era o que íamos nós, fundadores deste blogue, dizendo um ao outro, aliadas ao síndrome preguicite aguda, fizeram com que o problema se arrastasse e nunca mais avançasse a renovação e ampliação prometidas.
Grande parte destes blogues já mereciam há muito estar aqui linkados, por isso as nossas desculpas pela demora.
Aos que nos linkaram, aos que lemos, aos que admiramos, cá está o nosso sinal de agradecimento, modesto, mas sincero. Estendo também essa palavra de agradecimento a todos os que nos visitam e fazem deste blogue uma experiência óptima. Obrigado.

MCG

Porca miseria

E caiu a Itália. Um fim dramático, cénico, em que a panelinha nórdica levou a melhor sobre o querer italiano. Mas como querer nem sempre é poder, principalmente com estranhos árbitros russos, lá vai mais um dos meus favoritos para casa.
Que estupidamente irónico aquele golo de Cassano e aqueles ingénuos festejos até se saber, junto ao banco, da verdade (?), do resultado do outro jogo.
Aliás, o melhor mesmo é eu retirar-me da carreira de comentador futeblogístico. É que o "campeonato muito latino" que eu previa, com boas prestações da Espanha e Itália, está-se antes a revelar uma autêntica invasão viking e um assomo de força inglês.
Salve-se no campeonato dos meus outros favoritos a Républica Checa, que não me está a desiludir, mas o melhor mesmo é a minha faceta de Gabriel Alves esconder-se por momentos.

MCG

Prémio

Dá-se recompensa a quem encontrar a pessoa que usou pela primeira vez a palavra putativo na blogosfera. Depois disso, alguém que me explique o que quer isso dizer e se não havia nada mais bonito para usar.

MCG

segunda-feira, junho 21, 2004

10 anos

Há 10 anos começava o príncipio do fim do cavaquismo. O buzinão contra o aumento das portagens na Ponte 25 de Abril que culminou no bloqueio da mesma durante vários dias e, por fim, numa violenta carga policial para reprimir o movimento. Foram dias longos de lutas, histórias pessoais, convicções e muitos impasses. Um braço de ferro onde o mais forte acabou por perder. Um Bandemónio de Verão, começou há 10 anos.
E hoje que, ironicamente, estou no mesmo sitío, na mesma sala, mas infelizmente, porque a vida segue sem parar, sem as pessoas que estavam comigo nessas noites absolutamente marcantes, a acompanhar a emissão da SIC, nesse começo de Verão, que seria o principío do fim do triste e cinzento Inverno que foi o cavaquismo, noto que esse Inverno se reedita doutro modo, em tons, de dia para dia, cada vez mais carregados.
E nós todos, o que é que vamos fazer?

MCG

Rectificação

Apesar dos motivos serem alheios à gerência (foram problemas de índole informática que motivaram o erro) pedimos desculpa pela gralha neste post.
O Ministro chama-se, obviamente, Arnaut e não Asnaut, como, erradamente, publicamos. As nossas desculpas aos Asnauts.

MCG

A bela ressaca

Pois é, passamos... muita luta tivemos de dar e muito espaço tivemos de conquistar, os já “recorrentes velhos do restelo” tentaram azarar, mas aqui no Pastelinho sempre acreditámos, juntámo-nos e... vencemos! Momentos de alegria, costas magoadas de tanto abraço e mochada! Foram violentos os festejos e a viagem da Ericeira para Lisboa foi um caos de apitos e alegria eufórica, (se)...(quando) ganharmos o campeonato a festa não será diferente, pois não haverá muito mais gente a sair à rua. Mas ainda bem, os jogadores devem-se ter sentido muito bem e eles merecem, todos.

Tinha feito um post um pouco duro (demais) para me manifestar contra um ataque estranho feito ao Figo por parte do André Belo. Ora é altura de dizer bem, primeiro de Daniel Oliveira, que quando o meu colega no Pastelinho o atacou veio defender-se, e apareceu num blogue que acabou de nascer e não dá muito nas vistas, para já. A capacidade de encaixe foi grande e perspectiva uma boa carreira política a este jovem dirigente, se ele escolher avançar com ela, mesmo que eu não seja um apoiante do seu partido e de muitas das suas ideias, mas quem sabe no futuro? (Não prometo ajudar ninguém em obra alguma, isso é certo. ;) ) André Belo provavelmente nunca soube do meu ataque, ou talvez farto de tanto ataque escolheu não responder, (eles não podem responder a tudo!) A verdade é que o meu pedido, mesmo que indirectamente, já que parto de partida que não o viu, foi satisfeito, e o André Belo neste post pede desculpa ao Figo, e pedir desculpas desta maneira fica sempre bem a quem o faz.

MD

A Festa do Solstício

O Pastelinho queria fazer-se de convidado para a Festa do Solstício, do Causa Nossa, mas aparentemente, como estão todos convidados para aparecer no Lux, amanhã, o plano penetra deixa de fazer sentido. Sem subversão, obviamente que a coisa perde interesse estratégico para os autores deste blogue.
Mas, já agora, cá vai o meu vatícinio em relação aos vencedores dos prémios que amanhã vão ser entregues:

Prémios à blogosfera:

Prémio à carreira bloguística: Paulo Querido (O Vento lá Fora)

Prémio à esquerda: País Relativo

Prémio à direita: (prémio não reconhecido pelo Pastelinho)

Prémio ao melhor blogger: Daniel Oliveira (Barnabé)

Prémios à sociedade

Prémio Força Portugal: José Luís Asnaut

Prémio José Mourinho: José Mourinho

Prémio Armas de Destruição Massiva: Luís Delgado

Prémio 5ª Dimensão: José António Saraiva


MCG

E agora?

E agora Portugal?
Tanta sede de vingança, tantas contas por ajustar, tantas aljubarrotas, como vai ser a partir de agora?
Queremo-nos vingar da França pela meia-final de 2000?
E da Croácia, já agora, porque não vingarmos a humilhação no mesmo ano, sofrida pelos sub-21 no acesso aos campeonato da Europa da categoria (e consequentemente aos Jogos Olímpicos de Sydney), às mãos (pés) de Sokota e Balaban, em Zagreb? E da Inglaterra? Vamo-nos vingar também? Do quê? Do Ultimatum? Espero que não passe a Suiça de Chapuisat, que nos afastou do Mundial de 94, senão lá mais uma vingança...
E se passarmos esta fase, com quem teremos mais que ajustar contas antigas? Com a Républica Checa, pelo Euro 96? Com a Grécia, pela derrota no Dragão? Com a Alemanha pelo afastamento do França 98? Mais, mais, temos tanto por onde escolher...Itália, por São Siro, em 93, ano última da "porcaria", by Carlos Queiroz, na Federação? Da Holanda pelo Euro 92?
E já agora, cúmulo dos cúmulos, da Suécia ou da Dinamarca por terem um melhor nível de vida que nós e sistemas socias que cuidam melhor das pessoas?
Deixemo-nos de vinganças, não há nada para vingar, nem para lamentar, o futuro são os dias, meses e anos que aí vêm, não os que passaram.
Vamos apoiar a nossa equipa de futebol, não o nosso exército. E o futebol tem três resultados possíveis, que, a partir de agora, serão irrecuperáveis, senão em mais típicas "futuras vinganças".
Mas não podemos só ser bons? Só porque sim. Porque havemos de o ser sempre em constante superação, em esforço e contronto com os outros.
Seremos bons porque sim, porque jogámos mais que outros, sejam eles quem forem. O que é nacional deve ser bom, por natureza, não porque temos que arranjar um permanente motivo para o ser.
E que os outros sejam maus porque nós fomos, simpesmente, melhores, num dia bom, num relvado bonito, num estádio de futebol em qualquer lugar do mundo.


MCG

domingo, junho 20, 2004

Olé

A receita era simples e a fórmula voltou a resultar mágica. Era preciso juntar a tribuna do Pastelinho, a mesma do Euro 2000, a mesma dos jogos do Benfica, uma tribuna só batida uma vez por um penalty de Zidane. Resultou, claro, com muito sofrimento à mistura e com um adversário que ainda mais valorizou a nossa vitória. Sim, porque a Espanha caiu de pé e foi um grande adversário. E se eles foram um grande adversário nós fomos soberbos.
Portugal ganhou 1-0 à Espanha e passou aos quartos de final do Euro 2004. O resultado bem podia ter sido 4-2, o que reflectia melhor o que se passou no jogo mas, cá para mim, cá para nós, qualquer coisa servia mesmo. Servia para ganharmos o jogo e eliminar a Espanha. E, findo o jogo, que bem que sabe passar assim, com uma curta, mas grande vitória sobre a Espanha.
Foi bom, mas foi só um jogo. Como sempre confiámos e hoje vimos, temos equipa, temos Selecção e, quando jogamos, jogamos mesmo. Que venham os próximos.

MCG

Força, hoje é o tudo por tudo


Precisamos de mais momentos como este.

Até os comemos espanhuelos cada vez mais arrogantes!

Ps: epá já não posso ouvir aqueles merdas dos jornalistas portugueses que se põe a falar em espanhortês. Falem em português que se eles quiserem entendem!

MD

sexta-feira, junho 18, 2004

Squadra Azurra



Peço imensa desculpa, mas eu gosto da Itália. Apesar de tudo. Apesar dos catenacionalismos. E torço fortemente para que a Itália passe aos quartos de final do nosso Euro.
A nível europeu aprendi desde sempre a respeitar três selecções. A Alemanha (por causa dum senhor chamado Lothar Matheus e doutro chamado Jurgen Klinsman), a Holanda (aquele Euro 88, Van Basten, Gullit, Rijkaard) e, last but not- definetly -the least , a Itália.
Vi jogar a Itália pela primeira vez, com olhos de ver, no primeiro campeonato do mundo a que assisti integralmente, que acompanhei já como (jovem) treinador de bancada e, principalmente, o primeiro campeonato do qual eu me lembro de, religiosamente, quase todos os momentos, ao contrário do Mundial de 86 onde só me lembro do Portugal-Polónia e da Mão de Deus de Maradona ou do Euro 88 onde me lembro principalmente de dois homens, Van Basten e Dasaev.
O Itália 90 foi diferente. Já tinha 10 anos. Vi, gravei, revi, devorei.
Desde a caminha impressionante dos Camarões, só parada pela Inglaterra de Lineker que por sua vez viria a ser parada pela vice-campeã do mundo -e futura campeã- Alemanha, numa dramática meia final, à queda do Brasil às mãos de Caniggia e do guarda redes da selecção argentina, o ex-suplente Olarticoechea, o que mais me entusiasmou, no entanto, foi a Itália, que jogava em casa.

Eu que delirava com as equipas italianas nas provas europeias de clubes, principalmente com o Milan, na altura em que era viciado (ou viciadíssimo) em futebol, delirei com aquela equipa também. Zenga, Baresi, Maldini, Ancelotti, Bergomi, Berti, Vierchowod (ainda jogará?), Donadoni e Viali valeriam só por si uma boa campanha no Mundial
Mas o melhor ainda está para vir. O meu jogador preferido, provavelmente de todos os tempos, Giannini, o Príncipe de Roma, era o patrão do meio campo. O maestro da equipa. Simplesmente fantástico, um jogador de uma classe extraordinária. Bola no chão, cabeça levantada, mãos a pedir calma, Giannini era sublime.
Depois Baggio, o genial Roberto Baggio, que só começou a jogar e, consequentemente, a deslumbrar a partir do terceiro jogo, arrancando para um grande Mundial e, depois, para uma carreira de sucesso, arrastando e inspirando a equipa com o seu estilo de jogo entusiamente, de génio.
Por fim, Toto Schillaci, a arma secreta, de suplente de recurso a titular, passando por suplente de luxo, o adorado, o herói popular, que não jogava em nenhum clube grande mas resolveu, suportado pelo génios de Baggio e Giannini, grande parte dos problemas da Squadra Azurra, levando-a, ainda assim para insatisfação dos tiffosi, ao terceiro lugar, afastada que foi da final, nos penalties, pela campeão em título, a Argentina de Maradona.
Só por causa dessa memória e desses jogadores a Itália merecia tudo e mais alguma coisa. Mas, para além disso, esta Itália, apesar das teimosias de Trappa, é uma equipa que pode ser digna da camisola que enverga. Basta querer.
E esta mesma equipa já merecia um título. Por isso, se não formos nós, que sejam eles (não, eles não estão afastados do Euro...).

MCG

quinta-feira, junho 17, 2004

Portugal dos pequeninos

Notícia:Jogadores da selecção ficaram zangados com as palavras de Camacho (parece que Camacho apoia a Espanha. Qualquer dia dizem que é espanhol), Nuno Luz, in Diário do Euro, na SIC
Facto: Tiago ri-se quando confrontado com as palavras de Camacho.

Notícia: Espanha já prevê a vitória no domingo, in reportagem da TVI em Badajoz
Facto: Nenhum dos entrevistados apostou claramente na vitória da Espanha, muitos até, diplomaticamente, sugeriram que Portugal é favorito.

Notícia: A Espanha não tem bandeiras nas casas e nós temos (toma toma), pivôt do TVI Jornal, sobre a ausência de sinais de apoio à selecção espanhola em terras de nuestros hermanos, sugerindo uma grande vitória nesse aspecto.
Facto: Pois é, e depois? Isso torna-nos melhores, é?

Notícia: : A guerra psicológica e essas tretas todas já começaram, legenda da TVI nesse mesmo TVI Jornal.
Facto: A guerra psicológica talvez, a grande treta aqui chama-se TVI Jornal e o jornalismo (pseudo) nacional(ista).

MCG

Iraque sobre fogo, EUA com paninhos quentes

No Iraque a situação continua insustentável, o país está num caos e não vislumbra hipóteses de melhoria. Atentados todos os dias ceifam vidas de cidadãos Iraquianos, o terrorismo que não existia no Iraque é agora um modo de vida e consegue todos os dias novos recrutas. A invasão é a grande responsável por esta situação, neste momento olho para a invasão do Afeganistão e chego a um desabafo quase estúpido – pelo menos esta invasão foi bem calculada...-
Nos Estados Unidos da América os jornais e as instituições responsáveis pela “segurança” continuam a discutir o sexo dos anjos, agora chegaram a uma conclusão que o Iraque não tinha nada a ver com a Al Quaeda... depois das ADM outra conclusão brilhante que qualquer pessoa com dois dedos de testa já sabia. Pede-se outro pedido de desculpas ao presidente Bush, indignados o New York Times, como se não fossem um dos culpados pela formação da opinião pública ao inicial apoio à guerra.
Na Inglaterra os meios de comunicação social chegam à conclusão – “Iraq is no better than it was before the invasion” in BBC. – "Under statment!" in Pastelinho.
A vergonha começa a não ter limites nas democracias ocidentais, hipocrisia sempre me cheirou desde o início, mas agora é desavergonhice! E porquê? Porque numa explicação bem pachequeira – as democracias têm mais direito a errar porque são eleitas e pagam por isso... – que vergonha! Estes últimos tempos, com estas histórias têm abalado e muito a minha costela democrática, que tal como nos evanjelhos grita para se criar algo de novo apartir dela.

MD

quarta-feira, junho 16, 2004

Confiança

Enquanto já se festeja pelo país os bestiais do momento, eu, por aqui, fico-me pelo sinal de confiança.
Confiança numa arrancada de cabeça levantada campo afora do Ricardo Carvalho. Numa jogada endriabada de Simão. Num rasgo de génio de Rui Costa. Num livre, descaído sobre a esquerda, de Deco. Numa assistência poética de Figo. Num tiro de primeira de Pauleta, num momento de raiva de Postiga, numa insistência de Nuno Gomes.
Confiança numa marcação à zona impiedosa de Petit. Numa ida à area de Costinha. Num tiro de longe de Maniche. Numa tabelinha de Tiago perto de área. Numa jogada Ronaldástica pela esquerda. Num cabeceamento após um canto de Couto, Jorge Andrade ou Beto. Num cruzamento traiçoeiro que dá golo de Nuno Valente ou Rui Jorge. Numa arrancada em direcção à linha de fundo de Miguel ou Paulo Ferreira. Numa defesa estrondosa de Ricardo. Num sinal de confiança de Quim para dentro do campo, numa incentivo de Moreira a um colega que vai entrar dentro do campo. Num puxar de orelhas de Scolari após aquela falha comprometedora.
Fé? Eu não acredito nisso. Eu tenho é confiança.

MCG

Fala quem não sabe, sobre quem sabe ainda menos

Neste mundo surpreendente dos blogues há sítios que são inevitáveis, o Barnabé é um deles. Neste campeonato da Europa reparei com alguma tristeza que a velha máxima de bestiais a bestas se mantém presente, mas reparei também que os adeptos do FCP não gostam da selecção, eles fazem da selecção mais uma competição com o Benfica, quem é que tem mais jogadores, na equipe e no onze... Vão há merda! Por mim que sou Benfiquista não me custava nada não ter jogadores da minha equipe desde que a selecção ganhe, tenha a melhor equipe possível e o nosso apoio...
Então não é que o André Rebelo do Barnabé num dos seus post’s culpa Figo pelo insucesso da selecção! E defende Deco como sendo o Português, meu caro André Rebelo o Deco é Brasileiro e tem como segunda nacionalidade a portuguesa, é uma espécie de uma permissão para viver neste país permanentemente! Depois ele não diz que Figo é mau, acusa-o de uma maneira estranha, quase perniciosa. Estou a escrever este Post antes do jogo contra a Rússia, porque apesar de não ter sido suficiente para o André Figo ter sido o melhor jogador em campo da nossa selecção, ele vai ser um dos responsáveis pela vitória sobre o próximo adversário. Espero um pedido de desculpas ao jogador por parte de André Rebelo naquele blogue! Ou isso ou eu é que irei pedir desculpas a esse barnabé. Claro que essas desculpas não tomaram lugar, porque nunca houve razão para isso.

MD

Diário do Euro III

Rapazes, vamos lá vingar aqueles 0-5 de Moscovo.






MCG

Ah, se é só para animar está bem

José Lamego justifica candidatura [à liderança do PS] com necessidade de "animar o debate político".

MCG

Diário do Euro II

Força Empate

Grécia - Espanha, 17:00 horas, Estádio do Bessa

Hooligans

A UEFA avisou. E voltou a avisar. Se os adeptos ingleses causassem problemas durante o Europeu, a Inglaterra seria expulsa da prova.
Depois de duas noites de violência em Albufeira - sem contar com os problemas na noite de Santo António - estou à espera.

MCG

Fica-te pelo Iraque pá

José Lamego anuncia candidatura ao cargo de secretário geral do Partido Socialista.

MCG

terça-feira, junho 15, 2004

Na segunda liga da política nacional

O The Great White Leader antecipou-se bem ao post que eu queria fazer, ou seja, congratular o PCTP/MRPP por ficar no primeiro lugar dos não mandatados, à frente do PND, partido de Manuel Monteiro, que com um tempo de antena praticamente igual ao dos grande partidos não conseguiu melhor que este partido de esquerda.
A outra nota de relevo é a fraca mas preocupante votação em dois partidos que não suporto o PPM (partido popular monárquico) e o PNR (partido nacional renovador), que eu esperava terem o número de votos igual ao número de pessoas nas suas listas, as suas votações são ridículas mas qualquer voto é preocupante! E para evitar os comentários estúpidos de – eles têm de ter liberdade para isto e para aquilo – eu não o nego, nem quero, não gosto deles, as suas propostas são ridículas e o discurso mal feito e inconsistente, e uma estranha contradição as suas participações num acto democrático.

MD

segunda-feira, junho 14, 2004

O dia depois

Eu ontem fiz o que 60% dos portugueses fizeram. Fui à praia. Vi a bola. Até comprei uma bandeira.
Só que, antes disso tudo, fiz 80 quilómetros para votar. Voltei a Lisboa com o pior dos cenários possíveis, a viver o meu pior pesadelo dos últimos quatro anos, que era ter ingleses fanáticos no meu bairro. Mais. Com aquele calor cada vez mais sujo e seco de Lisboa, com o fantasma de nem sequer ter lugar perto de casa e a certeza, claro, de ter a Polícia Municipal a andar por lá a fazer a habitual caça à multa, porque, afinal de contas, ontem era dia de jogo na Luz, "só" um dos grandes clássicos do futebol mundial. Parecia caótico, o cenário. Mas irrevelante, tendo em conta o dia. Até soube melhor.
E a bandeira, a nossa bandeira, essa mesmo que andamos agora a descobrir, mas que já anda por aí a ser maltratada, comprei-a primeiro porque, e isto é grave, não tinha nenhuma, segundo porque estava a antever a vitória de ontem (e como sabe bem andar a apitar e a festejar sozinho nas estradas dum concelho laranja e caciquista até mais não como é Mafra) e terceiro e mais importante porque estou com Portugal nos piores momentos, a todos os níveis (isso incluí futebol).
Como fundamental foi ir às urnas, ontem (como é sempre, aliás), num péssimo momento da nossa democracia.
Por isso e não só, digo agora aos 60% de não-eleitores que fizeram o mesmo que eu mas não fizeram o mais importante, que era votar:
Não se queixem. Quem esteve, esteve, quem não esteve, estivesse.

MCG

Sociologia da identidade nacional nestes dias confusos

A identidade nacional é das áreas mais interessantes a serem estudadas em sociologia, curso que eu tão relutantemente estou a tirar. Estas últimas semanas têm sido um bom terreno para estudar a mutação dos valores da pátria e da identidade nacional. Se isto fosse a Quarta Via, faria um texto longo e muito universitário, como era hábito nesse blogue que eu tanto gostei, mas neste é proibido, por isso em resumo, o colar do sentimento patriótico a uma equipe de futebol parece-me estranho, não só porque é altamente perene, mas porque um país não se pode identificar com um resíduo dele próprio. É de facto complicado dizer o que efectivamente cria a identidade nacional, mas parece-me mais fácil dizer o que não é. O sentimento de pátria não é algo que possa ser votado, um grande referendo a perguntar, porque é que se acha Português? Ou, porque é que gosta do seu país? O que é que o faz Português? Questões por resolver.

A questão que eu queria frisar é a do histérimo que a derrota da selecção nacional de futebol provocou em alguns, (este tipo de situação tende a trazer ao de cima o pior nas melhores pessoas), antes do jogo era o entusiasmo um bocadinho tonto, e depois a desilusão muito exagerada, bandeiras aprumadas e orgulhosas, para imagine-se! Adições de bandeiras negras indicando luto... Vergonha para um país não é perder um jogo “da bola”, é ter mais de 60 de abstenção numas eleições. Não que isso signifique que a identidade nacional tenha alguma coisa a ver com política, porque não tem, uma pessoa de extrema esquerda pode ser tão patriótica como uma pessoa do centro e uma pessoa da extrema direita e, por exemplo, se o nosso país fosse invadido, todos lutaríamos “contra os canhões” igualmente. Por isso tenham clama, divirtam-se como eu neste europeu de futebol e não confundir selecção nacional de futebol com o nosso país.

MD

Há-de ser ainda mais bonita a festa, pá







58.57 %

MCG

domingo, junho 13, 2004

Grande vitória das forças de esquerda: os números

Partidos - Votos - % - Mandatos

PS - 1499344 - 44,51 - 12
PPD/PSD.CDS-PP- 1119371 -33,23 - 9
PCP-PEV - 307556 -9,13 - 2
B.E - 166153 - 4,93 - 1
PCTP/MRPP - 35961 -1,07
PND - 336-46 - 1,00
PPM - 15380 - 0,46
MD - 13585 - 0,40
MPT - 13426 - 0,40
P.H - 13087 - 0,39
P.N.R - 8066 - 0,24
PDA - 5351 - 0,16
POUS - 4251 - 0,13

Informações da agência Lusa

Grande Vitória

O Portugal cívico, consciente e participativo decidiu. A vitória da esquerda não foi relativa, foi arrasadora.
Não há como esconder, nem com a abstenção que a coligação PP-PSD andou a fomentar durante alguns meses, que o Portugal que se preocupa não está contente com o rumo que o país está a tomar e mostrou-o claramente à coligação de direita, elegendo para a Europa os melhores representantes possíveis, aqueles nos quais tem mais confiança, no maior número possível.
E afinal de contas, o Portugal que eu defendo, que é o que tem voz, o que luta, o que não se resigna perante as constantes adversidades e, sobretudo, o que se defende da melhor maneira possível, que é ao ataque, ganhou este fim de semana. Uma vitória que tem tanto de esmagadora como de essencial para o futuro do nosso país.

MCG

sábado, junho 12, 2004

Diário do Euro

Pois é, hoje percebemos todos que o facto de organizarmos o Euro não nos dá directamente o título de campeões da Europa, como muitos pareciam pensar. E amanhã, claro, o selecionador e os jogadores vão ser bestas, quando ontem eram bestiais.
A verdade é que nínguem veio a Portugal fazer turismo e os gregos fizeram questão de o demonstrar. E falando em gregos, não façamos deles uns coitadinhos heróicos que vieram ganhar ao golias. Primeiro porque os gregos são tipos irritantes e convencidos no que toca a futebo, segundo porque o futebol grego é dos mais ricos da Europa.
Os jogadores gregos jogam nos grandes clubes gregos e nos grandes clubes europeus, tal como os nossos. E, lição número um, ganharam-nos porque foram mais fortes.
Mas adiante, nada está perdido, a grande equipa que tínhamos às 16 horas e 59 minutos de hoje continua a ser uma grande equipa e não há rui santos e velhos do restelo, que ontem era novos do restelo, que me digam o contrário.
Venham a Rússia, venha a Espanha.

O Espanha-Rússia foi um bom jogo, vamos ter que suar muito para ganhar quer a uns, quer a outros, mas, mais interessante, notei um o outro pormenor entre as duas transmissões directas, da RTP e da SIC. Pormenores a la portuga.
Na RTP, para além do black out de vários minutos no relato do jogo, só quebrado por um "estamos fodidos" de uma voz feminina, não sei se pela falha técnica, se pelo jogo, achei interessante começar o jogo com uma dupla de comentadores e acabar noutra, passando, no meio, por um relato improvisado no estúdio, devido à tal falha técnica no estádio e por um som, em fundo, que eu ia jurar que era Gabriel Alves - que oficialmente não comentou nada em nenhum dos momentos- a falar em "pressão alta" da equipa grega. Será que sonhei?
Se na RTP foi o luxo, na SIC foi a pobreza total com o José Augusto Marques, que deve ser boa pessoa, mas que percebe tanto de futebol como eu de golfe, a assegurar o relato. Aliás, na SIC, José Augusto Marques faz relatos. Deviam e só para variar, ter convidado outra pessoa para relatar os jogos. Pelo menos no Euro. É que já chateia.

MCG

PS: Estou a apreciar os mimos com Figo e Rui Costa estão a ser brindados. Os nossos dois melhores jogadores de quem hoje -e não ontem- se diz estarem "acabados" e a ficar "sem validade".

Euro 2004

Está quase a começar o Euro 2004. Tão distante que estava quando foi anunciado, tão perto que está agora. Nostalgias à parte, espero que Portugal dê o seu melhor e que o seu melhor seja ainda melhor que o melhor dos outros, que, não tenhamos dúvidas também hão-de fazer por isso e não vêm cá passar férias e ser bombos duma festa que, no entanto, se espera nossa.
Mas, se por acaso o melhor dos outros for melhor que o nosso, que se lixe. Saibamos ganhar, saibamos perder. E que o italiano da serra gaúcha cale muitas bocas e mostre que não é à toa que é Campeão do Mundo. A começar hoje, no Estádio do Dragão, frente à Grécia. Estamos convosco rapazes.

MCG


PS: Aposto num campeonato muito latino. Muita atenção à Espanha e à Itália. E, tirando os favoritos do costume, deliciemo-nos com o futebol dos checos.

Vícios saudáveis

O meu colega no blogue tem-se queixado, e com razão, da minha fraca participação nos últimos tempos, no meu outro projecto bloguistico já tudo foi explicado, este como é um blogue em equipe, não necessita tanto da minha participação, aliás, a bem da verdadeira qualidade, nem tem sido mau. Mas a minha fraca participação deve-se ao surf, não que eu não faça surf já à algum tempo, mas comprei uma prancha nova, toda branca apenas com um S atrás e um S à frente... esta prancha é tão rápida... é uma nave espacial! Que voa por cima das ondas! É um cometa! Um flash! De uma potência tal, que só penso em ondas e em estar na praia, no pico... de uma onda, no pico de um monte, que tal como uma vertigem de mau augúrio, com uma picada de medo que entra nos pulmões juntamente com o ar, e gela-nos a nuca, saí tudo disparado e distendido de queda livre, expiração, queda vertiginosa de sonho, naquele momento em que nos estamos a sentir perfeitamente bem, antes do susto que nos acorda abruto do sono... a onda acaba, voei um pouco mais, olho para a rebentação, inspiro o ar contente, sim, contente! Porque o ambiente é perfeito, remo para a zona de levantamento e a aventura começa outra vez.
Amanha lá estarei, mas estes vícios saudáveis têm tendência de ir acalmando. Retomarei mais seriamente, muito em breve.

MD

sexta-feira, junho 11, 2004

VOTA

NÃO TE VEJAS GREGO PARA ELEGER
VOTA NO DOMINGO EM QUEM TE APETECER


Poeta anónimo inspirado no blog O Acidental e na sua propaganda back to basics de última hora

Força Quem?

A poucas horas do fim oficial da campanha eleitoral, eis o regresso ao princípio de tudo isto. Triste é ver que o óbvio, era-o demasiado para sequer ter sido discutido.

MCG

Red Ken



Ken Livingstone, o maior espinho no Labour de Tony Blair, voltou a vencer a Câmara de Londres, contrariando os péssimos resultados do Labour no resto do país.
Imagino que, neste momento, se eu estivesse no Reino Unido, numa casa recheada de ingleses, galeses e mais um português, toda a gente fugiria, não devido a uma qualquer aparição surpresa do Tom Jones nos Brit Awards ou no Top of The Pops (isso seria uma festa), mas porque eu abria, ingenuamente, uma autêntica caixa de pandora, começando a falar sobre o Red Ken com o Kev, o gajo mais chato do mundo (o que faria de mim, também, o gajo mais chato do mundo). Parece que estou a ver os olhares reprovadores daqueles apolíticos.
De qualquer modo, estou contente.
Porque Blair deve estar com as orelhas a arder e porque o Red Ken voltou a ganhar Londres.


MCG

O personagem

Acabei de ouvir Ferreira Torres na TVI - foi só zapping, juro- animadíssimo com a sua condenação a 3 anos de prisão, com pena suspensa, com aquele sorriso impune e lunático de cacique que o caracteriza, com a maior das latas a fazer piadas sobre a juventude de quem o julgou e condenou.
Para além das alarvidades do costume e de mais uma exaltação obscena à sua sede de poder, seja no Marco, seja no futuro, em Amarante, ficou a sensação que aquele personagem estava mesmo feliz da vida.
Não gosto de fazer comentários jurídicos porque, primeiro acho que não devo, segundo, não percebo do assunto, mas convenhamos que 3 anos de pena suspensa não é assim nada de por aí além para este homem. Daí, talvez, a sua felicidade, embora eu não acredite que este seja do tipo de pessoas que tenha a consciência pesada.
Espero que esta condenação seja tão somente um bom começo. Acredito nisso.

MCG

quinta-feira, junho 10, 2004

Dias Tristes

Caiu mais um bom homem



Lino de Carvalho, histórico deputado e militante do Partido Comunista e Vice-Presidente da Assembleia da Républica faleceu hoje, em Lisboa, com 58 anos, vítima de doença prolongada. Mais uma vida dedicada ao combate político, aos ideais, à democracia e aos outros, que se perde. Um homem de esquerda desde sempre combativo, corajoso e inteligente. Estes são dias tristes.

MCG

quarta-feira, junho 09, 2004

Portugal e Política I

Acho que a classe política deveria fazer uma reflexão muito profunda, a partir dos trágicos acontecimentos de hoje, em relação ao seu futuro.
Valerá a pena?
É que os políticos estão a trabalhar para nós, abdicando de muitas outras coisas em nome duma país melhor. País, cidade, freguesia. Seja o que for, seja onde for.
Eles, cada um à sua maneira, trabalham para algo para o qual a grande maioria de nós se está perfeitamente a borrifar: os outros.
Claro que, como em todos os sectores, há também gente reles na política. Uma minoria de maus exemplos, de más condutas e que está na política de má fé. Mas a história de que eles são todos assim é uma retórica salazarista e analfabeta.

Olhemos agora para a grande maioria do povo português. Sim, a grande maioria.
Não conseguimos pagar a prestação do nosso segundo carro?
A culpa é dos políticos.
Embebedamo-nos na noite, arranjamos confusão, o nosso melhor amigo leva uma facada e a culpa é dos políticos.
Conduzimos como animais na estrada, temos acidentes e a culpa é de quem? Dos políticos pois então.
Endividamo-nos, enganamos, ludibriamos ,corrompemos, insultamos, praguejamos e arranjamos esquemas a toda a hora e a todo o momento e a culpa é de quem? "Deles". Tiramos os nossos filhos da escola, porque será? Só pode ser culpa dos políticos.
Vamos para a praia no dia das eleições, sentamo-nos entre os pés do senhor que está a ler o Tal & Qual e a cadeira da senhora gorda que diz, enquanto berra pela Cátia Alexandra, que fulano tal tem cara de pedófilo, com a geladeira recheada de comida plastificada que, haveremos de saber, nos há-de matar (e a culpa, de quem será?) apanhamos um escaldão, voltamos para casa, refastelamo-nos no sofá, pomos os chinelos, estendemos a pata em frente à televisão a ver a Moura Guedes, que desta vez e só desta vez, se cala para nossa grande tristeza para ouvir os comentadores – "afinal é bom, até parece bola"- falar dos resultados eleitorais das eleições em que nós, orgulhosamente, não votámos porque, afinal, "nada muda", e "eles, porra!, eles são sempre os mesmos", pensamos nós inspirados nas contratações sonantes do verão futebolístico que se deviam aplicar à política. E falando em futebol, o voto fast food, o voto vai para quem puser mais celebridades, de preferência estrelas de telenovelas e jogadores de futebol nos outdoors. "Vá lá, assim até voto, olha os rapazes até aparecem no cartaz e tudo, ele deve ser bom".

Esses, os políticos fast food, do gel e do cor de rosa, fáceis de construir, fáceis de eleger, são, juntamente com os caciques locais - estes uma verdadeira homenagem à Idade Média- os mais adorados.
Esses são a tal minoria, muito pouco silenciosa, os piores dos piores, os maus exemplos, E o povão venera-os. E o povão não é uma classe social, nada disso, somos nós, é Portugal.
Ah, cá está!
É que o problema não são "eles", somos "nós". É que eles dedicam-se, nós não.

MCG

PS: Quem não concorda comigo faz favor de se dirigir à junta de freguesia da sua residência, no domingo dia 13 e seguir as instruções.

1942-2004


Respeito

Trágico

Faleceu Sousa Franco, esta manhã, em Matosinhos, vítima de ataque cardíaco. Estamos todos muito tristes aqui no Pastelinho, mas entreguemos a real dor, a quem sente de perto, a quem de direito, à sua família, aos seus amigos e aos seus colegas.
Associamo-nos ao luto, com pesar e respeito.


MCG


PS:O terrível facto aconteceu após Sousa Franco se ter sentido mal no final duma acção de campanha na lota de Matosinhos, que terminou com insultos e quase agressões entre pessoas que não interessam para nada e sobre as quais seria absolutamente chocante e insultuoso sequer mencionar o seu nome e os seus interesses, neste momento

terça-feira, junho 08, 2004

Justiça à Europeia

O alegado cérebro dos atentados de 11 de Março, em Madrid, Rabei Osman Sayed Ahmed ou "Muhammad, o Egípcio" foi detido em Itália, culminando uma megaoperação antiterrorista de várias polícias europeias, que se estendeu também à Bélgica, onde 15 suspeitos foram detidos por alegadamente estarem a planearem um atentado na Europa.
Para além da boa nova que é a prisão deste assassino miserável, é também importante notar que:
a) É uma boa notícia para o combate ao terrorismo sério e um sinal de que a justiça europeia funciona.
b) Não foi preciso invadir nenhum país para apanhar nínguem.
c) O homem não foi "selectivamente abatido", não há mártires para nínguem, haverá sim um julgamento que se espera exemplar.
d) Isto sim, é uma derrota para o terrorismo, vence a democracia e ganha a paz. O fundamentalismo só provoca abalos na estrutura democrática dos países se estes responderam na mesma moeda e esse é o grande objectivo do terrorismo, fazer com que as democracias percam a cabeça e a razão (racionalidade), lançando-se num jogo sujo e e baixo -o jogo do terror. Assim não foi desta vez, os estados democráticos europeus marcam pontos sobre as organizações fundamentalistas, usando a melhor das armas que é o usufruto pleno dos mecanismos da democracia, neste caso, os mecanismos da justiça e da legalidade.

MCG

Um escandâlo abafado

Este post podia estar aqui ou noutro lado qualquer mas, para mim, o escandâlo é tal, que merece ampla divulgação e a máxima condenação.
Era demasiado óbvio que isto iria acontecer e ando a avisar para isto desde que Tiago, jogador do Benfica, rescindiu em 2003, o contrato com o seu empresário José Veiga, dum modo litigioso. Já então se sabia a influência deste empresário no Benfica, nesse momento. Mas agora, é oficial. O personagem vai ser uma espécie de xerife do futebol do meu clube. E, em relação a Tiago, o caso está em tribunal, com Veiga a reclamar uma indeminização de 150 mil contos. Agora vão estar (?), mais uma vez, ligados profissionalmente.
E Tiago diz, e bem, ao Público:


"Desde a minha assinatura pelo Benfica que houve coisas por parte do José Veiga que não foram cumpridas. Ele olha mais ao que ele ganha e pensa mais nos clubes, não se preocupa com os jogadores (...) Como é que eu vou coabitar no Benfica com uma pessoa que me exigiu uma indemnização de 150 mil contos e que me tem prejudicado de várias formas desde que eu rescindi contrato com a Superfute?
Eu vou estar no treino e vou vê-lo à minha frente... Eu vou estar num estágio e vou levar sempre com a sua presença... Eu vou para os jogos e vou levar com a cara dele... (...) Quando me contactar, estarei sempre na dúvida sobre o que lhe irá na cabeça, mesmo que venha com um sorriso...Será que irão prevalecer as cicatrizes do passado e os 150 mil contos que me pede de indemnização? Será que irá imperar o mau relacionamento entre nós? Ou será que, num assomo de grande dignidade profissional, irão prevalecer os interesses do Benfica? Até me pode bater muito simpaticamente nas costas, mas serão sempre dúvidas que nunca deixarão de me assaltar"


O Benfica está entregue a personagem sinistras, isto tem que ser dito. Que raio é que José Veiga, dragão de ouro, vem fazer para o Benfica senão acautelar e promover os seus interesses?
É escandaloso. Para já, é quase inevitável a perda dum dos grandes jogadores do Benfica dos últimos anos. O Benfica tem essa única capacidade de ostracizar jogadores pelas razões mais anormais e pelos motivos mais ocultos.
Alguém se lembra do que aconteceu a Diamantino, fantástico número 10 capitão do Benfica, afastado do posto porque participou num tempo de antena da CDU? Provavelmente nínguem. As coisas acontecem, os jogadores são todos uns "vendidos" e escandâlos como estes, abafam-se no fervor clubístico e no entusiasmo das pré-épocas.

MCG

segunda-feira, junho 07, 2004

Caminhos tortuosos

Já muito mal disse deste homem, mas hoje, tenho de dizer bem. Não sei a que pressões foi sujeito (dos EUA provavelmente, querendo limpar a imagem do Iraque), ou se o facto de eu estar a dizer bem dele é porque estou a ser enganado, ou não estou a alcançar bem as intenções deste à longos anos criminoso, Ariel Sharon. O primeiro Israelita fez tudo o que estava ao seu alcance para poder aprovar um plano para a retirada da Faixa de Gaza e Cisjordânia , inclusive demitindo vários ministros, e tendo de rever muitas vezes os próprios documentos. A minha esperança é tão reduzida para este plano. como a credibilidade de Sharon, mas qualquer passo para a paz é uma esperança. Esperança que começa a querer reagir naquele território que à bem pouco tempo viu mais um movimento dos humanistas Israelitas que realmente querem que o conflito acabe, que através de uma decisão do tribunal constitucional dá um raspanete aos tropas Israelitas e responsabilizando-os pelos cidadãos palestinianios nas zonas ocupadas.
Mas como sempre, este conflito não parece ter fim, talvez a solução já apresentada aqui pelo meu colega no blogue seja o futuro mais próximo e a etapa final da esperança, sonhos... sonhos realmente preocupados.

MD

A infame campanha

Nestas eleições para o parlamento europeu tem-se visto de tudo, mas principalmente descontentamento. A discussão tem sido pouca mas é compreensível porque as forças que querem discutir realmente algo, não são as principais, são os partidos mais à esquerda. De facto quando as eleições acabarem e as contas forem feitas sobre derrotas e vitórias morais, o verdadeiro efeito disto não será muito.
Não quero desvalorizar completamente estas eleições, mas a verdade é que o “bloco central” eleito, PS, PSD e agora de uma maneira um pouco estranha acrescentado, o PP, não vão bater nunca o pé ao processo natural na União, que é a perda dos direitos dos países mais pequenos para compensar as ajudas dos países maiores. Durão Barroso fez uma pergunta a Ferro Rodrigues, se quando fosse necessário as duas forças políticas se juntassem para defender o interesse do país, aliás esse papel é geral, no fundo em algumas situações os deputados, afastados das lutas de protagonismos na terra natal, e juntam-se para defender os interesses nacionais, fazendo com que a representação de cada país signifique a representação de um partido especifico, Portugal. Ou seja no fundo, e exceptuando alguns desentendimentos compreensíveis por parte dos partidos de esquerda, o desinteresse ao discutir as coisas da Europa é até compreensível. De facto os únicos partidos que tentaram lutar contra isso foram os mais marginalizados, sem representação parlamentar, a CDU e o BE. É também verdade que apesar de termos beneficiado muito da nossa integração, e por culpa nossa não termos aproveitado praticamente nada das ajudas que nos foram dadas, neste momento a integração está a por em causa um futuro viável para o nosso país, principalmente com governos como o que temos agora, que preferem ser espectadores e colectores de impostos, em vez de tentarem efectivamente alterar, apostar, criar, inovar... Mas isto são outras conversas, para outros dias. No próximo fim de semana vamos realmente votar mais na situação do país, do que na nossa necessidade da Europa, esse é que era o meu objectivo neste post.

MD

domingo, junho 06, 2004

Band of Brothers

Ainda sobre o Dia D, é inevitável eu fazer esta sugestão: Band of Brothers, de Tom Hanks e Steven Spielberg, o retrato real, em série para televisão e agora em DVD, da campanha na 2ª Guerra Mundial duma Companhia norte-americana, a Easy Company, desde a instrução, passando pelo dia D, até ao final da Guerra, baseada na história -verídica- escrita por Stephen E Ambrose. Um excelente retrato dos últimos, mas longos, dias dessa Guerra, intercalada com momentos em que os próprios veteranos fazem comentários sobre cada uma das missões retratadas em cada um dos episódios. Na linha do Resgate do Soldado Ryan, patriota q.b é verdade, mas excelente do ponto de vista documental sobre uma realidade sobre a qual não é fácil, para muita gente, falar, para além de ter óptimos actores. Uma lição de História imperdível.

MCG

O Dia D



Passam hoje 60 anos sobre o desembarque na Normandia de tropas inglesas, norte-americanas e canadianas, fundamentais para os dias do fim do Nazismo. Os Aliados -como esta palavra anda deturpada hoje em dia- perderem milhares de homens nesse dia, tal como os alemães. Respeitemos a memória deste dia e desses homens, como um dos dias fundamentais na História Contemporânea e sobretudo, garantindo que aquela Guerra e aquelas vidas não se perderam em vão. Que possa a Humanidade aprender com os erros do passado para não permitir que, nestes novos tempos, de novas guerras, novos erros de novos homens voltem a desencaminhar a Humanidade para uma Guerra global.

MCG

sábado, junho 05, 2004

O Pai

Pronto, admito. Eu é que sou o pai do défice. Podemos passar agora a discutir coisas mais interessantes, se faz favor?

MCG

sexta-feira, junho 04, 2004

Um pesadelo

Tenho tido nestes dias um pesadelo recorrente. Sonhei, imagine-se, que Costa Freire iria pedir uma indeminzação de 600 mil euros ao Estado por, e aqui se vê que isto só mesmo num pesadelo no País das Bananas, cada dia que esteve acusado sem que tivesse conseguido provar a sua inocência em tribunal.
Até cheguei a pensar que a democracia tivesse agora como lema a LATA.

MCG

?

Ia jurar que ontem tinha ouvido João de Deus Pinheiro dizer que o PS estava refém das forças de extrema-esquerda. Foi uma novidade para mim, confesso que tenho andando dístraido, saber que o PS concorre a estas eleições coligado com outra força política, ainda por cima uma força de extrema-esquerda. Obrigado Deus Pinheiro, você - havia lá eu de chamar-lhe tu- esclarece.

MCG

quinta-feira, junho 03, 2004

Links

O Pastelinho vai organizar a sua lista de links, renovando-a e aumentando-a. Muito em breve.
Esta notícia só pode ser supresa para os seguidores compulsivos das teorias dos eixos do mal e afins. A vontade popular tem um nome: PAZ.

MCG

Im a believer

Fez-se luz.

MCG

quarta-feira, junho 02, 2004

Escuro

Eu que estava a pensar escrever uma pequena ficção sobre os supostos -que não são supostos nem coisa parecida- OVNIS que foram avistados no Norte de Portugal, reforcei agora esse desejo por um pequeno acontecimento aqui na Ericeira. Ou melhor, a Ericeira está longe. Um quilómetro, hoje, aqui e agora, é muito.
É que estou às escuras. Eu e toda a gente aqui na zona.
Quase completamente às escuras num local não totalmente isolado, mas também não propriamente habitado.
Quase, porque umas velas e o ecrã deste portátil - cuja bateria, que alegria!, está prestes a acabar e a terminar a minha ligação com o que resta da "civilização"- iluminam as minhas palavras.
Lá fora - "fora" que agora ganha outra dimensão - está muito escuro, ainda por cima em vésperas de Lua Nova.
Um silêncio de cores só quebrado por pirilampos que, mais que nunca, assumem uma preponderância fantástica e que me voltaram a lembrar da minha ficção sobre OVNIS. Mas antes da ficção, a realidade.
Sem luz, reduzimo-nos à nossa insignificância. Quais televisão, quais dvds, quais tv cabos, num ápice desapareceram essas coisas, esses tudo-e-mais-alguma-coisa que nos alimentam vorazmente o espiríto e escondem a essência das coisas, que é, no meio disto tudo e quase quase indo parar aos OVNIS de novo, somos todos muito pequenos. Vou-me ficar pelos "pequenos", para não insultar mais a raça humana, que de dia para dia nos desilude e nos desvia daquele que deveria ser o nosso verdadeiro caminho.
Nestes momentos quase que invejo o meu cão que, a lixar-se para essas insignificâncias todas, se estende a meus pés e vai dormitando, levantado-se esporadicamente para as suas rondas caninas.
A piada disto tudo é que a luz nunca mais vem e o tempo ganha outra dimensão. Multiplica-se. Estou a ganhar tempo ao tempo e isso é óptimo. Agora que me apercebi disso, espero que a luz demore mais a chegar.
Até lá, quando eu regressar à vida malvada.

MCG

PS: Peço desculpa pelo post narcísico-apocalíptico, mas teve que ser.

Relativamente à questão do aborto

O bloco de esquerda tem andado ocupado, e bem, com a questão do aborto, mas este é um tema delicado e este partido parece não ter consciência disso, assim como muita gente. É verdade que existe um novo julgamento de mulheres que praticaram aborto em Setúbal e é bom que se saiba. O bloco esteve bem em tornar isso público e visível.
MAS (e este mas é muito importante) é muito negativo que Miguel Portas tente confrontar a opinião pessoal de alguém que está integrado numa força política com uma posição forte sobre o assunto. É que Sousa Franco tem direito a ter uma opinião sobre o assunto, ele é contra o aborto porque as suas convicções religiosas o fazem ser contra o aborto, e o que é que o senhor Miguel Portas tem a ver com isso? O que é que as convicções pessoais têm a ver com as leis? Esse é que é o problema desta questão, é que as convicções intimas de alguns estão a prevalecer em relação aos direitos de outros. O PS já deixou claro a sua posição, num confronto político isso deve bastar aos senhores bloquistas! Porque senão estamos a fazer os jogo dos outros, mas ao contrário.

MD

Debate

Antes de entrar no cherne da questão, gostaria de classificar como chocantes, vergonhosas, extremistas, mal educadas e baixas, as declarações duma personagenzinha que até tem assento parlamentar, um desses jovens proeminentes do caceteiro-populismo, do Partido Popular, a insultar Sousa Franco dum modo absolutamente asqueroso. Insultos esses que foram há minutos lavados e branqueados por outro personagem não menos asqueroso – deve ser defeito de fabrico- o porta voz de serviço do Partido Popular, na SIC Notícias, onde, diga-se de passagem, foi muito bem confrontado por João Adelino Faria perante a absoluta contradição e demagogia das suas palavras.
De resto e vou continuar a elogiar jornalistas – algo que quem me lê com atenção desde há algum tempo sabe que não é muito comum- Clara de Sousa foi uma excelente moderadora do debate de hoje à noite na SIC Notícias com os cabeças de lista para as eleições europeias.
Foi um debate interessante até um certo ponto, onde, pelo menos, os intervenientes souberam expressar os seus diferentes pontos de vista para a Europa e onde, muito importante, souberam ouvir as outras opiniões, esclarecendo, no geral, quem assistiu ao debate.
Só João de Deus Pinheiro –quem mais poderia ser?- no fim, começou a exagerar na provocação, tentanto perturbar os esclarecimentos da candidata da CDU, com aqueles tiques tipícos de jogador de golfe a tentar desconcentrar o adversário, neste caso Ilda Figueiredo, que eu não considero ser a melhor candidata possível para a CDU mas que, apesar de tudo, esteve mexida, interventiva e levantou questões importantes – para além das eternas questões que ela ou outro representante do PC levantaria.
Sousa Franco esteve, como sempre, sério e eficaz, apesar de não ser um candidato que, para mim represente a esquerda mais profunda, acho que a sua inteligência e sobriedade são importantes para uma campanha esclarecedora como esta deveria ser.
Miguel Portas não abusou dos números à Bloco de Esquerda e esteve bem, mas como acabei agora de ouvir Luís Delgado, mais uma vez, dizer que ele foi o grande vencedor deste debate, fico-me por aqui, fica tudo dito.
Acho que falar em vencedores e vencidos é desvirtuar o debate, que serve para esclarecer, não para marcar pontos. O que interessa é levar as pessoas às urnas, votem elas no que votarem. Isso sim, será uma vitória, para o mais importante dos interessados, a democracia.

MCG

terça-feira, junho 01, 2004

O Caso - Casa Pia

Este é um problema que não me diz grande respeito (porque detesto toda a gente que tem opinião sobre isto, “seja ela qual for”, mas tenho de dizer algumas coisas), acredito plenamente que os culpados serão punidos e os inocentes totalmente inocentados, esta é a frase que agora também tomo como minha, uma frase recorrente que ontem de uma forma muito grave Pedro Namora tentou negar. Senão vejamos, para lá das declarações de alguém que estava nervoso e meteu a PIDE e o Nazismo ao barulho, Pedro Namora diz algo verdadeiramente mais grave, ele diz que aqueles que não são pronunciados, não podem ser considerados totalmente inocentes, eu não sei até que ponto também não foi o nervosismo, já que tentou justificar que quem leva uma facada sabe que o outro é culpado por isso não presume inocência do agressor, a minha pergunta é esta: Pedro Namora sabe de facto que Paulo Pedroso é culpado? Ele viu? Mas eu já volto a este assunto. Se quem não é pronunciado não é considerado inocente então a lógica seria que todos que estão sobre investigação desejariam ser pronunciados, para irem a tribunal senão pairaria a culpa no cidadão para o resto da sua vida. O despacho da juíza no caso em questão nem sequer refere falta de provas, mas uma identificação mal feita, os queixosos, não identificaram Paulo Pedroso. Se existe a possibilidade de fazer um recurso isso não significa que neste momento Pedroso não se possa considerar inocente, porque só não pode, como deve ele é TOTALMENTE inocente.
Voltando à minha pergunta, existem dois antigos alunos da Casa Pia que aparecem muito a comentar o caso, provavelmente foram os dois pedras essenciais para o progresso deste caso, Pedro Namora e Adelino Granja, os dois apareciam sempre juntos e zangaram-se porque Pedro Namora não admite que Adelino Granja diga que há testemunhas e queixosos neste processo que estão a mentir. Namora acha que todos, sem excepção, estão a dizer a verdade. Qual é a posição que enfraquece mais o processo? É aquela que defende que ninguém está a mentir, e depois descobre-se uma mentira e está tudo minado, porque é o próprio representante das crianças, Pedro Namora, que mente? Ou é a de Granja que tenta identificar aqueles que mentem para dar força aqueles que dizem a verdade? Fica a pergunta.

Na verdade todo este caso é confuso, parece haver muita gente culpada, muita gente ainda por culpar, mas parece haver gente metida ao barulho que nada tem a ver com aquilo tudo, neste momento posso dizer sem dúvidas que Paulo Pedroso é um deles, mas também posso dizer que Herman José sempre o foi, era julgado de 1 crime de acto homossexual com adolescente. Pois se ele próprio não se importar eu comparo este processo ao que envolveu Roman Polanski com uma adolescente nos EUA, ou seja duvido que tenha havido maldade, antes de se ter provado a sua inocência (estou a falar de Herman), porque Planski foi julgado, nunca dei grande valor a este 1 caso, e sinceramente o envolvimento de Herman neste história toda, só prejudicou todo o processo, será que alguém assim o quis?

MD
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