segunda-feira, agosto 30, 2004

De volta, mas aos chisquinhos

Pois é estou de volta de um Alentejo com um óptimo tempo mas com umas ondas um pouco a desejar. Estava tudo muito desordenado... o e que é que isso interessa? Nada! No meus dois últimos posts, já em férias, descarreguei num membro do País Relativo toda a minha frustração de estar a ver a moda de dizer mal de Michael Moore pegar até nos sítios mais inesperados, com posts que pareciam cópias dos textos do General Loureiro Dos Santos no Público. Quando foi para o Alentejo esqueci-me completamente de tudo isto, dos blogues, das polémicas, dos exageros, das contenções, neste mundo opinativo de resposta a contra resposta, de discussão e informação, porque senão não teria sentido. Mas lentamente por várias razões várias delas já esquecidas fui-me lembrando, “olha isto bem que punhas no Pastelinho!”, mais do que um espaço de discussão que sem esse elemento, o mais essencial eu não faria blogue nenhum, estes espaços servem de catarses constantes para expressarmos as nossas alegrias, mas principalmente frustrações. Aqui vão:

MD

segunda-feira, agosto 09, 2004

Outro comentário

Uma batalha que decidi travar teve resposta por parte de Pedro Machado do país relativo, o meu comentário vem novamente aqui porque não havia espaço para o fazer lá:

Pois é já percebi o teu problema Pedro Machado, é falta de capacidade de interpretação, e não digo sempre, porque já li post’s muito bons teus no País Relativo que provam em contrário, pelos visto é quando é algo relacionado com o filme de Moore. Quando me referi à Arábia Saudita disse: “Então o filme prova que existiriam muito mais razões para atacar a Arábia Saudita e explica a razão pela qual não foi feito o ataque, e isso não era importante?” não significa que eu queira atacar a Arábia Saudita, quer só dizer que existem mais razões para tal, é uma reflexão em relação aos actos da administração norte americana. Eu não acredito em guerras, nem nunca acreditarei, invasões não são solução, principalmente quando se trata de terrorismo. A tua interpretação foi que eu queria ver uma guerra. Manipulação? Não, não és uma pessoa desonesta, falhaste a interpretação tal como com a quase totalidade do filme de Moore.
Quanto ao bombardeamento do Afeganistão o próprio responsável pela segurança nacional da casa Branca Richard Clarke afirmou que foi algo precipitada, onde grande parte dos bombardeamentos não tinham lógica nenhuma. Se achas que o bombardeamento do Afeganistão é tão linear quanto isso o problema é teu. Quanto a meter-se no mesmo saco as duas guerras, bem, separa-las seria ridículo, são duas invasões perpetradas pela mesma administração num curto período de tempo, pela mesma razão, não achas que isso deve ser explorado conjuntamente? Moore fez com lógica e bem, mas não significa que a tua opinião não valha o que não podes dizer é que não se podem estranhar factos como “ominosas relações das famílias Bush e Saud com as férias prolongadas do presidente; a importância e os privilégios sauditas em território americano com a guerra do Iraque; esta com o regime taliban” porque realmente existem relações, e Moore demonstra, não demonstra que a guerra foi feita por um oleoduto, isso é a tua interpretação(?), ele mostra que existiam interesses e que eles conseguiram mante-los, aliás eles iam faze-lo com os Talibans, como Moore demonstra, a guerra foi feita por outras razões, mas é interessante a maneira como tudo correu, Moore quis só que as pessoas pensassem nisso, e porque estavas contrariado a ver o filme, não foste capaz.
A confusão da guerra do Iraque e do Afeganistão que vem a seguir nem vou responder, vem de bases erradas e por isso...
A falta de Hans Blix, o filme já o vi à alguns dias e não me lembro muito bem, mas acho que refere a retirada precipitada dos investigadores da ONU, mas o que é que Hans Blix acrescentaria? Que não há armas de destruição massiça? Mas isso toda a gente sabe, e ele defende bem o argumento no filme, não é por aí com certeza que o podem criticar.

O problema do sencionalismo é uma faca de dois gumes, quando falas das cenas da mãe até estou inclinado em dar-te razão, para quê? Mas teria de me perguntar, para quê mostrar todos aqueles soldados a morrer? E as crianças? E as mulheres? E os homens? Para quê mostrar qualquer tipo de sofrimento? Assim ninguém fica a saber... e isso é bom? O documentário ganha com a análise social que está bem feita sim senhor. Porque demonstra onde é que se vão buscar as pessoas para o exercito, e como é que se convence uma mãe ultra patriota a levar os filhos a uma carreira militar e depois tudo se desmorona. Mas talvez tenhas razão quem sabe? E estou a ser totalmente honesto!

Ainda bem que abandonaste as outras críticas que provam que viste o filme contrariado, e que a tua interpretação só podia ser mal feita. Como a segurança dos aeroportos e as minorias étnicas impedidas de votar.

Finalmente devo pedir desculpa se fui neste e no outro post bruto e indelicado, esta coisa dos blogues torna as coisas mais impessoais e por vezes a mínima diplomacia é deixada de lado. Quanto à opinião que tenho sobre a tua péssima análise ao filme mantém-se.

MD

Ps: Obrigado pela preocupação com as férias, estão a correr bem, obrigado.

quarta-feira, agosto 04, 2004

O PS Atlântista no seu pior

Pois é prometi as férias e já estou cá! Mas era necessário, no meu post anterior dei a minha opinião sobre um filme, e dias mais tarde vejo esta. A vergonha que me deu ler aquele post num dos meus blogues preferidos foi quase insuportável. Aqui vai o comentário que queria fazer, tivesse o espaço dos comentários no País Relativo capacidade para tantas letras, aqui vai:

Isto realmente é a absoluta tristeza! Já quando fiz o post no meu blog aludi a uma opinião anterior no País Relativo sobre o filme, não seria mais do que uma previsão.
Esta pseudo crítica sem qualidade nenhuma, que tenta atacar o Bush "de outra maneira" é uma vergonha, porque sem qualidade tenta-se diminuir um filme muito importante como é o este de Moore, sem acrescentar nada, nem dizer nada de concreto contra sem ser bacoradas!

Senão vejamos o desfavorecimento das minorias étnicas não era senão o impedimento de estes votarem nas eleições presidenciais em Florida! Isto não é importante, tem vergonha Pedro Machado!
A importância dos interesses Sauditas!?!?! Então o filme prova que existiriam muito mais razões para atacar a Arábia Saudita e explica a razão pela qual não foi feito o ataque, e isso não era importante? Tem vergonha Pedro Machado!
As férias do presidente tem a ver com o estado com que a economia norte americana atingiu, e para quem é americano e anda a penar à anos, quando lhes são a todos pedidos sacrifícios, e o presidente anda de férias a hipotecar o futuro do país! Isso realmente não tem muito a ver connosco, mas aquele filme é dirigido aos americanos, como se pode reparar em várias partes do filme, e se calhar para os americanos este !facto! tem relevância!
A falta de zelo com o excesso dele é a maior prova de que o autor deste texto que bem podia ser um agente da CIA na contra informação é o mais escandaloso! Então eles deixam passar vários terroristas com cadastro, armados com facas e X-actos! E não deixam passar cinco caixas de fósforos porque é um a mais! Isso é que é o excesso de zelo, ou é a total falta de importância! Tem vergonha Pedro Machado!

Quanto à mãe, e por mais que me custe ter visto algumas cenas com ela, é a prova documental de um aspecto social que se envolve no filme, daí o documentário estar bem feito! Para quem não percebe NADA de documentários! É que a mãe é a prova de que há gente mal informada nos EUA, que há gente a empurrar os filhos mais desfavorecidos para uma carreira militar sem saber o que realmente isso acarreta, a senhora sentiu a morte do filho como uma dor de consciência! E isso não é importante...

O País Relativo, blogue que leio sempre, teve hoje o post de pior qualidade de sempre, uma espécie de uma contra informação que aliás não é nada original. Só faltava ter assinado por baixo o General Loureiro dos Santos que já o ouvi dizer as mesmíssimas baboseiras pela boca fora várias vezes! Tem vergonha Pedro Machado!

MD

terça-feira, agosto 03, 2004

Pastelinho de férias

Comunicado

O Pastelinho e o seu conselho administrativo esteve reunido e decidiu que necessitava de férias para atacar com toda a força a próxima época temática geral, social, política e cultural. Se houver algo importante o Pastelinho reabrirá imediatamente para protestar, comentar, ou informar. Sempre atentos. Apesar dos nossos quatro meses de abertura com quase 5000 visitantes, de que temos muito orgulho e esperemos que sejam muito mais no futuro, necessitamos de férias. Já que em grande parte do tempo não temos acesso a internet. Por isso reabrimos a 5 ou 6 de setembro, dependendo de como corre a festa do Avante, que, esperemos, corra muito bem.

Conselho administrativo do pastelinho
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