sábado, abril 30, 2005

Atention! My People

Nos próximos tempos não poderei andar a escrever aqui no blogue, espero que os meus camaradas não me deixem mal e vão publicando aqui qualquer coisinha, só para criar o hábito... Até já.

Miguel Bordalo

sexta-feira, abril 29, 2005

Ra e os!

Se não fosse a companhia, a manhã de hoje tinha sido bem frustrante!



Raios!

Miguel Bordalo

Estranho triângulo

Tenho vindo a acompanhar no Arcadia os textos de Pedro Soares Lourenço chamados “Estranho Triangulo” São três, todos eles muito bons e muito interessantes de ler, uma preocupação muito lúcida sobre o destino da Europa. Como eu o Pedro é um europeista, e há tanto por fazer... textos: 1 2 3

Penso que só um aspecto é que faltou, na minha óptica, quando o Pedro ironiza «que a China não tem de se preocupar com a democracia chata e cara», esse aspecto é cultural, não é por acaso que a Índia nunca será uma potência mundial sem estar altamente dependente do investimento estrangeiro. A China tomou o futuro pelas suas mãos, decidiu que tinha de fazer tábua rasa e estão a passar por situações históricas que todas as civilizações passam para chegar a um processo evolutivo seguro. O futuro assegurado da China será a seu próprio processo de evolução política, se chegarem onde querem não vai haver processo comunista que pare os chineses de decidirem mais participativemente no seu futuro, porque se o fizessem agora ou antes, a China não seria um país a crescer 10% ao ano, seria um país cheio de fome e pobreza e com os ricos do costume.

Miguel Bordalo

Começam os erros do PS

Tenho andado espantado com este novo governo do PS, tem-me surpreendido não sei bem se pelos precedentes de um passado próximo, se pela qualidade que me parece que têm tido, a nível de seriedade, nos discursos da educação principalmente, da administração interna, da justiça até. Perdoando o facto de não terem conseguido escolher alguém que fosse um valor para a cidade de Lisboa, os últimos dias têm sido preocupantes.
Primeiro a lei sobre o sistema eleitoral que faz com que as autarquias sejam eleitas por sistema de listas maioritário, abandonando assim o sistema proporcional que aumenta a representatividade e o valor do voto. É um tique de maioria absoluta, algo que até agora tinham tido vergonha para não fazer, tanto o PS como o PSD. Os sistemas maioritários são injustos, baseiam-se num falso argumento de justiça a quem ganha fica tudo nas suas mãos, que até vem um bocado contra o espirito da fantástica lei que querem implementar lá para o dia de São Nunca à Tarde para diminuir os mandatos... Esta lei é grave porque atenta contra os meus direitos como votante (normalmente) de partidos menos representativos.
O segundo é a constatação de que o PS estava muito mal preparado para o problema, debate e discussão da questão do aborto, agora altera o projecto, e que mais? Terá de desistir dele?

Miguel Bordalo

O grande PAS

Aí há uns tempos referi aqui no blogue um grande texto do Pedro na Surf Portugal, umas das peças mais bem escritas sobre surf que li, agora está no ondas, é ir lá ver e constatar.

Miguel Bordalo

quinta-feira, abril 28, 2005

O meu post sobre religião

Já falei aqui das coincidências entre este campeonato e o de 93/94...mas esta é demais. O Benfica-Sporting vai-se jogar a 14 de Maio. Sim, é história. Mas é uma história muito bonita e eu gosto de estórias bonitas.
Vou poupar as lembranças, até porque os sportinguistas andam felizes, mas será que, já que estamos numa de precedentes futebolísticos, não dá para abrir de novo o período de transferências e pedir o João Pinto emprestado ao Boavista, só por um jogo?
E tirar da reforma o Isaías? E obrigar o Paneira a largar o lugar de comentador na Sportv? Quanto ao Sporting, não há Queiroz, mas há Peseiro...

Manuel Castro

Listas independentes

Era bom que as listas independentes fossem mesmo listas independentes. Era bom para a democracia, para o nosso país, que houvessem listas independentes verdadeiramente independentes, respeitadoras, no mínimo, da palavra independente e, porque não, podemos perder a cabeça e pensar, que até podiam ser motivadoras para uma maior participação civícia nos variados processos políticos.
Só que a verdade, é que as listas de independentes, são, neste momento, o refúgio da corja. O último reduto de um poder cacique que até os próprios grandes partidos que são quem mais fomenta este tipo de poder, rejeitam.
Como sempre, neste país, as coisas não são bem assim e o conceito de listas independentes tinha logo que ser pervertido por meia dúzia de inergúmeros. Neste caso, é Isaltino Morais, mas o PSD parece já não estar disposto a dar cobertura a militantes deste género, seria muito bom que outros seguissem este exemplo.

Manuel Castro

quarta-feira, abril 27, 2005

A day in the life

Que tipo de ser somos? Um indivíduo que passa pelo mundo mais ou menos tocado? Mais ou menos indiferente? Mais ou menos relevante? Ou somos um organismo integrado, parte de um todo?
Eu não sou religioso, mas por isso mesmo deposito uma fé inabalável na natureza e em tudo o que ela representa, o seu equilíbrio, a sua beleza, mas também as suas aberrações e violências. Num mundo que parece girar em sentido contrário, mas que no fundo não adia o futuro coisa nenhuma, o ambiente, e o equilíbrio da natureza é de uma importância fundamental, a preservar...
Enquanto surfista tudo isto é para ter em conta como se de uma religião se tratasse, o corpo, a alma, toda a energia se funde com a natureza para por momentos, ao deslizar de uma onda, nos sentirmos mais parte dela, mais parte da natureza como nunca antes... o surf é muitas vezes, quando não estamos a pensar em pauladas ou outras manobras, um processo de aproximação.

Hoje esteve bom o mar... pequeno, mas bom...
Sabem que eu sou capaz de ouvir um disco inteiro de 60 minutos só especialmente para apreciar certa parte? É a segunda vez que falo em Beatles em pouco tempo, mas já ouviram o Sgt. Pepper's só para poderem apreciar a última música como deve ser, e na parte em que eles cantam "He blew his mind out in a car/ He didn't notice that the lights had change" e aquela bateria no meio faz-nos fechar os olhos e perceber exactamente onde querem chegar...

No mar por vezes é assim, antes de fazer surf só conhecia estes momentos na música, ficamos meia hora, quarenta e cinco minutos à espera de uma onda, e se tivermos sorte ela faz-nos o favor de ser perfeita, levantamos voo e somos um, eu e a onda, a natureza só, e por acaso eu estou lá.

Quantas vezes, principalmente no verão, não fico um dia inteiro numa praia! Ponho o chapéu de sol, deito-me na areia, a contemplar o mar, a escolher o sítio para onde vou. Na Ericeira ficamos sentados em rochas... uma vez ficámos a dormir na praia, a descansar de uma manhã de surf, depois do almoço, com a noite mal dormida, à espera que a maré pusesse a onda a funcionar. Aquele cheiro a mar é capaz de pôr qualquer um a dormir em segundos! A sentir a brisa a massajar-nos a pele, e o sal agarrado a beliscar-nos o corpo seco e quente. Quando há arvores por perto ainda melhor, aquele som hipnótico das folhas com a brisa, fazem felizes flip-flops abafadiços, confortáveis sons os da natureza...

Como é possível, alguém que viva as coisas que eu vivo desrespeitar a natureza por vezes das maneiras mais vis!?!? Como?

Post dedicado a Julio Adler, por se ter indignado e ajudado a espalhar a notícia de que há gente que merecia tudo menos fazer uma onda...

Miguel Bordalo

Abba com eles!

Estava eu preparado para fazer uma piada, gozar com os quase famosos e perguntar-lhes se não iam estar presentes no musical dos Abba que por aí anda, quando, para me certificar que ia mesmo ser uma piada e eles não tinham mesmo lá uma referencia, (porque o pessoal dos anos 80 é perigoso ou melhor, altamente imprevisível), e deparo-me com este texto, que aparentemente foi sem piedade publicado na capital... é certo, o raio do rapaz tem piada, ninguém o nega. Mas dizer que se gosta de Robbie Williams não é propriamente uma raridade, ou um crime, porque o tipo até vende pa caraças bate recordes, enche o pavilhão atlântico! O crime é chamar-me um PIDE porque afirmo que esse banana faz música abaixo de cão! Porra! É que é preciso inverter as coisas de uma maneira bastante... anos oitenta? Para se poder chegar às conclusões que o nosso amigo quase famoso chega... Se ele tem uns amigos com gosto... pá! Senhor Nuno Costa Santos, eu também tenho uns amigos com gostos duvidosos, e nenhum me chama PIDE! Podem esconder-se, falar de soslaio, combinar concertos de Robbie Williams sem me dizerem nada... mas porra, insultarem-me porque tenho mais respeito pela arte, isso é chegar a um ponto um bocado estranho!
...
Deixando-me de brincadeiras, no outro dia falava com um músico de Jazz, e dizia-me ele muito intensamente, - epá! Sabes, a tua formação musical, ainda que não toques por opção, é essencial pá! Para entenderes o que é música, para perceberes Monk, John Scofield pá! É que os badamecos que para aí andam a ouvir música, não sabem o que é um ré e um dó, e andam para aí a mandar biscates pá! Não são capazes de aprender música como uma arte, ouvem e é uma coisa porreira e tal, estás a perceber pá! – uma lição que me vai obrigar a pegar na guitarra e recomeçar a tocar Beatles e Paul Simon, para mais tarde daqui a uns anos pensar em Django, as coisas mais fáceis... terei paciência? Mesmo em nome da arte?

Miguel Bordalo

Because the world goes round…

É uma das melhores músicas dos Beatles, no meu álbum preferido, “Abbey road”, tudo o que eu faça faz-me chegar à mesma conclusão.

Because

Because the world is round, it turns me on
Because the world is round, ahhh
Because the wind is high, it blows my mind
Because the wind is high, ahhh
Love is old, love is new
Love is all, love is you
Because the sky is blue, it makes me cry
Because the sky is blue, ahhh

Beatles

E não há volta a dar-lhe...

Miguel Bordalo

Autarcas indignados?

Sobre estas últimas notícias da reacção dos autarcas à óptima lei, já aqui salientada no pastelinho, sobre a redução de mandatos, um texto do PAS, que foi feito antes desta última indignação dos autarcas. É preciso não viver neste mundo...

Miguel Bordalo

Aí Timor... Timor...

Em Timor Leste nos últimos dias tem acontecido uma das demonstrações mais fanáticas e inadmissíveis que se possa imaginar, a intolerância religiosa por parte da igreja católica que presta um péssimo serviço aquele país. O Bispo de Dili inclusive ameaça candidatar-se à ao cargo de primeiro ministro nas próximas eleições. Não posso deixar de exprimir a minha indignação por mais um acto da igreja contra todos os princípios de um estado moderno. Grande parte destes protestos, e o grande pretexto destes protestos nasce da não obrigatoriedade da disciplina de religião moral na escola... Por estas e por outras muita gente que conheço é anti-clerical.

Miguel Bordalo

terça-feira, abril 26, 2005

The end is the beginning is the end

Ou neste caso, The beginning is the end is the beginning, que até prefiro, mas esta boca provavelmente só a minha irmã é que entende, é mais calminho... seja como for o que eu queria dizer é que a nossa amiga Eskimo resolveu num momento de pura descompressão bloguistica apagar por inteiro um dos melhores blogues que tive o enorme prazer de conhecer...

No mar por vezes todas as condições parecem favoráveis, para nós, para a nossa prancha, para aquilo que somos enquanto surfistas, mas há um elemento que nos falta, aquilo que eu chamo de centro... o centro é algo que necessariamente se encontra presente em tudo o que fazemos na vida, no trabalho, no estudo, a escrever, nas relações que temos com os outros, com os objectos que nos rodeiam ou que estudamos com afinco, mais incorporados ou menos. Por vezes as coisas parecem não estar exactamente no sitio onde deviam, ligeiramente deslocadas, muitas vezes a nossa primeira tentativa é de nos deslocarmos um pouco, tentarmos ser absorvidos pela situação e não o contrário, e por vezes, o que vale mesmo a pena é deitar tudo abaixo e começar de novo, sair da água, olhar para o mar e entrar novamente, num sitio diferente, ou no mesmo mas de inicio, talvez seja isso que tenha acontecido à Eskimo, agora no indispensável -shift-

Miguel Bordalo

Não!?!?

Epá! Eu cá já andava desconfiado...

Miguel Bordalo

Um mundo visto de cima, de um camarote alheado

Saía eu de Grândola no dia 25 numa espécie de um trajecto imaginário, transportado da canção à vontade e realidade de um passado marcante. Escapei no entanto à ponte 25 de abril, porque verdade seja dita se de um sonho fosse feito o trajecto, e nos encontrássemos num passado onírico, não atravessaríamos uma ponte com um nome de um ditador já com má memória, mas sim por uma construção mítica lá para os lados do oriente lisboeta... como que voando pelo rio, conquistando liberdades.
Cheguei a Lisboa para que junto da família se contassem histórias de abril, que já são minhas, porque a memória engana e acrescenta, porque a memória é de todos quando é vivida com intensidade e prazer. Bem almoçado decidi sair à rua, fazer a descida da liberdade constatar o rossio num vislumbre restaurado, restaurador enfeitado de cravos marcado e colhido. E constatando deslumbrado que tudo se preparava enquanto eu, muito bem acompanhado, descia e subia a avenida ansiosa...
Uma hora depois da hora, hora marcada hora adiada, preparei-me para descer com todos, meio assistindo, meio participando. Os homens sérios, como se a data obrigasse ao olhar circunspecto, reflectindo sobre o mar de gente expectante, as mulheres bem mais festivas, como que a nostalgia fosse um festejo para sentir da exacta forma como se passou o dia mais importante na nossa formação política... e como eu gostava de poder poetizar a política neste caso, mostrar que em abril política é magia, é esperança e bom augúrio, é vontade de mover mundos, de espalhar a palavra num único grito claro e marcante. Esse é o 25 de abril que me ensinaram. Via o velho agarrado ao cravo emocionado, levantando-o como um arma, como o faz à 31 anos, gritando como balas precisas aos corações mais ternurentos que o acompanhavam como gestos condicionados. Via um velho com um brilho nos olhos, de muletas a coxear descendo a avenida de passo em passo, pé depois do pé, a marcar a sua linha sozinho, marchando ao mesmo ritmo, perdendo o ritmo quando a fila andava, ganhando claro terreno quando todos paravam, para o ano lá estará, sejam quais forem as condições das suas pernas, no 25 de abril marcham!
E no entanto...
No inicio da concentração tinha achado estranho um quadrado feito de uma tarja vermelha forrada por gente sequiosa que o segurava, ninguém lá dentro... pensei eu na minha ingenuidade que era uma qualquer mensagem que me escapava... mais tarde avisto um certo número de gente conhecida, em forma de quadrado marchando, qual legião romana engalanados. A tarja à sua volta... iam de facto num camarote ambulante, avenida abaixo destacados e desintegrados de uma marcha em grande parte genuína, acenando de mão erguida rodada, imperadores num camarote “cangalhoso” e decepcionante, de entrada exclusiva, rodeada de gente que se sujeitava a proteger gente por quem até e curiosamente nutro respeito, indiferença e algum incómodo. Que atitude tão “abrileira” esta de passear a elite bem destacada...
E da celebração passou-se à campanha, a marcha ia coxa e não era o velho irto e orgulhoso, era o espírito enganado e detorpado... irei eu para o ano?

Miguel Bordalo

segunda-feira, abril 25, 2005

Obrigado Abril

abril1

abril3

abril2

abril4

HOJE E SEMPRE,

O Pastelinho

25 de Abril

sempre!

domingo, abril 24, 2005

As modas perigosas

Com a morte do Papa, como era de esperar, houve um claro reforço do espirito religioso. Neste momento há muitos mais católicos que havia antes, nem que seja porque neste momento, algo que seria pessoal, um acto discreto, íntimo e privado, tornou-se numa moda. Porquê? Deixo-vos pensar em nisso, porque haverá muitas razões para que isso aconteça. No entanto existem duas razões que me preocupam, as duas nascem da oportunidade que é a morte do Papa.

Primeiro porque há um claro sentido de aproximação há morte de um homem que como qualquer figura na sua posição, na sua morte, é feita relembrar o bom e nunca o mau, o positivo, os grandes momentos, as qualidades, nunca o contrário. Tendo isto em conta há um espaço a conquistar, há gente que se pode aproximar mais da igreja. Mas o que é que é grave nisto, é que há um sentimento perigoso de tentativa de evangelizar as próprias instituições públicas, a imposição dos valores católicos à Europa e depois ao mundo, como tenho ouvido muito por parte de comentadores que antes discutiam futebol e política e agora são os mais fervorosos católicos, com sérias preocupações morais. Há um procura de renovar o sentido laico das nossas relações publicas e inevitavelmente políticas, que se vai acentuar muito nos próximos tempos, e que vai ser fortemente utilizada até no referendo ao aborto. A preocupação com a herança católica mostra bem a posição da igreja, que mesmo com um Papa carismático e marcante perdeu terreno nesse domínio, exactamente porque a religião se tornou em algo muito menos externo.

A segunda razão é também séria, mas mais para dentro da igreja, as forças movem-se! A morte do Papa e a eleição de outro vem deixar espaços por preencher, posições para conquistar. Dentro da igreja católica há variadíssimas facções, muito como um partido político, umas que são milenares, outras são representadas por homens com interesses muito específicos dentro desta instituição. A procura por protagonismo que se tem vindo a notar em alguns membros da igreja católica, não escapa a este prisma, há uma necessidade muito grande de se fazerem sentir, normalmente satisfeitos e lutadores, ou insatisfeitos e influentes. “The forces are massing...”

Miguel Bordalo

O PP em congresso

Paulo Portas deixou órfão um partido... quando um partido fica órfão de um homem como Paulo Portas está tudo dito em relação ao mesmo. Ontem cheguei a casa e vi uma votações estranhas de voto de mão no ar, a decidirem de votariam ou não secreto. Nem vou mandar as bocas que queria em relação ao PCP, porque nem vale a pena. O congresso deu para eu me rir um pouco, com o presidente da mesa a ser interrompido constantemente para poder haver pedidos de esclarecimento, num deles tive a sensação que iria haver batatada a qualquer hora, o homem do pedido de esclarecimento irritou-se com o presidente da mesa, irrompeu pelo palco e ficou ameaçadoramente numa de «vou-lhe às trombas ou não vou...» começou o congresso na picardia, «vai, vai!» «não vai, não vai» muitos risos, apesar do cansaço e da importância da votação que não passava de uma maneira de calar uns não sei quantos, porque outro se tinham alargado demais nos discursos! Um verdadeiro regabofe!
Conclusão, Telmo correia depois de uma jogada política desastrosa perdeu para Ribeiro e Castro a corrida pela liderança, com este último a ser mais esperto, mas a cima de tudo mais dinâmico (leia-se aqui, no caso do PP, popularucho e demagogo). Assim o PP, como antes continuará o mesmo partido, com os mesmos votos de Manuel Monteiro, ou menos, porque Paulo Portas nesse sentido só perdeu. E continuará a ser o que se vê e o que se espera.

Miguel Bordalo

sábado, abril 23, 2005

Porca miséria!

Ainda à uns dias, tecia eu elogios desconfiados ao sistema democrático pela saída de Berlusconi do poder, e logo, logo me troca as voltas e volta ao poiso. Sem dúvida que a democracia fica mal vista, não tão mal como a Itália mas também...

Miguel Bordalo

quinta-feira, abril 21, 2005

Carmona bela dona!

Carmona veio descansar-me as minhas próximas preocupações políticas, o PSD decidiu tornar-se num partido a sério, depois de dois líderes desastrosos e afastou Santana de Lisboa, voltará ele à Figueira? Assim com Carmona a candidato a Lisboa sei que não vou ter de votar PS nem coligação coisa nenhuma, não suporto “jet setes”, nem tão pouco disfarçados. Carrilho tem o meu profundo desacordo, quer Lisboa como rampa de lançamento, Lisboa precisa de um projecto não de uma personalidade. Carmona ou Carrilho três silabas que infelizmente não me dão garantias de nada senão o nome que carregam e as coisas desastradas que fizeram, Carrilho na cultura, e Carmona que também não serviu bem esta cidade, nem o governo... mas isso era impossível.
Fico assim descansado à espera, indiferente, será que há coligação ou não? O mal maior já se foi embora, venha o diabo e escolha, gostava de não votar em branco, mas se a coligação for para a frente é certamente o que vou fazer. E assim o PSD tem a sua primeira vitória.

Miguel Bordalo

Boas causas



O mundo humano anda louco a ocupar espaços que não devia, a alterar o espaço ambiente de uma forma drástica. Ainda que não sirva de quase nada é sempre bom saber que há algumas espécies que contra tudo e todos são defendidas... Ainda bem que o Lince Ibérico o é, não graças a qualquer governo português, mas ainda assim defendido, é uma questão sentimental? Que seja!

Miguel Bordalo

Hoje vi

O que eu hoje me ri! Prostrados quatro jogadores vitimas de repetidas patranhas do futebol português, choravam por justiça! Rui Jorge chorava, lembrando-se ainda de Mourinho furioso a arrancar a camisola das mãos do rapaz do guarda roupa e rasgando-lhe a mesma acompanhado o gesto por insultos do outro mundo, e agora esta! Num acto completamente altruísta foi salvar o seu colega das mãos dos malvados sem tocar em ninguém! E agora! - É que sentirem o que eu sente é o que deviam fazer mas não podem porque sentir-se assim é só pode passar a quem passa por elas! – Disse Rui Jorge chorando! Sá Pinto com um currículo impoluto nesta questão das agressões abria a boca, nada passava, ele queria falar mas nem conseguia! Coitadinho! Tinha uma ferida do nariz e tudo e levou um pontapé nas costas! – uh... – tentou dizer Sá Pinto indignado, ainda com imagens da pancadaria no estágio da selecção... não! No túnel do Bessa! Beto parecia o mais divertido, ria-se disfarçando, beliscando nervosamente Pedro Barbosa que com o riso contido fazia o papel de capitão preocupado! Acenando afirmativamente nos momentos certos, na defesa dos seus jogadores e colegas, ladeados finalmente por Peseiro, que parece que está sempre a esconder uma bolacha na boca, e só conseguia dizer, - só depende de nós... -, e – só depende de nós. – finalizou.E estava eu tão bem a almoçar...

Miguel Bordalo

Ele tinha um sonho

Aí está o primeiro sinal de que o PSD está diferente e, aparentemente, está mesmo apostado em regenerar-se: Marques Mendes excluíu qualquer tipo de apoio da direcção nacional do partido a Pedro Santana Lopes para a Câmara de Lisboa.
Afinal não chegaram a ser preciso os tipos da bata branca, bastou um boogie, que, afinal de contas, foi tão só coerente com aquilo que vinha desde há longo tempo afirmando. Hoje, Marques Mendes reune-se com Carmona Rodrigues e espera-se fumo branco, até porque não se vê mais nenhum candidato, até ver, dísponivel para Lisboa.
Neste momento, a esquerda aposta forte, com Carrilho e Ruben Carvalho, que insisto, deviam congregar posições, ao que, para já, o PSD responde com uma medida que, vá-se lá saber porquê, apesar de ser demasiado óbvia, demasiado evidente e demasiado inevitável, não consegue deixar de ser surpreendente.

Manuel Castro

quarta-feira, abril 20, 2005

Oui ou talvez non

Fui alertado para esta excelente exposição de ideias/debate, levada a cabo pelo Le Monde, edição online, entre defensores do sim e do não da Constituição Europeia, sobre os artigos que nesta concentram maior discussão e divisão. A fórmula é muito simples -com uma preciosa audição dos pontos de vista em oposição - e vale a pena dar uma espreitadela.

Manuel Castro

A democracia muitas vezes dá nisto

Muitas vezes fazem-se comparações com a Europa e com os EUA, quando me apetece insultar os americanos de uma forma mais ordinária que posso, devido à reeleição de Bush e tudo o que isso significa, internamente e externamente, via-me à uns tempos com Santana à frente do nosso país e com Berlusconi como primeiro ministro italiano... e quem é que pode criticar os americanos quando aqui tão perto tínhamos estes líderes? Santana já se foi embora, felizmente, agora é a vez de Berlusconi, e se nós temos um povo suspeito, que ainda assim pouca culpa teve no caso Santana, pelo contrário, provou há bem pouco tempo o que fazer com gente como essa, (apesar de ter Durão no currículo também não abonar muito a nosso favor), já a Itália não tem qualquer desculpa, ele já tinha passado por lá, toda a gente sabe quem o homem é, e continuam a insistir no disparate! Eu nem imagino as forças que se montaram, aparte do abandono dos partidos da coligação, para que este homem fosse posto na situação de ter de pedir a demissão.
Nestes casos nunca sei se estas coisas abonam em favor da democracia ou contra...

Miguel Bordalo

Um namoro e um drama

Os partidos são instituições efémeras, inevitavelmente, por isso nenhum homem nem nenhuma memória deve ser cristalizada através das suas relações com qualquer um deles. Mas há excepções, porque há vidas dedicadas a projectos, vidas dedicadas a caminhos que se cruzam como se o destino sempre o quisesse. Edgar Correia foi um desses homens, que fez da sua vida um luta pelos seus ideais junto a um partido, que quando inevitavelmente cair, mais cedo ou mais tarde como qualquer outro, vai ter na sua memória um homem que o quis mudar, que quis dele outra coisa, e em vez de o ouvirem, e de se reforçarem com a sua critica, o afastaram como algo incomodo. O seu esforço para lutar pelo partido e não contra foram evidentes na sua tentativa de a todo o custo não ser expulso do partido. Deve nos últimos tempos desse desafio ter pensado «depois de tudo aquilo que fiz por eles...»
Edgar Correia morreu vitima de um cancro com que vinha a lutar mais intensamente nos últimos quatro meses.

Miguel Bordalo

terça-feira, abril 19, 2005

“Papas transilvanicos”

A seguir a Karol Wojtyla vem Ratzinger, dois Papas ou dois líderes vampirescos? O nome enganaria o mais desprevenido!

Miguel Bordalo

Os parlamentos que mais gosto

O que eu me riu sempre que vejo cenas de pancadaria nos parlamentos, acho que em último caso é a cultura que não se coaduna muito bem com as formas ocidentais de organização e depois dá em estalada! Têm de ir à blogotinha ver este post é demais! Porque não trata só de um problema cultural ou assim do género...

Miguel Bordalo

Para ler e deitar fora - o falhanço de um comediante

Afinal era o meu vizinho a fazer uma queimada. Serve?

Manuel Castro

Para ler e deitar fora

Já há fumo branco.

Manuel Castro

Uff

Cheguei a pensar que o Sporting tinha uns vinte ou vinte cinco pontos de vantagem sobre o Benfica. Afinal, ainda os podemos apanhar. Há esperança.



1.Benfica
55
2.Sporting
54
3.
Sp. Braga
54


Manuel Castro

Sobre Lisboa

O Partido Comunista avança com Ruben de Carvalho para a Câmara de Lisboa. O PS já o fez com Carrilho, o Bloco diz que não diz nada.
O PS diz que, a haver coligação, tem que ter como base os mais recentes resultados eleitorais, o PCP diz que não, o BE diz que não diz nada, mas adianta que isso não "interessa muito".
Ou seja, o problema não é a coligação em si. Essa, parece e é inevitável que o seja, consensual, como príncipio, quanto mais não fosse porque o trabalho de largos anos de coligações foi muito positivo e não há "recentes resultados eleitorais" ou discussões inúteis sobre percentagens freguesia a freguesia que o apagem.
O problema, digo eu, chama-se lugares, chama-se hierarquias, chama-se pequenos -porventura grandes- poderes. Ou seja problemas que envergonham a esquerda. Um problema que envergonha o PS, que envergonha o PC e envergonha o Bloco, que do conclave para Lisboa, diz que "não é isso que está em causa". Mas, quando o PS diz que a suposta coligação terá que ser formada a partir de novos pressupostos -leia-se resultados- estamos aqui a falar de quem?
Do Partido Humanista? É que, que eu saiba, o BE ficou, e de um modo claro, à frente do PC em Lisboa nas últimas eleições e essa foi a única alteração significativa a nível de "resultados" na capital, para além da expressiva vitória do PS.
Portanto, convinha deixar de atirar poeira para o ar, porque não se pode enganar toda a gente ao mesmo tempo. Querem discutir lugarzinhos? Discutam-nos, longe da nossa vista de preferência, mas assumam que esse o grande problema. E nós sabemos o que vocês sabem. Assobiar para o ar, armado em chico fininho com roupagens do século XXI, a dizer que "isso não interessa", quando tudo indica que é precisamente isso que está a entravar o processo é mais uma daquelas manobras demagógicas à gucci guerrilha para enganar já não sei quem e para manter uma pose rebelde, pretenciosamente anti-sistema. Os mitos não duram para sempre.
Portanto, isto é tudo muito simples: o PC que abra os olhos e veja que, ou cede, ou fica para trás, o PS que se lembre que foi precisamente por marcar passo que perdeu as últimas eleições e o Bloco que se deixe de truques circenses. A consequência pode ser uma derrota, porque em política 1 + 1 não é necessariamente igual a 2.
É só isso que peço para a minha cidade, uma esquerda unida, representativa e coerente para, realmente, dar uma vassourada no ego da cidade, que bem precisa.

Manuel Castro

segunda-feira, abril 18, 2005

Atenção

Eskimo, Eskimo chamada à recepção.

Miguel Bordalo

A virilidade abrileira

Num dos blogues a que não dispenso a visita, leiam o post de que inevitavelmente o autor se vai arrepender quando o ler daqui a uns anos... nada nos impede de nos divertir a le-lo agora! ;)

Miguel Bordalo

O post que não queria fazer

Era hora de almoço quando abri o Pastelinho e vi este comentário “Miguel, não é verdade q eles tenham jogado à retranca. Pontes montou o esquema perfeito para entalar o SLB. Um 3-5-2 rigoroso, onde perdemos claramente a batalha do meio campo. E aquele golo n se pode sofrer. Trapp não sabe mais e tem medo, e o Benfica só será campeão com um milagre. Especialmente se continuar a apanhar guarda redes inspirados como esteve o Costinha na 1ª parte. Sim q na segunda nem de inspiração precisou tal a nossa ineficácia.” Diga-se para quem não sabe que este comentário é feito por Pedro Soares Lourenço um benfiquista, não é sportinguista nem portista nem leiriense nem coisa que o valha, é benfiquista... Eu não quis responder logo, porque senão ia ser torto, e eu gosto do Pedro não queria que ele ficasse chateado comigo, então fui fazer as coisas que precisava de fazer e voltei agora. Continuo no entanto sem perceber o comentário, continuo a olhá-lo com perplexidade. É porque o Pedro não fez mais que demonstrar o que vai na alma de muitos benfiquistas, que tem provado este ano ser a pior massa associativa dos três grandes, só para dar razão ao Garoupa. É que defender, que o Rio Ave e o União de Leiria, não jogaram à retranca já me parece difícil, até porque as duas equipes nos dois jogos em conjunto não atacaram mais vezes que o Benfica na primeira parte do Rio Ave! Mas nem é isso que me preocupa, nem o facto de se andarem a queixar do Trapattoni, «de que ele não sabe mais», um treinador com o currículo que ele tem... uma coisa é certa, o Trapattoni não ganha o campeonato e foi o treinador que nos deu esperanças até mais tarde, ele ganha e todos os benfiquistas que o criticaram deviam pensar 10 vezes antes de dizerem alguma coisa sobre futebol. Mas o que me preocupa mais, é ver o Benfica à frente do campeonato, nem que seja por um ponto, e haver um benfiquista que diga, “o Benfica só será campeão com um milagre”, epá este declararão lacónica diz tudo sobre o estado de alma de alguns benfiquistas, ou estão com medo de serem campeões, ou simplesmente não o querem ser! É que eu se estivesse atrás do Sporting a três pontos neste momento, acreditava que ia ser campeão, e não tinha grandes dúvidas, vamos jogar com eles em casa, qual era o problema? O problema é que só poucos benfiquistas que acreditam, esse é que é o problema, e como é que se vai moralizar uma equipe quando não acreditamos neles?
Uma coisa é certa, para mim estes jogadores são os certos, este treinador é o certíssimo, no final, mesmo se ganhar vou pensar duas vezes em ir ao estádio, e apoiar estes fabulosos jogadores, porque é cansativo, porque tenho de me chatear durante o jogo com adeptos do meu clube que a meio do jogo se põe a insultar o meu guarda redes. Porque cinco minutos antes do final eu e a minha namorada ainda acreditávamos que o Benfica ia ganhar, e para lá de nós acreditava o Manel e os jogadores, mais ninguém... assim começa a ser difícil. Uma coisa é certa, o meu apoio até ao final deste campeonato indefectível! Força Benfica!

Miguel Bordalo

Na RTP

Hoje é certo, vou ver o jornal da RTP1, por puro e simples atração do bizarro!

Miguel Bordalo

domingo, abril 17, 2005

Contornar o sistema

Digam o que disserem, contornem o que quiserem contornar, fechem os olhos ao que não querem ver, mas um ilegalizarão de um partido é sempre algo muito perigoso a fazer. Não só porque o acto significa na prática excluir uma parte população, que pacificamente entrega o seu voto, sem negar o sistema, no partido em que confiam, o que significa que a democracia não é uma opção para certos problemas. A ilegalização do Batasuna é um dos erros mais escandalosos da democracia europeia nos últimos anos, que em último caso afasta aqueles que acreditam na independência das suas identidades territoriais e ao mesmo tempo no sistema democrático, para os aproximar de outras maneiras de conseguirem essa mesma independência, sendo a ETA uma delas. Quem é que acha que a ETA sem o Batasuna ficou mais fraca? Antes, quem é que acha que os elementos mais radicais dentro da ETA não ganharam mais força sem o Batasuna?
Alguns elementos mais pacifistas, e digo-o sem problema algum, apelaram ao voto num partido que não é mais que um testa de ferro do Batasuna, e o partido já ultrapassou alguns partidos de alguma representatividade no País Basco. Se há uma luta pela democracia, nestas eleições foi subversiva, e ganhou exactamente o movimento contra qual toda a Espanha poderosa está. O Partido Comunista das Terras Bascas vai provavelmente fazer representar toda a gente que ficou fora do sistema devido a uma escolha oficial de um centro que os quer conquistar para eles. Nesta eleição, claramente, isso não resultou.

Miguel Bordalo

Por um minuto

Ontem um mito urbano ia caíndo, a minha namorada e eu no estádio da Luz nunca perdemos um jogo...
Sei no entanto, que até ao fim do campeonato, com a exepção talvez do Sporting, qualquer equipe que jogue contra o Benfica o vá fazer à retranca... é um não perder a todo o custo, que começou com o Rio Ave, e continua com o União de Leiria...

Miguel Bordalo

sexta-feira, abril 15, 2005

Desporto inteligências adquiridas

Dizia-me o meu grande professor de filosofia uma vez, um luso brasileiro, no tempo em que o Ronaldo jogava no Barça – O Ronaldo é o jogador mais inteligente do mundo na actualidade. – explicava-me ele que existiam vários tipos de inteligência, e a minha vida e experiência obriga-me a concordar com ele. Há muita gente que não tem bem consciência disso, mas é possível encontrar um homem muito inteligente numa determinada área e ser um básico noutra, entender tudo o que há para entender sobre política, e não conseguir discutir uma única obra de arte, há gente que sabe tudo de literatura e nada sobre música, compreender todos os segredos e truques de uma ciência e ignorar completamente outra, compreender e encaixar perfeitamente todas as movimentações sociais e orientar os problemas de maneira a serem resolvidos, mas estar completamente afastado da realidade à sua volta... um homem sábio não é alguém que saiba tudo de uma área e mais nada das outras, é alguém que conseguiu adquirir o maior número de conhecimentos, já o génio, o génio só precisa de ser o melhor que há em determinada coisa, o que não será fácil...

Mas como dizia no inicio há inteligências para tudo, no desporto não é excepção, e no desporto como em quase tudo, em certa área há quem seja inteligente e há quem ganhe uma espécie de uma capacidade reactiva, reflexiva quase um instinto. De inicio a inclinação para um desporto tem de ser instintiva, por variadas razões, porque há uma cultura desportiva no país em que vivemos, influência familiar, influência dos amigos, etc... Portugal desde sempre é um viveiro de jogadores de futebol instintivos, porque a capacidade reflexiva de um jogador pode ser esticada até muito longe, como é o caso do Eusébio, do Chalana, e de grande parte dos jogadores que há em Portugal. O passo seguinte é que nunca tomámos, temos este tipo de jogadores, que são reis no seu mundo, e que vão jogar assim até ao resto das suas vidas. Há uma razão pela qual Portugal ganha sempre nas camadas jovens e quando passam para os séniores nunca ganham nada. É exactamente porque nos outros países um jogador aprende a jogar até um período muito tarde na sua carreira. Em Portugal nos últimos anos só vi um jogador português a fazer esse crescimento, a dar esse salto, foi Figo; - Rui Costa também -, estão a pensar, não concordo, Rui Costa é puro instinto, o passe genial, o remate espantoso, a finta curta. Mas nunca conseguiu evoluir como Figo fez, que cresceu de uma maneira que na sua posição é difícil dizer que houve alguém melhor que ele no mundo, desde sempre. Cristiano Ronaldo ainda vai a tempo para crescer como Figo fez, apesar de eu não acreditar muito nisso. É difícil fazer um puto espantoso sentar-se e ver o Beckenbauer, o Cruyff, o Roberto Baggio, ou até o Maradona (que é uma mistura entre os dois, por isso é o melhor jogador de todos os tempos), e é difícil porque é complicado perceber porque é que são os jogadores mais inteligentes de todos os tempos, explicar as opções, o futebol da altura, as inovações, e até a postura. E é dificil porque não é essa a atitude de um jogador de futebol novo no nosso país. Tenho esperanças que falhando um Quaresma, e aguentando um Cristiano Ronaldo a jogar um pouco à filho do padeiro, que um Moutinho, um Manuel Fernandes, um Hugo Viana (ainda não é tarde), sejam jogadores capazes de ser mais humildes e evoluírem num sentido da adquirição de inteligência.

Mas isto tudo porquê? Porque no surf a situação é ligeiramente diferente, e achei profundamente injustas as declarações de Tinguinha Lima na Surf Portugal deste mês, que estão resumidas no Ondas. É que ao contrário do que ele diz, sempre que analiso a vida de um surfista de topo em Portugal, entrevistas, peças de opinião, etc... é uma vida de esforço, e luta intensa, contra frustrações, barreiras psicológicas e físicas. Quando ouvimos a história do Occy pensamos, «que história difícil, que rapaz forte, ter conseguido sair daquela». Uma coisa eu tenho a certeza se o mesmo Occy se chamasse Oliveira, ninguém neste momento sabia dele. Porque para um surfista português é necessário dar o que têm e o que não têm. Ninguém os puxa para cima, só para baixo. Acho interessante a maneira como as pessoas não olham para a questão dos patrocínios e de uma estrutura de apoio bem montada como a mais essencial para termos um surfista no WCT, e pelo contrário atirarem-se à vontade que cada um tem. Sabem no fundo é só desfolhar mais umas páginas da SP, ler as entrevistas de Marlon Lipke e Justin Mujica (principalmente), para percebermos que Tinguinha está a falar de cor, que por grande surfista que seja não deixa de ser um hábito muito à brasileira, isso de falar de cor. Até porque ao contrário dos futebolistas portugueses, alguns venerados e apoiados desde o berço, os surfistas portugueses falam dos filmes que vêm, dos surfistas que observam, de que cada etapa das suas vidas é uma aprendizagem. Se temos dez surfistas muito bons, grande parte deles os melhores da Europa actualmente, ao contrário do que Tinguinha diz, é só pelo esforço e dedicação de cada um deles e mais nada!

Miguel Bordalo

quinta-feira, abril 14, 2005

Porto capital da cultura

Finalmente o Porto encerra o seu evento mais importante dos últimos anos, a capital europeia da cultura 2001, foram três anos de uma grande actividade cultural, atropelando até as outras capitais da cultura que nestes últimos anos têm proliferado por aí. Sim porque o Porto conseguiu acabar hoje a sua obra mais importante, apesar dos concertos com a casa em obras, hoje sim é a contar!
Eu adoro aquela cidade, mas convínhamos, nos últimos anos os responsáveis não têm sido os mais capazes...

Miguel Bordalo

Quando pensávamos que ele não podia ser mais puto!

Ele prova o contrário!
Já sei, eu sei, sei mesmo, sabem... mas não digo! Tomem lá que eu não digo!

Miguel Bordalo

A banda larga chegou

Eu sempre disse bem da SAPO ADSL. Aliás, eu e o pessoal da SAPO ADSL, tudo amigos, sempre os tive em grande consideração. Jogávamos à bola juntos, eu e o pessoal da SAPO ADSL. Mais, para a Câmara de Lisboa, porque não, a SAPO ADSL?
Eu voto SAPO ADSL.

Manuel Castro

PS: Depois dos conselhos estilosos que já aqui o Miguel BD reconheceu ter recebido do Miguel Teixeira, vou vos contar outra do mestre, que é um clássico, provavelmente retirada de algum filme do Eddie Murphy e que toda a gente já sabe, mas I wonder why, ficaria bem para completar este post...
Tapem a boca, como se fossem tossir, e digam bullshit.

PS+PCP+BE: Bem, mas a verdade é que, qual CP, chegou finalmente a ADSL. Porquê a CP? Porque chegou tarde. Mas chegou. Portugalidades.

Contradições metafísicas do eu I

Porque é que eu, como ecologista como penso que sou, não consigo passar sem o meu carro? É porque estar quase duas semanas sem me fazer à água é um martírio! Dói-me o corpo e a alma e na condição em que me encontro teria de ir para a Ericeira, apanhar a coisa maiorzinha que visse, que com as condições que estão não seria lá grande risco!

Miguel Bordalo

Parece que sim

Parece realmente haver um período de graça com este governo, mas talvez hajam realmente razões para isso!

Miguel Bordalo

E lá vou eu...

A competência de !alguns! mecânicos não pára de me espantar... Hoje lá vou eu outra vez pôr o meu carrito na oficina. Raios parta a vida...
Se alguém souber de uma boa oficina da Peugeot é só dizer...
Mas antes ainda vou buscar uns bilhetes para algo que se vai passar no sábado.

Miguel Bordalo

quarta-feira, abril 13, 2005

Educação Sentimental

Apesar de lentamente estar a voltar a entrar no ritmo do blogue, pouco tenho passeado pela blogosfera. Para mim, até ver -ou até que os incompetentes da SAPO ADSL vejam e resolvam quanto é 1+1- só vou espreitando alguns blogues. Mas entre ler alguns blogues e estar a par do que se passa na blogosfera vai um passo enorme. Considero-me, portanto e para já, um participante do blogue ausente da blogosfera.
Para além do essencial, não tenho acompanhado o que se passa e só essa falta de ritmo bloguístico -igual mesmo só o ritmo da minha internet- justifica que não tenha descoberto este blogue anteriormente. Não vou dar mais pistas. Descubram-no e reeduquem-se sentimentalmente. E talvez, só talvez, consigam não só perceber e lamentar o que temos todos andando a perder, como, depois, ter uma sensação de dejá-vu e voltar a ficar contentes. Uma sensação recuperada e reeducada. E mais não digo.

Manuel Castro

A armadilha!

A Nokas do Cabelos ao vento passou-me o testemunho de um passatempo que anda por aí a passar na blogosfera, calhou-me a mim, ainda por cima com a responsabilidade de estar à altura desta frase “sobretudo gostaria de saber as respostas deles”. Pois é... e agora, enveredo por um repertório cómico, ou mais sério. É que na realidade as minhas obras de referencia são todas obvias... ainda por cima vai ter de ser tudo praticamente de memória, que eu tenho a mania de emprestar os livros que gosto aos meus amigos, que nunca os devolvem! Vamos lá ver como isto corre...

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

Que livro quereria ser... interpreto antes de mais esta questão transformando-a para: que livro quereria eu escrever? Há muitos livros perfeitos, mas o que é que eu procuro num livro? No fundo uma síntese da humanidade, algo que mostre ou que me faça sentir a humanidade mais de perto, a exploração da arte literária no seu sentido mais lato, pode até nem ser o meu livro preferido, mas o livro mais perfeito neste aspecto é “O Idiota” de Dostoiévsti. Era o livro que todos os escritores quereriam escrever? Ou talvez o “Don Quixote” de Cervantes?
Mas se fosse mesmo "ser" e não escrever. Seria o “Cem anos de Solidão” do Gabriel Garcia Marquez, mais especificamente “Coronel Aureliano Buendía promoveu trinta e duas revoluções armadas e perdeu todas. Teve dezassete filhos varões de dezassete mulheres diferentes, que foram exterminados um por um numa só noite, antes de que o mais velho completasse 35 anos. Escapou de catorze atentados, setenta e três emboscadas e um pelotão de fuzilamento. Sobreviveu a uma dose de estricnina no café que daria para matar um cavalo...” É um personagem incrível, a sua coragem, o seu empenho, a sua determinação mesmo quando se apanhava a fazer os seus peixinhos de ouro... É o grande personagem depois de Don. Quixote!

Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficção?

Presumo nesta pergunta que continuamos no mundo dos livros, e que a minha embaraçosa história de juventude com uma tal de Sharon Stone pode ficar de fora...
Assim sendo, sim! Definitivamente sim. Hemingway teve sempre uma maneira muito especial de mostrar as suas mulheres, e curiosamente há duas mulheres em Hemingway que me provocam sensações completamente diferentes, Maria em o “Por quem os sinos dobram” e Catherine em “O Jardim do Éden”. Apesar do esforço para fazer Catherine uma personagem sensual e altamente interessante, sexualmente falando, nunca desperta nada em mim durante todo o livro, acho desinteressante apesar de ver todas as curvas da personagem, da sua pele dourada e cabelos loiros como Hemingway pretende, é enfadonha e não descubro cobra nenhuma apesar de toda a sua personalidade dengosa e deslizante. Já Maria é diferente, é uma beleza natural, original, a passar por momentos críticos, a ser mulher quando se espera uma criada, a ser corajosa quando se espera que se esconda, e a ser provocadora quando não se espera nada...

Qual foi o último livro que compraste?

Sinceramente eu não sou de comprar livros, sou de os pedir... no entanto acho que o último livro que fui buscar à Fnac foi o último romance do Saramago, em que ainda não peguei. É crime? Talvez não. Tenho muitos anos para ler Saramago, e não os quero ler todos de seguida, tem de haver pausas! E o Saramago é o melhor, há que saborear ao longo dos anos! *

Qual o último livro que leste?

Bem... por acaso acabei de ler o “Calvin no Alasca”, mas como imagino que isso não conte... “Gente Feliz com Lágrimas” de João de Melo. Andava aqui a sofrer há anos para eu o ler...

Que livros estás a ler?

Livros? Mas eu sou o Marcelo Rebelo de Sousa? No máximo consigo ler dois, se um for de poesia e outra de prosa, mas sinceramente, e vou partir a louça toda com esta declaração, estou um bocado farto de poesia, quando um romance procura os sentidos da vida, pequenas ilhas da realidade humana, na poesia a busca é da palavra. E por vezes torna-se por demais enfadonho. Sou apreciador, mas já não leio um livro faz algum tempo. Até porque tenho um complexo em relação à poesia, se forem pessoas que conheço, ainda vá que não vá, mas se não conhecer o autor tudo me parece uma... como dizer sem me enterrar mais? Parece-me muitas vezes um narcisismo eloquente... O livro que estou a ler é “O jogador” de Dostoiévki.

Cinco livros que levaria para uma ilha deserta?

Esta é a pergunta mais difícil delas todas, porque tenho que perspectivar exactamente a situação de me encontrar numa ilha deserta... Ia acompanhado, ou não, bem acompanhado ou nem por isso, é que as perguntas não são para ser feitas assim!
Por isso a minha resposta tem de ser um pouco mais moldada.

“Crime e Castigo” Dostoiévski
“Evangelho segundo Jesus Cristo” Saramago
“Cem anos de solidão” Gabriel Garcia Marquez
“A batalha sem fim” Aquilino Ribeiro
O último deixo em aberto, já que estamos no plano das conjunturas, sabendo assim se ia ser salvo ou não, escolheria um livro da Júlia Pinheiro, da Margarida Rebelo Pinto ou do Paulo Coelho... ou assim... para facilitar o suicídio! Senão, se me quizesse pôr bem disposto, escolheria “O Navegador Solitário” de João Aguiar.

Três pessoas a quem vais passar o testemunho e porquê?

Eskimo – porque acho que é uma pessoa que se interessaria em fazer uma coisa destas.
Tchico – porque o Chico também gosta muito de ler, e vai-se divertir a responder ao invulgar inquérito.
João Pedro George – (ultimamente tenho-me andado a meter com ele, mas ele não me liga puto, por isso não deverá responder) ainda assim, está mesmo na sua área, e se acharam que o meu foi grande, esperem pelo do João Pedro, isso é se ele o fizer...

Miguel Bordalo

Ps: Se mais alguém quiser esteja bem à vontade, se acharem que não deve ser um comentário mas sim um post, escrevam e enviem-nos. CPC, PAS (seria muito interessante, mas o rapaz anda ocupado, não o quis incomodar) MCG, GWL, MT, etc e tal.

*Adenda – Porque é que eu acho o Saramago o melhor? Porque o homem podia escrever como o sapateiro da esquina que continuaria a ser o escritor mais imaginativo que tive o prazer de ler, sem precisar de ser minimamente surreal, apesar de muitas vezes o ser...

Aqui está!

A foto do homem que infelizmente ficou numa esplanada sozinho, não que ele não compra bem, é dos melhores bloguers que conheço, apesar de desconfiar que ele não vá lá muito gostar da definição. Mas é elogiosa! Aparentemente João Pedro George cansou-se e agora convida gente para esplanar com ele. Acho bem, aliás, esplanar sozinho apesar de ser uma posição séria de um sociólogo não é nada divertida.

Miguel Bordalo

Top 5 (há 1979er)

Top 5 do melhor jogador de futebol da actualidade

1º Ronaldinho Gaúcho

2º Henry

3º Nedved

4º Shevchenco

5º Lampard

Miguel Bordalo

Ps: isto depois de uma conversa acesa com um amigo... vá lá Alex, What say you?

terça-feira, abril 12, 2005

Aí é?

Estas situações devem ser engraçadas, um tipo está preso há anos, para ser julgado e encarcerado por ainda mais anos, por um crime hediondo, chegam e dizem-lhe, - vais ser julgado por difamação! - aí é? Ok.

Miguel Bordalo

Passados cinco dias

Vou buscar o meu carro... aí jesus, vai sair pesadote...

Miguel Bordalo

No clube dos jornalistas

Quem viu, viu, quem não viu perdeu. Hoje o debate no clube de jornalistas foi muito importante, falou-se de algumas coisas que foram demosntradas no Tribunal do Iraque. Ainda estou a tentar arranjar o estudo do Rui Pereira para o discutir aqui com todos.

Miguel Bordalo

segunda-feira, abril 11, 2005

Pessoal!

RTP 2 JÁ!

O post que me esqueci de fazer

Estava eu a ler o Estado de Afirmação quando me apanho a ler um daqueles posts que a Eskimo tanto gosta, intermináveis, e os comentários que também não foram coisa pouco, umas belas três horas foi o que foi! ;) Ainda assim devo dizer escapou-me nestes dias em que nem tive tempo para ler blogues como gosto, de comentar a câmara ardente do Papa. É porque eu fiquei dividido, vi gente genuinamente emocionada, vi gente que celebrou a morte do Papa, e vi gente que não devia estar ali. Vi milhares de pessoas a passar à frente do Papa, e chefes de estado de governos democráticos vários minutos nas suas preces a encomendar a alma ao Papa, ou isso é só o Cardeal? Enfim, foi uma azafama, em algo que não gosto de ver, um corpo morto, nunca gostei de câmaras ardentes... Mas de facto para lá de ficar espantado com os escuteiros que apareciam sempre de máquina na mão a tirarem-se fotografias, em várias poses divertidas, dentro da multidão que se martirizava em caminhadas de horas e horas, observei muito bem o momento chave, o grande momento do indivíduo singular, a escolha na sua mais forte acepção quando entravam na cripta, o que faziam? Benziam-se primeiro e depois tiravam a fotografia, ou primeiro levavam o recuerdo e depois espiritualizavam a situação? Depois de uma longa observação vi o povo dividido, uns iam por uma, outros iam por outra...

Miguel Bordalo

Os benefícios da blogosfera

Na blogosfera aprendo a escrever, mas é preciso ter cuidado com quem ando a aprender, é que de facto, nestas coisas da escrita, há muita demagogia, mas poupo um link a esta frase porque não fui feito para chatear ninguém.
Há três pessoas com quem aprendo mais, a primeira é com o meu colega de blogue, o senhor Manel Castro, é o tipo mais estiloso a escrever que conheço, por vezes parecem músicas de Monk os seus textos. O segundo é o João Pedro George que apesar dos seus evidentes tiques de professor universitário não falha uma nota, é impressionante! A outra é cada vez menos uma aprendizagem da blogosfera e cada vez mais uma aprendizagem por aí... É talentoso mas muito pouco exibicionista, calmo, muito melow, e também ele com um grande estilo, não pára invariavelmente de me espantar, Pedro Adão e Silva. Ele alimenta dois grandes blogues, o Ondas e o Quase Famosos, este último leio, mas eles são demasiado anos 80 para meu gosto, não deixam de escrever bem por isso, mas não me impressionam porque não posso sentir os textos da mesma maneira. O Ondas é um blogue de referencia em que nenhum dos seus escritores lhe fica atrás. No entanto PAS escreve coisas que me deliciam. E também se podem ler na blogosfera no arquivo PAS, textos dele publicados em jornais.
Isto tudo para vos dizer que hoje comprei a Surf Portugal de abril, coisa que devia fazer mais vezes, (comprar a Surf Portugal de abril ;) ) e comecei a ler um texto fabuloso, em duas páginas com um ondão no fundo, estava a gostar tanto de ler aquilo que no final o meu “Ah!” não foi de surpresa, foi de - só podia! Grande texto na Surf Portugal Pedro!

Miguel Bordalo

Bom ou mau? Bom, muito bom



Com o King Kard há filmes assim. Uma pessoa vai ao cinema por tudo e por nada e decidimos ir ver o Spanglish, uma comédia romântica, um filme fácil. Eu gosto de filmes assim, bem mascarados. Spanglish não é uma comédia romântica, Spanglish é o filme anti-sonho americano. É o confronto entre a personalidade das pessoas e aquilo que o sonho americano representa, e que pode muitas vezes tornar-se um entusiasmo exacerbado atropelante. Spanglish é sobre uma família disfuncional que tem como centro o homem mais perfeito alguma vez filmado, que carrega sobre os seus ombros o sonho de ser pai de uma família a cima de todas as outras coisas. É exímio no seu trabalho mas sabe que a sua arte o pode afastar daquilo que realmente gosta, e daqueles que realmente importam. Tenta cuidar de uma mulher que se encontra no limite da insanidade e de dois filhos normais com os problemas que os filhos normais têm, mas que nunca, como pai perfeito, deixa de os compreender, nem os diminui de maneira alguma. Adam Sandler é perfeito a fazer o papel de pai, Téa Leoni também está a cima da média no seu e a mãe... a mãe é fantástica! Cloris Leachman é a melhor peça do filme a nível de comédia. Adam Sandler prova mais uma vez que é capaz de fazer mais que comédia, porque este homem perfeito atravessa a crise familiar toda numa tenção evidente e muito bem interpretada.
Depois chega Paz Veja a mãe da observadora, a mulher que vai ser responsável pela segunda intenção do filme, uma espécie de uma purgação do sonho americano, um assentar os pés na terra, para mostrar a importância dos valores, ainda que para mim me pareçam exagerados, o personagem é coerente e muito bem desenhado para que se perceba que nem toda a gente procura a oportunidade, o facilitismo.
Muito interessante este filme, se passarmos para além da comédia.

Miguel Bordalo

imprecionista

vulgo cozer as foiças tem tretas, mal no cinal palo retundamente

Miguel Bordalo

Num recreio deslocado...

Estavam Ana, António, Catarina, João e Patrícia no recreio a brincar, maravilhosos naquele jeito de serem crianças juntavam-se em rodinha e combinavam o próximo jogo. Sem preocupações no mundo entendiam-se bem nas brincadeiras, corriam para todo o lado, no entanto numa estranha ordem... eram jogos que brincavam...
O Miguel era mais novo, mas teve um dia a intenção de ir lá brincar com eles, mas nunca conseguia uma resposta, era como se não existisse! Na crueldade mais pura das crianças, faziam como se não estivesse lá, e riam-se entre si muito, muito, agarrados à barriga, riam-se tanto, tanto entre si que até lhes doía a estôgamo!
Um dia lá andavam os cinco à rodinha a combinar o próximo jogo quando chegaram à conclusão que precisavam de mais gente para brincar. Chamaram mais meninos, que curiosos foram lá espreitar. O Miguel envergonhado e cabisbaixo aproximou-se com um entusiasmo fervilhante, que seria a sua oportunidade de ser brilhante! As regras foram explicadas e para os cinco parecia não haver dúvidas! Começaram então todos numa azafama que parecia fazer sentido, todos os meninos fora dos cinco repetiam o que o quinteto fazia. Preparado para entrar na brincadeira o Miguel avança e... faz diferente! PIMBA! Bishkek (a única coisa que foi procurar!) Nem fez nada de especial, quebrara apenas o ritmo. Os cinco param, em conjunto com o resto, viram-se para a professora e gritam – Oh professora! O Miguel não sabe brincar!
Coitado do Miguel, que só se queria integrar... ficaram o outros na galhofada e certamente o Miguel será para sempre um observador da brincadeira, e vai ter de arranjar outros amigos para brincar. Ainda que muitas vezes lhe vá apetecer participar nas brincadeiras dos cincos... mas o que é que se pode fazer... não sei brincar!

Miguel Bordalo

domingo, abril 10, 2005

Lá como cá

É impressão minha, ou o Marques Mendes está para o António Borges e/ou Manuela Ferreira Leite, como o Barrichello está para o Michael Schumacher? É que, no fundo, o baixinho de Fafe e o paulista panhonha são mais conhecidos por serem excelentes escudeiros, dos melhores a abrir o caminho da vitória para os seus chefes-de-fila...
Pedro Branco

A confusão dos esteriótipos dos contos de fadas!

Para lá da aberração que tem sido o congresso do PSD, outra aberração muito analisada pelos jornais portugueses mais do que os ingleses foi o casamento do príncipe herdeiro da monarquia britânica. Quando me dizem que é um história de amor digo logo que sim, sem dúvida e bate o bem imaginado Sherk aos pontos! Senão vejam, há um príncipe que tem todas as características do sabujo amigo arrogante do príncipe aventureiro, que se casa relutante com uma mulher bonita aventureira mas muito burra, e é amante da bruxa má! Reparem que a história dos dois recém casado começa aparentemente à mais de 30 anos, antes do casamento com Diana, é a Camilla que escolhe a noiva ao príncipe sem nunca os dois nestes 30 anos deixarem de se contactar ou mesmo encontrar. Na realidade o casamento com a Diana e o tudo o que se segue parece uma história brilhante da Grécia antiga, ou da corte Francesa de Luís XIV. Escolhendo a noiva por uma questão de marketing, bem sucedida, preparam então as coisas para que os seus próprios ideias de futuro, um casamento a três afasta a princesa e abre o caminho, que teve o seu desfecho hoje, aos títulos e vida que Camilla pretendia desde início. No fundo esta personagem, com que simpatizo tanto como com a outra, é uma fria e calculista, tem o anti-príncipe nas mãos. É uma teia bem ardilhada, o que vale é que dá para ver preciosidades como os chapéus dos ingleses e os comentários dos portugueses roendo-se por não termos monarquia em Portugal. Eu juntar-me-ia imediatamente à carbonária e montaria um plano para matar o rei e todos os seus filhos! Seria também uma coisa assim à moda antiga!
Engraçado e uma boa gargalhado foi quando a Sic notícias abriu a análise ao casamento semi-real, virei-me para a minha mãe e disse, este tipos que vão comentar o casamento real são todos uma vergonha! E aposto que quem vai comentar isso é o Nuno Rogeiro! Eu até estava a gozar... MAS NÃO É QUE FOI MESMO!

Miguel Bordalo

sábado, abril 09, 2005

Momento egoísta

coccotti

Coccotti anda à procura de Clarence, filho de Cliff

COCCOTTI

(to Frank)

Tell Tooth-pick Vic to go outside and do you-know-what.

In Italian Frankie tells Tooth-pick Vic what Coccotti said. He nods and exits.
Cliff's chair is moved closer to Coccotti's. Dario stands on one side of Cliff. Frankie and Lenny ransack the trailer. Virgil has a bottle of Chivas Regal in his hand, but he has yet to touch a drop.

COCCOTTI
Do you know who I am, Mr. Worley?
CLIFF
I give up. Who are you?
COCCOTTI
I'm the Anti-Christ. You get me in a vendetta kind of mood, you will tell the angels in heaven that you had never seen pure evil so singularly personified as you did in the face of the man who killed you. My name is Vincenzo Coccotti. I work as a counsel for Mr. Blue Lou Boyle, the man your son stole from. I hear you were once a cop so I assume you've heard of us before. Am I correct?
CLIFF
I've heard of Blue Lou Boyle.
COCCOTTI
I'm glad. Hopefully that will clear up the how-full-of-shit-I-am question you've been asking yourself. Now, we're gonna have a little Q and A, and, at the risk of sounding redundant, please make your answers genuine.

(taking out a pack of Chesterfields)

Want a Chesterfield?
CLIFF
No.
COCCOTTI

(as he lights up)

I have a son of my own. About you boy's age. I can imagine how painful this must be for you. But Clarence and that bitch-whore girlfriend of his brought this all on themselves. And I implore you not to go down the road with 'em. You can always take comfort in the fact that you never had a choice.
CLIFF
Look, I'd help ya if I could, but I haven't seen Clarence –
Before Cliff can finish his sentence, Coccotti slams him hard in the nose with his fist.
COCCOTTI
Smarts, don't it? Gettin' slammed in the nose fucks you all up. You got that pain shootin' through your brain. Your eyes fill up with water. It ain't any kind of fun. But what I have to offer you. That's as good as it's ever gonna get, and it won't ever get that good again. We talked to your neighbors. They saw a Mustang, a red Mustang, Clarence's red Mustang, parked in front of your trailer yesterday. Mr. Worley, have you seen your son?

Cliff's defeated.

CLIFF
I've seen him.
COCCOTTI
Now I can't be sure of how much of what he told you. So in the chance you're in the dark about some of this, let me shed some light. That whore your boy hangs around with, her pimp is an associate of mine, and I don't just mean pimpin', in other affairs he works for me in a courier capacity. Well, apparently, that dirty little whore found out when we're gonna do some business, 'cause your son, the cowboy and his flame, came in the room blastin' and didn't stop till they were pretty sure everybody was dead.
CLIFF
What are you talkin' about?
COCCOTTI
I'm talkin' about a massacre. They snatched my narcotics and hightailed it outta there. Wouldda gotten away with it, but your son, fuckhead that he is, left his driver's license in a dead guy's hand. A whore hiding in the commode filled in all the blanks.
CLIFF
I don't believe you.
COCCOTTI
That's of minor importance. But what's of major fuckin' importance is that I believe you. Where did they go?
CLIFF
On their honeymoon.
COCCOTTI
I'm gettin' angry askin' the same question a second time. Where did they go?
CLIFF
They didn't tell me.
Coccotti looks at him.
CLIFF
Now, wait a minute and listen. I haven't seen Clarence in three years. Yesterday he shows up here with a girl, sayin' he got married. He told me he needed some quick cash for a honeymoon, so he asked if he could borrow five hundred dollars. I wanted to help him out so I wrote out a check. We went to breakfast and that's the last I saw of him. So help me God. They never thought to tell me where they were goin'. And I never thought to ask.

Coccotti looks at him for a long moment. He then gives Virgil a look. Virgil, quick as greased lightning, grabs Cliff's hand and turns it palm up. He then whips out a butterfly knife and slices Cliff's palm open and pours Chivas Regal on the wound. Cliff screams.
Coccotti puffs on a Chesterfield.
Tooth-pic Vic returns to the trailer, and reports in Italian that there's nothing in the car.
Virgil walks into the kitchen and gets a dishtowel. Cliff holds his bleeding palm in agony. Virgil hands him the dishtowel. Cliff uses it to wrap up his hand
.

[A PARTIR DAQUI COMEÇA A SER BRUTAL]

COCCOTTI
Sicilians are great liars. The best in the world. I'm a Sicilian. And my old man was the world heavyweight champion of Sicilian liars. And from growin' up with him I learned the pantomime. Now there are seventeen different things a guy can do when he lies to give him away. A guy has seventeen pantomimes. A woman's got twenty, but a guy's got seventeen. And if you know 'em like ya know your own face, they beat lie detectors to hell. What we got here is a little game of show and tell. You don't wanna show me nothin'. But you're tellin' me everything. Now I know you know where they are. So tell me, before I do some damage you won't walk away from.

The awful pain in Cliff's hand is being replaced by the awful pain in his heart. He looks deep into Coccotti's eyes.

CLIFF
Could I have one of those Chesterfields now?
COCCOTTI
Sure.

Coccotti leans over and hands him a smoke.

CLIFF
Got a match?

Cliff reaches into his pocket and pulls out a lighter.

CLIFF
Oh, don't bother. I got one.

(he lights the cigarette)

So you're a Sicilian, huh?
COCCOTTI

(intensely)

Uh-huh.
CLIFF
You know I read a lot. Especially things that have to do with history. I find that shit fascinating. In fact, I don't know if you know this or not, Sicilians were spawned by niggers.

All the men stop what they were doing and look at Cliff, except for Tooth-pic Vic who doesn't speak English and so isn't insulted.
Coccotti can't believe what he's hearing.

COCCOTTI

Come again?
CLIFF
It's a fact. Sicilians have nigger blood pumpin' through their hearts. If you don't believe me, look it up. You see, hundreds and hundreds of years ago the Moors conquered Sicily. And Moors are niggers. Way back then, Sicilians were like the wops in northern Italy. Blond hair, blue eyes. But, once the Moors moved in there, they changed the whole country. They did so much fuckin' with the Sicilian women, they changed the blood-line for ever, from blond hair and blue eyes to black hair and dark skin. I find it absolutely amazing to think that to this day, hundreds of years later, Sicilians still carry that nigger gene. I'm just quotin' history. It's a fact. It's written. Your ancestors were niggers. Your great, great, great, great, great-grandmother was fucked by a nigger, and had a half-nigger kid. That is a fact. Now tell me, am I lyin'?

Coccotti looks at him for a moment then jumps up, whips out an automatic, grabs hold of Cliff's hair, puts the barrel to his temple, and pumps three bullets through Cliff's head.
He pushes the body violently aside. Coccotti pauses. Unable to express his feelings and frustrated by the blood in his hands, he simply drops his weapon, and turns to his men.

COCCOTTI
I haven't killed anybody since 1974. Goddamn his soul to burn for eternity in fuckin' hell for makin' me spill blood on my hands! Go to this comedian's son's apartment and come back with somethin' that tells me where that asshole went so I can wipe this egg off of my face and fix this fucked-up family for good.

Tooth-pick Vic taps Frankie's shoulder and, in Italian asks him what that was all about.
Lenny, who has been going through Cliff's refrigerator, has found a beer. When he closes the refrigerator door he finds a note held on by a ceramic banana magnet that says: "Clarence in L.A.: Dick Ritchie (number and address)".
LENNY
Boss, get ready to get happy.

TITLE CARD:"CLARENCE AND ALABAMA HIT L.A."

Cliff: Dennis Hopper
Coccotti: Cristopher Walken
Filme: True Romance/Tony Scott
Argumento: Quentin Tarantino


Manuel Castro

PS: Quem ler este post todo leva uma caixa de pastelinhos. E peço desculpa pela seca, mas, mais tarde ou mais cedo eu tinha que fazer isto. O Pedro deu-me a desculpa. Refilem com ele se quiserem. E vejam o filme.

E... de repente!

Andávamos aqui todos em baixo, tristes com dificuldade em arranjar temas para escrever e nestes últimos dias foi um fartote! Devo-vos dizer que confortou-me o coração ver Santana a falar no comício do PSD, ouvi-o do princípio ao fim e ao contrário das outras vezes que tentava este exercício de angústia e sofrimento, vi-o com algum deleite, algum prazer, ele a mostrar os recortes, a atirar-se aos comentadores, a mostrar os gráficos, só lhe faltava ficar sem fala chorar e ficar ali no púlpito feito estátua de beicinho, com o recorte final na mão estendido. Depois tinham de o tirar de lá envergonhados com Santana feito pedra do efeito hipnótico da apatia e incompetência. Fiquei um pouco mais animado, a vê-lo ali rastejante como o pior jogador do jogo das cadeiras de sempre, a cair estatelado no chão sempre que a música pára, e com toda a gente a rir-se porque em vez de ficar de fora insiste em ficar e é para a próxima que o jogo começa, ainda não vale, está “stop”! “Vou andar por aí!” Disse em jeito de confiança. Continuava eu a tonificar os meus abdominais para lá do que há uns tempos andava habituado. E como um bom programa de comédia continua, com fracas audiências já que o Papa e Carlos e Camilla fazem com que não se ligue muito lá para a zona dos laranjinhas, mas também com três congressos num espaço de um ano é mais que justo que ninguém lhes ligue mais – Lá andam aqueles para ali reunidos, a falarem baboseiras num põe a faca tira a faca, para onde vai a faca a seguir?

Miguel Bordalo

sexta-feira, abril 08, 2005

Passaram-se?

Reza -reza e compra, reza e compra, reza e compra- a estória que os pastorinhos Francisco, Jacinta e Lúcia viram Nossa Senhora, no tempo das nossas avós, ou bisavós, depende do vintage, lá para trás do sol posto, num lugar que se chama Fátima, ali para os lados da A1.
Não sei o que se terá passado então, mas presumo que tenha sido qualquer coisa muito parecida com o que se está a passar agora no Esplanar. E se nessa altura se gritou "milagre" -reza e compra, reza e compra, reza e compra- hoje com esta estranhíssima história no Esplanar só me pergunto se, em vez da Nossa Senhora, não terá aparecido um empregado de mesa com uns caracóis à caixodré e um bigode à Terceiro Anel a olhar de soslaio -um soslaio fulminante entenda-se- a obrigar o pessoal a desamparar a loja, neste caso, a esplanada, vencido pelo desconforto de um ar censor, pela falta de consumo de uns gajos porreiros que só queriam esplanar...

Manuel Castro

Os meus últimos três dias

Não vou falar dos meus últimos três dias, especialmente deste último porque senão alguém me internava num hospital! Foram, depois de uma bela surfada, dias muito complicados, hoje ainda promete mais, e o que me irrita mais é que não se passou nada de especial excepto uma emergência familiar que me pôs num hospital umas quantas horas, o resto, o que me chateou mais... coisas do dia a dia, rotinas... hoje cinco e meia da tarde, o dia ainda não acabou... infelizmente! Vou fazer uma das coisas que me liberta mais o stress, jogar uns jogos de PC, conquistar mundos, assassinar pessoas, ser violento para além do que é razoável, brincar aos romanos, bizantinos e americanos... talvez me contratem para assassino profissional e eu mate o último mecânico que me atendeu! Mas eu volto, em que estado? Não sei... mas eu volto!

Miguel Bordalo

quinta-feira, abril 07, 2005

1 ano

De Pastelinho.


quarta-feira, abril 06, 2005

O dia em que o mar cantou

Esta é a vida mais estranha que eu já vi, Jim Morrison

Um momento sublime numa tarde simpática, sem vento, em que cheirava a Ericeira. A mar e a iodo. O pouco vento trazia e levava sabores de peixe assado na brasa, tudo estava bem, tranquilo e confortável como poucas, mas verdadeiramente saborosas, vezes.
E ouço um grito.
Um barco de pesca junto à costa e uma estranha agitação à sua volta. Golfinhos. Nunca os tinha visto ali. Aos anos que eles não aparecem por ali, dizem-me.
E tudo pára.
O mundo. Toda a gente. Eu. Ali e naquele momento tudo parecia estar bem, com aquela estranha lufada aquática a deliciar não só os olhos mas a imaginação.
A imaginação e o sonho de que, às vezes, o Mundo, este confuso, revoltado e conflituoso Mundo, pode mesmo ser um lugar absolutamente fabuloso, com encaixes de perfeição surpreendentes e a vida uma pequena grande delícia que deve mesmo ser aproveitada ao máximo.

Manuel Castro

Dúvida fora de horas

O que se passa no Esplanar? Eu não sei.

Manuel Castro


PS: Este post não é assim tão vazio se o cantarem como a música dos Kussundulola. Passa de vazio a patético.

No mundo do futebol...

Não, não vou falar do campeonato português, nesse quase não falo, só apoio! Este notícia no público vem dizer que a FIFA teve de pagar uma indemnização à Puma porque o organismo máximo de futebol proibiu o uso por parte dos Camarões das camisolas da marca. Razão? Bem, era impossível os adversários puxarem a camisolas aos Camarões! Pois é, felizmente que as leis, em alguns países não são feitas por responsáveis do futebol mundial, poderiam passar-se coisas do género - proibimos essa fechadura nos carros porque é impossível de arrombar; - proibimos essa medida de segurança na alfândega porque é impossível transgredir; - proibimos esse colete à prova de balas porque é impeditivo de matar alguém; - proibimos o controle individual das velocidades porque senão os carros não podem transgredir os limites de velocidade; - proibimos essa caixa multibanco que é impossível de roubar. E etc... e tal por aí fora, para manter as coisas na corda bamba para sabermos realmente quem eram os maus!

Miguel Bordalo

Ps: sinceramente acho que há por aí muita lei, que vista pelos responsáveis máximos do futebol mundial, suscitariam um interesse redobrado para que os que as fazem integrassem rapidamente os seus quadros.

Já faltava

Fica aqui o sítio onde Pedro Adão e Silva publica os seus artigos, na capital na quarta e no diário económico na quinta. Era o espaço que faltava irá imediatamente para os links, infelizmente vai substituir um link que me vai custar tirar, que é ali o blogue do Henrique Chaves (País Relativo).

Miguel Bordalo

Léxico e não léxico da minha existência em 2005: A monotonia a interesse nacional.

IN

"Benfica" – várias vezes por dia, todos os dias, de hora a hora

"Putativa" – Depois do FC Porto- Benfica, uma ou talvez duas vezes (ou três)

"Surf" – ver "Benfica"

"Merda" – Sempre que ligo para o serviço de apoio ao cliente da Sapo, ou PT (várias vezes, ver secção "queixas à Deco" ou " aldrabões").
Muito em voga também quando volto à superfície depois do tradicional momento “máquina de lavar” quando me distraio no mar e levo com um sete na cabeça (se houve folêgo, senão limito-me a aproveitar o momento, não é todos os dias que andamos à roda debaixo de água depois de levar com alguns quilos de massa de àgua na cabeça).

"IRS" – Alguns suores de vezes este mês

"Sô Zé"– Depois de me falar da sua transferência milionária no campeonato canadiano nos idos anos 70 ganhei-lhe um novo respeito e até me esqueci que ele era daqueles tipos que ia às conferências de imprensa do Benfica no tempo do Vale e Azevedo e que passava a vida a dizer mal do Benfica até voltarmos a ter boas hipóteses de ser campeões.
Metade da população masculina da Ericeira tem este nome também. Muito utilizado portanto por um tipo que se preze, portanto, a dar-se bem com toda a gente.

OUT

"Putativo"– Zero vezes

"Internet" – Seja bem aparecida, finalmente.

"Pastelinho" – Só de feijão e a muito a custo. Mas tem sido muito bem tratado pelo chef Miguel

"Filmes"– Só de surf, estou um analfabeto.

"Dinheiro" – Nem vê-lo quanto mais dizê-lo

"Segurança Social" – Hã?

"Meu Deus" – Nunca na vida, não seria agora.

"Ericeira" – Agora uso mais a palavra "Lisboa"

In o diário de uma vida que está a mudar finalmente após um começo de ano asqueroso.

Manuel Castro

segunda-feira, abril 04, 2005

A voz do Algarve

O Pastelinho nasceu, há quase um ano, de um modo tão natural quanto inevitável a quem partilha não só uma amizade fraterna como também uma necessidade gritante de colocar o mundo em que vivemos em permanente equação, de um modo inconformado e inconformista, pensante e pensativo.
Esse modo de querer pensar, querer discutir e querer partilhar deste modo tão febril está umbilicalmente ligado a uma educação diferente e especial, como a que tivemos no Externato Fernão Mendes Pinto que foi o motor de arranque deste blogue, com o orgulho que hoje, como hà um ano, não conseguimos disfarçar.
Mantendo sempre esse farol, esse ponto de referência, temos vindo progressivamente, por opção própria, a abrir mais este blogue, a afastar um pouco essa ideia dos "gajos do fernão", que, continuando omnipresente, não é, desde há largos meses (só) o que queremos para este blogue.
Fica a referência, sempre.
Hoje (será só hoje?), o Pastelinho regionaliza-se.
Quase um ano depois, anunciamos a chegada de mais um elemento ao nosso blogue, o primeiro não-fernão a fazer parte deste grupo, o Pedro Branco, do Água em Pó.
Sobre o Pedro e as razões da sua entrada no Pastelinho (e para quem não conhece o seu blogue), acho que o melhor mesmo é esperarem para ver.
No mínimo vai haver aqui porrada sobre música (certamente, Miguel vs Pedro), será vendida a ideia que Portimão é a terra mais bonita do mundo e deveria ser a capital do Algarve (e provavelmente o Algarve deveria ser independente e depois, talvez, devesse anexar Portugal, o que faria de Portimão a nossa capital) e serão publicados grandes pensamentos branquistas (imperdíveis, digo-vos, os pensamentos do Grande Líder Branquista).
E claro, ter um gajo que perceba de carros vai-nos aumentar as visitas (público alvo: malta que passa a vida em cafés suburbanos e/ou tipos do tunning). Para além disso, o benfiquismo deste blogue é reforçado, o que é sempre positivo.
Bem-vindo camarada Pedro.

Manuel Castro

De Itália

Recebi este email do meu grande amigo Rob, de Lodi, Lisboa e do Mundo, e achei por bem partilhá-lo convosco.

Care amiche, cari amici
...la mattina del 25 aprile 1974 su Lisbona e tutto il Portogallo tirava unvento frescouna brezza leggera ma intensa che batteva sui visi e muoveva le coseveniva dall'oceano atlantico e portava alle orecchie della vecchia europa e delmondo le note di una canzone che sapeva di rivoluzione e libertàquesta canzone si chiama Grandola Villa Morena ed è stata scritta da ZecaAfonso, un uomo libero ed un poeta dei nostri giornii suoi versi hanno accompagnato i miei giorni portoghesi e quasi un anno fa hodeciso di scriverli sulla prima pagina della mia tesi di laureave li lascio...forse qualcuno non capirà e si chiederà cosa possano centrare con le ElezioniComunali di Lodi o con la mia candidatura a consigliere comunale...forse ha ragione, forse come sempre mi sono fatto prendere troppo dalla poesiaforse no e forse con qualcuno si partirà proprio da qui per costruire qualcosadi nuovo o riprendere quello che si è cominciato in Consiglio di Zona cinqueanni fa...e così, dopo averci pensato tantoe aver scelto in un attimocredo che davvero esprimano quello che vorrei fosse il mio quartiere, la miacittà, il paese in cui vivo adesso o un giorno vivrò...

em cada esquina un amigo, em cada rosto igualdade
in ogni angolo un amico, in ogni faccia uguaglianza (Zeca Afonso)

un abbraccio, Roberto Bigatti


Manuel Castro

Eu sou a minoria!

Eu sou o senhor 2% na sondagem que agora mesmo começou no público. De que continente deveria sair o próximo Papa, eu que queria ver como estava o resultado e ao carregar no ver via apenas a antiga sondagem votei, e votei na Oceânia, e posso dizer que o meu voto na CDU que aumentou a percentagem nas últimas eleições não me deixou portanto num grupo tão restrito como este, é que eu sou o único votante no continente do outro lado do mundo! Voto único!
E porque é que eu quis saber o resultado, é que Nuno Rogeiro esse baluarte do jornalismo sério, competente e acima de tudo imputável! Veio comentar a morte do Papa na Sic notícias, que continua muito bem acompanhada... E depois de umas declarações muito infelizes, saio-se com esta, que deve ser o pensamento de muitos e sabe-se lá se não se tornará uma realidade. “Era bom que esta tradição do Papa ser europeu acabasse, e que o Papa pudesse sair de um país corrompido, de escravatura, ou seja da África ou da China!” O Nuno Rogeiro é o maior!
Eu não sou católico por isso sou desinteressado nesta matéria toda, a verdade é que já meti o bedelho ao barulho, espero que a minha influencia não seja muita...

Miguel Bordalo

Que grande jogo!

Hoje a minha namorada às cinco e trinta (5.30) disse-me, “bora ver o glorioso!” disse-me ela com estas palavras exactamente que Deus me coma os olhos se não foi assim. E eu inspirado, porque o dia até nem me estava a correr muito bem, disse: “vamos sim senhor”! Pegamos em nós e fomos da Caparica directos ao estádio da Luz arranjar dois bilhetes!... Os lugares eram muito suspeitos... mas ainda assim fomos... e que grande jogo! Que GRANDE jogo! Os adeptos tiveram bem, o único elo mais fraco da noite foi a defesa, !mas não faz mal! já passou, acertamos para o próximo jogo que vai ser muitíssimo importante...



Isto é que foi sofrer até ao fim, o Mantorras lá conseguiu o toque final que parecia quase impossível de acontecer apesar de estar sempre lá perto. Grande noite e novamente o meu obrigado ao Trapattoni que infelizmente é aquele treinador defensivo que conhecemos e que até defende com quatro pontas de lança lá à frente!

Miguel Bordalo

domingo, abril 03, 2005

Ai, ai



O que eu sofri...

Miguel Bordalo

O despertar para a arte

Lembro-me claramente do dia em que despertei para a arte, em que reparei que de uma maneira tão racional, calculada e técnica se conseguem reconstruir momentos, sentimentos, experiências, sensações que até podemos nunca ter passado por elas, mas vivemo-las tão intensamente na mesma...Foi no dia em que na segunda classe ou coisa parecida, acabei de ler o conto de Miguel Torga chamado “Nero”, no livro de contos “bichos”. Na altura a minha deslexia era muito maior que hoje, e a minha dificuldade em ler era enorme, mas o treino era a melhor maneira de a resolver, então lia em voz alta o conto para a sala, que me ouvia atentamente. De súbito, sem que nunca antes me acontecesse, sem saber porquê comecei a chorar, com um livro? A única vez que tinha chorado de emoção tinha sido ao ver o “Bambi” provavelmente, agora ao ler um livro? Atrapalhado comecei a ser ligeiramente gozado por alguns colegas, outros não lhes via a cara, provavelmente pela mesma razão que eu estava ali a fazer aquela figura... Foi portanto Miguel Torga que me abriu as portas à emoção através da arte, de um texto que nunca esquecerei, que releio frequentemente. Fica aqui o final, (como um mau crítico) que passou no texto de introdução deste blogue nos últimos tempos:
"E à noite, quando o luar dava em cheio na telha vã da casa, e os montes de S. Domingos, lá longe, pareciam ter já saudade das suas patas seguras e delicadas, quando o cheiro da última perdiz se esvaíu dentro de si, quando o galo cantou a anunciar a manhã que vinha perto, quando a imagem do filho se lhe varreu do juízo, fechou duma vez os olhos e morreu." Miguel Torga, Bichos, Nero

Miguel Bordalo

sábado, abril 02, 2005

A morte do Papa

É neste momento a primeira vez que assisto a uma morte de um Papa. Morreu, deu-se a hora do descanso àquele corpo sofredor e resistente, apesar de tudo.

Miguel Bordalo

João Paulo

Actualizações:

9.30: Neste momento João Paulo II está a dormir.
10.00: O Papa continua a dormir.
10.30: A sua Santidade acordou brevemente para lhe mudarem a posição, ele disse algo imperceptível sobre o quanto gostava que a juventude o rodeasse e rezasse por ele.
11.00: João Paulo continua a dormir.
11.05: João Paulo entrou em coma. O seu estado é agora irreversível! Todos rezam incessantemente pela saúde do Papa.
11.15: O Papa afinal está só a dormir.
12.30: Karol Wajtyla está em muito mau estado.
13.00: Reza-se uma missa por João Paulo II, que continua a dormir e a perder a consciência, dorme e perde a consciência, ora dorme ora perde a consciência.
13.30: Cardeal Ratzinger diz que o Papa sabe que vai morrer.
14.00: João Paulo que começou a perder a consciência durante a madrugada disse, “eu estou preparado, estejam vocês também”. É incrível como sai do estado de coma para dizer coisas tão absolutamente lúcidas!
14.30: O Papa está a dormir, com a sua saúde em estado irreversível.
15.00: A praça de São Pedro está cheia novamente com fiéis e peregrinos a rezarem para que João Paulo recupere rapidamente.
15.30: O Vaticano desmente que João Paulo esteja em coma, está apenas a dormir.
Mais actualizações em qualquer meio de comunicação social perto de si.

Miguel Bordalo

O dia da verdade

Se o dia 1 de abril é o dia da mentira, o dia 2 é o dia da verdade, quando repomos a realidade à percepção, quando desmentimos as nossas falsas declarações, que ou mal intencionadas ou por uma questão de tradição foram feitas no dia anterior. É portanto hoje o dia perfeito para confessarem o que tiverem de confessar, aguentaram uma mentira até ao dia 1 de abril, a partir daí é a revelação, a liberdade a todos os níveis, a última sentença, o axioma definitivo, o veritas! Portanto não deixem passar de hoje, não deixem passar esta oportunidade que vem uma vez por ano, o dia 2 de abril.
Para dizer a verdade o dia 1 de abril é sempre uma frustração para mim, nunca me apercebo que realmente é o dia 1 de abril sem ser no próprio dia bem tarde! O que frustra qualquer mentira à pressão que eu faça para não ficar atrás. Ainda assim ontem menti-vos, foi uma peta, confesso, o personagem do Big Lebowski não era aquela, porque eu depois repeti o teste e calharam-me duas personagens. (A minha mãe diz que eu sou sinistro!)

According to the "Which Big Lebowski character are you?" quiz:




Why don't you check it out? Or we cut of your Johnson!



According to the "Which Big Lebowski character are you?" quiz:




Why don't you check it out? Or we cut of your Johnson!



Miguel Bordalo

A insana guerra pela sobrevivência mediática

- O Papa era um homem muito importante na cadeia de comando da...- Interrompemos esta emissão para dizer que o Papa morreu. O Papa morreu, diz Sky Itália, que garante que Karol Wojtyla foi ter com Deus. – (musiquinha trágica, começam a falar sobre a biografia do homem...) – Interrompemos a emissão para dizer que o Vaticano veio a público desmentir a notícia da morte do papa. – Pois é realmente nunca se viu nada assim no Vaticano, hoje o médico pessoal do Papa veio falar emocionado com os jornalistas... O Papa era um homem resistente que estava à beira do final, mas que pelos vistos ainda resistia, desculpem resiste? – Temos de interromper, parece que há notícias novas?... – (Música trágica novamente) – Papa João Paulo II acabou de falecer, a linha da máquina que acompanha o seu ritmo cardíaco ficou lisa, notícia da CNN... – Pois já se estava à espera o falecimento deste homem, o responsável singular pela queda do muro de Berlin! – Um momento, o Vaticano veio negar que sequer exista uma máquina de acompanhamento cardíaco nos aposentos onde se encontra Karol Wojtyla, ou seja a sua santidade ainda não está morta. – Pois repare-se que sendo ele um dos homens, entre três ou quatro responsáveis pela queda do muro de Berlin, foi sem dúvida um dos grandes participantes na queda do comunismo pelo mundo fora – Não ele foi o único responsável pela queda do comunismo e pela liberdade que agora todo o mundo pode usufruir. – Notícia de última hora o estado clínico do Papa é incerto, muitos pensam que já abandonou o seu lugar na terra e encontra-se agora na primeira reunião com o seu criador... – Notícia de última hora! O PAPA ESTÁ VIVO!

Todos estas frases, com pequenas alterações que a memória me faz alterar, foram ditas esta tarde passada, todas!

Miguel Bordalo

sexta-feira, abril 01, 2005

O grande teste

Ontem o BdE revelou o melhor teste de sempre, que personagem do Big Lebowski és tu? O filme de culto tem uns personagens bem engraçados, esta é a vossa oportunidade de se sentirem mais ligados ao filme. Se ainda não o viram... epá... a sério... não... epá... pronto... vão ver... JÁ!

According to the "Which Big Lebowski character are you?" quiz:




Why don't you check it out? Or we cut of your Johnson!



Como vêm pelo resultado, tem tudo a ver! :)

Miguel Bordalo

Sexo tântrico jornalístico

É verdade hoje cheguei a casa bem tarde e todos os canais falavam incessantemente de João Paulo segundo, a Sic notícias apresentava biografias, e todos os canais falavam da personalidade no pretérito. Pensei, como tinha dito à uns minutos atrás em casa de um amigo meu, que o Papa estava a horas da sua morte. Enganei-me a sua saúde tinha-se apenas agravado.

Nesta história das mortes de personalidades públicas de uma certa idade podem ter como certo uma biografia pós-mortem em todas as redacções. Então quando se está doente é certo e sabido que na noite da sua morte temos documentários bem feitos, com todas as montagens e pequenos truques editoriais lançados umas poucas horas depois do infeliz acontecimento, é uma espécie de um orgasmo jornalístico muito bem planeado. Todos aqueles amigos e não amigos a falarem do infeliz, chocados com o desaparecimento brusco, ainda que por vezes esperado, (mas uma morte tem sempre o ónus surpresa) toda aquela gente em pose de estúdio, nas melhores roupas... Por vezes é tão evidente que é feito antes do acontecimento que dá para reparar no desconforto. O jornalista esse, qual advogado do diabo moral, está apenas a fazer o seu trabalho, e necessita estar preparado para qualquer eventualidade.

Com o Papa hoje assisti a uma ejaculação prematura dos média, é certo que o esforço tem sido titânico já que o homem é resistente como tudo, visto as condições porque tem passado. A espera é já tão grande, as actualizações da biografia já tão frequentes, que hoje ao saberem do agravamento definitivo do homem não sustiveram aquela vontade monstruosa de mostrar trabalho, e largaram tudo, foi uma jorrada de informações, um alívio. Foi um fartote tão grande que durante uns quinze minutos pensei mesmo que tivesse morrido.

Ainda assim parece que as preces finais já foram lidas ao chefe da igreja católica, tudo espera pelo desfecho. E pelo meu sentido da vida, ou seja sem lhe desejar mal nenhum, espero que ele dê uma lição a estes jornalistas punheteiros e se mantenha vivo, (nas melhores condições possíveis), mais uns dias. Se ainda assim o seu corpo não aguentar os abusos que a mãe natureza teve a infelicidade de lhe infligir, paz á sua alma que era o que diria por mim.

Miguel Bordalo
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