quarta-feira, junho 29, 2005

Mestres






Pedro Branco

Amanhã é o último dia do resto da minha vida



É sempre assim, quando no horizonte das previsões do surf, encontro um oásis, amanhã de manhã com pouco vento e o mínimo de sweel, vou desesperadamente tentar encontrar um pico em que possa corrigir erros recentemente adquiridos.



Estou aqui sentado no meu computador, não ponho os pés na água desde sábado e parece-me demais! Quando fico demasiado tempo sem me molhar em ondas que muitas vezes claramente me querem fazer mal, fico mal disposto, mas quando as expectativas me dizem que ficarei sem fazer um drop por mais pequeno que seja durante o mesmo tempo, fico aflito, quase em estado de desespero.



Fora da água devia sentir-me seco e duro, mas muito pelo contrário, fora de água sinto-me gorduroso e mole! Preciso do sol, ou das nuvens, preciso do sal, das irritações e dos olhos a arder. É um estado de vicio tão simples quanto estalar os dedos, aquele vicio primário que dá uma dor confortável, mas parece por as coisas no sítio. No meu caso especifico é as pernas, estalo as pernas e o pé, dói ligeiramente e depois é um alívio. Levar com uma onda em cima, cair de um drop insano é um despertar para a vida, sei que estou no sitio certo, bato as pernas, bracejo os braços respiro na superfície, e estou preparado para enfrentar um ainda pior, se me apanhar é bom, se eu a apanhar ainda melhor.



Mas pelo menos estou bem…

Miguel Bordalo

Por vezes temos sorte

Há dois blogues que linkaram o pastelinho que eu absolutamente adoro, será demais dizer? Absolutamente adoro? Mas é verdade são realmente muito bons:

Alternação

Hotel Sossego

Miguel Bordalo

- Desculpa lá meu, vive rápido morre cedo, e odeia disco!

No meu penúltimo post, cometi o pecado, de na brincadeira insultar os grandiosos anos oitenta. Depois de muitas queixas e visto até me terem ameaçado de morte gybernética, decidi mudar a minha vida, vou passar a juntar dinheiro para comprar os CD’s mais chatos do mundo, nos quais as músicas são sempre iguais, e normalmente mal tocadas, mas (e atenção) têm alma! E nem falo do “main streem” dos anos oitenta, porque esses com certeza não serei capaz, ou aqueles tipos que deixaram crescer muito o cabelo e cantavam com a voz fininha!
Terei de abandonar os anos 90, onde o pessoal finalmente aprendeu a tocar, a ouvir os mais velhos, como Neil Young e fazer o Grounge, ou os mais ousados ainda que têm muito mais influencias de Beatles do que qualquer outra banda e fizeram o raio do Rock alternativo, e até uma música muito estranha de Bristol que para lá de extremamente original, não tem medo de ter referencias no Jazz, e inventar novos ritmos! Que chagada!
Chega então! Nasci no ano de 1980, tenho de preservar a memória daquele pessoal, que de tanto viver rápido e não ter a coragem de morrer cedo está agora assim!



Mas assim é que é! :D

Miguel Bordalo

Andamos de maneira tal

Este país está condenado à crise. É agora perfeitamente claro para mim, Marx é que sabe, o capitalismo tem na sua essência a necessidade para criar crises cíclicas, é nessas crises que vai ganhar força para se recuperar. Claro que Marx antevê algo pior, que qualquer dia uma destas crises se torne irreversível, e Portugal é o exemplo disso, andamos há trinta anos a bater com a cabeça, e terá chegado a altura onde já não temos nada por onde bater?
Sinceramente o problema é a democracia, ela tornou-se um fim e não um meio. Justifica-se qualquer situação com a democracia, coisas mais graves como invasões de países com a fantástica frase dos mais irredutíveis democratas “Sim, eles são criminosos, mas ao menos foram eleitos pelo povo”, frase aliás que aparece muitas vezes em conversas com pessoas de direita de maneira a justificarem Hitler não ter sido tão mau como Estaline, conversas estúpidas… mas dizia eu, justifica de tal forma a democracia que então nas coisas pequenas já nem pode haver queixas. A promessa, mas principalmente o discurso pode mudar de um momento para o outro, num momento o IVA sufoca a economia, no outro é necessário. Num momento há direitos adquiridos fundamentais, no outro já não. Mas sinceramente a arma da democracia é poderosa demais para desarmar qualquer um, porque os sindicatos, por mais disparates que façam, e não escapam a isso, já não se podem queixar porque começam a ser os únicos confrontados com o próprio discurso, e não é que ele se tenha alterado, é exactamente o contrário, o que se ouve na maioria dos comentadores de hoje em dia é que os sindicados alimentam o mesmo discurso há anos, e isso descredibiliza-os! Ora nem é preciso explicar mais nada, isto é um blogue, não estou a escrever para jornais, concretizar seria provavelmente ter de recorrer ao insulto!

Miguel Bordalo

sábado, junho 25, 2005

Notícias exclusivas Pastelinho!

Diana Krall no seguimento de uma carreira brilhante e profundamente lógica, depois de fazer covers de Jazz e decidir passar para músicas mais mexidas começou por rever Queen, Eagles, Creedence ClearWater Rivival, Abba, The Partridge Family e está agora em processo de decisão se faz o cover de um clássico de Toy “Pimba na caneca, três pimbas faço de ti a minha boneca!” ou se passa directamente no seguimento evolutivo da sua carreira para covers músicas dos Smiths. A expectativa é imensa o Pastelinho espera com ansiedade mais notícias, pois há a possibilidade de Diana Krall que também já fez covers de Elton John vir a fazer um trio, com Elton e Morrisey no lançamento do novo disco da grande diva do Jazz!

Miguel Bordalo

sexta-feira, junho 24, 2005

Um filme impressionante



Ontem fiquei triste, não apenas porque não foi o Tim Burton a fazer o novo Batman, mas porque saiu ontem das salas um dos filmes que mais gostei de ver nos últimos tempos. Uma coisa fantástica, totalmente fora das minhas expectativas. O filme dá pelo nome de “The upside os anger”, com Kevin Costner que faz um filme brilhante de cada cinco em cinco filmes que faz, mas lá que o homem é actor isso é! Joan Allen faz um papelão enorme, e as filhas nem dão muito nas vistas, porque até nem importa.



Esta cena aqui em cima é das minhas preferidas, quando Costner se apercebe que Joan Allen foi abandonada pelo marido, e imediatamente inicia o processo de “integração”!





O filme é fantástico a todos os níveis, com um relacionamento entre os personagens incrível, a observação de uma verdadeira depressão dos subúrbios bem vividos, da mudança bem feitas das personagens, porque neste filme as personagens estão verdadeiramente bem construídas, com coisas para gostar e coisas para detestar. É um conflito bastante irónico, um drama que inevitavelmente nos deixa a sorrir. Gostava muito de o ver novamente… assim, como tenho King Kard, não o vou poder ver, a vocês que não têm, não o percam!

Miguel Bordalo

Para todos os amantes de Jazz

Há autores que todos conhecem no Jazz, e possivelmente isso acontece porque realmente são os melhores, Miles Davis, John Coltrane, Thelonious Monk, Chick Corea, Django Reinhardt, etc, etc e etc… Mas há uns que são menos conhecidos e não menos talentosos Clifford Brown por exemplo que teve uma curta mas brilhante carreira, devido a um acidente de carro.



Mas o que eu queria mesmo é que os leitores do Pastelinho e fãs de Jazz me fizessem um enorme favor. Fossem à Fnac mais próxima, ou onde raio é que vão para comprar os vossos Cd’s de Jazz, e procurassem por Grant Green o CD “Ballads”. É de um virtuosismo impressionante, estou a ouvi-lo assim 10 vezes por dia! Não custa nada apenas 10 euros! Não é muito por cinquenta minutos de música brilhante!



Se já conheciam e tinham, é com certeza um privilégio, se não, não se excluíam disso mesmo, um privilégio!

Miguel Bordalo

Ps: Se o comprarem e não gostarem, podem amaldiçoar-me para o resto da vida! E até, num jantar aí para Setembro, venderem-me o bendito do CD. Que eu logo lhe arranjarei caminho.

quinta-feira, junho 23, 2005

Inquérito

Estou curioso, queria fazer um post mas não sei se devo.
Quem é que aqui vem e gosta de Jazz?

Miguel Bordalo

quarta-feira, junho 22, 2005

O maldito do IVA

Ontem tive o prazer de ir à Fnac para numa compra que me custaria 30 euros, gastasse somente 26, dois CD’s de que gostei bastante. E assim vai a defesa da cultura neste país… e da economia já agora!

Miguel Bordalo

A vergonha

No Porto um projecto chamado Prevenindo Intervindo, que se situa num dos bairros mais problemáticos do Porto vai fechar por falta de verbas. 30 mil euros! Este projecto faz com que as crianças desse bairro fiquem a conviver com professores e tenham apoio psicológico. No fundo faz com que elas fiquem fora das ruas, e comecem a adquirir maus hábitos desde cedo, com “os mais velhos”, como lhes chamavam na reportagem que ouvi na antena 1. Isto até porque o projecto que tentava ocupar e apoiar os mais velhos já fechou há algum tempo. No tempo dos arrastões pensaria eu que ao menos se iria ter o pudor de não deixar este tipo de notícias ter razão de ser, já nem falo do principio da questão, que é essencial que este género de projectos se mantenha vivo e que tenha futuro em muitos mais bairros! E não pelo contrário, acabarem.

Miguel Bordalo

terça-feira, junho 21, 2005

É impossível

Estou aqui desde a hora de almoço a tentar ler um texto. Tenho frequência depois de amanhã, ou exame ou lá como é que o conselho pedagógico tenha escolhido chamar à coisa, aos seus parâmetros e nomenclaturas, (já foi a um conselho pedagógico e falava-se assim, foi a primeira e a última!)
Escrevi um post indignado contra os professores do secundário, quando queria mesmo era ter escrito sobre um optimo filme que está quase a sair do cinema. Prometi a mim mesmo, não mexes mais na internet, fiz uns quantos comentários e prometido é devido, só o rompo agora à hora de jantar… mas foi a tarde toda a comer, foi dos dias que comi mais em toda a minha vida! Bolachas, pão, mais bolachas e mais pão! É porque estava sentado a ler, e de repente aparecia uma mosca, depois uma varejeira e até uma melga. É porque foi acabar de remendar a minha prancha, que estava à uns dias quieta. E depois foi tomar um banhinho para me concentrar! Ponho um disco de Jazz de Stan Getz e tenho de ouvir um ou dois temas com mais atenção, o Jazz não está a funcionar ponho AIR, o “The Virgin Suicides” é maioritariamente instrumental, não têm a ciência do Jazz, e porquê a maldita tendência de puxar para trás, para o “Playground Love”?
E porque raio é que tudo o que leio leva sempre a outras histórias, e a outros temas, a grandes romances, a grandes recordações, e porque é que esta música me faz lembrar a minha namorada e quando nos beijávamos no recreio, tinha eu 17 anos, apaixonado pela primeira e única vez, e lhe contava segredos e descobria quem ela era, e quem eu era. Libertava-me dos meus medos e paranóias, tornava-me calmamente no homem que sou ao lado da mulher que quero… E estou a estudar, e quero estar com ela…
Pronto vou estudar, vou trabalhar? Tenho que fazer qualquer coisa, o raio da minha cabeça pode estar a pensar em cinco coisas ao mesmo tempo e nenhuma delas naquilo que preciso, daí a necessidade de escrever, de revelar sem gaguejar, sem ser interrompido quando ainda não acabei o raciocínio. Não sou definitivamente um tipo muito sociável, muitas vezes tenho preguiça de me explicar, ou de tentar explicar algo a quem à partida não me vai ouvir. Nem me quer ouvir, por mais que até possa ser meu amigo… Raios e o estudo?
Estou a estudar para um disciplina que se chama Estados Nações e Nacionalismo, acho que tudo o que leio não me satisfaz, Otto Bauer parece até fazer sentido muita das vezes, mas por vezes parece alhear-se da realidade entrar para um campo profundamente teórico que não pode explicar nada sobre o nacionalismo, até porque explicar o nacionalismo é como explicar tudo o que é absolutamente aleatório no destino que o mundo moldou para si mesmo. É uma palavra que tem sentido no indivíduo e não pode ter mais do que isso, mas tem, porque é diferente mas é o mesmo, porque é uma questão de cultura, porque a cultura até só por si não vale nada, e é uma questão de língua, mas a língua só por si não vale nada, e é uma questão de herança e de vontade, de orgulho e de traços, que por si só não valem nada! Porque metade dos exemplos podem ser para uns mas já não são para outros… alguém me tire de humanidades! Levem-me para o tempo em que andava a dar beijos à minha namorada no recreio e digam-me, Miguel vai para ciências que é provável que não te confrontes tanto com a tua própria loucura!
Não sei… vou estudar…

Miguel Bordalo

Protesto?

Eu sou pela manifestação! Eu sei, incomoda muita gente que fica horas dentro do carro, muito por incompetência da polícia que muitas vezes fecha as ruas cedo demais, e fecha algumas que não devia fechar. Mas a verdade é que é um verdadeiro protesto, sair à rua com o semelhantes lutar por um objectivo, fazer-se ouvir.
A greve é cobarde, porque a greve não passa muitas vezes de uns dias de férias bem aproveitados, eu sei, há uns quantos puristas que vão para o local de trabalho sem fazer nada, mas isso é raro, e não mostra vontade de “classe” se assim o quiserem.
Com esta greve dos professores então não podia estar mais em desacordo. Primeiro porque as reivindicações são pouco claras, uma pelo que entendo tem a ver com o congelamento da progressão nas carreiras, é uma boa razão para protestar, já a idade da reforma, por mais que isso custe a todos, não há razão para custar menos aos professores. Outras questões como a justificação das faltas e uma maior vigilância à classe nesse aspecto podem estar por trás disto?
Mas o pior nesta situação toda é o nervosismo e o estado de ansiedade que coloca nos alunos, que são no fundo, nesta história toda, a questão central! Se os professores estão preparados para prejudicar os alunos para conseguirem os seus intuitos, então já escolhi o meu lado da barricada, o oposto ao dos professores. É que senão vejam. As novas medidas para a educação que fazem com que os alunos, por exemplo, não tenham segunda chamada, sem que com isso, a dimensão da matéria e a dificuldade dos exames diminua, é uma situação muito grave para eles, isso por si só levaria com que eu me juntasse a qualquer protesto contra a tutela da educação. Assim sendo, os professores estão apenas a ajudar para que os alunos fiquem numa expectativa de uma segunda chamada que não vai chegar a existir, tornando ainda mais difícil a vida daqueles que era suposto estarem a ajudar.

Miguel Bordalo

segunda-feira, junho 20, 2005

3 meses

O governo fez três meses, algumas broncas já vieram a público, alguns vícios governativos continuam, e o pior de tudo, quando Francisco Vanzeler se mostra contente com um governo nunca é bom sinal. Porque deste personagem já ouvi bem de todos os governos e mal de todos também!
A primeira grande bronca devo-vos dizer não lhe ligo muito, tem a ver com as reformas do ministro das finanças, e não ligo muito à reforma do ministro, porque o resto é que está errado. Isto vem na sequência de uma operação contabilistica mais demagoga do que propriamente efectiva, que é o corte nas reformas da classe política em Portugal, eu sou dos que defendo até mesmo em tempos de crise que os administradores de um país devem ser extremamente bem pagos e muito bem protegidos, o problema da degradação da classe política não tem a ver com o pagamento dos nossos políticos mas com a forma cada vez mais deficiente de como a vigilância destes políticos é feita, e por vezes poupar em certas áreas pode vir a revelar-se muito mais prejudicial do que benéfico. É que não tarda não temos gente competente interessada em participar na vida política nacional, teremos isso sim mais corrupção e nomeações estranhas.
Por falar em nomeações esse é mesmo o vicio pernicioso que continua vigente neste governo, com nomeações absolutamente catastróficas! Sendo o caso Galp exemplo disso.
Ainda assim, não sei se por um passado recente muito traumatizante, sinto que este governo ainda se vai mexendo. E apesar das manifestações e greves, que por mais que incomodem têm e devem ir para a frente. O grande erro político deste governo continua a ser o aumento do IVA porque vai sufocar a economia, serve apenas parar remendar e mal, a questão do déficit a curto prazo. De resto estaremos aqui para ver.

Miguel Bordalo

domingo, junho 19, 2005

MONTEIRO!!!




AH! Que grande bodega de corrida que eu vi hoje! O único saldo positivo foi mesmo o 3º lugar de Monteiro, e quem sabe o retorno de Schumacher à possibilidade de disputar o campeonato, se as alterações para o próximo grande prémio resultarem em alguma coisa. Porque os profetas da desgraça podem vir a dizer o que quiserem, mas exceptuando esta última corrida, o campeonato até tem sido interessante de acompanhar, e quanto mais estiverem para o disputar melhor.

Os dois pontos realmente negativos foram a Michelin por clara incompetência, os carros que ficaram não tiveram culpa absolutamente nenhuma, Monteiro fez o que pode e muito bem! O fabricante de pneus que anda o ano todo a fazer pneus para serem guiados no limite, veja-se o que aconteceu a Raikkonen uns grande prémios atrás, armou-se em amador e não trouxe o tipo de pneus acertado!
O segundo ponto altamente negativo é a FIA e os homens que inventam as regras na formula 1. A mim nem me incomoda que não se construa chicane, nem que se abra um precedente grave de mudar os pneus um dia antes da corrida. A mim impressionam-me onde chegaram os regulamentos da F1, que pretende segurança e espectáculo, e impõe uma regra completamente indecente que faz com que não se possam mudar os pneus a não ser em casos excepcionais, não só é uma regra que promove insegurança, como retira espectáculo à modalidade. As regras anti-schumacher já não têm razão de ser, aliás a Mclaren e a Renault provaram claramente que o que era necessário não era alteração de regras para dificultar a vitória aos melhores, era necessário isso sim, que as equipes se equilibrassem. Já esta pontuação é um disparate tão grande que não promove a vitória e o risco, mas sim o calculismo e a fiabilidade.

Portanto parabéns ao Tiago Monteiro, ainda bem que os incompetentes de que falei possibilitaram uma coisas destas.

Miguel Bordalo

Histórias simples

Que fazem com que o meu ídolo no surf se reforce nesta posição.



Se todos os surfistas fossem assim... não só veríamos surf incrível, como andaríamos todos muito mais à vontade nas praias.

Miguel Bordalo

sábado, junho 18, 2005

Manifestação de extrema direita…

Hoje no Martim Moniz juntou-se um grupo de gente orgulhosa em ser branca, contra os pretos que roubam e pilham, malditos que enchem as nossas cadeias! E não deixem de se impressionar pelo aspecto rude, mal falar e percentagens atiradas ao ar, a ignorância não fala mais alto aqui! Não…

Como eu desprezo esta gente, mas também devo dizer, que a esquerda não está a prestar um bom serviço neste caso, nem a direita de qualquer maneira. Há um problema a resolver, tem havido em certas áreas neste país criminalidade que na esmagadora maioria dos casos passa incólume, seja no comboio, na carris, na rua ou nas praias, é um problema impossível de se lhe virar as costas, até porque há gente a sofrer, gente com medo, gente desprotegida, não é possível a esquerda no nosso país acusar seja quem for de alarmismo, exagero, tentar evitar a questão. É necessário intervir com força e prontidão.
Primeiro, esta história dos bairros sociais divididos por etnias, que parece não haver em Portugal, há! Pior é que este tipo de situação forma forças de bloqueio a uma integração mais saudável e eficaz.
Segundo, é impossível deixar um monte de jovens sem nada para fazer, e esperar que nada aconteça, principalmente nas condições em que as suas famílias vivem.
Terceiro, o desemprego e a exclusão social dão sempre problemas, nos meus anos de vida em Lisboa fui assaltado 12 vezes em vários pontos da cidade, posso-vos garantir que foram mais brancos que pretos que me assaltaram, nunca me assaltaram ciganos, asiáticos ou outras etnias. Nunca me assaltaram pessoas com bom aspecto, de quem está bem na vida, aliás o assalto é um acto violento demais para passar por um capricho ou um fetish cleptomaníaco. Também não digo que estes assaltos sejam sempre feitos por necessidade, o arrastão em Carcavelos é claramente exemplo disso.
A verdade é que hoje mostrou-se o outro lado do fenómeno, o lado da ignorância a desfilar pela baixa contra o lado violento e urbano de Carcavelos. Se eu passasse por um acesso de ignorância diria para eles todos se juntarem num espaço fechado e resolvessem os problemas à maneira deles. Não sendo assim acho que é altura para este governo se começar a mexer que estes problemas passam sempre pela educação, pelo ensino…

Miguel Bordalo

sexta-feira, junho 17, 2005

Atenção

Só para dizer que o Pastelinho ainda está muito vivo, não tenho andado com muito tempo para escrever, mas retomarei o mais rapidamente possivel, até já.

Miguel Bordalo

terça-feira, junho 14, 2005

Até Sempre

Eu não consigo imaginar Portugal antes do 25 de Abril. E dentro do Portugal antes do 25 de Abril, não consigo imaginar os portugais antes do 25 de Abril.
Um Portugal que atravessa duas grandes guerras mundiais, uma guerra colonial, uma guerra civil sangrenta em Espanha, o nazismo, o fascismo, o salazarismo, um Portugal mergulhado no escuro, subjugado e violado pela arbitrariedade dos vampiros, através da censura, da perseguição, da morte, da tortura, do amordaçamento de toda e qualquer ideia.
Sei que era este era um país muito pobre. Tristemente pobre.
Imagino um país feito de vultos negros a passearem-se no lusco fusco, iluminados por frágeis luzes de esperança, sempre reprimida e oprimida.
Um país sem comida no prato, forçado a comer as suas ideias e os seus ideias.
Um país fraco. Um país de velhacos. Um país de segredos porcos. Um país conservador. Um país burro. Um país atrasado mental, cultural e social.

Há muita gente que não se importava de continuar a ter o mesmo país. Lembram-no com saudade, exaltam-no.
A bajulação e o nome valia-lhes a sobrevivência. O ciclo vampiresco garantia-lhes a comida no prato.
A ignorância era, foi e sempre será a sua melhor arma. O povo foi burro, o povo é burro, o povo é para manter burro.
Hoje não se veda o acesso à cultura, à sabedoria, à informação. Tornam-se-os maus. Deformam-se-os. Deterioram-se-os até à mentira. Mantêm-se o povo ocupado. O povo diverte-se. O povo ri-se. O povo é burro.

Sobre a morte do Álvaro, já demasiada barbaridade se disse e escreveu. Falar, opiniar, pensar. Coisas modernas, essas da democracia.
Nem me vou atrever a comentar o que já ouvi e li. Mete-me nojo, é só isso. Mete-me nojo ver pessoas pequenas a porem-se em bicos de pés para falar do que não sabem. A ignorância chega a ser pornográfica.
É a democracia. Os burros falam e respondem ao seu próprio eco com deleite. E fazem-no porque houve quem ousou pela sua liberdade. Tristes almas.
Tenho raiva. Muita raiva. De pessoas que nem uma unha do pé dariam por uma causa, por um ideal, quanto mais por um país. Muito menos fazê-lo durante toda a vida.
São sanguessugas, meros sanguessugas.
Não os imagino a ser torturados, agredidos, perseguidos, punidos.
Muito menos, perante isso, a cairem de pé. Imagino-os aos gritos a fugir. A pedir clemência. A denunciar o melhor amigo.
Continuamos a ser um país pobre, um país de tristes cobardolas.
Causas? Ideias?
Não há melhor causa e maior ideal do que sonhar em viver num país livre e lutar por isso incondicionalmente. Dar a vida por isso. Entregar a vida por isso.
Alguém sabe o que é isso?

Morreu ontem Álvaro Cunhal. Ele sabia. Num país sombrio, ele ousou lutar. E lutou de pé. Sempre.
Eu por vezes dou-me por mim a pensar em coisas altamente improváveis. Uma delas era o Álvaro morrer. Não faz sentido que os heróis morram. Os heróis, também é certo, não são perfeitos. Ele não quis ser herói. Nem perfeito.

Ontem foi dos dias mais tristes da minha vida.
Tive a felicidade, a honra e o privilégio de conhecer Álvaro Cunhal. A última vez que o vi, foi numa consulta de oftalmologia não à muitos anos. Mais velho, mais cansado, mas sempre com um sorriso fraterno, de avô.
Eu ficava sempre embasbacado a olhar para ele e ele tinha sempre, mas sempre, qualquer coisa simpática para dizer.

Compreendo que não seja uma personagem simpática para muita gente, porque sei, e vou voltar ao começo, que vivemos num demasiado ignorante e mal-agradecido. Há coisas que nem tão cedo vão mudar.
E para além de um país que o adora, não tenham a mínima duvida que o há, há outro que o detesta. Sob a sua figura gerou-se um mito, o expoente máximo do comunista mau, colocando-o ao lado de ditadores, uma figura de estilo inventada pela direita retrograda e saudosista e alimentada, também e é preciso não esquecer, pelo soarismo histérico a um dado momento da nossa História.
Dizer isto de um homem que passou a sua vida a lutar por um país melhor, não só com ideias, como muitos, mas com o corpo e com a alma, o que é absolutamente heróico, é de uma desonestidade gritante.
Dizer isto de um homem que esteve anos e anos sujeito às maiores privações possíveis, juntamente com outros homens e mulheres, não é digno de ninguém.
Eu não quero discutir aqui História Contemporânea portuguesa, porque, infelizmente, muitos sobre ela falam, mas poucos a realmente conhecem.
A História é feita de factos e de acontecimentos e sonegá-la é dos maiores crimes possíveis. É o que se anda a fazer por estes dias, à sombra da "frieza que se impõe", como todo o mau comentador gosta de dizer antes de encher a boca de disparates e os ouvidos das pessoas com mentiras.

Morreu um dos maiores portugueses de todos os tempos e das figuras mais marcantes do século XX português, porque o atravessou com uma dignidade e uma coragem impressionantes e o marcou, definitivamente, com suor, sangue e lágrimas, com o contributo decisivo para a luta e conquista da liberdade, tão só a melhor criação do Portugal contemporâneo.
Um homem de luta, de coragem, de ideais, de valores, de princípios. Um homem brilhante, criador, pensador, sonhador, escritor, pintor.
Pai, avô, amigo, camarada, companheiro.

Obrigado Álvaro. Até Sempre.


Manuel Castro

E assim se vai rescrevendo a história

Sabem, hoje, ainda um pouco em baixo, planeava escrever aqui coisas suaves, falar do novo treinador do Benfica, falar de uma notícia ligeira que li há uns tempos no Público. Mas este dia é a verdadeira ressaca da morte de Álvaro Cunhal, e as coisas que tenho ouvido e lido. Aprendi que Cunhal foi !responsável! por ir contra a queda do muro de Berlin, seja lá o que isso for, descobri que foi !responsável!, e esta faz um pouco de confusão, pela maneira como não gostou que o regime soviético tivesse caído, que neste momento é um homem que está a ser julgado e apreciado pelo que acreditou até ao fim. Aprendi que ele ia causando uma guerra civil, que perdeu um debate com um moderador imparcial e com dados absolutamente credíveis. Aprendi que este país só não foi para uma guerra civil, porque os homens que já tinham preparado a guerra, os mesmo que não quiseram eleições mais cedo, assim o impediram, Cunhal nada teve a ver com o assunto. É triste este rescrever da história, com uma facilidade imensa para uma mentira fácil e demasiado obvia para se contestar, devo dizer que foi ao ler um blogue que até costumo ler muito, que me deu para escrever este texto, no Afixe o Monty escreve um texto de despedida rancoroso, (não terá sido o pior, mas não estava à espera), quase com pena que Cunhal não tenha sido o assassino que se espera que um comunista seja, refere-se ao debate, ganho por Soares? como um passo tão determinante como uma guerra civil. Porque realmente não houve mais nada. O PCP português com todos os seus defeitos e idolatrações de assassinos, nunca deu desculpas para se disparar um tiro. Ainda assim ninguém pode dizer que Cunhal era um passifista, porque na história bem escrita lá que conspirou é certo que conspirou! Porque os comunistas são todos assassinos por natureza, está-lhes no sangue! A história assim o confirma, e continuará a confirmar, com Pachecos, Montys e outros anónimos…

Miguel Bordalo

Órfão

A vida tem destas coisas, nasce das trevas e da luz, de um iluminado de uma crença obscura… Faz-nos nascer perante factos, nascidos e consumados, integrados por um mundo que nos aperta, ainda arrebanhados por instituições açambarcadoras. Mas do que é que eu estou aqui a falar? Um pouco triste um pouco estranho?
Levantar o pescoço e pensar, libertar a mente acreditar em algo melhor, ganhar força para não ceder nunca! Ganhar força para aprender a rigidez dos tempos que virão, que nos vão consumir por inteiro e tornarmo-nos num futuro que desconhecemos só por convicções e por um forte sentido de dever, de algo que está para além de nós próprios. Mas para que é que eu estou aqui a falar de mim? Estou?
Impedido de chegar onde se quer chegar, a tentativa de crescimento, de agarrar aquele objecto que se quer e que é impossível de lá chegar, buscar forças ao corpo, extensões que não se imaginava ter, esticar o braço esticar, entre grades, muros e olhares vigilantes, empurrar as paredes que sustêm as grades imóveis, como se o ferro não se apercebesse que alguém quer que ele ceda, deixar de respirar, tirar todo o ar dos pulmões, esticar o braço, já com a cara entalada entre as barras que marcam a face e parecem de repente empurrar para trás, esticar, todos os músculos do corpo rigos tentam ajudar, esticar, esticar e não chegar àquele pedaço de liberdade àquela promessa de um mundo à espera que alguém o altere. _ Um plano?
São vultos rápidos, escorregando pela penumbra da noite, olhos de gato afiados e perigosos, em aventuras pelas matas e selvas corruptas, que a luta continua, que a mão que passou aquele cigarro, aquela mão poderosa, a promessa daquela mão poderosa erguida bem no alto, em altos voos prometida, em lutas desconfiada, atenta e aguçada. A mão que traça o caminho numa pincelada de avanços e recuos, altos e baixos, oásis e calaboiços, palavras de conforto e até de conspiração. Um cálculo pessoal, a defesa de muitas vidas, o futuro de um pedaço de terra, um quadro pintado sempre à pressa. Será que o dia chega?
Entre ir e vir, de atenção redobrada, o enfraquecimento da besta, o cálculo impessoal, o auspício certeiro, de altos sonhos prometido, corações acelerados e quentes, sem tempo para felicidade, fechar os olhos e apreciar momentos. Cartas despachos, decisões, empenho, trabalho, confronto, luta, ingenuidade, orgulho e responsabilidade. O ideal da razão não é nada comparado com o sangue de alguém que sempre quis resgatar o destino... doloroso demais. O que sobrou?
Lutas, batalhas e guerras no pensamento, na ideia que o gerou, na ideia perfeita que se pode levar para os confins do universo e segurá-la na poderosa mão de tanta promessa despedaçada e demonstrar o seu valor, apenas abrindo-a generosamente…
Um mito, uma lenda, um vulto, um amigo, a pintar um quadro de histórias passadas escondido no seu canto sossegado.

Miguel Bordalo

segunda-feira, junho 13, 2005

1913 -2005

alvaro

Álvaro Cunhal

A morte
Saiu à rua
Num dia assim
Naquele
Lugar sem nome
Pra qualquer fim
Uma
Gota rubra sobre a calçada
Cai
E um rio
De sangue
Dum
Peito aberto
Sai
O vento
Que dá nas canas
Do canavial
E a foice
Duma ceifeira
De Portugal

E o som
Da bigorna
Como
Um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte
O pintor morreu
Teu sangue,
Pintor, reclama
Outra morte
Igual
Só olho
Por olho e
Dente por dente
Vale
À lei assassina
À morte
Que te matou

Teu corpo
Pertence à terra
Que te abraçou
Aqui
Te afirmamos
Dente por dente
Assim
Que um dia
Rirá melhor
Quem rirá
Por fim
Na curva
Da estrada
Há covas
Feitas no chão
E em todas
Florirão rosas
Duma nação

A morte saiu à rua, José Afonso

Manuel Castro

domingo, junho 12, 2005

Um adeus sentido



Um adeus sentido adeus, a um lutador de abril até ao fim dos seus dias!

Miguel Bordalo

Daqueles desafios

O senhor Chico, que ultimamente anda muito mal humorado, lá me desafiou para escrever sobre música, claro que é um pequeno caos na minha secretária, e como estou a escrever isto no fim, apercebo-me que não escrevi metade do que queria… e ainda bem!

Tamanho total dos arquivos no meu computador?

Eu não tenho música no computador, no outro dia passei um disco inteiro de Attica Blues para o meu computador mas foi experiência, eu gosto de abrir os meus discos e tê-los na mão. É a mesma razão pela qual nunca comprarei um livro cibernético, daqueles que vão parar ao computador, pensaria sempre que verdadeiramente não o tinha!

Último disco que comprei:

Elliott Smith X0 - Devo agradecer ao PAS por isso, já que andava à procura do tipo que fazia a música do Bom Rebelde há muito tempo, gosto do ambiente criado quando os dois estão a discutir a capacidade que ela tem em ir para a NBA jogar basket. A música é perfeita para se estar a namorar com a mulher dos nossos sonhos ao lado. Ainda tenho de arranjar um ou outro disco dele para concretizar isso. A mulher já tenho.

Canção que estás a escutar agora:

Acabei de ouvir agora mesmo “pitseleh”, a melhor música deste disco que vos acabo de contar.

5 discos/músicos que ouço frequentemente ou que têm algum significado para mim:

Esta era a pergunta que não me deviam fazer, o tempo que eu vou perder com isto…
Visto a pergunta não estar bem feita, vou abusar. Não vou escolher nenhum autor português porque senão ia ficar estranho… Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Vou só lançar estes dois nomes assim para se apanharem “Cantigas de maio” e “Cantaremos”, mas eu ainda não disse nada! Porque senão tinha de falar de outro… já agora outro ainda Carlos Paredes, mas eu ainda não comecei, não está a contar!

Jazz

Sabem no jazz, ao contrário de outros estilos de música, tem um problema, é muito pouco conceptual, é provavelmente o único estilo de música que não perde com uma colectânea, bem feita como é claro.

Miles Davis – é o homem que me trouxe ao Jazz, não me esqueço do dia, ia eu atrás do carro dos meus pais, a ouvir um programa de Jazz na antena 1, quando começam a falar sobre Miles Davis e a explicar como é que o Jazz e a música tinha evoluído com ele, a sua procura pela Nota, qual poeta à busca da palavra. Não a terá encontrado, como ninguém ainda o fez, mas dá-me um gozo enorme ouvi-lo a tentar. Esteve bem perto no entanto.



Jonh Coltrane – Coltrane é Jazz, é a essência do Jazz, todas as suas facetas e fases são como um cientista a estudar paradigmas, nesse aspecto foi o maior que o Jazz teve. Apesar de haver coisas que fez mais eclécticas, que são muito difíceis de ouvir, são quase feitas para criar um caos, e no meio do caos entendermos a harmonia em que funcionam. De resto, Blue Train…



Thelonious Monk – O que é que se pode dizer de Monk? Sinceramente não sei, é tudo tão bom, é tudo tão impressionante. Muitas vezes ouço pessoas dizer que para se gostar de música não é preciso saber tocar, é preciso é sentir, Monk é a prova do contrário, é o sentimento, a provocação dos sentidos, e a música no seu mais profundo sentido… técnico.



Django Reinhardt – aprendi a gostar de Django com Woody Allen, não só é um autor com uma biografia profundamente romântica como é o maior guitarrista de todos os tempos, e provavelmente o único mestre de Jazz que nasceu na Europa. Ouvir Django é realmente passar para outro mundo.



Finalmente o 5º elemento de jazz é Charles Mingus Chick Corea Louis Armstrong Count Basie Billie Holliday. Sim tem esse nome, assim, extremamente comprido… E peço desculpa aos outros todos que não referi e que gosto de ouvir, mas só podiam ser cinco!

O resto…

No resto é ligeiramente simples

Radiohead – A melhor banda de rock? Que alguma vez pôs pés nesta terra depois dos Beatles. É tudo genial demais para ser verdade. O disco de eleição? “Hail to the Thief” é o meu preferido? Não interessa, é o último se eu soubesse o próximo era esse mesmo que escolheria, de Radiohead só não gosto do primeiro, e estou em crer que eles também não gostam…



Pink Floyd – não há banda que trate o som melhor que esta, é impossível digo-vos eu! Tudo em Pink Floyd tem lógica, tudo bate certo, e Roger Water é provavelmente o melhor escritor de canções em Inglês, junto com Paul Simon e Jonh Lennon. “The Final Cut” porque é genial, é o anuncio do fim, o verdadeiro fim desta banda e é genial, já tinha dito isso? Não? É genial!



Massive Attack – talvez noutros tempos tivesse escolhido outro som de Bristol, mas os mais completos, que mais conseguiram expressar esse movimento foram mesmo os Massive Attack, não sei escolher disco, são todos bons, a música não tenho dúvidas, “Hymn of the big Wheel”! É mais uma música de influencia beatleana, e quando isso acontece só pode correr bem! Não queria deixar de me referir a “Dissolved Girl” a música mais feminista que conheço, e genialmente bem conseguida.



O quarto lugar vou deixar vago, podia pôr aqui tanta coisa, mas fica o espaço em aberto para os muitos que não vou falar, podia ser qualquer um deles, e muitos deles no mesmo patamar dos que vos falo neste espaço…

Beatles – era inevitável, o resto, como lhe chamei no inicio começou aqui, foram eles, aquela sintonia que criou a maior banda do mundo, a mais influente e respeitada. Tudo o que eu disser deixa de ter lógica perante as suas músicas, letras e até posições, (enquanto Beatles, depois já não conta nada!)



Cinco discos?

Os discos que mais ouvi desde sempre (com a excepção de muitos outros, inclusive de alguns de que já falei.)

“Amused to Death”– a razão pela qual Roger Waters era essencial nos Pink Floyd é a mesma que me diz que quando saiu de lá, fez um disco melhor do que qualquer um dos da discografia dos Pink Floyd, e definitivamente muito melhor, mas a léguas de o que os Pink Floyd continuaram a fazer sem Roger Waters.



Thelonious Monk with John Coltrane – é o melhor disco de Jazz alguma vez feito. Chega?



Doors Live – para mim há dois tipos de Doors, os Doors em estúdio, normalmente suficientemente bons, outras vezes até um pouco maus. E depois há os Doors ao vivo, e aí a banda transfigura-se, estão no seu ambiente, parecem músicas feitas de propósito para se tocarem ao vivo... mas atenção, Doors é com Jim Morrison, o resto são modernisses estranhas!



Mellon Collie and the Infinite Sadness – os smashing são uma das minhas bandas perferidas, e por mais que batalhe este é mesmo o meu disco preferido deles. E um dos mais corajosos feitos por uma grande banda, atenção, Americana!!



Astor Piazzolla plays Astor Piazzolla – um disco que tem três CD’s de Piazzolla e que contem três fases, uma tocada em estúdio, brilhante, outra tocada ao vivo, o seu último concerto, ultra brilhante, e por último uma opereta que nunca consegui ouvir até ao fim. Piazzolla é o maior génio musical da América do Sul, fez bem em redescobrir o tango, porque o tango tradicional é piroso, Piazzolla é enorme “Adiós Nonino” é…



Não faças aos outros… bem o Chico praticamente não deixou ninguém! Mas ainda assim:
À nokas, quando tiver mais tempinho…
À Carolina, quando poder...
E a um grupo de gente que não me vai ligar nenhum, que o pessoal dos anos 80 é de difícil contacto, aos Quase Famosos que têm de fazer uns quantos posts rapidamente, que aquela imagem que aparece agora em primeiro já começa a enjoar…

Miguel Bordalo

sábado, junho 11, 2005

Senhor chico!

Chamada de atenção para os comentários no último teste da personalidade feito aqui no pastelinho! Coragem Chico, nada se alterará entre nós...

Miguel Bordalo

sexta-feira, junho 10, 2005

Tanta coisa para escrever

E vou escrever aquilo sobre o qual eu não irei escrever:
Ou seja, não vou escrever sobre a Madeira nem líderes desse local porque senão poderia ser, e com razão, acusado de ser um perigoso separatista!

Miguel Bordalo

Porque sou fã de Slater:



Há certas personalidades no mundo dos desportos que marcam profundamente as suas modalidades, Slater é um deles, marcou mais do que outros ou menos? Isso não me interessa lá muito, o meu favorito é Slater, porquê? Por várias razões, porque é um tipo que encontra alegria numa onda do tamanho de um prédio em Jaws e uma onda de 30 centímetros na Florida. Sinceramente não sei a sua história pessoal, sei o que vejo, que adora o que faz, não tanto pela competição, mas pela oportunidade de lá estar, de ser desafiado, de desafiar, de como está inegavelmente a fazer este ano, a puxar os parâmetros para outros níveis. Sei que é humilde nas entrevistas, que há surfistas que para ele são mágicos e intocáveis. Numa entrevista logo depois de ganhar o terceiro campeonato do mundo em Pipeline, já considerado o melhor surfista de sempre, era ele próprio que aflito convencia os que o ouviam que era Curren o maior, que era Curren o rei do Pipeline, e grande parte da entrevista passou a ser Kelly a exultar as qualidades do seu ídolo, maior mostra de humildade?



Gato fuço



E depois Kelly Slater é um fuço, é absolutamente lindo vê-lo a fazer free surf e a recusar-se a cair ou a perder um bocadinho que seja de uma onda. No “Focus”, um filme sobre a geração de Slater, Rob Machado e etc.. há uma onda que descreve tudo aquilo que Slater é enquanto fuço, a onda não tem mais de meio metro, e está a correr normalmente, quando quase no final ele tenta fazer um pequeno truque que corre mal, um aéreo, ao cair na espuma escorrega, desaparece, e imerge na prancha quase deitado, faz um 360 a pôr-se em pé e com os pés trocados. Por vezes nestes ondas onde é necessário o máximo de equilíbrio ele parece um gato. Outra que só um gato, foi mais recentemente no bicho, em Teahupoo, quando num drop imenso se desequilibra, naquele momento qualquer dos mortais tinha sentido a prancha a fugir-lhe dos pés e a levar com um lip abusado nas fronhas, Slater não, que para espanto de todos faz ainda por cima um tubo abusado!



10?



Começa a haver um problema com Slater neste momento, o que é um 10? Um 10 tem numa competição que pontua o máximo 10 de ser algo de extraordinário, na ginastica competitiva só se dá um 10 se for algo nunca visto, ora nos últimos 2 campeonatos do WCT Slater tem um enorme número de 10’s, as suas pontuações combinadas são um disparate nunca visto, e o 20 que teve em Teahupoo é um record desde que pontuam duas ondas por heat. Slater aos 33 é a pedra de toque, é o homem que exige uma alteração, uma maior exigência, porque reparem, há ondas que Slater faz, onde o 10 já está dado, e em que ele continua a fazer manobras na onda. Lastro? O que significa aquilo? Depois do tubo impossível, de uma saída cheia de velocidade depois de estar desaparecido, com os juizes com a placa do 10 na mão, está ainda Slater a bater na onda com maldade!



A onda impossível



Mas o último exemplo que vos vou dar de Slater foi mesmo neste último campeonato, que ganhou. É que na sua meia final as ondas estavam muito difíceis, havia uma certa secção que fazia com que o surfista necessitasse de sair do tubo, acelerasse na onda e depois se quisesse, voltasse ao mesmo, secção essa que tinha vitimado vários surfistas nesse dia. Exemplo dos quartos de final, onde Slater com o seu 17.74 (pontuação mais baixa do evento para ele), não estava seguro, e em que o seu adversário foi vitimado exactamente nos últimos segundos do heat na secção da onda de que vos falo. Contra Patacchia na semi final e a perder, com Patacchia a pontuar dois oitos, Slater continuava a insistir que conseguia passar essa secção, às tantas faz um tubo dos diabos, o comentador ainda Slater estava dentro do tubo já gritava pelo 10, quando passa pela secção maldita, estava eu no meu quarto aos berros para ele sair dali, mas o homem continuava ao saltinhos agarrado à prancha, o que desta feita não lhe serviu de muito porque apanhou com ela em cheio em cima, e apesar de ter sido um tubo em que foi apanhado, os juizes deram-lhe a pontuação de 3.43. Por momentos achei que Slater não ia conseguir, depois de um drop e de se ter arrependido, as suas duas próximas ondas ficarão para sempre na minha memória, apanha a onda, enfia-se no tubo, e faz o tubo todo, insiste na secção quebradiça, põe-se aos pulos, literalmente dentro do tubo e passa a maldita da secção sempre no tubo! Sai da onda e volta ao mesmo para depois de um 9.57 fazer mais um 10 no campeonato! Ele acreditou que passava e feito casmurro passou mesmo! É fuço e é brilhante, se eu acreditasse em Deus diria certamente que é Ele que desce à terra e vai apanhar umas ondinhas no corpo de Kelly Slater… ou então o contrário, que o homem é diabólico demais.

Miguel Bordalo

quarta-feira, junho 08, 2005

Humor pelas ruas da amargura

No outro dia estava eu a ler o True Lies e a pensar, por vezes gostava que este blogue tivesse uma caixa de comentários só para eu poder escrever eheheh, ou então provocá-lo um pouco, sei lá, divertir-me! Mas isto dos blogues não é nenhum mundo perfeito…
Um dia alguém dizia sobre os programas de rádio onde é permitida a intervenção de todos através do telefone, que quem telefonava deixava imediatamente de ser ouvinte, e nunca o seria outra vez, tinha-se tornado parte integrante, marcado o espaço.
Nos blogues com comentários é exactamente a mesma coisa, só que a questão de apropriação é realmente muito exagerada, tendo em conta o que é um blogue. Um blogue não é um espaço profissional, que busca audiências para sobreviver, um blogue procura exercitar os gostos dos que os escrevem, as preocupações, por vezes são temáticos, mas por escolha dos escritores, e não de algum editor ou director de publicações obscuro à procura de resultados. O gozo de um blogue é o aspecto comunicativo, por isso acho os comentários essenciais. Mas a verdade é que nos últimos tempos em dois blogues muito específicos isso não se tem passado. Eu não sou o tipo mais humorado do mundo, nem o mais cómico, mas dá para entender que há certas coisas no Quase Famosos que são no gozo, mas os exigentes leitores do blogue não querem nada com comédia, apenas desenvolver teorias sobre música de gosto duvidoso… e ai de alguém que se desvie deste caminho é imediatamente repreendido pelo leitor atento e indignado que paira ameaçadoramente sobre os escribas, encaminhando-os pelo bom caminho! No Ondas é quase a mesma história, não é raramente que se lê um tipo indignado a queixar-se da vida porque os escribas se atreveram a desviar-se do tema da publicação! Não pode ser, choram embirrentos, é traição ao espirito do blogue! Mas… que é isto?
O humor em Portugal piorou desde quando? Parece que agora só se tem piada se se estiver no sitio certo, em cima de um palco, na SIC à noite a dizer palavrões… qualquer dia haverá horários para dizer piadas, mostrar outros interesses, talvez um pré aviso de umas tantas semanas sirva para acalmar os mais atados?

Miguel Bordalo

Surf Karma

Hoje apetece-me falar de surf, não terá sido porque hoje foi o melhor dia de surf que tive desde o inicio do ano, apetece-me só porque sim… porque eu ainda estou há procura de algo que faça totalmente sentido nesta minha vida, que sirva de pedra de toque, algo que se assemelhe à perfeição e o surf não é definitivamente uma delas. No surf há três coisas boas, a primeira é as ondas, a segunda os amigos, a terceira o contacto com o mar e a costa… o resto é tudo mau, é certo por vezes ver surf também é bom, principalmente ver o Slater a partir tudo, mas fica sempre um sentimento de vazio para quem pratica, também queria uma onda daquelas, também queria fazer surf como ele… etc.. e etc.. (Se calhar estou a exagerar…)
Mas no surf nem tudo são maravilhas, para dar um exemplo pequenino e insignificante, hoje estava eu com o meu amigo Manel num ambiente favorável, sozinhos, descobrimos o pico certo, e com alguma dificuldade porque o mar não estava fácil de descodificar e as ondas apareciam no set muito escassamente. Passados uns trinta minutos lá aparece um burgesso, com uma prancha de surf muito estranha, toda levantada a bater com os pés e com as mãos agarradinhasa ela. Era um tipo que claramente não sabia fazer surf lá muito bem, (o que não é problema nenhum), e encontrou maneira de se juntar aos dois únicos tipos num espaço de cinco quilómetros para sul e cinco quilómetros para norte sem absolutamente ninguém… e não é que chega e começa logo a foçar a prioridade! Eu e o Manel somos tipos muito pacíficos e esperamos para ver… vem a melhor onda da manhã, ou quase, o rapaz reclama a onda e malha-se todo… querem imaginar a minha cara e a do Manel depois de perdermos uma onda assim? E não é que a vergonha não o faz desistir dos seus intuitos e o rapaz continua a insistir na prioridade, longe demais para a conseguir apanhar, mas perto o suficiente para poder armar confusão caso nós a roubássemos. Mas o Karma é algo em que começo a acreditar plenamente nestes últimos tempos, o tipo lixou o Karma dele todo, imediatamente deixaram de haver ondas naquela zona, o Manel conhecedor da zona posicionou-se noutra onda que começava agora a funcionar, esta não tinha um pontão para marcar o pico, e já não ia haver tratantada. Ficamos a apanhar umas ondas um pouco buracosas é certo, ficou o outro asno a apanhar frio no pico que entretanto desapareceu. Isto para dizer o quê, que há gente no surf, mesmo a começar, já nem falo dos locais chatos, ou dos tipos cromos mal encarados, falo dos que vão aprender, que estão a começar, que iniciam todo este processo de aprendizagem já numa perspectiva de falta de respeito, falta de tacto, má educação que vai caracterizando a costa surfista portuguesa de uma maneira bem marcante…

Resta-me que devido ao meu bom Karma tenha passado pela praia grande a caminho de Lisboa e apanhado umas horinhas absolutamente inacreditáveis de surf, ondas no limiar da perfeição. Para mal dos meus pecados estou neste momento a fazer bem surf, novamente, e para o fazer tive de andar a fazer má cara e a gritar prioridades por tudo o que era praia grande… se há um sitio por onde o civismo não irá ser conquistado é no sitio do onde as ondas rebentam. Quanto ao Karma, bem esse anda mal para toda a gente, este próxima semana vai ser praticamente de doca seca… mas a esperança não morre, é preciso é procurar bem.

Miguel Bordalo

terça-feira, junho 07, 2005

Subic Bay

Amanhã, muito importante, Subic Bay na Fnac do colombo pelas 9:00 horas, os Nirvana portugueses a relançar de maneira defenitiva a sua carreira. Lá estarei.

Miguel Bordalo

segunda-feira, junho 06, 2005

O melhor de sempre


Masturbation Personality: Woody Allen

What's Your Masturbation Personality?

brought to you by Masturbation Techniques


Depois de visitar a blogotinha fiquei finalmente convencido de qual o melhor questionário na internet, o resultado só podia ser este!


Miguel Bordalo

Ps: Pessoal não se acanhem, quero ver as vossas! :)

Uma surpresa ou talvez não



Fãs de Tarantino, Guy Richie, Oliver Stone, e finalmente Luc Besson há por aí nos cinemas portugueses um grande, grande filme! “Unleashed”! Com Jet Li e Morgan Freeman nos principais papeis e mais um fantástico Bob Hoskins, (sabem, do Roger Rabit).
Unleashed não é só o filme com melhores cenas que vi saído de uma produção ocidental, é um filme sobre o poder das figuras paternais, dos pequenos poderes, da violência urbana, da maldade humana e também do efeito que a música pode ter num homem. Nessa perspectiva há duas figuras paternais totalmente opostas, genialmente bem interpretadas por Morgan Freeman e Bob Hoskins, personagens bem desenhados, cenas de acção geniais de mais e uma fabulosa banda sonora feita pelos massive attack. É um filme a não perder, o primeiro filme bom de Jet Li sem ser uma produção chinesa.

Também vos recomendo o sitio oficial do filme, podem ouvir um pouco massive attack... só um pouquinho...

Miguel Bordalo

Delicatessen

Um dos filmes da minha vida vai passar hoje no Centro Cultural Páteo Valverde, foi provavelmente o primeiro filme a puxar-me definitivamente para a cinematografia e não apenas à industria do cinema. Realizado por Jean-Pierre Jeunet que a seguir faz o mais genial ainda “Cidade das crianças perdidas”, o “Alien 4” que posso comparar apenas ao dois primeiros Batmans genialmente realizados por Tim Burton e finalmente “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”.
Delicatessen é um filme com um ritmo incrível, várias histórias macabras que parecem encontrar uma forma de se resolverem com a chegada de um homem normal a um ambiente alienígena quase auto-suficiente. E auto-suficiente porquê? Um ambiente fechado, com uma banda sonora fabulosa, e um filme que lhe marcou o destino do cinema francês na década que se seguiu.



O inicio demonstrativo do surrealismo restrito dos anos 90.



O herói ingénuo e despertador de simpatias.



A voluptuosa mulher num mundo macabro.



O senhor que corta os bifes.

Miguel Bordalo

Ps: Já agora, alguém sabe onde é o Centro Cultural Páteo Valverde?

sexta-feira, junho 03, 2005

Olha quem?!?

É que há com cada uma! Então não é que há um país que por causa desta situação difícil que a Europa atravessa quer suspender o euro, e reactivar a sua moeda… esse país será a Alemanha, quererá a Alemanha recuperar o seu forte moeda? Ou será a Holanda, com uma estabilidade económica acima da média? Poderia ser a Espanha, o desenvolvimento nestes últimos anos dariam uma nova vitalidade à peseta dos nostros ermanos, serão eles? Não, quem propôs esta fabulosa medida foi, nem mais nem menos, através do seu ministro dos Assuntos Socias, a Itália! Sim, acho que é muito lúcido por parte dos italianos no poder quererem a Lira de volta! Essa moeda de valor inacreditável! É que há com cada uma…

Miguel Bordalo

quinta-feira, junho 02, 2005

Não… eu não!

A altura do euro-céptico chegou finalmente, as desconfianças sobre a organização europeia não tinha ainda grande razão de ser, a evolução parecia a certa altura inevitável, o que assustava de sobre maneira qualquer euro-céptico. Este alargamento apresado foi o primeiro indicador da arrogância dos responsáveis europeus, ou será confiança (a mais)? O referendo é o segundo passo descuidado e muito descoordenado que os líderes europeus fazem, não só porque documentos destes tendem a pôr as pessoas nervosas, como é natural que em tempo de crise, o povo tenha de protestar de alguma maneira.
Ainda assim, e pelo que vou sabendo da constituição, que dá a países chave mais poder, porque vão ser esses inevitavelmente e mesmo com o alargamento que poderão chegar mais facilmente aos lugares de decisão, o não da França não deixa de ser irónico, quase como um «Agora mandas tu! – Eu?!? Eu não obrigada, passa a outro!» A batata quente que se gerou com o resultado do referendo, a Holanda, com muito mais razões para não querer este tratado fez apenas o que se esperava. Aliás a relutância dos países mais para norte é evidente e compreensível, têm uma boa economia, bons centros de poder, e não são grandes o suficiente para competir em termos demográficos.
Tentar negar que há uma crise nestes dois referendos é a melhor maneira de não a conseguir controlar. Na minha opinião os ingleses foram os primeiros a entender que há uma necessidade urgente de recuar, anulando o referendo. Talvez assim, as instancias europeias ponham os pésinhos no chão e na próxima, com o apoio do povo, consigam fazer as coisas mais pela certa, com mais informação, mais tempo e consciencialização, e já agora muito provavelmente um melhor documento. A discussão na especialidade segue-se dentro de dias no Pastelinho. Apesar do documento já estar praticamente chumbado…

Miguel Bordalo

De regresso!!!!

Um optimo blogue, que lentamente se tornava num sucesso bloguistico está de volta. Espero que desta vez vá com calma e não lhe dê uma badaleca daquelas para nos deixar um pouco orfãos novamente benvindo, novamente, (como o Figo) ao Quebra Vozes!

Miguel Bordalo

quarta-feira, junho 01, 2005

Off

Vou passar temporariamente a leitor do Pastelinho. Depois do furacão Benfica e dos questionários pendentes vejo-me obrigado a parar um pouco. Por exemplo, para ler e pensar um pouco sobre a Constituição Europeia, que vai ser objecto dos meus próximos posts aqui. Mas quero fazer uns posts diferentes, mais ponderados que o costume e de resto, tenho que fazer uma pausa desta obssessão fantástica, mas frenética, chamada Pastelinho. Mas andarei por aí, como sempre.

Manuel Castro

PS: Por isso que fiquem descansados, não vou falar sobre as vergonhosas nomeações de Nuno Cardoso e Fernando Gomes -sim, eu sei, olha que dois- para as Águas de Portugal e Galp, respectivamente -e não, não é inveja, mas são belos tachos, não são?

Eu sou ateu…



Mas há um Deus do surf, é Kelly Slater, é a final e o homem já tem um 9 descartável, CJ Hobgood está a fazer o que pode, mas é uma coisa incrível ver Kelly Slater surfar, é absolutamente inexplicável. Vai ganhar este torneio de uma forma incrível! É um Deus no que faz, pura e simplesmente um Deus!
Quando a final acabar, vou-me deitar, tenho exame amanhã, mas uma coisa é certa, vou inspirado. E outra coisa é certa, amanhã depois do meu exame, há uma praia qualquer que vai receber a minha visita…

Miguel Bordalo

O que é que se passa com o Kelly!?!?!?!?!

Não entendo, o homem está imparável, e quando lhe aparece um adversário à altura, PIMBA! Um 10! Está tudo dito! Ainda faltam 5 minutos para o final do heat, mas ele será o finalista, e passará a ser o número 1 do ranking mundial, e quem é que o vai tirar dali? Se ele continuar a surfar assim, não há ninguém! Mas sobre isto falarei noutro dia, que agora estou a estudar... está dificil...

Miguel Bordalo

Não devo ter ouvido muito bem

Nuno Rogeiro na Sic notícias, um pouco confuso com um desligar e não desligar do telemóvel, deve ter sido por isso, dizia que continuava o problema para se saber se o presidente norte americano devia ser um líder para um povo, ou um homem a cuidar do seu próprio quintal. Ao ouvi-lo falar pensei que talvez estivesse confuso e a ser irónico com o actual presidente dos EUA, mas depois pensei – não! – está mesmo só a falar do caso garganta funda do Nixon…

Miguel Bordalo
Site Meter