quarta-feira, setembro 28, 2005

Info-excluído

Alguém me diga qual é o blogue do grande Medeiros Ferreira (eu até sei quem é que vai ajudar), para eu colocar aqui nos links. Já o descobri há algum tempo, mas entretanto perdi-me na (ou da) blogosfera.
Aliás, neste momento,estou para a blogosfera como o Barbosa estava para os sócios do Sporting: com muitos croissants em cima.

Manuel Castro

sábado, setembro 24, 2005

Alegre notícia

Manuel Alegre avança para Belém.

Manuel Castro

ps: nem para todos, como é óbvio. Para uns será a azia total. Melhor ainda.

quinta-feira, setembro 22, 2005

Os miseráveis

Fátima Felgueiras voltou ao país. A filha da terra -de Felgueiras - voltou para gáudio dos analfabetos felgueirenses (se não for assim que se escreve digam) verdadeiros pacmans ao serviço do caciquismo. Para além da notável lata da senhora, da completa pobreza espiritual do "grande povo de Felgueiras" e da óbvia condenação ao PS que alimentou este ego-monstro durante anos e anos, há algo que me preocupa, em Felgueiras, como em Amarante, como em Gondomar.
Para além do absoluto desprezo pela democracia e pelas suas regras mais elementares há um grande orgulho nesse desprezo, que é esfregado na televisão todos os dias. Preocupa-me este comportamento, mais típico de doenças do foro psiquíatrico, do "eu vou ser presidente". Quero, posso e mando em directo na televisão.
Eu sinceramente, não estou preocupado com os "grandes povos" de Gondomar, Felgueiras e Amarante, acho que vão ter exactamente aquilo que merecem, caso se confirmem as piores expectativas. Preocupa-me sim o espectáculo pornográfico em que se transformou -porque é mais visível- o poder autárquico.
Isto é um absoluto gozo à democracia, é amoral, é indecente e ainda têm a distinta lata de colocar essa gente em debates televisivos.

Campanha no limite do impossível

Há cerca de um mês, num debate televisivo, na Sic Notícias, num desses frente a frentes entre candidatos autárquicos, assisti a um dos mais estranhos debates dos últimos tempos.
João Soares vs Fernando Seara.
Um Soares absolutamente irritante não parava de cilindrar Seara com números completamente rídiculos, factos sim, verdades com certeza, mas coisas que não interessam para nada ( e agora saíria Soares do nevoeiro e diria: interessam sim sotôr * , aos sintrenses) se não para confundir o eleitorado e dar uma sensação de enriquecimento de discurso (nota: o que ajuda quando as ideias são zero).
E, de vez em quando, lá Soares soltava a piada (sim era "a" piada", porque era sempre a mesma. Ah e já agora, hoje em dia um político sem uma boa piada num debate é como uma noite de um engatatão sem a piada do "doeu quando caíste do céu": inevitável).
E dizia Soares
"Você dava um bom presidente do Benfica, lá isso dava". Eu jurei que vi a careca de Seara ficar vermelha mais que uma vez, o homem estava a ficar irritado e quando Seara fica irritado, há-que dizê-lo, as palavras saem-lhe da boca aleatoriamente, em catadupta. Ou seja, misturado o já habitual tom histérico-indignado-moralista com um speed monumental, Seara parece um personagem de um jogo de computador antes de perdermos a paciência e fazermos control alt del.
Mas voltando ao que interessa, Seara a responder a uma dessas provocações sobre o Benfica advertia Soares que a si e ali, o que interessava, era Sintra e que o Benfica não era para ali chamado (nova nota: eu tinha perguntado a Soares qual era o seu onze base para a época 2004/05, tinha as eleições ganhas).
Portanto ao Presidente da Câmara de Sintra e candidato Fernando Seara não interessa, entenda-se politicamente, o Benfica.
Tudo isto, só para perguntar...quem terá sido o copião ** que escreveu a letras bem grandes ao lado da fotografia gigante -eu sei chama-se outdoors - do sotôr Seara a expressão, por todo o concelho de Sintra "Nínguem pára Sintra"?
É que, com tantos outdoors aquilo deve ter dado muito trabalho a fazer. E o que será que o Presidente e candidato Seara acha de tudo isto?

Manuel Castro

* O termo "sotôr" é roubado do artigo de hoje de Ricardo Araújo Pereira

** o termo copião é roubado dos livros do menino Nicolau e é usado diversas vezes por uma amiga da casa

terça-feira, setembro 20, 2005

Surf no limite do impossível



Kelly Slater acaba da ganhar o seu quarto evento este ano. O seu surf está incrível, apesar de neste campeonato sair um pouco a ideia de que Slater foi em alguns momentos beneficiado, quem sabe, eu vi uma onda na meia final que na minha opinião não merecia um 8.5, mas na realidade Slater não viria a precisar desta nota para passar. Na final, o 9 foi um 9, se poderem ver a onda no site da ASP, não é propriamente pelo tamanho da onda, nem pelos sanps exagerados, mas pela extrema dificuldade da onda, demasiado rápida para qualquer surfista excepto Slater, que num aéreo e num floater entra na onda para a destruir completamente. Falta a Slater ganhar mais um, ou esperar por um mau resultado de Andy ou Fanning para ganhar o mais que merecido campeonato mundial.



Há num entanto uma falha muito grande nestes últimos eventos, e é a falta deste tipo de cut backs:



O homem faz falta, acho que a fotografia diz tudo, o estilo é perfeito. Espero que em França já esteja pronto.

Miguel Bordalo

domingo, setembro 18, 2005

As grandes alegrias

Eu sou tipo com poucos amigos, amigos de peito, que vejo todas as semanas, ou com quem falo todas as semanas contam-se com os dedos de uma mão. Ontem um deles entrou para a universidade, não no curso que queria, mas naquele que estava à espera, que se tudo correr bem lhe dará acesso aquilo que ele quer. Foi um bom momento, é sempre uma altura de nervos, mas que no final correu muito bem. Parabéns, a partir de agora tudo será mais difícil! ;)

Mas foi com este meu amigo e o seu irmão, igualmente meu aliado e parceiro de crime, que vivi uma das cenas mais cómicas este verão. História esta que tem uma moral, por isso conto-a a toda a gente que nunca se ri tanto como eu, e como aquelas pessoas a quem eu conto e que conhecem as pessoas envolvidas.
No dia em que eu e os meus dois companheiros nos dirigimos para Ribeira d’Ilhas para ver o campeonato de surf, e ver especialmente o Tom Curren, a praia estava cheia. Tivemos armados de um para sol de percorrer toda a praia, que não é assim tão grande, para nos sentarmos por fim, no limite da praia, onde por azar e por qualquer razão não se ouviam os comentários. Esparramassamo-nos na areia a observar os prós a destruírem aquelas ondas pequenas mas perfeitinhas de Ribeira. Ás tantas já para o final da tarde começamos, de repente, a ouvir o comentador, e o diálogo passou-se assim

EU – Olha! Já ouvimos os comentários!

Amigo A – Sim! Que interessante! Sabes o que foi, foram as pessoas que sairam da praia, e assim o som passa mais facilmente para aqui!

Eu – Não. Sabes o que é, a maré está a descer, a água recuou, e o som não se dá bem com a água, agora aquelas rochas ali conseguem projectar o som para aqui…

(Entretanto o amigo D, continuava esparramassado na areia com os olhos serrados, como se não estivesse a prestar especial atenção.)

Amigo A – Creio que não, continuo a achar que a praia está mais vazia!

Eu – Pode ser do vento, mudou de direcção! O som é transportado mais facilmente!

Bruscamente interrompidos, pelo amigo D, que na mesma pose de paxá remata:

Amigo D - Olhem lá! Podem ter aumentado o volume não?!?

Rimo-nos que nem uns perdidos, eu e o amigo A (que entrou na universidade), e aprendemos uma lição.

Miguel Bordalo

sexta-feira, setembro 16, 2005

As notícias que se fazem

Depois do pior ínicio de época de todos os tempos da história universal e todas as outras histórias possíveis e imaginárias a nova notícia sobre o Benfica é a compra do Miccoli. Sim, ele já está no Benfica, eu sei.
Mas dada a sua boa exibição contra o Lille e o seu bom golo, o avançado emprestado pela Juve já vale mais que "5 milhões" e o Benfica tem que se pôr a pau porque a "Europa do futebol" vai andar atrás do rato atómico, daqui a exactamente um ano. Um ano. Por isso, o Benfica tem que comprar Miccoli, e tem que ser rápido, são 5 milhões, venha daí a novela. É a célebre "opção de compra". Mas é estranho, pelo menos nesta altura tão precoce (custumamos perceber que não os podemos manter no clube lá para Maio) isso acontecer com um jogador que já veste a nossa camisola...
O que seria a habitual novela "Benfica quer Clodonilson -Clodonilson quer o Benfica, Clodonilson é do Benfica desde piquininino- Clodonilson posa com a camisola do Benfica no Cristo Redentor-fundo de investimento compra 72 % do passe de Clodonilson para ceder um quarto desse passe ao Benfica-Clodonilson fica, afinal, no Corithians Alagoano porque não quer perder a feijoada que a mãe faz), transforma-se numa original história, em que o jogador, antes de ser do Benfica, já o era. Sim, eu sei. Falta a "opção de compra". "5 milhões". Bla bla.
O que estes acelarados -não será do snif, é do Benfica - fazem para vender jornais.
Somos mesmo os maiores.

Manuel Castro

Ópera do Cais Sodré - Conclusão final: lá vou eu votar no Ruben

No debate na Sic Notícias, ontem à noite, João Adelino Faria modera o debate. Carrilho e Carmona, degladiam-se. Este é um excerto da recriação do ambiente oitocentista levada ontem a cabo pelo dois candidatos à Câmara Municipal de Lisboa.

"Quanto pagou pela casa de banho?" Carmona Rodrigues

"Isso é uma calúnia e não lhe admito", Manuel Maria Carrilho

"Blasfémia, isso não aceito", Carmona Rodrigues

Carmona Rodrigues (já de pé e pronto para abandonar o estúdio da SIC) aproximou-se de Manuel Maria Carrilho, estendendo-lhe a mão para o cumprimentar, mas este recusou o aperto de mão.
"Ordinário", desabafou Carmona Rodrigues, dirigindo-se ao ex-ministro da Cultura de António Guterres que, entretanto, lhe tinha voltado as costas.

O FIM

Manuel Castro

terça-feira, setembro 13, 2005

Do mar ao céu, do céu à terra, da terra ao nada

Entrei no mar, com bom aspecto, ondas compridas com força, eu em forma e com fome de surf. As braçadas sem cansaço repetiam-se em movimentos suaves e contínuos como risos numa noite agradável com amigos, sem esforço, confortáveis, sem objectivo concreto, mas bem estabelecidas, eu sabia onde estava, bem acompanhado, de cima para baixo na onda e no mar. A beleza das ondas num mar verde e limpo, a alforreca e o ocasional peixe a cumprimentarem-me num dia cada vez mais perfeito. Uma onda grande levanta-se no horizonte e chama-me, sem hesitação fui ter com ela, sabia que ia ser uma das ondas da minha vida, formou-se, como nos filmes, sem “fade out”, sem truques para parecer maior, mais azul, mais perfeita. Tudo ao natural, estava lá, preparado, não foi preciso muita força para entrar, ela queria-me lá, em sintonia como todas as ondas nesse dia, muita luz a temperatura perfeita, os músculos preparados, alertados para qualquer situação. Levanto-me respiro fundo, olhos no topo da onda, enquanto deslizava, sorveteando o fresco que a velocidade oferecia, os pés assentes na água que me acolhia divertida, subo a onda, respiro fundo novamente, e deslizo para baixo outra vez num jogo de gravidade que mexe com o corpo que se diverte connosco. Em baixo novamente a ser envolvido pela água que queria que eu fizesse novas coisas, sentia-me preparado, puxava por mim a onda que na sua envergadura cobriu ligeiramente o sol, dando-me um pouco de sombra… esvaziei os pulmões, sentidos alerta, subi a onda e virei a prancha rápido para baixo, a minha mão que tocava na parede da onda, soltou-se veloz como um chicote para que o movimento fosse perfeito e a batida consumada, zás! Agora a onda já não estava para brincadeiras, queria algo mais a sério, estava rápida, má e difícil, ameaçava fechar-se a qualquer momento, não sei com o que é que ficou chateada, cresceu de tamanho, e enquanto recompunha o ar nos pulmões, senti uma nuvem grande e negra a cobrir a enorme onda, já não havia sol nem sombra agradável. O momento era sério, teria de fazer o que me andava a preparar para fazer às uns tempos, um floater, correr com a prancha em cima da crista da onda, subi, apontei para o lip, e enquanto o faço, com todos os sentidos em alerta, a onda dá um salto apanha-me a prancha e projecta-a contra mim.
Caí, como caio centenas de vezes, o meu ombro bateu no chão como o faz dezenas de vezes, sou um pouco mais embrulhado como acontece centenas de vezes, como se me estivessem a revirar de um lado para o outro, um cão pequeno nas mãos excitadas de um dono. Venho à superfície, rio-me, pego na prancha, e reparo que nesse mesmo momento, tudo ficou frio e desagradável, estava mal disposto, meio a tremer, o corpo a ressentir-se da temperatura da água, sem luz, muito vento, desordenado, um mar castanho misturado com a areia, um saco de plástico e um pau com um resto de uma rede a flutuarem ao meu lado… tinha partido a prancha…

Miguel Bordalo

sexta-feira, setembro 09, 2005

Noruega no gelado conforto

A vossa atenção para este texto no blogue afixe, são daquelas coisas que nos fazem pensar.

Miguel Bordalo

Democracia partidária

Costumo dizer que me encontro numa fase, provavelmente para toda a minha vida em que sou ideologicamente órfão, não acredito no sistema democrático actual, na sua eficácia, representatividade, honestidade e principalmente no seu futuro.
O mundo partidário faz-me especial confusão, é a maneira que o sistema arranjou para facilitar a formação de grupos com interesses parecidos, não propriamente com ideias parecidas. O que acontece é que com a necessidade que o sistema democrático tem de limitar o poder governativo a dois dos grupos praticamente, senão exactamente com os mesmos objectivos, e talvez com ideias diferentes. A única diferença entre os dois são as pessoas que o formam, a verdadeira essência de um partido político torna-se as pessoas, e não nenhum ideal ontológico como querem deixar parecer. Se por um lado o ideal fundamental pode trazer o perigo de estagnação, falta de adaptação perante o presente, as pessoas criam o caos e a falta de preparação. A política é sempre perseguida pela atracção do poder, no inicio com um enorme lugar bom, a possibilidade de lançar projectos, fazer coisas novas e mudar, à medida em que o processo partidário se torna sufocante todo o espirito positivo desaparece, desvanecendo numa inversão por lutas de posição, estatuto e carreira.

Este curta e desajeitada introdução a uma parte do nosso sistema “democrático”, permitam-me as aspas, para falar primeiro no PSD. É possível verificar um esforço, estranho, da direcção actual do PSD para se afastar de um certo número de pessoas que formam o seu partido. O desentendimento Alberto João Jardim (Madeira independente, já!), com Isaltino Morais, que tomou ele próprio a iniciativa de se afastar do partido e a acesa disputa com o Major Loureiro (o homem com os tempos cómicos mais acertados, quando está a falar a sério), são significativos de uma imagem que a liderança do PSD se quer ver livre rapidamente. Até aqui tudo bem. O problema é que o braço direito de Marques Mendes justificava a tentativa de expulsar o Major, dizia mais ou menos isto «o líder do partido fez um discurso contra o governo e as suas iniciativas, e o senhor major defendeu o actual governo, por aí podem ver porque é que esta situação tem de andar para a frente». Ou seja, já nem era porque o senhor major queria desafiar o PSD local, também não era pelas negociatas estranhas com o mundo do futebol, era sim porque um tipo do PSD não pode defender um governo socialista.

Olho para estas declaração e não posso parar de pensar no PCP, e como em processos mais complicados, porque ideológicos, (já que se existe um partido ideológico neste país ele é o PCP), expulsaram e afastaram membros do partido. As criticas de falta de democracia no partido com telhados de vidro fez-se sentir imediata e violentamente. Agora tudo é mais normal e democrático, ou como os burocráticos dos partidos gostam de dizer, é “estatutário”.

É que realmente nesta história da democracia nos partidos o grande exemplo vem do PSD, CDS que fizeram passar certas leis no parlamento, usando de uma maioria doentia e prepotente, mas acompanhados também por um PS demasiado excitado e ansioso que entre outras coisas proibia os partidos de efectuar eventos onde estivesse envolvidas determinadas verbas (isto para impedir que o PCP fizesse a festa do Avante), proibia os partidos de votar de braço no ar, para que tivessem de fazer voto secreto, (o que teve mais piada nesta lei é que o CDS votou contra os seus próprios “estatutos”) E votou mesmo de voto de mão no ar no último congresso que tiveram), esta última lei que é uma verdadeira fraude, que impede um partido de se juntar livremente e de se associar como desejam, é demonstrativo da condição do nosso sistema, que já não responde a si próprio.

Voltando à questão das expulsões, e visto terem deixado de ser uma exclusividade do PC, devo dizer em favor de Marques Mendes, que ao menos este anda mesmo a expulsar as ovelhas !mais! ranhosas, porque o PC esse já consegue expulsar gente com mais valor. Ainda assim se o PSD continuar assim, talvez daqui a uns tempos tenhamos a sorte de que se torne num partido mais pequeno que o bloco!

Miguel Bordalo

quinta-feira, setembro 08, 2005

Boca privada em entrevista fabulosa!

“Se ele estivesse aqui no Rio, fazendo uma revista, e pudesse, na hora do almoço, dar uma caída, ou se pudesse antes do trabalho dar uma passada na praia, escutar as merdas que os caras falam ali no calçadão, no Arpoador, a revista seria mais autêntica. O que falta é autenticidade para as revistas. Essa distância deles é um problema sério. Os caras de lá são muito arrogantes em relação à informação. Falta o pé sujo de areia na redação, sabe? Uma redação de revista de surfe tem que ter areia no chão, não dá pra ser limpinha. Tem que ter a sandália, não dá para o cara chegar de calça comprida, camisa pra dentro da calça pra trabalhar numa redação de surfe. É contra tudo o que eles deveriam pregar. Mas, no entanto, eles têm um certo orgulho de fazer isso, não sei por que. Talvez pra mostrar que tudo que eles fazem lá é bem sucedido, que o carioca é um merda, que o máximo que se consegue fazer aqui é ir à praia.”
Excerto da entrevista de Júlio Adler Indicada no Ondas, feita no Surf pensado. Uma entrevista a ler, apesar de grande parte do tempo referenciar o surf brasileiro, se lermos nas entrelinhas dá para retirar o espírito.

Miguel Bordalo

terça-feira, setembro 06, 2005

Mas que inconveniente!

O jantar da seita está quase para aparecer, já confirmei a minha presença, mas devo dizer que só porque sei que há gente que vem de longe, porque é um inconveniente enorme o jantar ser em cima do grande derby! Uma chatisse que em último caso vai fazer com que perante uma televisão por perto vá andar um pouco distraído…
Não se esqueçam de no meio do jantar, discretamente, me pedirem para eu fazer a imitação da líder da JCP. Este ano o comício no Avante teve muito nível!

Miguel Bordalo

segunda-feira, setembro 05, 2005

Trágico ou cómico?

A notícia mais incrível que li nos últimos tempos, potencialmente seria tão fácil, leiam e digam-me qualquer coisa! Diz um pouco do estado do jornalismo que por vezes para em paira em Portugal.

Miguel Bordalo

Estou convencido

O Slater não é humano!

Miguel Bordalo

Do Avante para o surf

Quem não conseguiu, depois de voltar tarde do Avante, ver às quatro da manhã o campeonato do WCT no Japão, podem querer ver a inacreditável manobra que lhe deu um 8 e a consequente vitória no heat no espaço dos videos na página da prova, não se vão arrepender. Já não sei bem a que horas me vou deitar… as ondas estão estranhas, de uma maneira que faz com que os surfistas não possam jogar pelo seguro. Vejo a semi-final? E se o Kelly ganha? Fico acordado até às 8? Raios!

Miguel Bordalo

sexta-feira, setembro 02, 2005

Só podia

Também fiz por isso! :)

This is me

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Miguel Bordalo

O ensaio sobre a cegueira

A situação em Nova Orleães só pode ser comparada ao meu livro favorito de Saramago, como dizia e muito bem a minha namorada, quase aflita a ver as imagens que atravessam o mundo. É realmente incrível como o país mais rico do mundo deixa os menos favorecidos para trás, à morte, à fome, à miséria, à violência, pilhagem e maldade humana. Se houver maior culpado do que aqueles que andam aos tiros no meio de um estádio com 60 mil pessoas, sem condições sanitárias, água ou comida, é o presidente Bush, criminoso internacional e caseiro, o verdadeiro representante do mal. Que hoje dizia que o governo federal iria fazer a sua parte mas que os privados também tinham que ajudar. Alguém dizia sobre um qualquer “ditador eleito” da américa do sul, - era pôr um sniper e matá-lo! - O que dizer do presidente Bush?

Miguel Bordalo

quinta-feira, setembro 01, 2005

De volta!

Umas férias sem aviso prévio, não foi de propósito, foi a pressa. Tive por terras transmontanas, passei pelo Porto para visitar os meus avós, e acabei numa temporada de surf um pouco intensa a surfar todos os dias no Alentejo. Cheguei há dois dias, ontem depois de tanto surf no Alentejo fui pôr em prática para a meca do surf, fiquei definitivamente convencido que não há melhor que a Ericeira, numa surfada de aproximadamente quatro ondas, fiz mais e melhores ondas do que em todos os quinze dias no Alentejo, (por minha culpa), mas atesta à qualidade das ondas na terra dos ouriços do mar.
Ontem fui com alguma pressa para a Ericeira porque uma das lendas do surf ia competir, fiz surf de manhã e fiquei à espera de Tom Curren toda a tarde, a ver surf de uma qualidade extraordinária. O tempo aproximava-se, a água na boca começava a criar-se. A tarde aproximava-se do seu final e eu refastelado na areia preparava-me para uma experiência extraordinária, falávamos nisso eu e os meus amigos quase nervosos, aproximava-se uma experiencia quase transcendental! Tudo o que já vi de Tom Curran, tudo o que já ouvi de Tom Curren conjugado com um heat ao vivo! De repente vemo-lo, uma licra cor-de-rosa, a descer a praia, o primeiro a dirigir-se ao mar, atravessa toda a praia para ir ao pico pelo direita, todos os olhos postos nele, enquanto o comentador da praia o elogiava, falava de vitórias passadas mais longínquas e mais próximas. – Vamos ver o Tom Curren – Vamos vê-LO – O Curren é agora! – estávamos preparados com os olhos vidrados nele, não iríamos tirar os olhos de cima do homem nem por um segundo na próxima meia hora! O comentador da praia diz qualquer coisa que eu não entendo, e os meus dois amigos lançam um grito lento e morno de desilusão. Não entendi a princípio, mas depois vi o Tom Curren a voltar para trás… tinham-lhe dito que seria o último heat do dia o que já estava na água e que para ele teria de ser bem cedinho amanhã de manhã. Eu é que já com o telefone na mão preparado para telefenar para amigos meus tipo concerto ao vivo fiquei boquiaberto sem saber se assobiava, protestava, ou os mandava à fava! Foi hoje o heat às 8 da manhã, ainda bem que não saí de Lisboa a horas absurdas só para o ver porque foi uma porcaria para o Curren, as ondas não estavam boas, mas ele também não devia ter desistido tão cedo, assim não entra do WCT de certeza!

Miguel Bordalo
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