sexta-feira, julho 30, 2010

Acabou!

Finito!!!!!!!

Estou de fim-de-semana, e só trabalho no Domingo! Até lá, só se houver assim uma coisa ou outra. Mais rápida. Ou se me mandarem para trás o que eu enviei agora... e aí não tenho fim-de-semana. Mas isso não vai acontecer!! Sexta e sábado!!!!!!! SIM!!!! Domingo Outjazz!!!

Coitados

Os responsáveis da GALP reconheceram hoje, que os seus lucros subiram. Reconheceram também que são boas notícias para a empresa. Reconhecem que estão muito melhor do que no ano passado. Coitados, tão pesarosos que eles estão...

Eu ponho gasolina da REPSOL, mas já me disseram que a GALP ganha com isso também. E esses são outros aldrabrões. Raios partam as gasolineiras.

Porque rir não é o melhor remédio



Mas faz bem. Mesmo bem.

A última - não juro



Could be the human race is run
Like the moment when your brakes lock
And you slide toward the big truck
And stretch the frozen moments with your fear

Poucos são os que criam ambientes como os Pink Floyd. Poucos são os que escrevem como o Roger Waters.

Cabum!



Would you send me packing? Our would you take me home?!

The lunatic is in my head

Hoje de manhã, escolhi três cds de Pink Floyd. E estou a ouví-los desde que comecei a trabalhar. Primeiro baixo, porque era cedo. Agora são 11. Os meus vizinhos já podem ouvir um pouco de Pink Floyd...



And all that you love and all that you hate
All you distrust, all you save

And all that you give and all that you deal
And all that you buy, beg, borrow or steal

And all you create and all you destroy
And all that you do and all that you say

And all that you eat and everyone you meet
And all that you slight and everyone you fight

And all that is now and all that is gone
And all that's to come and everything under the sun is in tune
But the sun is eclipsed by the moon

Já coloquei estas duas músicas neste blogue umas quantas vezes, provavelmente, sempre que a ouço e leio as letras há mais qualquer coisa.

Juro que não sei

Estive a tentar trabalhar até agora. Vou dormir duas horas para trabalhar novamente. Este fim-de-semana - CURA DE SONO!!!! E um pouco de surf, quem sabe...

quinta-feira, julho 29, 2010

Third

As últimas músicas dos discos de Portishead costumam ser épicas. O último não foi excepção!

Este calor...

A culpa é da Maria.







quarta-feira, julho 28, 2010

Catalunha em Grande

Eu não sou o maior adepto daquele lugar. Apesar de ter dois amigos meus lá a viver. E de uma das minhas melhores amigas ter vivido lá um ano, jurando-me que aquela terra é demais. Eu associo mais aquilo ao futebol, e depois das cenas que fizeram ao Figo fiquei sempre com má impressão daquilo.

Mas hoje há mais uma grande notícia saída da Catalunha. A proibição das corridas de touros. E em Portugal, quando é que se começa a parar com essas histórias?

Momentos

Estive o dia todo sentado na minha secretária a tentar escrever. E nada.

O mais engraçado é que, como estou a escrever uma história que não é minha, estou bloqueado. Quase contrariado. Quando acabar isto vou ser um tipo feliz, e vou tentar escrever as minhas histórias, ou histórias pelas quais eu esteja apaixonado e possa acrescentar qualquer coisa.

Este post serve dois propósitos, para eu desabafar, talvez depois disto apague tudo o que tinha escrito e fique até às 7 da manhã a escrever tudo o que preciso.

Serve para falar de um momento que passei, um momento muito pessoal, que esta música me fez lembrar. Será que um dia vou querer apagar tudo isto que eu escrevo para aqui? O Pastelinho tem realmente sido um amigo fundamental para mim nos últimos tempos.



Vou buscar uma cerveja. Já venho.

Uma vez estive envolvido com uma rapariga de que não gostava especialmente. Acho que foi a rapariga que me fez ver que nunca mais podia envolver-me com alguém que não gostasse...

Tinha um fascínio visceral pelo quarto dela. Era um fascínio tão grande, mais forte do que qualquer pensamento racional. Estar deitado na cama dela, à espera que ela chegasse, a passar os olhos pelas coisas de miúda recentemente feita mulher, ou de mulher que há muito não era miúda. Ficava deitado na cama, barriga para cima, como ainda hoje espero por alguém numa cama. Pés cruzados, mãos atrás da nuca.

O que se passava a seguir é comigo e com ela. Mas no final o fascínio tinha desaparecido. Eram peluches de borbotos, fotografias espalhadas pelas paredes de gente que não me dizia respeito. Pequenas caixas e grandes caixas sem mistérios que me interessassem. Roupas espalhadas num caos estranhamento harmonioso, mas que não me divertia, enfadava-me. Sapatos alinhados, armários de sapatos. Divertia-me quando lá chegava. Quando lá chegava queria passar lá a minha vida inteira, depois, só queria fugir. Claro que eu só tinha de esperar uns minutos até me virar, olhar para ela e o fascínio voltar.

A música neste post lembra-me aquelas manhãs e tardes. Uma casa insana, pai e mãe disfuncionais. Uma miúda linda, e ela era verdadeiramente bonita. E eu nunca gostei dela. Mas descobrimo-nos um ao outro. Numa casa desconexa.

Por volta da mesma altura. Tive um professor de português, que era muito bom professor, tinha um talento enorme para ensinar pessoas a estruturar os pensamentos em escrita, quase de uma forma infalível. Conheci a escrita de duas alunas dele, produtos da sua escola, e elas eram realmente muito claras naquilo que escreviam. Eu não lhe deu um minuto de atenção. Ele retribuía-me da mesma forma. Sempre nos entendemos.

Numa das suas aulas. Já farto da atenção que a maioria dos alunos, como eu, lhe davam. Parou a lição e começou e ensinar as pessoas as melhores maneiras de se suicidarem.

Dois lápis enfiados no nariz, com as pontas para cima, e sentados com um movimento rápido de cabeça faríamos a vénia à vida e pediríamos licença para morrer. Revelou-se no fim da lição como a melhor maneira de estalar. Os comprimidos não eram eficazes, como o comprovou um amigo nosso, aos 16 anos já tínhamos algumas histórias de tentativas de suicídio, auto-mutilação, e risco pelo perigo desconhecido. Éramos muito deprimidos àquela idade, mais ou menos como hoje, os que sobreviveram, que foram a esmagadora maioria, os que não se queimaram, que foi uma maioria menor, ou os que não alteraram completamente a personalidade que foi uma minoria, cada vez mais escassa. Esse poucos mantêm a crónica depressão.

Outras formas de suicídio que não resultavam seriam a cabeça no fogão. Também comprovado por outro colega, que já tinha tentado, e que tinha sido apanhado pela mãe, justificando que estava a ver se o bico funcionava. Atirar da ponte seria uma chatice, caso a meio um gajo se arrependesse. O metro era uma opção, mas já sabemos a maçada que isso causa aos que usam os túneis para ir onde precisam. O enforcamento demasiado medieval, e ao contrário do que se pensa pouco eficaz.

Cortar os pulsos seria demasiado torturante. Para lá da quantidade de histórias de gente que conhecíamos com as famosas cicatrizes. Ou seja, não era do mais eficaz.

Correr com umas tesouras na mão, resultava com putos, podia ser uma boa alternativa. Quase acidental.

Com esta aula desenvolvi vários hábitos. Contemplei sempre o suicídio como um acto divertido. Sempre que entregava um teste de português imaginava o professor a pegar em dois lápis, e a ler um meu teste em pranto, hesitando se se atirava de cabeça ou não. Com os dois lápis a enfiarem-se no crânio, poupando-lhe logo ali ele ter de corrigir aquela desgraça. Em alturas de maior depressão olho para certos sítios de maneira diferente. Um parque infantil, com o escorrega, o baloiço, o cavalinho de madeira, tudo aquilo oferece múltiplas formas de suicídio.

E o que uma música de dois minutos não nos faz lembrar. Lígia, se conseguiste ler este até ao fim, és a maior. Mãe, isto aqui é tudo a brincar, sim? Beijocas às duas.

Quando era puto era o rei de Carrot Flower.

terça-feira, julho 27, 2010

BEM JOGADO!



aí...

Eu sou quem?

Há momentos da vida de uma pessoa que servem para ela se ver a ela própria ao espelho da maneira mais crua possível.

No último fim-de-semana lá me dirigi eu para o estádio da Luz, ver o jogo inaugural. Cumprimentei todos os cativos que voltaram do ano passado. Bacalhaus para aqui, bacalhaus para ali. O jogo já estava quase a começar e chegou o velhote que se senta directamente à minha frente. Contra o que é habitual não me cumprimentou. Sentou-se e ficou a observar o jogo. Eu não quis chatear e deixei-o.

Ora, o velho devia estar para fazer o que fez a seguir há meses. Desesperado a gizar um plano infalível, algo que me fizesse ver, quem eu sou, verdadeiramente num estádio de futebol.

Adenda: Se eu achava que era um tipo mal educado, que diz palavrões com facilidade, mas que sabe ver um jogo, manda umas bocas engraçadas. Não podia estar mais enganado...

O jogo começa, e quase na primeira jogada eu grito: "BEM JOGADO!"

O velho vira-se de imediato para trás e diz "está aqui!?! Ora bem vindo! Ouvi "bem jogado" vi logo que era você!"

Normalmente tenho resposta na língua para estas coisas. Desta vez fiquei quieto. O meu ano anterior no estádio da Luz passou-me diante dos olhos "bem jogado, Bem Jogado, Bem jogado, bem jogado, BEM jogado, bem JOGADO, BEM JOGADO, BeM JoAdo, beeeeem jogadooooo, bem jogado, muito bem jogado, que bem jogado, bem bem bem jogado, bem jogaDO, que maravilha de bem jogado, bem jogado, bem jogado, bem jogado, bem jogado, e etc e tal e por aí fora e nunca mais parava de dizer bem jogado!"

Porra... eu farto-me de dizer "bem jogado", e nunca tinha reparado? Fiquei a olhar para a frente. A pensar que ia tentar não dizer "bem jogado", quase nenhuma vez no jogo.

Assim que o Aimar faz um passe "bem jogado, bem jogado, bem jogado", foi o que a minha boca disse. Eu mal controlei! Tenho Síndrome de Tourette a dizer "bem jogado"!!! E dali até ao intervalo foi um sofrimento, comigo a tentar não dizer, e o eventual "Bem jogado!" a escapar-me.

Tive pena dos cativos ali ao meu lado. - Olha! Hoje lá vem o "Bem jogado" - o velho então deve viver doente com a perspectiva de ir ao jogo, ter de ouvir "bem jogado" de cinco em cinco segundos! "Eu viro-me e mato o gajo! É só ele dizer mais uma vez, e juro que o mato!" Pensa o velhote - BEM JOGADO! - Grita o maluco tourretiano atrás dele. "Aí! A próxima! Diz mais uma vez e faço qualquer coisa!"

Claro que preocupado perguntei aos meus amigos se eles reparavam. Nenhum deles reparava. Dois deles repararam que é uma doença contagiosa e também dizem. O Alex que foi para o meu lado no jogo, confessava a dificuldade que teve no jogo de não dizer "Bem jogado!"

Là vem o "bem jogado"! Olha o "bem jogado" à porrada com o "poupinhas". Là está o "bem jogado" a levantar-se demais. Olha o "bem jogado" a insultar o árbitro! O gajo leva aquilo mesmo a sério, o "bem jogado"!

Vai ser uma época difícil...

Aparentemente.-..

...o Salazar morreu faz quarenta anos. Poucos parece-me. Devia ter morrido há muitos mais. Muitos muitos mais, esse grande filho da puta. Permitam-me a expressão. Obrigado.

Mais música para ajudar


Não serei o maior fã da voz demasiado aguda que usa, mas tem umas composições muito interessantes. Gostava de ter estado ali.

NEsta música gosto novamente do momento de transição que ele quer mostrar. Aquele momento em que tudo está a acabar, e que não sabemos se queremos que acabe como um penso tirado rápido, ou queremos aguentar a penso mais um bocado, mesmo que seja inevitável que ele caia, e que a ferida esteja a fazer uma comichão dos diabos.

Who will love you?
Who will fight?
Who will fall far behind?

Porque por vezes a maior preocupação é mesmo com o outro. Quem é que te vai amar como eu? Quem? Quem é que vai lutar por ti? Quem? Quem é que vai ficar para trás? Quem?

segunda-feira, julho 26, 2010

Aí caramba!

Bem vindos oh ordas do Dias Assim!

domingo, julho 25, 2010

epá

de morrer a rir

Assim é que foi

Fui eu ter à terça com a Sofia, para lhe dar um beijinho, e perguntar-lhe como é que estavam a correr as aventuras no seu novo carro, quando alguém aparece e diz - Miguel!

Fiquei a olhar para as duas, meio confuso... eu que sou o pior para nomes, e por acaso sabia o nome das duas, estava com dificuldades em lembrar-me do nome dos blogues delas, uma é dias... a outra começa por uma parte do dia. Fiquei um bocadinho com a mão a cobrir o nariz, olhos fechados, cara para o chão, para me concentrar, elas deviam estar a olhar para mim e para elas nesse momento um pouco mais confusas que eu.

- Dias assim - Lembrei-me e depois o mais complicado - manhãs ita... - a Carolina interrompe-me
- Não! A manhã é italiana e a tarde é alemã. - As duas riem-se agora, e falam sobre conhecerem-se no mundo cibernético e como o mundo é pequeno e como a roda do chora é do caraças e de como o Bernardo dança para caraças, com o chapéu e tudo, dos seus hábitos à terça-feira, uma das noites mais difíceis de sair em Lisboa.

A verdade é que já fiz bons amigos aqui nos blogues. E não me parece que vá parar tão cedo. Ainda fiquei ali a tentar entender a atracção de uma dança organizada. Porque eu até gosto de ver dançar, mas choros nem tanto, e eu dançar com passos combinados, e regras? Regras para dançar? Não. E lá fui eu, deixando-as naquele ambiente onde aparentemente não há ninguém que não se divirta.

Hoje a energia foi a baixo



Porque a Maria tem tido problemas, porque colocou um vídeo do South Park, e porque eu e o meu sócio aqui do blogue temos sistemas diferentes, e a discussão é recorrente. Porque quase que perdia uma parte considerável do meu trabalho hoje porque a luz foi a baixo no bairro todo. Preciso de uma UPS.

Zás-trás-PÁS!!!

Cheguei a casa. Vou trabalhar. Mas antes vou fazer os meus rituais, começar a ouvir música, escrever este post, e depois sim, começo a trabalhar. É todo um processo inerente a uma preparação eficiente de duas a três horas de trabalho. Que provavelmente incluem mais um ou outro post, porque estar concentrado durante três horas seguidas num único objecto, não é vida para mim, e a esta hora ninguém me atende o telefone.

PORTANTO!

O filme que eu veria amanhã seria o Zatoichi. Um filme de Takeshi Kitano. O Takeshi Kitano é um realizador brilhante, e em Zatoichi ele mexe com o ritmo do filme como vi em muito poucos filmes na minha vida. Tirando o final, das legendas, não o final do filme mesmo, porque esse é muito bom, o filme deixa-me completamente realizado. É daqueles filmes que tudo encaixa. Rio-me, sou espectador de cenas verdadeiramente belas, há mistério, uma conclusão difícil, um personagem carismático, e a banda sonora é mesmo muito boa, entregue a um grupo que participa no próprio filme de uma maneira discreta, mas muito eficaz.



Este filme tem uma das cenas mais hilariantes de todos os tempos. Com os responsáveis sonoros da lama, a participarem. Não vos estrago o filme de maneira nenhuma, e tenho de a pôr aqui. Choro a rir sempre que a vejo...



O Takeshi Kitano tem também a grande capacidade de conseguir juntar momentos muito tensos, com cenas absolutamente hilariantes, as piadas não são rebuscadas, têm a ver com os personagens e como eles encaram as situações. A cena de cima terá mais piada, muito mais aliás, quando perceberem quem é o personagem que se vai embora com uns galos a mais.



Este ou o Sonatine. Via os dois. Sim, amanhã, se tiver tempo, vejo os dois.

sábado, julho 24, 2010

Porque é que eu não gosto do Rui Rio

Entre outras coisas porque é pela "cultura média". A defesa da ignorância, o atalho para um caminho mais fácil, e a ignóbil necessidade de fazer deste tipo de coisas.

E o pior é quando eu ouço que não há alternativa porque o PS é pior. O PS terá sido pior, e terá ainda resquícios desse legado pesado que deixou na câmara. Mas há um vereador que se tem destacado ao longo dos anos com um magnífico trabalho na Câmara Municipal do Porto, e não se preocupem, ele como Presidente da Câmara não comia bébes a ninguém! Isso era só se chegasse a Primeiro Ministro!

Adoro o Porto, mas há anos que não acertam uma em eleições! UMA! Ainda que a minha cidade, para compensar, (o facto de ser um pouco mais certeira nos últimos 20 anos), pôs aqui o Santana dois mandatos... não foi um, foram dois... aí...

Cá continuamos



She´s got a pair of eyes!

Mais ajuda



Não sei porque raio é que hoje me sinto verdadeiramente bem. Por vezes é o último suspiro, mas só se um último suspiro durar assim... três anos. Ou então é porque desde ontem decidi que a minha banda sonora para trabalhar era Nat King Cole. E isso deixa-me bem disposto!

E esta!

A minha amiga Clara e um blogue para quando eu for pai. Que está cada vez mais perto o dia em que eu, não o vou ser!

Para os que já são, ou os que vão mesmo ser.

De prazeres culpados



Contra todas as minhas obsessões, vou mudar-me para a Califórnia. Vou largar tudo e mudar-me para a Califórnia. E que ninguém me impeça! Aquelas mãos na mesa, aquele jeito afável muito portuga, aquele riso fácil, a vergonha e a confiança de a superar num instante. Porra eu odeio aquelas séries todas. Mas acho que vou passar a vê-la só para ver a Ruah...

sexta-feira, julho 23, 2010

Amar Ahmad



Maria! O que eu estou a ouvir agora. Mas se calhar ainda é cedo, não?

Gajos como deve ser III

terça-feira, julho 20, 2010

Cuidado

Com esta mania de andarem a prender jogadores, ainda vemos o Roberto, o guarda-redes do Benfica preso, por prática ilícita de dumping aviário...

MUITO BOM!



Adoro este programa!

É que...

Nem mais! Até porque eu ouvi o mesmo debate, e já estava a ficar irritado.

Pois eu cá ando nisto



11 de Março



Cerco aos TLP



Juramentos de bandeira



A Reforma Agrária

Está visto, portanto, que não é fácil.

E o Manel?

Epá! Maneloni! Não tarda tenho aqui um comentário a dizer-me para eu parar de escrever posts e para saber quando é que tu escreves qualquer coisa. Jà ando a ouvir queixas. EXPRESSEM-SE!!

segunda-feira, julho 19, 2010

Do Jazz

Começar por isto.

O original.

Sempre que alguém me diz que gostava de gostar de Jazz tenho a tendência de mostrar alguma coisa. Aqui vai Maria, três músicas, um tema - The Spartagus Love Theme. No Jazz não devia haver comparações, há quem vá dizer, a do Bill Evans é melhor, a do Ahmad Jamal é mais intensa, a do Yusef Lateef é mais isto ou aquilo, mas isso é simplesmente irritante. São três gigantes do Jazz, os três com versões bem diferentes. O Jazz é o que é, mas se conseguires ouvir isto tudo até ao fim, já começas a gostar de alguma coisa! De Jazz, claro...






Esta é do Bill Evans apesar de, por alguma razão, não estar assinalada como tal.

Ps: Claro que indelicado chamei-te Rita, quando te devia chamar Maria. A culpa foi da Rita, com quem eu estava a falar, e de eu continuar relutante em rever o que escrevo para aqui... Enfim, espero MARIA! que não me leves a mal...

domingo, julho 18, 2010

O pastelinho é...

Forte em melanina, Benfica e membros fálicos. O Sitemeter revela com cada uma...

O filme que eu quero ver hoje se tiver tempo

Eu adoro o Wes Anderson. Gosto dos ambientes que cria. É um realizador completamente original, que vive no seu mundo e do seu mundo.

Hoje vejo o The Darjeelin Limited, se tiver tempo. Uma viagem à Índia de Wes Anderson. Não à Índia turística ou à Índia do fotógrafo jornalístico em viagem. Uma viagem à Índia que o Wes Anderson idealizou para que três irmãos dessem a volta às suas relações.

Acima de tudo os filmes de Wes Anderson fazem-me sorrir, pensar nas relações das pessoas, nas primeiras impressões, nas impressões distantes, quando duas pessoas têm uma relação tão longa, que não precisam de dizer tudo, só o mínimo necessário. Ou de como por vezes isso é tudo menos suficiente, porque na realidade o que as pessoas precisam é de falar.

O Wes Anderson tem o péssimo hábito de trabalhar com péssimos actores, tudo gente incapaz, ainda por cima! É que não há cena que não seja brilhante.



Desde o primeiro filme que ele me convenceu ser um dos melhores realizadores de todos os tempos. Acima de tudo, epá, tem estilo!



E depois tem este filme, que de comédia tem um pouco, mas de genial tem absolutamente muito. Vejo-o sempre que posso.

sexta-feira, julho 16, 2010

Pronto e já está!



As coisas vão correndo melhor, comigo a ouvir The Penguin Orchestra. Que eu adoro!



Ouvir isto de manhã, ou no começo do trabalho, é começar bem o dia, ou o trabalho.

Ok

É agora. O Oliver Stone ajudou-me novamente.



Porque o Talk Radio é um filme como eu nunca vi. Nunca mais. É brilhante. A história é boa, mas o Oliver Stone está em grande. O filme vive de planos, ambientes, colocação de personagens. Do som. Do ritmo. Tudo encaixa. Quem o quiser ver, tenho-o aqui em casa, mas é sem legendas!

Se eu alguma vez realizasse um filme. Ser EU o realizador. Queria filmar uma cena assim. Ser capaz, digo. Não a vejam se não viram o filme! Porra!


"This is dead air Barry, dead air."

No Natal

Ainda à procura de concentração, depois de ter enchido a pansa de picanha, e à procura da música que me vai fazer escrever como um doido. No Natal. No Natal vou descobrir oferecer-me a mim próprio o Natural Born Killers. Argumento de Tarantino, realização de Oliver Stone. E eu adoro Oliver Stone!



Sweet Jane.

Como começar a noite?

Bom, eu e a dótora do blogue Devaneios, Maria de seu nome, temos alguns gostos em comum. E foi ela que me pôs a ouvir um disco que já não ouvia há muito tempo, de Beirut, que já não ouvia há anos! Ela pôs o Elephant Gun, e eu depois de o ouvir já algumas vezes os dois discos, que vêm só num, ponho hoje a minha música preferida de Beirut, "Postcards From Italy", que aparentemente é uma adaptação de uma música que desconheço. Faço-o porque é assim que vou começar a trabalhar depois do jantar, porque já estava para linkar aqui o Devaneios há algum tempo, e para vos dizer para passarem por lá.



"Those who admite defeat to late/ Those where our times, Those where our times." É a parte que, não interessa o que estou a fazer, a canto com ele, e canto-a a lembrar-me de mim, de outros tempos e destes tempos. E canto-a a lembrar-me de outros, destes tempos, e de outros tempos.

quinta-feira, julho 15, 2010

J-Bay

Ver boas ondas serem bem surfadas não é um sacrifício tão grande. Ainda que no final do dia é que vai ser difícil, depois de daquela pica toda de ver estes tipos, e não poder tentar fazer meia manobra no final num bom pôr-do-sol perto de Lisboa...

A dúvida

Deito-me? Ou fico acordado?



Ainda vou descobrir daqui a um bocadinho...

O banal esplendor de um tipo interessante


Estou enfiado em casa desde a uma da manhã, num hábito meu, estou a ouvir uma só música há um hora e meia, e não consigo fazer o que preciso de fazer. Vou consultando jornais, vou procurando outras coisas, respondendo a emails...

Numa visita ao Público descubro que morreu um dos personagens de um filme que eu adoro, uma espécie de um documentário ficcionado, sobre a ficção de uma vida real, que de quase nada tem inventado.



Morreu Harvey Lawrence Pekar, o argumentista da sua própria vida, que depois era ilustrada por gente que sabia desenhar, a banda desenhada chamava-se American Esplendor, que veio a dar o nome ao filme com o mesmo nome, com Paul Giamatti a fazer de Harvey Pekar. Eu nunca li nenhuma banda desenhada dele, quando vi o filme pareceram-me muito interessantes, tal como o personagem, mas nunca li nenhuma. O filme está muito bem feito, vive de sobreposições, não poupa a realidade e habita o irreal por causa disso, por vezes o Paul Giamatti é mais o Pekar, do que o próprio Pekar, a não ser quando este aparece em pequenos clips gravados ao vivo, como as entrevistas com David Letterman.



Por mais engraçado que possa parecer, a música que estava a ouvir há mais de uma hora, antes da notícia do Pekar, que ainda ouço agora, tem muito a ver com a vida de Pekar e com o American Splendor. Tirando a voz de anjo, e a aparente calma, a música é um olhar que Jon Iver faz a si próprio. Era isso que Pekar fazia, olhava constantemente para si próprio. E tanto Iver como Pekar, não têm pejo em olhar-se no estado em que realmente estão, sem filtros, bom ou mau, mas um olhar no espelho, e o reflexo disso no mundo.



Por mais que Pekar quase se esforçasse para mostrar que era má pessoa. A adopção da filha, é a acção que o eleva àquilo que realmente é. Porque os actos falam mais do que as palavras, argumentos, ou estórias. Este fim-de-semana vejo o American Splendor novamente, e vou festejar a partida de um verdadeiro deprimido. Viver na depressão faz-se bem, se como o Pekar, virmos tudo isto como uma piada, quase de mau gosto. Será que me vou tornar num tipo ressentido?

quarta-feira, julho 14, 2010

Amigos que perdemos

Tenho uma amiga que perdeu uns amigos, e eu sei que isso lhe custou muito, que a marcou profundamente, porque não teve quase ninguém a quem verdadeiramente se agarrar, porque foi num momento especial, porque tudo foi demasiado violento, demasiado próximo, demasiados "ses".

Eu já perdi amigos, e já perdi família, já quis conhecer pessoas melhor, já quis dizer a alguém que gostava dela e não pude. E talvez pior, já quis dizer a alguém que ela tinha valor, que ela era impressionante, que ela era importante, e não pude...

A perda deixa-nos uma marca, não só a saudade, a barreira impossível de ultrapassar de não poder ter algo de volta, de ser inútil lutar contra um pensamento que se esbarra nas nossas cabeças sempre que perdemos alguém. E "se". E se eu tivesse dito aos meus avós que eles tinham sido das pessoas mais importantes da minha vida, que me marcaram profundamente, que foram responsáveis pela maneira como eu olho o mundo, e se eu tivesse estado mais tempo com uma das minhas melhores amigas quando tinha 15 anos. E se eu tivesse passado aquela tarde com ele, um amigo que queria ter conhecido melhor. E se eu tivesse telefonado, e se eu os tivesse impedido, e se eu a tivesse beijado, e se eu tivesse tido um pouco mais de inteligência, e se eu tivesse previsto o impossível de prever? E se?

Mas os "ses" não ajudam ninguém, nunca ajudaram, nem nunca vão ajudar, já as recordações, as boas, ajudam e muito. Ainda assim, nós queremo-los de volta.



Esta música dos Local Natives é muito interessante, porque apesar de eu não ter em mim a vertente mística que eles apresentam no final, eu revejo-me em muitas partes dela. É ouvir. Sobre perda. Para a minha amiga Rita, que passou pelo que nunca devia ter passado. Mas se olhar para trás, preferia tê-los conhecido, a nunca ter sabido quem eram. Não?

Sou um tipo muito básico



O que eu me riu com estas coisas...

terça-feira, julho 13, 2010

Olha Rapaz não sejas assim rouco

Estava eu a andar de carro ontem, quando, no rádio ouço um rapaz, com uma voz rouca, não se esqueçam de ler a frase com uma voz rouca, como a do Cavaco: "Diga-me. É muito difícil coordenar este país?" A voz era dirigida ao próprio Cavaco, que muito condescendente, bem ao seu estilo, com um rapaz de oito, ou com uma rapariga de quarenta, ri-se e responde-lhe, com aquela voz rouca, não se esqueçam de ler a frase com voz rouca, como a do Cavaco: "È muito difícil! Olha! É mais difícil do que treinar uma equipa de futebol! Aqueles vinte e três ao menos são só aqueles!" E riu-se muito, com a sua própria graçola.

Mas o senhor Cavaco não se deu por satisfeito, revendo-se na voz do rapaz, quis logo ser o seu mentor. Então terminou com a seguinte frase "Mas sabes menino." Sim ele disse menino, e continuou, "Há como que uma mão invisível, que vai orientando as coisas, e elas acabam todas por ir ao seu lugar."

A mais velha lição do puro capitalista, a confiança não só cega de que a mão é invisível, porque há quem a veja mais do que os outros, mas que a mão não é mesmo controlada por ninguém. Nunca houve na história do mundo uma mão que não fosse controlada por alguém. Se houver uma mão que alguém vir por aí, perdida e sozinha, foi porque o dono a perdeu, ou num acidente, ou num ritual de sacrifício, se ela tiver muito sangue à volta, quem a controla morreu e não estará muito longe. Acreditem, isto é assim como vos digo. Esta última frase também podem ler com voz rouca, não se esqueçam, assim como a do Cavaco. Porque não...

As coisas que nos acontecem na internet



A procurar alguns vídeos de Mono, uma banda que eu... até gosto. Encontrei esta preciosidade, muito informativa!

segunda-feira, julho 12, 2010

De dor de cotovelo está o mundo cheio

E disso sou EU bem culpado.

A Espanha ganhou ontem o mundial mais bem jogado que alguma vez vi. Muitos bons jogos, bons golos, selecções em forma, as europeias organizadas, as sul americanas mais inspiradas. A Espanha foi a melhor, e apesar de algumas manifestações de dor de cotovelo ou ciumeira que já vi por aí, não é da Espanha que EU tenho dor de cotovelo.



Também não tenho ciúmes do Iker que tão bem beijou a sua namorada no final, emocionado com a vitória depois de ser criticado no primeiro jogo por andar distraído com a modelito jornalista, sempre presente nos jogos da selecção. A dor de cotovelo dos espanhóis no primeiro encontro manifestou-se bem. Não tiveram de a sentir mais, ganharam tudo a seguir. EU não tenho dor de cotovelo de nenhuma das conquistas do senhôr Iker. Parabéns a ele.



Esta música de Peggy Sue é clara naquilo que as pessoas pensam que é a vida das outras, principalmente das famosas, e que tem um lado bem mais real, incalculável para muitos dos que só observam vitórias, derrotas, lutas e desistências, sentados confortavelmente nos seus sofás. "And all I really want is to have the right to wear MY PANTS UNDER NEATH MY TIGHTS!!" É muito bom! Nâo tenho dor de cotovelo de nenhum pessoa famosa, e de nenhuma conquista em especial.



Eu não sou muito fã de The National, aliás, acho que só gosto desta música, e nem tanto do final quando ele começa a dizer que sonho com ela há 29 anos, antes de a conhecer, só porque parece-me algo que já ouvi antes. A culpa é minha, não me levem a mal, os The National devem ser uma banda do caraças, mas é daquelas bandas que não me entra no ouvido. Talvez um dia. A verdade é que a parte que eu gosto vai no início, e um pouco mais tarde, já a meio quando ele repete - "I wanna to hurry home to you, put on a slow dumb show for you, crack you up". Que faz sempre lembrar-me que a única vez que sinto alguns ciúmes com uma namorada minha é quando ela se ri mais com um tipo que eu não conheço, do que comigo. "Crack you up!" Como estou sem namorada. E assim o espero ficar por algum tempo, que já não estou com cabeça para aturar estórias. Também não é por isso que ando com dor de cotovelo.

Então porquê?

Porque fiz uma ruptura muscular que ditou o meu afastamento do mar por quatro meses, e vão dois meses de recuperação e nem perto de uma prancha ando. Por isso tenho ciúmes das pranchas dos outros, e dor de cotovelo dos que me lêem agora mesmo e andam para aí felizes a surfar. Vão dar de comer aos pardais! Para não me sair uma mais pesada...

Publicado em simultâneo com o Ondas. E desculpem a repetição do video do Casillas, mas também, é um bom momento.

Gajos como deve ser II



Um homem e a sua mulher.

sexta-feira, julho 09, 2010

Lebron James em Miami

Em primeira mão. O melhor jogador de basket da actualidade vai para Miami, a cidade do pior CSI de todos.

Foi a pior decisão de todas, para mim como espectador, vais ser uma equipa que vai ganhar sem dificuldade. Teria gostado de ver Lebron em Nova York, mas paciência. Espero que o Kobe continue a ganhar, só porque uma equipa com Dwayne Wade, Chris Bosh e Lebron James, parece-me injusta...

A que propósito vem a ser isto?

segunda-feira, julho 05, 2010

Uma música quase todos os dias 25 (último)

Tenho um pai muito engraçado, quando está relaxado pode ser uma das pessoas mais cómicas do mundo, de rir até às lágrimas. Quando está distraído pode ser profundamente poético, aparentemente do nada. Quando está no momento pode ser mais músical do que qualquer outra pessoa no mundo. É sempre muito interessante e mais não digo.

Hoje fui ter com ele para beber umas cervejas mais uns bons amigos dele, e ele trauteou uma canção do MacCartney, um elogio numa forma muito rara...

Eu sei bem que música é que queria pôr aqui para finalizar, não a podendo pôr, deixo-os a música trauteada.



E pronto. Terminou a rubrica. Não há mais "Uma música quase todos os dias".

Jusqu'ici tout va bien

sexta-feira, julho 02, 2010

Gajos como deve ser



via PAS

quinta-feira, julho 01, 2010

21 %


É de manhã cedo. Entro no café e, como sempre, sinto aquele clima de “This is a Local Shop For Local People” (Não conhecem? Vejam). A senhora, a senhora mais monossilábica, entediada e desenxabida da história das senhoras monossilábicas, entediadas e desenxabidas demora quatro minutos a chegar ao balcão para me atender. Tudo normal até aqui, vou lá quatro vezes por mês, sei como as coisas são. Peço um café e agradeço respeitosamente o favor de ser servido. Entrego uma moeda de um euro. Agito o café com a colher enquanto ouço o país real - o real a sério.

“Então já aumentou os preços? O seu amigo Sócrates meteu o IVA a 21%.”, diz um bom cidadão do outro lado do balcão, dirigindo-se à senhora mais monossilábica, entediada e desenxabida da história das senhoras monossilábicas, entediadas e desenxabidas.

“Ah, ainda não...”

“Ainda não mudou os preços na registadora?”

“Ah, ainda não...”

“Pois mas já aumentou tudo. É dia 1 de Julho.”

“Ah já. Pois mais ainda não...”

“É sempre a roubar. Quando as pessoas têm oportunidade deitam a mão a tudo.”

“É metade a roubar outra metade”, acrescenta outro senhor atrás do balcão, presumo que o marido da senhora mais monossilábica, entediada e desenxabida da história das senhoras monossilábicas, entediadas e desenxabidas.

“Marxistas,” penso. “Vou fazer um núcleo local."

Nisto, a senhora mais monossilábica, entediada e desenxabida da história das senhoras monossilábicas, entediadas e desenxabidas, deixa o meu troco à frente do bom cidadão, para o qual nunca olhei de frente, como se estivéssemos num duelo num saloon do Oeste Selvagem – espera lá e estávamos mesmo. Duelo? Após 15 segundos, o bom cidadão mete os 45 cêntimos ao bolso. Os meus, que continuo à espera de receber mas agora a bater com as falanginhas dos dedos das mãos dos punhos cerrados no balcão (há todo um conteúdo político nesta cena que não deve ser menosprezado e não é só dialéctico). A senhora mais monossilábica, entediada e desenxabida da história das senhoras monossilábicas, entediadas e desenxabidas olha para mim, como se eu estivesse ali para uma reunião constituinte de um núcleo marxista local. Não estou - onde é que foram buscar essa ideia?

Passados alguns segundos, a senhora entrega umas notas valentes ao senhor anteriormente conhecido como bom cidadão.

“Com que então queres cem euros ou lá o que quantia perfaz esse conjunto de notas azuis...mais 45 cêntimos?” pensei, visivelmente desiludido com o rumo da revolução, perdão, situação.

“Desculpe, falte o meu troco”, digo à senhora mais monossilábica, entediada e desenxabida da história das senhoras monossilábicas, entediadas e desenxabidas.

“Não lhe dei o troco?”

“Acho que deixou ali (digo, apontando para o senhor anteriormente conhecido como bom cidadão). Mas o troco já não está lá (alto)....mas o troco já não está lá (mais alto).”


Continua
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