quinta-feira, setembro 30, 2010

A breve vitória dos agiotas


Não é preciso explicar sobre o que estou a escrever. Agora que o Governo fez a vontade aos agiotas dos mercados financeiros, antes que os agiotas dos mercados financeiros venham dizer que não chega e que querem mais, importa dizer uma, duas ou talvez mais umas quantas coisas sobre o assunto.

Primeiro, uma questão sobre a "ordem do dia", a "actualidade" e a urgência com que se discutem questões tal e qual como estávamos a discutir no Séc.XIX - a divida externa e o investimento em grandes obras públicas, por exemplo. Uma República com 50 anos de vivência plena – e outros tantos de obscurantismo – continuar a discutir as mesmas coisas que numa Monarquia decadente não é bom sinal.

Segundo, a vontade que o Governo fez aos agiotas dos mercados financeiros tem um propósito cada vez menos encoberto: o fim do Estado Social. A redução da despesa em vários apoios e prestações sociais, nas reformas e no congelamento de salários na Função Pública, anuncia o que aí vem. Será o descalabro com o PSD. Não me surpreende que tenha sido Sócrates a fazê-lo mas já me surpreende que o PS tenha deixado as coisas chegar ao ponto em que Sócrates se permitiu fazê-lo.

Terceiro, já sei, já sei, “parte-se-lhe o coração”.  Por isso, enquanto deixou finalmente de convencer quem o seguiu caninamente nos últimos anos, compete-lhe a nobre tarefa de, como não tem qualquer hipótese de ser reeleito e assim não tem que governar para eleições – como é apanágio desse grande partido que é o PS-PPD-PSD – podia tentar, agora, governar para o país. Sem paroladas tecnológicas, sem discursos motivacionais dos trezentos: um governo discreto e patriótico.

Quarto, enquanto o PS de Sócrates definha e o PS de Costa se prepara, convinha pensar-se num outro aspecto que vai mais para além de eleições, votos e como dar muito, imenso, extraordinário prazer aos mercados financeiros: o paradigma de desenvolvimento económico do país.

Quinto, é verdade: este país não tem muitas coisas físicas para dar ao mundo e a si mesmo.  Destruiu – aliás, Cavaco Silva, o tal que vem agora defender a “produção agrícola nacional", é o culpado - o sector Agrícola, como o da Pesca, aceitando como um burro a olhar para um palácio a Política Agrícola Comum. Tal e qual como aceitou os fundos comunitários, em pleno El Dorado do "Portugal na CEE", para os aplicar em torno de um eixo louco de desenvolvimento Auto-Estradas/Betão que condenou, estruturalmente, o nosso país e o seu crescimento sustentável.

Sexto, Portugal tem um Património Natural e Cultural extraordinário, tem a Criatividade, tem a Tecnologia, tem a Ciência, tem a Inovação – e o Mar, talvez, ainda estou para descobrir - e tem gente capaz. Cavaco Silva, depois do "Caso das Escutas" de que já ninguém se lembra – e que aparentemente não era nada “insustentável”, apenas uma ligeira conspiração politica ao mais alto nível – e que está agora no pináculo da sua fase “Série Grandes Estadistas de Pequenas Aldeias”, não só tem responsabilidades no atraso estrutural que Portugal tem, como ainda tem a suprema ousadia de, num momento destes, se atrever a ser um Presidente da República em campanha fora do período de campanha eleitoral.

Sétimo – e acaba já. Os carreiristas de ocasião e de ocasião muito pouco ocasional, dizem que Portugal não tem solução. Mas tem, embora estejamos condenados a sofrer durante várias gerações. Portugal precisa de uma grande dose de inspiração, de olhar para a frente percebendo onde já errou reiteradamente, consciente dos seus imensos desafios e das suas enormes dificuldades mas com capacidade para apresentar soluções, invertendo a perspectiva actual com que olha para esses desafios e dificuldades e,sobretudo, apresentando um novo paradigma de desenvolvimento para o futuro, honesto e sustentado, em torno das áreas que mencionei acima e outros que a criatividade e o conhecimento trarão à luz do dia.

Por último – agora sim - neste momento, sei com toda a certeza que esse futuro não pode contar com tecnocratas como Sócrates ou Cavaco Silva, gente que cresceu a brilhar num sistema pronto a servir a agiotagem e os grandes interesses, oferecendo, quer a uns, quer a outros, nada mais nada menos que a concessão por décadas e décadas de Portugal, um pais soberano à mercê dos casinos financeiros.

Olho à volta e, para começo de conversa, vejo que daqui a quatro meses temos que eleger outro Presidente da República: Manuel Alegre. E outras soluções chegarão.


terça-feira, setembro 28, 2010

Depressão II



As personagens que se escondem por trás de cada linha, a imagem residual de mim próprio, é um espelho invertido... eu olho para o espelho, coço a barba com a mão direita, mas a mão direita levanta-se à minha frente do lado esquerdo, obedecendo ao princípio básico do reflexo, desrespeitados desde os primórdios tempos por qualquer lei da reflexologia, que provavelmente não existe, nem nunca precisou de existir, porque do lado direito o reflexo tem de cumprir o lado direito. Hoje o meu espelho mostrava o lado esquerdo, mesmo quando eu inclinava o corpo todo para mostrar o direito. Hoje e muitas vezes. O tipo que eu vejo ao espelho fascina-me sempre. Nunca é exactamente quem eu estou a contar, por vezes outra pessoa que me é desconhecida.

Há quem diga que eu sou vaidoso. E provavelmente há uma vaidade, em olhar curioso para a minha imagem, invertida num espelho de um elevador. Eu sou assim? Que merda... Eu sou mesmo assim?

De longe vem a esperança num riso de prata, gestos rápidos, cabelos soltos, um coração gigante. Aqui perto uns olhos grandes, um braços envolventes, e uma gargalhada solta. Duas histórias que eu quis proteger, duas histórias que ainda quero proteger e não consigo.



Um pária perdido num esgoto
Salta em dois pés juntos
Olhos de rato preto
Comendo entre restos defuntos

Salta pária salta
Come só mais um pouco
Agora a fogosidade não falta
Quando te dão os ares de louco

Descansa entre a merda e o lodo
És tu o fardo que eu mordo

Estou sentado numa cadeira de escritório. Sem força para carregar em teclas. Amanhã é outro dia... amanhã é outro dia. Preciso de surfar. Amanhã é outro dia.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Depressão I

Num dia como o de hoje precisava de ver um filme assim:



Obrigado Nana e Sérgio.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Exercício?

Hoje fui correr. A minha fisioterapeuta disse-me - Miguel, nos próximos 15 dias tens de me mostrar o que vales. Tens de pôr força nessas pernas. Vai correr, vai surfar, vai subir escadas, vai fazer o que bem te der na real gana, desde que não seja jogar à bola ou taekwondo. Mexe-te!



A minha perna ainda tem um enorme alto na parte superior da coxa. Cheira-me que é um músculo que subiu e não quer descer nunca mais. Vai ficar por ali...

Redobrado de pica para me pôr bom, já andei a surfar, mas hoje foi o verdadeiro teste da vontade. A verdade é que o meu cansaço não deixa as minhas pernas fazer grande exercício. Então fui para a Cidade Universitária andar mais do que correr. A Cidade Universitária que é o pior sítio para se estar neste momento, que é a altura das praxes, e eu odeio praxes! Odeio!!!



Lá ia eu pouco correndo, mas mais ainda andando. A tentar encontrar força nos pulmões para continuar a correr, e a procurar a força das pernas que não as uso como deve ser há quatro meses, quando comecei um exercício de sprints. Os sprints consistiam em parar, andar um pouco, começar a andar mais rápido, e arrancar numa velocidade estonteante, não fosse uma velhota ultrapassar-me pela direita... pensava eu que ia rápido, mas nem por isso. Num dos sprints a força das minhas pernas cedeu, e eu lá me estatelei no chão, e antes que me caíssem dois ou três corredores em cima com pena de mim, invoquei todas as forças que tinha e que não tinha e dei uma espécie de cambalhota ridícula para trás, que me pôs em pé num instante. Eu se estivesse a observar, estava deitado no chão a rebolar a rir-me. Mas o pessoal anda muito sério hoje em dia, e tudo fez de conta que não viu.

Quer dizer, um gajo fraqueja das pernas, qual modelito numa passerel com os tacões altos de mais para controlar, abana as perninhas todas até se estatelar, rebolar no chão, dar uma cambalhota para trás e isso não suscita um riso? O meu melhor stand up comedy act de sempre, e nada.



Lá fingi que me magoei, agarrei-me à perna. E fui a andar até ao carro, verificando se não tinha chacinado o meu telemóvel, que ficou inteiro. Como podem ver o exercício tem andado a tratar muito bem de mim ultimamente. Uma maravilha!

E eu amanhã, lá vou ter de me meter noutra. Isto começa a parecer que a minha mãe e o meu pai é que têm razão. São os mais assíduos observadores do jeito natural que eu tenho para o acidente atípico e dizem-me - epá, não queres parar? Ficar quietinho. Passeia só. Porquê exercício?

Já esteve mais longe.

Post não revisto, qualquer correcção de referir ali na zona dos comentários. Obrigado

Os Mau!



Acabei de ir de um concerto dos MAU, este video é demais. Eu sei que eles não gostam. Entrevistei-os uma vez e eles explicaram que a ideia do coelho foi tão genial que ninguém parava de perguntar pelo raio do coelho. O que se tornava uma chatice pelo simples facto de que eles queriam fazer mais cenas sem o coelho, e que lhes prestassem atenção sem ser pelo coelho.

...

Mas eu adoro o coelho... Eles também não lêem isto!

Diga-se de passagem que o coelho não foi necessário para nada no concerto. Alto concerto! Alto concerto mesmo!

quarta-feira, setembro 22, 2010

The Machinist

O Maquinista.

Para quem nunca viu, se são meus amigos, juntamo-nos e vemos em minha casa. Se ainda não temos esse nível de confiança e gostarem de filmes sombrios, a roçar o sinistro. Vejam. Eu podia dizer uma coisa terrível como "é o legítimo sucessor de Hitchcock", mas seria tão foleiro, que me arrependiria logo a seguir.

Segue algumas das músicas da banda sonora de um dos filmes que mais me marcou na minha vida. Por todas as razões e mais alguma, porque tem um final soberbo, porque o Cristian Bale é o melhor actor da actualidade, ao lado de Sean Penn, e não vejo mais ninguém a fazer os papeis que estes dois fazem, e por tanto mais...

Gostava de falar com alguém sobre este filme, um dia destes. Mas ainda não encontrei alguém que o tivesse visto. Provavelmente vou a um jantar, conheço uma rapariga que o viu, passo a noite a falar dele, apaixono-me por ela, e estrago mais uns meses/semanas da minha vida, e uns quantos/quantas dela também... O arrependimento não devia ter lugar na minha vida. Mas não só tem, como tem algum peso sobre ela. Tenho de melhorar isso.















Há que dar crédito a um post que é parecido com o anterior e, ao mesmo tempo, completamente diferente.

terça-feira, setembro 21, 2010

Caguei!







Ainda estou para encontrar uma pessoa que tenha gostado deste filme. Caguei. Caguei de alto para os gostos das outras pessoas! Adorei. Adoro, a banda sonora é genial. O ambiente é genial. A realização genial é. A relação dos três personagens é... deixa lá ver... para um melhor adjectivo... aí sim! GENIAL!



E-sim!-Até-o-Paco-de-Lucia!-Seis-acordes,-três-de-propósito.-Faz-lá-isso-outra-vez-Paco.-Não-faço,-mas-faço-diferente-e-parece-bem-na-mesma-paco-de-lucia.

Força Francisco!!

OLÉ!!!!!!

Quem?

Alguém entrou no Pastelinho com este post, que não tem nada a ver com o post que estavam à procura, do "Foge sinistro que te fazem ministro". Coisas estranhas da internet. Por acaso estou a precisar de um fim-de-semana assim... Este não, porque já tenho muito coisa para fazer. Mas o próximo sim.

Agora, tenho de tentar saber isto, porque acho que é sempre a mesma pessoa. Quem é que anda a entrar para o Pastelinho, constantemente! Procurando no google por Miguel Bordalo Dias? Vá! Coragem! Acusem-se!

segunda-feira, setembro 20, 2010

Saber pedir desculpa



Ia escrever aqui uma coisa enfadonha sobre como pedir desculpas. Desisti no primeiro paragrafo, também não perdi assim tanto tempo. Estive a ver um filme da Disney, esta noite, que sempre gostei de ver... O Eric Clapton é muito bom. Fez-me lembrar isso hoje.

domingo, setembro 19, 2010

Continuar a batalha...



Tentar não magoar mais ninguém...

quinta-feira, setembro 16, 2010

Peter Sellers



Há comentários mesmo bons... Fazerem-me lembrar o Peter Sellers. E depois há o facto de ter de descobrir onde raio é que está o Dr. Strangelove?!?! Alguém o tem por aí? A quem é que eu o emprestei? Tenho mesmo de fazer uma lista de inventário. Todo o que sai e tudo o que regressa! Vá, não precisam de escrever um comentário, enviem-me uma mensagem para o telemóvel. Quero ver o Dr. Strangelove.

huummmmm...



Um bocadinho de Blues nunca fez mal a ninguém.

quarta-feira, setembro 15, 2010

Dúvidas que trazem boa música

A música é do Chaplin e tornou-se um standart do Jazz, mais conhecida por esta música do Nat King Cole que eu já coloquei aqui no pastelinho uma dúzia de vezes também.



O Chaplin, para lá do génio todo que tinha a fazer cinema, gostava de controlar todos os aspectos dos seus filmes, chegando ao ponto de compôr as suas bandas sonoras que eram, como é evidente, geniais por si só.

Calma!

Há esta! Que ainda para mais é uma relação engraçada entre um dos meus músicos de eleição, o Chick Corea e, indiscutivelmente, o maior génio do cinema de todos os tempos! O Charlie Chaplin - Smile!

...



Provavelmente o único filme que consigo ver com o Tom Cruise...

"Did you go bad?
Did you go bad?"

Chick Corea

O Jazz é lixado. Não há maneira de encontrar as músicas que quero pôr aqui. E se calhar ainda bem. Aliás! Ainda bem mesmo! Quem quiser um grande disco de Jazz, que compre o Expressions do Chick Corea, a solo no piano. Hoje ouvi a música 13, Anna, umas 50 vezes, e se calhar estou a ficar aquém do número real. E como eu gosto de pegar num disco que não ouço há algum tempo, e ouvi-lo de novo saborear cada nota, repetir as músicas, guardá-lo e ouvi-lo novamente daqui a três meses. O Chick Corea é o maior!!

E de repente

Num ápice, um relâmpago numa noite vazia de nuvens, ou um pisca para a esquerda numa rotunda, não sei bem quem eu sou. Estou a olhar-me ao espelho e vejo a imagem que devia ver, estou a ver-me ao espelho e algo não faz muito sentido.

O mais engraçado é que nem posso falar disto que se passa aqui. Ultimamente tenho andado a escrever noutro blogue. Acho que está a acalmar. Vamos só dizer que finalmente entendi perfeitamente esta música. Que já devo ter posto aqui no pastelinho umas 427 vezes.



E a resposta é sim, pelos vistos sim.

terça-feira, setembro 14, 2010

Nem mais e perfeitamente de acordo

Comunicado oficial do Benfica:

«Há momentos que exigem ponderação de análise e firmeza na acção. Há momentos que obrigam a uma participação alargada na tomada de decisões porque isso fortalece a decisão. Razões suficientes que justificaram a convocação de um plenário dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica. Nunca defendemos condições de privilégio, o que sempre reclamámos na nossa história foi igualdade de tratamento, isenção no momento de tomar decisões e verdade.

São estes princípios que garantem a credibilidade em qualquer sector de actividade, seja na política, na economia ou no desporto. São estes princípios que, infelizmente, têm faltado ao campeonato de futebol profissional da primeira Liga nestas primeiras quatro jornadas.

Perante a evidência de tantos erros em tão pouco tempo, a esperança de um campeonato sério ainda não morreu, mas foi fortemente atingida. Aceitar com ligeireza o que se tem passado neste início de campeonato é negar o obvio e pactuar com a mentira.

Qualquer generalização é perigosa e nós não o queremos fazer. Há árbitros competentes – temos essa consciência e essa certeza – mas, infelizmente, por acção de alguns, todos são postos em causa.

O Benfica agirá sempre no estrito cumprimento da lei, não estando disponível para trilhar caminhos sinuosos que outros percorreram sem problemas de consciência e sem reparo ou castigo da justiça.

Se for outro caminho que os benfiquistas querem seguir, então estes órgãos sociais não servem. No nosso mandato não vamos montar uma estrutura organizada à margem da lei, nem um modelo de violência e intimidação de agentes desportivos ou jornalistas. Essa não é a nossa postura, nem a nossa forma de agir. Ganhar dessa forma é apenas alimentar uma mentira.

Da reunião do plenário dos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica foram assumidas as seguintes orientações:

a) Reafirmar a total confiança do Clube nos seus atletas e na sua equipa técnica, e a garantia de que ninguém vai desistir dos objectivos propostos no início da presente temporada. Resistir é próprio dos que nesta casa se bateram e continuarão a bater pela verdade no futebol português.

A falta de credibilidade que está a atingir a arbitragem enfraquece o futebol e só quem não está preocupado com o futebol pode estar satisfeito com a presente situação. Não é ilibando, nem protegendo aqueles que reiteradamente erram que se protege o futebol. Há quem veja e queira fazer-se de cego. A esses, essa cegueira tem de custar-lhes caro.

O futebol protege-se agindo, assumindo as medidas necessárias para que a transparência regresse à nossa arbitragem. Quem tem responsabilidades perante a actual situação tem de se fazer ouvir.

O futebol não é viável sem verdade e sem acções. O senhor Vítor Pereira deve pronunciar-se sobre o que se passou, sobre o que pensa fazer para o futuro e sobre o entendimento que tem – na forma e no tempo - sobre a homenagem promovida no dia 5 de Setembro, pela Associação de Futebol do Porto, ao senhor Olegário Benquerença.

Citando o Presidente da UEFA, Michel Platini “os árbitros incompetentes devem ser varridos do futebol”. Pela nossa parte, acabou a tolerância com árbitros incompetentes ou habilidosos.

Cada um deve assumir as suas responsabilidades e o senhor Vítor Pereira tem a obrigação de garantir condições de igualdade nos critérios e na acção dos árbitros a todos os clubes em Portugal. Algo que até aqui não aconteceu.

b) Compreendemos e associamo-nos ao movimento de indignação que desde sexta-feira varre o país. Face à adulteração da verdade desportiva, queremos pedir aos sócios e adeptos do Benfica que continuem a apoiar, de forma inequívoca e sem reservas, a equipa nos jogos que o Benfica realiza no Estádio da Luz, mas que se abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa.

A equipa já sabe que vai ter de lutar contra muitas adversidades, algumas previstas, outras totalmente imprevistas - já o sentiu neste início de época - e vai conseguir superá-las, mas os sócios e adeptos do Sport Lisboa e Benfica não devem continuar a ser lesados económica e emocionalmente.

A nossa ausência será o melhor indicador da nossa indignação.

c) Solicitar ao Presidente do Sport Lisboa e Benfica a suspensão imediata de quaisquer negociações relativas aos direitos televisivos relativos aos jogos da sua equipa profissional a partir da época 2012/13 que possam estar a decorrer com a Olivedesportos. Mais, foi igualmente solicitada uma avaliação no sentido de apurar a possibilidade do Clube passar a gerir de forma autónoma os seus direitos audiovisuais.

Não podemos continuar a tolerar que a falta de seriedade dentro de campo tenha a cumplicidade daqueles que, tendo os nossos direitos televisivos, não revelam isenção na análise e camuflam os erros daqueles que sistematicamente nos prejudicam.

d) Equacionar, em face do desgaste e da falta de garantias de isenção na arbitragem agora evidenciadas, a participação na presente edição da Taça da Liga.

e) Solicitar à comunicação social que, fazendo o seu trabalho, denuncie quem adultera as regras. Que investigue as notas que alguns observadores têm atribuído a algumas actuações de árbitros. Que compare aquilo que sucedeu no campo com a nota posteriormente atribuída.

f) Solicitar ao Senhor Ministro da Administração Interna uma audiência para debater a violência de que a equipa do Benfica tem sido alvo cada vez que se desloca ao Porto. Não queremos confundir as gentes do Porto – que seguramente não se revêem neste tipo de comportamento – com um grupo de delinquentes que organizada e reiteradamente e de forma impune têm vandalizado o autocarro do Benfica e atentado contra a integridade física dos seus atletas.

g) Declarar o Secretário de Estado ‘persona non grata’ pelo trabalho que prestou ao futebol português. Abandonou a anterior Direcção da Liga no seu combate pela credibilização do futebol português, alheou-se – por completo – do processo “apito Dourado”. É, ainda, o responsável por nada fazer para aplicar a lei, pelo que a arbitragem e a Comissão Disciplinar continuam na Liga, quando já deviam estar na Federação Portuguesa de Futebol desde 1 de Julho.

Para além de tudo isto, lamentar as declarações desrespeitosas que o secretário de Estado teve para com o Sport Lisboa e Benfica e que branqueiam o comportamento daqueles que adulteram a verdade desportiva.

Quem se demite das suas responsabilidades, deve saber que isso tem consequências.

Queremos concluir dizendo que compete aos benfiquistas defender o Benfica e apelando a todos para amanhã, no nosso estádio, darmos uma grande demonstração da nossa força e da nossa união.»

sábado, setembro 11, 2010

sexta-feira, setembro 10, 2010

A web 2.0 está a dar 2 a 0



A internet oferece todas as oportunidades criativas que se podem imaginar. Desenvolva-se isso em partilha, negócio, arte, ou em qualquer outra coisa que ainda não foi inventada para se perceber que o que Coppola diz em "Heart of Darkness" (1991) não só faz todo o sentido, como está a acontecer, debaixo dos nossos narizes mais ou menos atentos.



Óptimo.

...

The Daily Show With Jon StewartMon - Thurs 11p / 10c
Weekend at Burnies
www.thedailyshow.com
Daily Show Full EpisodesPolitical HumorTea Party

Via Arrastao.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto

                                           Foto: Sábado.

"Cavaco perde hoje o poder de dissolver o Parlamento". E é assim. Em lume brando, Cavaco vai queimar Sócrates - José nunca imaginaria que o seu mentor ideológico iria ser o seu carrasco; assistimos a um verdadeiro romance provinciano - enquanto Passos Coelho, definitivamente um portento perdido para a Rádio M80 e que será tragicamente eleito para formar um Governo ainda mais desastroso que o de Santana Lopes, se prepara, revelando, diariamente, a sua despreparação. 

Sobre o assunto, o nosso amigo Adão e Silva, o do Ondas e não o de Mirandela - que presumo que hoje em dia assine por baixo muito do que o seu homónimo escreve - lembra o "assomo de responsabilidade" que foi o acordo entre o PS e PSD que resultou no PEC.

A retórica já é conhecida mas era bom perceber, de uma vez por todas, para onde é que esta cultura da "responsabilidade" nos tem levado; para um lugar muito pouco abstracto chamado, hei!, realidade. Diz da realidade o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora: s.f. qualidade do que é real; o que existe de facto; certeza; veracidade. 

E em Portugal, a realidade, que é uma chatice, sobretudo para quem a sente na pele, é esta: crise, desemprego, desigualdade social, precariedade e pobreza. Claro que gente responsável como o Pedro defenderá sempre maiorias absolutas. Pelo menos algumas.

E pergunto: quantas maiorias absolutas é que já tivemos? E acrescento: quantas é que já tivemos dos mesmos de sempre? Ou estamos a entrar no registo do jogo "vá, começa a contar a partir de agora"? Nesse caso, tudo bem, aceito que se esqueça tudo o que se passou até hoje e podemos fingir mais 30 anos que o PS e o PSD e o PS+PSD e o PSD+CDS-PP e o PSD+CDS-PP+PS e o CDS-PP+PS  são a solução para este país.

Mas nem tudo é um desastre, apesar de que a solução para tudo o aqui é descrito seja aparentemente um desastre nuclear à escala nacional. Referindo um pormenor fundamental com que concordo no essencial e distinguindo os exemplos espanhol, irlandês, grego e italiano no panorama europeu - porque a nossa crise é de facto política - o Pedro insiste num remédio - maioria absoluta! - que até poderia mostrar - parece-me que é no "mostrar" para o espaço europeu que está a solução desta imensa maioria - algum alívio das dores de que este país padece por pouco tempo mas nunca, por si, resolverá o problema. Nunca resolverá se não tiver um conteúdo político radicalmente diferente do que tem tido nas últimas três décadas. Não é na aritmética parlamentar mas na prática política que reside a resolução desta crise. Para essas maiorias absolutas, contem comigo.

Mas para maiorias absolutas de mudança, estou certo, o nosso amigo Adão e Silva não contribuiria. Nem, infelizmente, o seu homónimo de Mirandela. 

E mais do que uma brincadeira de nomes, esse é que é, infelizmente, o nosso verdadeiro problema.

sexta-feira, setembro 03, 2010

Pobre de mim

Devo ser uma enciclopédia ambulante de cenas do Seinfeld...

Eu faço o famoso "double dip", porque se não o fizer, o final da batata deixa de saber bem. Tenho dito.

Queria mesmo uma vitória

Antes do campeonato começar disse que o Tiago ganhava se houvesse ondas. Não estava perfeito, mas o Tiago conseguia ter ganho ao CJ, e conseguia ter ganho aquilo. Está perto, muito perto.

Não deixo de o dizer, o Tiago vai ganhar uma etapa, depois disso logo se vê, mas até ao final do ano vai haver mais oportunidades para ele ganhar. É uma questão de confiança, e essa está a aumentar dia após dia, heat após heat, campeonato após campeonato, anos após ano.

Porra, é preciso é ondas! Será que vamos ter uma etapa no mundial com ondas? Vai ser essa!

Ps: enganei-me, pus isto aqui, queria ter posto no ondas, já lá está, mas porque não ficar aqui...

quinta-feira, setembro 02, 2010

Vícios

Este é o meu último vício.



É um disco maravilhoso... Bom Jazz ao vivo é outra coisa. Cada vez mais, os outjazz e as quintas no CCB se tornam mais difíceis para mim. Mas vi o André Fernandes no Campo Grande! Bem bom...

É preciso é força!



E se há uma coisa que a Samantha Crain tem, é força!

Confusão

Há momentos em que a vida nos faz escavar um buraco dentro de nós mesmos. Voltamos aos mesmos lugares, passamos pelas mesmas conversas, como se as estivéssemos a ter naquele momento.

Ouvimos as mesmas músicas que ouvíamos na altura.



Lembramo-nos das mesmas coisas que nos lembrávamos na altura, e podemos correr o risco de concluir que as estamos a sentir novamente. Claro que isso diz que, no fundo, há coisas que não estão bem resolvidas... será isso?

O efeito das coisas pequenas em mim é quase devastador. Ontem explicava num jantar que a diferença entre comer um cogumelo e um ostra é a mesma entre levar uma injecção e partir um braço. Mas encostado a uma parede era capaz de escolher partir o braço.

É que o braço é uma dor tangível. Eu sei o que se está a passar, conheço a dor, reconheço-a como um reflexo de algo que se está a passar. Já a injecção é uma dor leve, um trespassar frio da carne, algo difícil de identificar, uma invasão obscura, o efeito que tem sobre mim é absolutamente irracional, e eu gosto de ter tudo na minha vida sob o maior efeito do racional possível.

Comer uma ostra é horrível, cuspo-a imediatamente, é desagradável de imediato. Jà o cogumelo quase não entendo o efeito terrível que tem sobre mim, e isso deixa-me ainda mais agravado.

E mais não digo, que tenho mas é de trabalhar. Vai trabalhar malandro!
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