sábado, outubro 30, 2010

A morte sussurrada

A minha mãe sabe-o melhor do que ninguém, mas quem me vai conhecendo sabe que eu preciso de andar para pensar melhor. Sou peripatético. Sou tão peripatético que nem consigo falar ao telefone sem estar a andar de um lado para o outro.

Para me ajudar nas minhas caminhadas comecei por ter um walkman, depois passou a um leitor de CDs portátil, mais tarde, e com muita resistência minha, um mp3. O mp3 é curiosamente o que mais dificuldades me traz para andar, não é a pilhas, e tenho de o carregar num computador, quando vou do Lumiar ao ccb a pé e volto, os dois últimos quilómetros já são sem música... Antes fazia distancias iguais, mas umas boas pilhas safavam-me sempre, e tinha sempre umas de substituição, (evitando a palavra sobressalentes ou mesmo assim melhorzinho sobresselentes, que são das palavras mais terríveis de sempre).

Enfim, hoje lá fui eu ao CCB, passear os meus olhos por uma exposição de arte moderna. E sem dúvida, que a melhor maneira de ir ver uma exposição é sozinho, porra, que é raro acontecer-me ter o mesmo ritmo do que a outra pessoa. HOje vi, entre uma centena de peças, duas de que gostei muito. No meio daquela informação toda, pessoas a passar, o Miles Davis a soprar-me ao ouvido, a humidade instalada junto com o calor de roupas a mais, preparadas para um dia chuvoso na rua, mas quente e abafado em espaços fechados... no meio de pequenas risadas abafadas pelo consciencialização deste pequeno lugar de culto da nossa era que são as exposições... no meio de toda aquela confusão, uma voz deixava-me um recado na nuca, ao jeito de um sussurro, mais baixo do que tudo à volta, de uma intensidade que congelava tudo à volta também - "vais morrer os 33, não te preocupes, já passou".

O curioso é que não estive completamente preocupado. Mas ter de andar a fazer exames para saber se tinha ou não uma batalha dura pela frente foi uma boa maneira de encarar a minha mortalidade. "Vais morrer aos 33, não te preocupes, já passou". É uma frase minha, não é nenhuma bruxa, nenhum pequeno deus Descartiano. Sou eu a relaxar, a encontrar-me com a minha cidade e a aperceber-me que estava, sim, um pouco preocupado. Que era cedo de mais, que ainda não fiz o necessário, longe disso, ainda tenho algumas coisas para fazer antes de descobrir se é nada ou alguma coisa.

Ouço uma voz rouca, desgastada, que calmamente, e de um modo seco mas desafiante diz "is that what you wanted Alfred?" Apercebo-me que estou à mais de 8 minutos a ouvir o mesmo tema e a olhar para um boneco. Um homem que se deixou consumir pela importância do seu gigante pirilau. "vais morrer aos 33, não te preocupes, já passou". Peguei no Mp3, passei a música para trás novamente e ouvi "one for Daddy-o", novamente.

Deus faz anos



E chama-se Diego Armando Maradona.

Deus faz anos



E é como nós.

Deus faz anos



E é omnipresente.

Deus faz anos



E eu viveria como ele.

Deus faz anos



E o Mundo chora e ri ao mesmo tempo.

Deus faz anos



E teve uma prenda.

sexta-feira, outubro 29, 2010

FB



via Pedro Soares Lourenço que, já agora, e para que conste devidamente do registo histórico, foi interceptado nas areias de Peniche por uma brigada de republicanos após quase sete anos de troca de amigáveis galhardetes e benfiquices na blogosfera.

Voltei!

Estive a trabalhar para desanuviar a minha cabeça. É um trabalho que sei fazer muito bem. Isto porque dou muita atenção aos detalhes e sempre tive uma capacidade inata de empatia. Provavelmente a minha única qualidade.

Enfim. Cheguei a Lisboa. Ontem estive basicamente a dormir. Hoje estive meio a dormir meio acordado. Nos próximos dias vou escrever algumas coisas porque passei neste meu trabalho. Como aprendi a usar utensílios másculos, como fiz com que as minhas mãos inchassem tanto que ainda não as sinto muito bem, como me tive de concentrar brutalmente para não dar conversa a uma das mulheres mais bonitas que alguma vez vi na minha vida. Isto porque estava a trabalhar, e precisava de estar concentrado naquilo. Tinha dois amigos meus a contar comigo. Acho que não os deixei mal vistos.

Hoje à tarde enquanto me dirigia para passear os meus cães, de minha casa a casa dos meus pais a pé, ia adormecendo duas vezes a andar. É engraçado como eu consegui estar basicamente 15 dias a dormir quatro horas, por vezes menos, ser o último a deitar-me e o primeiro a levantar-me, ser o primeiro a trabalhar e o último a parar, não sentir qualquer tipo de cansaço e nos dois dias seguintes quase não aguentar com o peso do meu próprio corpo.

Hoje estou pesado. Vou tomar banho. Ler o meu Murakami. Que vício! E sonhar com a mulher que vi ontem no cinema. Sim. Ontem cheguei à civilização, precisava de uma prova, e assim fui ao cinema. É engraçado como a beleza mexe tanto comigo. Uma trampa de um filme, e eu mal podia esperar que a Nicole Grimaudo aparecesse no ecrã. Porra que o filme fazia logo todo o sentido! Que maravilha de mulher tão linda meu deus do ceú!

quarta-feira, outubro 27, 2010

terça-feira, outubro 26, 2010

O futuro de Portugal

 

Pedro Passos Coelho.

segunda-feira, outubro 25, 2010

A sportinguização de Portugal

"Portugal teve o terceiro menor crescimento económico do mundo na última década (6,47%), ganhando apenas à Itália (2,43%) e ao Haiti (-2,39%), numa lista de 180 países publicada pelo El País com base em dados do FMI."

Não sei qual seria a reacção dos mercados, dos mercados, dos mercados, dos mercados, a esta belíssima classificação - pois eu sei, nenhuma, caso contrário seria um problema - mas este é mais um dos brilhantes resultados concretos de dez anos de governos PS, PSD e CDS-PP. 

Pois é, somos todos atrasados mentais: o problema, descobriu-se agora mesmo, é o "modelo". A partir de hoje, hoje mesmo!, PS e PSD têm que se entender. Agora é que vai ser.

Ortodoxia: um género de miopia

De quando em vez surge a afirmação cíclica e pleonástica de que Portugal tem o Partido Comunista mais ortodoxo da Europa. Um afirmação tão indiscutível quanto irrelevante e que me faz lembrar, antes de mais, outra coisa que raramente é sugerida: é que todos os partidos portugueses têm uma matriz marxista-leninista e que todos os partidos portugueses são, sua forma, profundamente ortodoxos.
Continuando, essa afirmação é sempre sucedida de uma pergunta final que provoca êxtase entre “democratas” - incluindo tipos de "democratas" que defenderam a Guerra no Iraque e os gulags de Guantanamo - de vários quadrantes políticos: como é possível que Portugal ainda tenha um Partido Comunista?

Um país tão moderno, europeu e cosmopolita, onde cabem tantos democratas lavadinhos e perfumadinhos, arrumadinhos em duas agências de emprego tão bem sucedidas como são o PS e o PSD - este podia ser um país tão bonito. Será mesmo preciso que hajam tantos comunistas e um Partido?

Bom; esse paraíso onde convivem estes personagens paranormais ao serviço dos já-sabemos-quem - ou apresentando-se ao serviço de - é um país onde, segundo dados do INE, 21 % da sua população “vivia em privação material” durante o ano de 2009. 2009 e não 1909.

Não é preciso ser um encartado em marxismo-leninismo, nem na História e origens do movimento comunista para se perceber uma coisa tão óbvia. É que mesmo esquecendo agora as décadas de luta e resistência durante os anos da ditadura, conhecendo estes e outros dados estatísticos sobre o estado em que o país e o seu povo se encontram, estranho seria que em Portugal não estivesse amplamente enraizado, estruturado e activo um dos mais sólidos Partidos Comunistas da Europa.

sábado, outubro 23, 2010

O Rei faz anos



E eu sou republicano.

quinta-feira, outubro 21, 2010

Quinta-feira, à maneira



Quase em jeito de prazer culpado, um dia pop merece uma música pop. E merece Jarvis Cocker que já sabia, e muito antes do Damon Albarn, que o britpop antes de o ser - um prazer culpado, quinze anos mais tarde - já o era.

Há capas fantásticas, não há?

domingo, outubro 17, 2010

Expresso da Economia



Com a participação de José Castro Caldas, de um dos meus blogues preferidos (embora ser de um dos meus blogues preferidos seja claramente a menor das suas qualificações). Vejam e revejam-se. Ou não. Mas vejam.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Cá vou eu



Adoro a Priscilla. Nâo sei se é uma parte maricas em mim, mas sou mesmo viciado na rapariga. Nâo me canso nunca de a ouvir. Talvez porque seja uma das mulheres mais bonitas que vi na minha vida. E já agora que tenha a voz perfeita, e afinada como um piano do Bill Evans.

Isto para dizer, numa nota assim saudosista que vou intensificar a minha ausência um pouco mais, visto que até ao dia 30 deste mês estarei a trabalhar na Ericeira, no campeonato mundial de surf.




Tive uma namorada, há muitos anos, tinha para aí 16, com uma gargalhada igual, mas igual à dela. Sempre gostei daquela gargalhada, meia pateta. E não me lembrava dela até ver este pequeno vídeo da Priscilla. Que mulher linda.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Um pequeno poço para o Homem, um grande salto para a Humanidade.

Com a informação a correr à velocidade da luz, hoje em dia as notícias vão variando entre os humores das audiências e a urgência do agora. O que não é relevante é rapidamente elevado à categoria de histerismo colectivo e o que é realmente importante às vezes passa num dia, numa semana, até cair para os rodapés das notícias e para um facto histórico com um mês, um ano, cinco anos, conforme a apetência para a nostalgia - ou necrologia. Guerras, catástrofes naturais, descobertas científicas, acordos de paz, feitos desportivos. Aconteceu alguma coisa de relevante a semana passada? Ontem?

O factor imprevisível, como sempre, são as pessoas e a sua identificação com a realidade. Porque a realidade, tantas vezes comida pela notícia, podia ser aqui mesmo. O caso do mineiros no Chile é um desses casos, representando essa identificação colectiva e muito mais ainda. Os Sanchéz e os Ojedas podiam ser os Smith e os Jones, os Silva e os Pinto, os Hashimoto e os Nagakawa e os Adbuls e os Faizel. Os exemplos de coragem, resistência e engenho que testemunhamos no Chile são elementos de uma narrativa que devia ser comum a toda a Humanidade. São um exemplo daquilo que o Homem pode fazer quando usa aquilo que o pode distinguir - porque nem sempre o faz - de todos os outros animais do planeta: a cabecinha. 

Felizmente, a inacreditável história dos 33 mineiros chilenos está quase a chegar ao fim. E quem acha que nada disto tem solução, tem aqui um exemplo inolvidável (ao vivo). 

terça-feira, outubro 12, 2010

Os maiores, fucking hell



Paixão contra a usura. Uma história dos nossos dias.

Eu sou um chato



Acho que há algo muito cómico no facto de eu ser um chato...

O assobio do velho é das cenas mais hilariantes de sempre no cinema. Isso e o exercício dele à mesa, fora da confusão familiar. Um, dois traque! Um, dois traque!

Adoro Fellini! É... pronto... outra coisa.

Voglio una donna!!!!!!!!

Quem é o maior?

Recado



Para o meu amigo Baltazar.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Há muito para dizer que posts feitos à pressa

Ontem num post feito à pressa esqueci-me de pôr isto:



E isto:



E agora é o Diogo que me está a tocar à porta. Até já.

domingo, outubro 10, 2010

Relembrar os 90

Os anos noventa deram-me o trip-pop, e só por isso valeram a pena musicalmente falando, valeram a pena por muito mais, e muito mais música. Hoje lembrei-me de alguns grupos e do principal identificador deles todos - o estilo.

Alguns mais conhecidos que outros, outros mais esquecidos que uns. Vou deixar de fora os Massive, os Portishead e mais uma ou outra banda de Trip Pop, mas vou incluir aquelas que estou a ouvir desde que cheguei de Peniche, quase só a ouvir esta música.

Morcheeba - Almost Done

Provavelmente a música mais estilosa de todos os tempos. Há qualquer coisa que me faz abanar a minha cabeça como um acto obrigatório, como respirar, um movimento que faz sentido porque é necessário, e de tanto ser necessário não é possível não o fazer.



Attica Blues - Tender

O que me desgosta nesta gravação é a qualidade de merda que as coisas no youtube têm...

Os Attica Blues foram um daqueles grupos que eu ouvi tantas vezes, que acabei por convencer alguém a gostar deles tanto como eu gosto, acabando por emprestar o "Blue Paint" a essa pessoa, para nunca mais o ver. Um dos melhores cds de trip-pop de todos os tempos, de uns tipos egípcios, com um talento enorme para serem estilosos. Senão vejam esta também.



Se calhar só ela é que é egípcia. Os outros são de outra nacionalidade qualquer, não sei, não investiguei. Mas as melhores músicas são mesmo com ela. Uma voz divinal. Estas duas últimas músicas, num vídeo só - "Test don't test" e "The quest" são de um álbum de 2003 com o mesmo nome da música de introdução "test don't test". O outro álbum era de 97.



Os bluefoot project nem músicas no youtube têm a não ser esta. Queria mostrar o "Try", só pelo estilo que a música envolve. Mas estou a ver que estas bandas obscuras de Bristol não fizeram sucesso com os internautas. O pessoal que gostava disto na altura usava o mirc, ou coisa assim.



Com os Break Reform sou capaz de já estar a fazer batota. Que eles são do início dos anos 2000. Mas é aquele som. O estilo até ao osso.



Também nascidos em 1997, Koop! Espectáculo! Estilo! Tudo!! Maravilha! Estão a tocar-me à porta! É o Paulo, tenho de ir embora

sábado, outubro 09, 2010

um post sobre bolos



Depois de se sentir é que se quer. Querer sentir é fantasia.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Parece-me que esta é, de facto, a batalha do momento

“As medidas de austeridade recentemente anunciadas pelo governo vieram mostrar, uma vez mais, a persistência de um fenómeno que corrói as bases de um sistema democrático. Nas horas e dias que se seguiram à conferência de imprensa de José Sócrates e de Teixeira dos Santos, os órgãos de comunicação social, nomeadamente as televisões, empenharam-se mais em tornar as referidas medidas inevitáveis do que em promover efectivos espaços de debate em torno das grandes opções político-económicas.

De facto, os diferentes painéis de comentadores televisivos convidados para analisar o chamado PEC III foram sistematicamente constituídos a partir de um leque apertado e tendencialmente redundante de opiniões, que oscilou entre os que concordam e os que concordam, mas querem mais sangue; ou entre os que acham que o PEC III vem tarde e os que defendem ter surgido no timing certo. Para lá destas balizas estreitas do debate, parece continuar a não haver lugar para quem conteste, critique ou problematize o quadro conceptual que está em jogo e as intenções de fundo, ou o sentido e racionalidade dos caminhos que Portugal e a Europa têm vindo a seguir, em matéria de governação económica.

Por ignorância, preguiça, hábito, desconsideração deliberada ou manifesto servilismo, os canais televisivos têm sistematicamente tratado a análise da crise económica como se o intenso debate quanto aos fundamentos doutrinários e às opções políticas que estão em jogo pura e simplesmente não existisse. Com a particular agravante de a crise financeira, iniciada em 2008, ter permitido uma consciencialização crescente em relação às diferentes perspectivas, no seio do próprio pensamento económico, no que concerne às responsabilidades da disciplina na génese e eclosão da crise.

Com efeito, diversos sectores político-sociais e reputados economistas têm contestado a lógica das medidas adoptadas, alertando para o resultado nefasto de receitas semelhantes aplicadas em outros países e denunciado a injusta repartição dos sacrifícios feita por politicas que privilegiam os interesses dos mercados financeiros liberalizados. Mas a sua voz permanece, em grande medida, ausente dos meios de comunicação de massas.

Não se trata de criticar o monolitismo das opiniões convocadas para o debate, partindo do ponto de vista de quem nelas não se revê. Uma exclusão daqueles que têm tido o privilégio quase exclusivo de acesso aos meios de comunicação seria igualmente preocupante. O problema de fundo reside em ignorar, nos dias que correm, o pluralismo de interpretações e perspectivas sobre a crise, sobre os seus impactos e sobre as opções de superação.

Somos cidadãos e cidadãs preocupados com este silenciamento e monolitismo. E por isso exigimos aos órgãos de comunicação social – em particular às televisões, e sobretudo àquela a quem compete prestar “serviço público” – que respeitem o pluralismo no debate político-económico de modo a que se possa construir uma opinião pública mais activa e informada. Menos do que isso é ficar aquém da democracia e do esclarecimento.”

 Assina aqui a petição

"Será dado conhecimento da presente petição, e dos respectivos subscritores, às direcções de informação dos canais televisivos portugueses e restantes meios de comunicação social; a responsáveis por programas de televisão que abordam questões político-económicas; aos grupos parlamentares com representação na Assembleia da República e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social."

Via Arrastão. 

quarta-feira, outubro 06, 2010

o sempre irresistível Sporting

                                      Foto: Rui Menderico

Mogwai!



No outro dia andei pela cidade de Lisboa com um amigo meu atrás com a disposição desta música. O X não aguentou muito tempo. Eu quando ando rápido ando mesmo rápido! Acabei essa noite a vomitar, tal foi o meu andamento. Espero que esta noite tenha um destino melhor. Estou a sentir-me exactamente assim!

A República!

Ontem tive um dia curto. Deitei-me cedo. Mesmo antes de achar que ainda vinha para aqui escrever um pouco no Pastelinho. Nada disso. Estava com sono. Cansado. Fui dormir ainda não eram dez da noite. Hoje acordei cedo para ir para uma sessão de fisioterapia que afinal é amanhã.



No meio do meu dia, das minhas rotinas, lá me vou informando sobre o pobre estado da nação. Há quem nos ameace em nos atirar os cães (FMI). Há quem nos conte a história... "uma história mais feliz", e há o ocasional especialista, apresentado na televisão como um grande conhecedor do estado do país, para ele nos contar aquilo que já ouvimos ontem, e que é o grande desconhecimento que "os portugueses" têm do REAL estado da nação.



ESTÁ MAU!



O que fazer?



Bom. Para uns é pensar, criar, pôr a cabeça a funcionar, arranjar alternativas. Para outros é observar a desgraça, a inevitabilidade da desgraça. Um trabalho que é assegurado há muitos anos, desde que deixou de ser ministro das finanças, pelo senhor Medina Carreira. Seguido agora por vários dos seus lacaios, profetas da desgraça, muito bem pagos como analistas e futurologistas. Que vêem em tudo um desastre e quando lhe perguntam o que há a fazer eles dizem, no pináculo do seu lugar intocável de conhecimento - Nada!



Aplausos!



Uma coisa é certa. Os 100 anos da República foram festejados com o pior presidente de todos os tempos - O Cavaco, um dos maiores responsáveis pelo estado da Nação. Porque se alguém pensa que a merda que o Sócrates anda a fazer é responsável por onde estamos agora, é porque não tem noção dos anos que leva a fazer um desenvolvimento de um país, e do tempo que leva a que decisões estruturantes tenham efeito. O Sócrates é um aprendiz ao lado do monstro feiticeiro que o Cavaco foi e ainda é. E depois lá anda ele a ver as paradas e a invocar a necessidade da união de estado.



O que me chateia agora é que o Manuel Alegre, em quem eu inevitavelmente vou votar nestas eleições, se tornou naquilo que o PS queria. Um tipo ponderado, que pensa muito bem no que vai dizer, em relação à situação frágil que o país, mas acima de tudo a vida partidária leva. Ora a força do Manuel Alegre foi, e sempre será dizer o que é necessário e apontar caminhos que, entretanto, não deixem ninguém para trás. Que é o que vai acontecer se o Cavaco for reeleito. Seguido de uma eleição do inimputável actual líder do PSD.



E tudo isto me faz lembrar o fim de um filme, "o jogo". Virar costas à festa, ir tomar um cafezinho com uma miúda. Enquanto se ouve uma música muito esclarecedora do estado da nação.







FEED YOUR HEAD!!!!

domingo, outubro 03, 2010

Calendário

...

Cheguei, mas vou continuar fora um pouco mais de tempo...



"We are the same" - Samantha Crain

How does a river need a bed?

Sole dependency

How do you still need her?

Two souls crippling


You are the one that I am as well

As far as I can tell

We are the makers and the breakers

I think that you should know that by now


Draining fiction from our blood.

Pulling music from our notes.

Using all our embellished edges

To make for themselves their own.


I would never take from you

What I'd given back

I would never steal from you

I think you had enough of that

And we

We are the same


When the yelling does subside

I'll come running to your side

Tell you that I'm not afraid

For us to end up like that


I know when I saw your eyes

I knew it was the worst thing

I would need to find her and tell her

All the hurting she put you through.
And we

We are the same


That was another time

Another place

That's not your life

You were another time

Another place

Turned into real life


And we

We are the same

sexta-feira, outubro 01, 2010

Podia este país viver sem ser assim?


(para ver com tempo e paciência)

- Apresentem-nos então soluções alternativas, modelos divergentes e propostas concretas de resolução dos problemas.

- Está bem, estão aqui. Estás a ouvir? Estás a ver? Estás a sentir? Sabes o que é a realidade? A vida para além da Moody's? As pessoas, a sua vida e os seus problemas?

- Essas não, por favor. Umas que façam com que os mercados financeiros nos amem ardentemente, até à morte.

Claro que podia.
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