domingo, fevereiro 27, 2011

Coisas boas da vida

Hoje, aos 94 minutos, levantar-me em pulo da cadeira, olhar para o lado e ter o meu melhor amigo a rir que nem um perdido, punhos serrados e aos berros a festejar o golo do Benfica no último segundo, que garantiu a vitória da nossa equipa.


B2-1M

Simão | Myspace Video


Durante algum tempo não me vou esquecer deste... a adrenalina, o alívio, o sentido se justiça, a felicidade colectiva. Os abraços ao sector 24 bancada coca-cola. Demais...

sábado, fevereiro 26, 2011

De ja vuuuuu



Ter de dormir é terrível. Gostava de querer dormir. Isso seria bom. Este música ajuda-me sempre a ficar mais calmo.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Coisas engraçadas

Uma razão pela qual eu gosto de ir ao cinema sozinho, tenho o hábito de ir ao cinema sozinho e defendo o meu cinema sozinho? Porque quando combino com alguém e essa pessoa depois não quer, não pode ou não consegue, eu deixo de ir por arrasto.



Outra coisa engraçada foi ver o documentário do Chet Baker hoje, em vez de ir ao cinema sozinho, como devia ter ido. E aperceber-me que realmente o tempo muda muito as coisas. Prega-nos partidas inesperadas.

Lembro-me de ter adorado o filme a primeira vez que o vi. E de não ter achado grande piada esta segunda vez. Não me façam impedir-vos de o ver! Tem os seus momentos, mas também sei que agora que gosto cada vez mais Jazz, e cada vez gosto mais de Chet Baker, que este filme é profundamente insatisfatório.

Se tem alguma piada entender que o Chet Baker tem uma vida pessoal esfrangalhada enquanto toca como Deus e canta como um anjo embevecido por drogas e uma ultra sensibilidade para tudo o que é terreno. O que eu queria saber eram as fases pelas quais tocou, o que é que nessa vida pessoal o transformou para ele tocar isto e aquilo daquela e depois da outra maneira.

Saber de histórias do Chet Baker que não fossem só os seus amores e desamores, mulheres magoadas, marcadas e ainda apaixonadas. Enfim, acho que o Chet Baker merecia algo melhor.

O filme não dá uma perspectiva da música do Chet Baker. Dá uma perspectiva crua e pouco satisfatória sobre a vida pessoal de uma pessoa, que evidentemente não pode ser julgada naqueles 90 minutos ou duas horas.

De reparar que eu tenho horror de dizer mal de filmes. Se eu vejo um filme que não gosto ignoro-o, tento esquecê-lo. E não fossem as brilhantes sessões de Jazz que a prenda que a minha irmã e o namorado me deram tem, e eu teria de pedir desculpas aos dois por ter pedido o documentário no Natal. Assim sempre tenho umas belas sessões de Jazz para ouvir.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Os novos sapatos

A minha indumentária é simples. Eu não gosto de pensar o que vou vestir, portanto, da cintura para baixo uso sempre a mesma coisa. Uns jeans e uns sapatos da camper, que é a marca que eu gosto. Gosto porquê? Porque tive três sapatos da Camper num espaço de 10 anos. E não tive praticamente mais sapatos nenhuns. Só gosto de ter um par de sapatos, não preciso sequer de pensar quais vou usar, são aqueles não há dúvidas disso. Um pouco antes dos sapatos se desfazerem em pó, numa média de três anos de uso consecutivo, arranjo uns, senão iguais, muito parecidos.

imagem de arquivo

Aconteceu este mês, os meus saudosos sapatos terem desaparecido. Na imagem aqui em cima. Só eu sei a quantidade de quilómetros percorridos neles. Confortáveis até ao último dia em que os usei. Confortáveis ainda se lhes arranjar uns atacadores...


Agora tenho estes. A primeira semana de sapatos novos é horrível. Eles não são tão confortáveis como os velhos. Altamente moldados aos meus pés. São feios, porque o uso torna-os mais bonitos. E por final, não são ainda os meus sapatos! São os sapatos da loja.

Preciso de fazer duas coisas, e preciso que me aconteça uma coisa que eu não gosto, para eles se tornarem meus.

1º preciso de fazer uma caminhada longa com eles. Feito. Fui de minha casa ao cinema a pé, uns quantos quilómetros.

2º Preciso de chutar uma bola de futebol com eles. Já está feito. Que o meu Miles gosta de perseguir bolas com efeito.

3º A coisa que eu não gosto que me aconteça, mas que me faz sentir que os sapatos são meus e de mais ninguém. Porque como quem vai à guerra e vê desastres e mortes e drama e injustiças e sacrifícios e camaradagem e momentos de tensão quase palpável e passa por histórias incríveis como nunca ninguém passou ao lado de outra pessoa. Tudo isto forma um laço, algo mais que permanente, algo soldado, marcado profundamente como um ferro fundido em pele macia. Ora eu pisar cocó com uns sapatos novos tem um efeito semelhante, a luta por tirar aquele invasor da sola. Quem conhecer as solas dos camper pode sentir ainda mais empatia por esta história.

Ora desde a estreia dos meus novos sapatos já pisei duas cagadelas gigantes! Eu tenho cães, mas apanho sempre a merda deles! PORRA! Maldição para os meus vizinhos!

Enfim... e não não peço desculpa por este post de merda!

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

BY GOD MAN!



TAKE A HOLD OF YOURSELF!!!!!!

i... can't... so excited...

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

A minha hora de almoço

Sempre o mesmo programa.

Sempre a rir!

No rectângulo!

É possível



Que seja mais assim... Porra que eles são mesmo bons! Vou ouví-los o dia todo!

Hoje sinto-me assim



Com dores de costas, longo, comprido, grande demais para onde estou sentado, desconfortável, incapaz de controlar a minha energia. Se o mar estivesse bom para surfar, era o que estaria a fazer neste momento.

Estou acima de tudo sujo, mas sujo de uma forma precisa. Sujo como este tema dos Godspeed You! Blak Emperor. Sou uma barata num frasco pequeno cheio de merda. Estou confortável, mas o frasco bem que podia ser um bocadinho maior. Estou confortável, mas era bom poder sair um bocadinho.

Mal posso esperar pelas cinco, quando sair para ir ver o Benfica...

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Música

Hoje estive a trabalhar o dia todo a ouvir Charles Mingus, John Coltrane e... David Kikoski...

Sim David Kikoski...



Ainda estou a descobrir se gosto. Não há nada na internet que se assemelhe à fase dele que estou a ouvir, mas pronto...

Jà o Charles Mingus tem um disco que recomendo a todos os que gostam de bom Jazz chamado "A Night at Café Bohemia", onde para lá de outras coisas completamente loucas e geniais tem o "Jump Monk" e o "Jump Monk 2" que serão algumas das notas mais incrivelmente postas juntas na história do jazz. Brrrrrrutal...



Gosto no Mingus esta cena incrível de tudo se tornar colado, intenso e um pouco fora, dando à música assim um formato meio louco. Há instrumentos a voar por tudo o que é sítio, há gente a gritar, e os solos são tão envolvidos ainda que claros, é uma banda tão bem organizada que mete medo.

E claro está o John Coltrane. Porque para meu equilíbrio emocional preciso sempre de um pouco de Coltrane. Coltrane depois de Mingus é como uma cerveja depois de um salgadinho. É tudo o que há de perfeito na vida.



Acho que se alguma vez dá para ter a noção que um instrumento tem vida, é a ouvir o saxofone do Coltrane.

Televisão em casa


Já recebi muito vendedor em minha casa. E pessoal que faz inquéritos. Já embebedei uma rapariga com vodka preto numa festa cá em casa, que parou com os inquéritos nesse dia. E outra saiu claramente com os copos, mas com um sentido maior de dever lá foi distribuindo inquéritos por Telheiras.

Já recebi vendedores e vendedoras. Pergunto sempre se querem tomar qualquer coisa. E dependendo do aspecto que tenho na altura aceitam ou declinam. Por vezes tenho aspecto de terrorista... de tal maneira que posso contar duas histórias, uma recorrente e uma recente.

A recorrente é quando ando na rua, e olho para os carros, trocando de olhar com uma mulher que vá no lugar do morto, e ela ao trocar de olhar comigo faz um gesto rápido com o braço, que reconheço bem. Que a minha mãe faz o mesmo quando eu estou a guiar. Os seus complexos de esquerda ainda a obrigam a pedir-me desculpas, e graças a deus por isso! O gesto? Fechar a porta no trinco o mais rápido possível.

A recente foi no fim-de-semana passado. Foi, como sempre, de minha casa a casa dos meus pais passear os cães de manhã a pé. O caminho é um quilómetro e meio, mas meio isolado. Entre esse caminho três paragens de autocarro. A última é mesmo muito isolada e já está bem perto de casa dos meus pais. Uma vizinha minha que devia querer esperar pelo autocarro de manhã, olha para mim ao fundo, pára, dá dois passos em frente, estanca, dá um passo atrás, um já de ladecos, ainda para a frente, e vira-se para trás. Vai até ao portão onde está o porteiro de casa dos meus pais e volta-se para mim. - Olá bom dia! - digo eu sorridente. Reconhece-me, leva a mão à cabeça e lá vai ela para a paragem de autocarro novamente, quase sem me dirigir a palavra, num misto de vergonha e auto-comiseração .

Eu sou um tipo feio, mas achei um pouco demais...

Isto para dizer outra coisa completamente diferente. Apareceu agora mesmo um tipo da MEO, a tentar vender-me o serviço completo... uí... «quer entrar?» «Não, não... deixe estar... quer o serviço da MEO, está interessado?» «Eu não vejo televisão, e já tenho a fibra óptica do Sapo.» «Ah! mas pode pôr televisão!» Diz como quem me pregou "aquela" partida. «Eu não vejo televisão» repito. Ao repetir é que ele se apercebe que eu já lhe tinha dito que não via televisão, e todos eles, e já foram alguns, fazem-me a mesma cara de estranhos, como é possível eu não ver televisão... Devia responder-lhe, ouça amigo, já vi mais televisão na minha vida do que você em duas. Mas larguei o vício. Pôr 60 canais em casa acho que não é a melhor ideia... mas podia gerar uma aberta para me aguçarem o apetite...

Olá eu sou o Miguel e não vejo Televisão como hábito há quatro anos. Foram quatro anos difíceis, mas também muito ricos de outras experiências.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

O meu Valentim...

Para começar este post que provavelmente não devia escrever devo começar por dizer que este foi o primeiro dia de Valentim que eu passei sem namorada desde que tenho 16 anos. Tenho 30. Não foi fácil.



Não foi fácil porque o dia de São Valentim não tem muita lógica. Tive namoradas que achavam essencial passar o dia a fazer qualquer coisa. Tive uma namorada em especial que não queria ver-me e que queria festejar o dia dos namorados no dia a seguir. Acabávamos por passar o dia juntos e no dia a seguir fazíamos o nosso. Estúpido, mas era assim.

É sempre um dia delicado, - porque é que me ofereces uma flor hoje e não noutro dia qualquer? - mas eu ofereço sim. - mas porque é que ofereceste hoje como todos os outros? - porque se não oferecesse tu passavas-te. - aí eu passo-me muitas vezes é? - aí! - vais começar a berrar é? No dia de São Valentim? Vais discutir comigo no dia dos namorados? - Verdade seja dita só aconteceu uma vez e não ficámos juntos muito tempo. Mas diverti-me à brava!



O que é que eu fiz no meu dia de São Valentim? Qual foi o momento crítico que te levou a dizer não que passaste pelo dia de São Valentim incólume? Pergunta o leitor que já leu um parágrafo a mais neste post completamente estúpido para lá de inútil.

Eu respondo. Deitei a maldita da escova de dentes fora. O mais trágico para um tipo como eu, cada vez mais insensível aos términos de relações, não é esta falta de capacidade de me apegar a alguém, é ter de deitar uma escova de dentes perfeitamente nova ao lixo...

Quer dizer, eu, que sou tipo para ser esquisito com as minhas escovas de dentes, compro-as no Froiz do Porto, e não há em Lisboa, passo pelo terrível saldo de se terem esgotado, e eu planear ir ao Porto daqui a um ano...

Então resta-me descobrir umas escovas que eu goste durante um ano, e arranjar umas escovas fatelas para moças que apareçam cá por casa e que eu não ache de valor. Fazer uma espécie de um esquema de pontuação, avaliar e dar escovas boas se acho que vai passar dos três meses, se vai durar duas semanas, ou se vai ser só um par de noites... Também podia arranjar umas etiquetas e escrever o nome da rapariga, em vez de deitar ao lixo. Mas isso podia dar mau resultado...



Agora fora de brincadeiras. Tenho de pensar seriamente em passar um ano sem me entrarem coisas na cabeça. Sem distracções. Qualquer coisa e digo à rapariga - olha tenho aqui uma coisa que escrevi que te quero mostrar. - E mostro-lhe os quatro últimos parágrafos. Se ela já me conhecer bem, ri-se. Mas há uma forte possibilidade de arrancar de minha casa quando reparar que tem uma escova de dentes da marca "Económico" do Continente, no copinho de vidro junto à pasta de dentes com o tubo ainda direito, sem que ela ainda tenha carregado no meio...

PS: Ali o primeiro vídeo, o "Blue Valentine", tem um trailer tão bom, que o filme arrisca ficar aquém, só porque é mesmo um trailer tão impecável. Quero tanto ver este filme.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

NÃO!!

A sério? ... muito me espanta...

Também sou culpado

Estou a lutar para ir para a cama. Não me apetece. Queria ficar a ouvir música e só me deitava amanhã.

Assim fico a ler jornais e assim - link - brilhante o artigo pouco explicativo, mas acima de tudo, no segundo parágrafo, ou terceiro... "no continente Africano, em África..." e disto sou eu culpado várias vezes!

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Assim não dá!

Acho que já resolvi o problema que já tem para aí dois meses de não conseguir ver quem faz referências aqui ao blogue. A ver se já dá para ter uma ideia assim. Há muito boa provocação on-line que não dá para ver se não se souber dos tais referrals! O Sitemetter está todo lixado já há muito tempo.

Quando?

Quando é que sabes que sabes viver sozinho?

É uma questão difícil para mim que sou incapaz de estar cinco meses sozinho. Deve ter sido o máximo de tempo em que estive sem alguém de alguma forma envolvida na minha vida.

Hoje descobri que consigo, não me apetece, mas consigo. Estou auto-suficiente. Fui ontem operado às costas, uma mini-cirurgia a lazer, tiraram-me um sinal. Hoje tomei banho, tirei o penso, tratei da cicatriz e pus o penso. Nas costas não é fácil, mas a verdade é que não é nada difícil também. É uma questão de perícia. Eu já estive 12 dias em casa com um músculo da coxa rasgado a meio. Mas isso foi mais força noutras partes do corpo pela qual tive de puxar.



Isto para grande infelicidade da minha mãe. A culpada de eu não gostar de estar sozinho, provavelmente, muito provavelmente. Que move mundos e fundos para me mudar o penso! Não! O Miguel faz sozinho!

Enfim. O que custou mais foi a pica...

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Em tempos de aflição



É preciso relembrar as desgraças do passado?

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Lamechices III



Para quem quiser ignorar declarações exageradas - quem não sentir nada aos cinco minutos, não tem alma...

César Fábio Brito Coentrão

Lamechices II


Não acontece muitas vezes, mas quando acontece é um dos melhores sentimentos do mundo. Quando eu saio do cinema e me sinto tocado por um filme.



Eu sou como o francês, quando morrer é o vazio total. Acabou. Desliga-se o botão. Na melhor das hipóteses ficam as memórias de nós naqueles que deixámos para trás, ou uma marca para gerações futuras, porque agimos de certa maneira e isso reflectiu-se noutras vidas e não só na nossa.

Como ateu é assim que vejo este novo filme do Clint Eastwood. Como um ensaio sobre a marca que as pessoas deixam em nós. Uma marca que afecta também quem nos rodeia, e por isso somos uma rede e todos os meus gestos afectam todos os outros, mesmo em continentes separados.

Ainda por cima é uma oportunidade de ver Cécile de France!



E... meu deus que mulher linda...

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Mais alto

Mais alto do que todos. Mas emocionado que qualquer outro. O mais energético dos que o rodeavam.

Eu gosto de futebol porque é uma celebração. Gosto do jogo, gosto de quem o joga bem, e gosto de vibrar esse jogo com quem me rodeia.

Na celebração do campeonato vi pessoas a chorar, porque fazer parte de uma celebração tão grande dá para estas lamechices. E vi acima de tudo muita gente feliz.

Naquele autocarro havia duas pessoas mais felizes do que todos os outros. O Rui Costa e o David Luiz.

O David foi ontem embora. O Rui Costa foi despedir-se dele ao aeroporto...

Foi um momento duro para quem, como eu, gosta do Benfica. Um dos melhores jogadores, mas acima de tudo um dos que mais vibrava no Benfica partiu.


Nem um adeus lhe demos no estádio da luz... Ficarei para sempre na memória quando eu o Manel e o Diogo acompanhávamos o autocarro do Benfica pela Avenida da Liberdade, nós os três mais milhares. E num segundo depois de todos termos terminado um cântico, ficámos calados a rirmo-nos por dois segundos. Dois segundos para absorver aquela felicidade colectiva. Dois segundos interrompidos com o David Luiz a gritar para que todos aqueles milhares sorridentes ouvissem - EU AMO O BENFICA!! - os milhares à sua volta responderam - EU AMO O BENFICA! EU AMO O BENFICA!!

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