quinta-feira, março 31, 2011

Ouvir Syd Masters



Este blogue ultimamente tem sido muito música, pouca palha. Mas a minha vida tem andado um pouco mais acelerada. Trabalho e música. Nem tempo para ver como é que o FMI se consegue impingir ao meu país tenho tido. Estou a tentar evitar a crise a trabalhar. A ver...

Ficar com a Hi-life de Syd Masters para uma boa maneira de nos sentirmos bem.

Hoje foi um dia preenchido



Amanhã será outro ainda mais. E eu passo-me, mas passo-me com a Zahra!



Pronto. Não é normal...

quarta-feira, março 30, 2011

Hoje descobri



Por completo acidente hoje descobri a magnífica e energética Phoebe Deerkiller. Um nome estranho, até podemos dizer infeliz... mas canta de uma maneira mesmo engraçada. Sobre os homens que quer. Não é uma vítima, sabe o que quer. Gosto de mulheres que saibam o que querem e que o expressem com clareza. Quer dizer... acho que gosto. Não sei se alguma vez conheci alguma.



Mentira. Conheci. Mas pronto. Não era por ali.



Ok pronto, não é bem assim. É capaz de estar um bocadinho ressentida. Mas pronto. Estou a trabalhar a ouvir e a escrever. Posso enganar-me. Não convém enganar-me no guião que estou a escrever... se calhar...



Ok. Esta última é a que gosto mais, mas reservo o meu direito a mudar de opinião. Obrigado.

No primeiro vídeo de todos. No final uma velha sai e deve perguntar-lhes onde é que pode comprar o cd, se ela tinha saído de Nouvelle Vague e as coisas lhe estavam a correr bem agora. Ou então queria a percentagem dos direitos do vídeo que aquele pinheirinho lhe garantiam.



Pronto. Chega.

Ontem foi assim



Mas por incrível que pareça ela estava a cantar bem melhor. Jà o pianista neste vídeo sabia o que estava a fazer. O de ontem... bom... estava a divertir-se muito.

Foi engraçado, chegar a uma jam session, não saber nada e ouvir uma mulher com uma voz que não tinha nada de estar entre o comum dos mortais, a cantar divertida, como se tudo fosse uma brincadeira.

Gostei da serenidade dela, da capacidade incrível que tinha de não fazer da voz algo demasiado grande, cantava com uma clareza como poucas vezes vi. Sóbria, mantinha as notas todas, não desafinava uma vez, e quando queria puxar por uma nota, encolhia um bocadinho os ombros. Já vi mulheres a cantar, que para chegar onde ela chegava, estrafalhavam-se todas ao microfone.

Sim, estrafalhar, palavra inventada. Eu é que escrevo aqui, posso inventar palavras. Se ela não se explicar a ela própria, podem perguntar, que eu respondo.

...



Porque a vida passa tão rápido que um dia estamos a olhar para uma valeta, no outro temos uma mulher que queremos ao nosso lado, no outro queremos fugir para o Japão. Daí a uma semana queremos ir viver para Alfama, e passados três meses queremos viver na cave dos pais. Daí a quatro temos outra mulher ao nosso lado. E passado três semanas outra ainda, e ainda lhe trocamos o nome. Passados uns dias queremos viver no Parque das Nações, ter um filho e uma vida de colarinho branco. Daí a uns tempos achamos que as correntes são algo inapropriado para fazer sexo. E queremos viver novamente na cave dos pais. Acabamos por surfar, estar com os amigos, e rir do que nós queriamos à duas semanas enquanto conhecemos pessoas novas.

Tirando o Japão...

Ontem perguntaram num concerto se alguma vez tinham partido o coração a alguém das pessoas persentes ali. Eu e a minha amiga levantámos a mão quase com entusiasmo. Epá! Lindo! Vais cantar sobre nós é? E porra como ela cantava! Meu... deus...

Atenção

Ele pode cortar-se aqui ao Pastelinho. Pode já não se sentir identificado com as patranhadas que vomito para aqui todos os dias, mas sempre podemos apanhá-lo aqui mesmo ao lado, no nosso outro pouso. É ler e apreciar.

Dia estranho

Hoje estou a ter um dia estranho. Novamente certas coisas difíceis de sair da minha cabeça. E eu queria terminar tudo para poder dormir hoje à noite.

É aproveitar porque hoje não vou ao cinema, e não me parece que vá nos próximos tempos. É altura de ir levantar o cartaz da cinemateca novamente...



Adenda: Quer dizer... diz que dia 28 sai o Thor... sei lá... odeio esta época depois dos prémios. Ninguém quer fazer cinema sem estar mais próximo dos ursos, das palmas, dos globos e dos óscares. Raios.

terça-feira, março 29, 2011

É oficial

Todos os meus grandes amigos têm uma noção diferente da minha do que significa aquele complicado termo - daqui a 15 minutos - para mim é olhar para o relógio e se tiver ponteiros é passado um quarto de volta. Se for digital, é quando passaram... deixa ver... 15, sim 15 minutos.

É uma noção complicada. Imagino. Porque todos os meus grandes amigos parecem não concordar comigo nesta análise do que são, realmente, 15 minutos. Na realidade da terminologia. O verdadeiro fundamento dos 15 minutos escapa-me. Por completo. Sou o tipo numa banda com passo errado e num tom diferente.

Não faz mal. Até porque o que interessa. Neste caso. É pertencer à banda.

Há que dar valor à internet

Á conta da procura do último link, pimba esbarrei com isto... Está bem então. Pode ser.

Hoje estive em conflito comigo próprio

Acho que não é meu lugar magoar ninguém. Mas gosto do meu espaço, gosto de poder escrever o que me apetece, quando me apetece. Um amigo meu protestava comigo no outro dia, dizendo-me que eu era muito mais responsável por aquilo que escrevia do que eu próprio pensava...

Ser anónimo e desconhecido tem as suas vantagens. Mas com o mesmo sentido de comunidade que tenho aqui no Pastelinho. Um lugar onde tenho bem mais comentários feitos por telemóvel, ou pessoalmente do que na caixa de comentários.

Enfim.

Fica aqui o Tom York. Porque eu sou viciado em música Tom Yorkiana.

Dias pacatos



Carreguem no vídeo em cima. Obrigado. Sintam o som relaxante da música de elevador a acalmar o vosso estado de espírito. Hoje, depois de mais um dia com poucas horas de sono em cima, arranquei para um fabuloso serão com o meu grupo de amigos habitual.

Jogámos um pouco na consola. Dissemos umas piadas marotas. Combinámos um jogo de futebol. Fomos comer ao Colombo, onde nos sentámos virados para uma parede e nem olhámos para pessoas a passar. (Pessoas aka moças.)

Saímos do Colombo e fomos dar comida e festas a uns gatos de uns amigos meus que fiquei de tomar conta durante a semana. Depois de os termos alimentado, e verificado se tudo estava bem dentro de casa, partimos com objectivo retorno a casa.

A banda sonora só podia ser esta:



E impulsionados por um rápido regresso a casa ainda ouvimos esta.



E não chegámos a ouvir esta, porque já não deu tempo. Fica para a próxima.



Dois, três ou quatro tipos num carro a ouvir Rage. Quem são? Provavelmente eu o Alex, o Paulo e o Diogo. E eu sou tipo para ouvir outro tipo de música. Mas há qualquer coisa comunitária na única banda deste género que gosto de ouvir. Vá! De vez em quando.

segunda-feira, março 28, 2011

Mais Ane Brun



Política, futebol e música.

domingo, março 27, 2011

Dia complicado

Para lá das horas reduzidas de sono, estive sempre a andar de um lado para o outro, o tempo inteiro a tentar chegar a casa para trabalhar. Cheguei eram quase sete, mais uns minutos de preparação para começar a trabalhar e comecei há meia hora. O que é que estou a fazer? Tentar tirar uma cena da cabeça.

A minha cabeça funciona rápido demais para o meu ritmo, e eu não tenho um ritmo calmo. E trabalhar sem falar um bocado sobre o que me vai na cabeça é complicado. É por isso que serve o Pastelinho. Quando os meus amigos não aparecem, ou só aparecem às dez, como hoje, e eu não quero, porque não posso agir de certa maneira... conto-o aqui no Pastelinho. E acalmo-me.

Hoje queria encostar as veias do meu braço a outras veias. Queria ouvir uma voz rouca.



Ando tão escandinavo ultimamente que tenho medo de mim próprio. Da maneira como eu decido livrar-me de todas as depressões acumuladas nestes pequenos ombros com que arco as minhas costas.

Não me lembro da última vez que chorei. Provavelmente quando a minha avó morreu. Terá sido o dia mais triste da minha vida. Foi certamente. Gostava mesmo de lhe poder falar hoje. Com trinta anos e pedir-lhe para ela me dizer que vai estar tudo bem. E eu tenho a sorte de ter outras pessoas para me fazer isto. Mas hoje queria mesmo que fosse ela. Gosto de me lembrar dela quando tenho de me esforçar muito para ser uma boa pessoa, e quando sei que sou responsável pelos meus actos. Por vezes gostava de não ser. Gostava de fazer o que me apetece fazer agora.

Tenho de sair de casa rapidamente...

sábado, março 26, 2011

É preciso entender isto



Eu não sou o maior fã do Miguel Portas. Já o vi fazer coisas farsolas na câmara municipal de Lisboa, entre muitas, ter dado um apoio fundamental para o Santana Lopes ter conseguido prosseguir com a sua desgraçada agenda para Lisboa. Mas neste vídeo ele diz tudo.

Infelizmente eu não tenho tanta a certeza, como o Portas tem, que ele não ganha eleições.

Por favor: tenham sentido de Estado

"Guia do eleitor para não aborrecer os mercados"

"Os mercados reagiram mal ao anúncio de eleições. Os mercados não gostam muito de eleições. Mas estou convencido que, perante as garantias que Passos Coelho vai dando de que fará o mesmo que Sócrates, os mercados tenderão a acalmar. Os mercados suportam a alternância mas ficam apreensivos perante alternativas. Ainda assim, os eleitores devem ser cuidadosos. Irem votar pode ter a sua utilidade, mas é fundamental não aborrecer os mercados. É bom haver uma clarificação política. Mas clarificação em excesso pode cegar os mercados.

Aqui fica um breve guia que o eleitor deve seguir no dia em que for votar:

1 - Um eleitor consciente deve votar em quem aceite que o papel social do Estado é um problema para os cidadãos, apesar de aparentemente os cidadãos serem beneficiados pela sua existência. E deve evitar votar em quem queira um Estado interventivo na economia. Se lhe dizem que a desregulação económica é insustentável, o eleitor tem obrigação de ser moderado e aprender a viver com esta dificuldade. Se lhe dizem que o Estado Social é insustentável, o eleitor tem obrigação de ser radical e cortar o mal pela raíz.

2 - Um eleitor consciente deve votar em quem queira flexibilizar as leis laborais, apesar da maior parte dos eleitores ser favorecida pelas garantias que essas leis hoje lhe dão. Um eleitor responsável sabe que se é legítimo que as empresas defendam os seus interesses, é irresponsável que o trabalhador faça o mesmo.

3 - Um eleitor consciente não deve votar em quem queira taxar transações financeiras, obrigar a banca a pagar os mesmos impostos que as restantes empresas ou acabar com offshores. Os mercados, como a generalidade dos cidadãos, não gostam de pagar impostos. O eleitor deve atender, antes de mais, às necessidades dos mercados. E apenas depois disso às suas. Para quê taxar a banca quando se tem o IVA para aumentar? Sejamos razoáveis.

4 - Um eleitor consciente não deve, em caso algum, votar em quem defenda nacionalizações. A iniciativa privada é sagrada. Deve aceitar uma excepção a esta regra: se um banco estiver à beira da falência, um Estado responsável deve socializar o prejuízo. A banca é fundamental para a iniciativa privada. E a iniciativa privada é sagrada.

5 - Um eleitor consciente deve votar em quem defenda as privatizações. Um Estado grande esmaga a liberdade dos cidadãos. Não deve votar em quem defenda a regulação dos mercados. Mesmo que essa regulação seja a única forma de garantir a liberdade dos cidadãos. No fim de tudo, não devemos esquecer, o que é bom para os mercados é bom para os cidadãos.

6 - Um eleitor consciente não deve votar em quem defenda qualquer tipo de protecionismo económico. Vivemos num Mundo globalizado e isso tem sido bom para a humanidade. Pode, no entanto, votar em quem queira impedir a entrada imigrantes. Não devemos ser líricos e pensar que é possível viver com as fronteiras escancaradas.

7 - O voto ideal de um cidadão consciente é em quem esteja disponíveis para participar em governos alargados ou de salvação nacional. Os mercados gostam de estabilidade. E não há nada mais estável do que ter a certeza de que é indiferente quem vence as eleições. Os mercados florescem nas democracias. Mas gostam mais daquelas em que não se corre o risco do povo escolher entre diferentes opções.

Se seguir estas regras simples o nosso País ainda se pode salvar. Os mercados não ficam tensos. E a calma dos mercados é a melhor garantia para o nosso futuro. Eles agradecem com juros um pouco mais altos. Mas não tão altos como podiam ser. Está revoltado? As coisas são mesmo assim. E não faltava mais nada que o voto servisse para mudar a forma como as coisas são."

sexta-feira, março 25, 2011

Comentário extenso

Ia eu comentar um post aqui na Feira das Vaidades quando reparo que já vou no quarto parágrafo. Pronto passa a post e faz-se um link que isto de comentário ultra longos não é para toda a gente. Eu gosto. Mas eu sou tipo para lá de estranho.

Demais... odeio picas! E chamo-lhe picas porque todos os outros nomes dão-me arrepios pelo corpo inteiro.

No outro dia fui tirar sangue ao hospital. E eu tenho de a estas merdas sozinho, porque tenho fobia e se for com alguém fico mesmo nervoso. Assim sozinho vou a fazer um personagem.

Estou na sala de espera a fingir que nada daquilo me afecta. Os pés nervosos à espera da senha no ecrã, o pessoal com o manguito feito para segurar o algodão. O cheiro... aquele cheiro...

Apitou no número da minha senha, e ao invés da uma velhinha simpática, estava à minha espera uma mulher linda... a perspectiva de me envergonhar à frente de uma velhinha ou de uma mulher linda é completamente diferente. Mas lá avancei eu para a vergonha. Disse-lhe que tinha fobia àquilo, faço uma fita desgraçada que até um bocado de ranho se me escapa pelo nariz, e assim que ela saca a agulha para fora do braço, armo-me em valente.

O risco aqui era desmaiar redondo no chão. Mas tomei o risco como parte real da valentia teatralizada. O meu braço deitava sangue e eu dizia-lhe, "era preferível fazer um corte e eu despejava o sangue assim da veia", piada fraca apoiado por um sorriso amarelo, ou seria pálido da falta de sangue. Nem um esboço de um movimento facial. A piada bateu num muro de cimento criado pela mariquice dois minutos antes...

Não é fácil ter fobia a agulhas, era só isso que eu queria dizer.

O toque de mirdas



Ultimamente sinto que tenho o toque de Midas, mas em vez de transformar tudo em ouro, transformo tudo em merda. É curioso... nem a comida me sabe bem, evidentemente!

Mas o pior são mesmo as relações de pessoas que conheço há pouco tempo. Eu serei um tipo que promete uma coisa e oferece outra, mas não me dou conta disso. É do meu toque de mirdas.

Quando penso que passei mais ou menos a mensagem, descubro que por um mal entendido a mensagem que passei foi exactamente a oposta. Eu sou lá tipo para deixar a coisa mal esclarecida. Não sou! Sou demasiado obcecado para isso. E na tentativa de resolver a questão transformo tudo em merda. É o meu toque de mirdas.

Mesmo este blogue, ultimamente tem servido para criar confusão entre amigos meus. E por mais que eu esclareça que por vezes este espaço é um exercício de escrita para mim, que nem tudo aqui é o que realmente é. Que quando eu conto uma história, essa história é acrescentada por pontos, muito mais quando eu escrevo num blogue! Para mim as coisas têm de ter piada. E não precisam de ter piada para quem as lê. Precisam de ter piada para mim.

Enfim. É continuar a tentar que o meu toque transforme tudo não em merda, mas em ranho, é estranho, mas mesmo assim sempre é mais sociável. Pode ser que um dia eu passe de ranho para gelatina, mas imagino que isso seja para quando eu for geriátrico.

quinta-feira, março 24, 2011

A manhã



É de sol, a tarde é de nuvens.

Nuclear

Há muito tempo que eu não acredito que os jornais tenham real cuidado com quem escreve, muito menos o que se escreve.

Este blogue, ou espaço, ou lá o que isto é, que está presente no Expresso e onde nem sequer é facilmente claro quem escreve, traz esta preciosidade ontem.

Isto quer dizer. Os "ecologistas" precipitam-se em falar na desgraça, mas ele não se precipita quando diz que está tudo bem. Que aquilo foi controlado. Quando todas as notícias falam sobre contaminações, e perigos iminentes de desastre. Acho também engraçado começar-se a defender por aí que Fukushima era uma central velha e caduca. Porque eventualmente não ficam todas é? Porque Portugal, como país bem mais desenvolvido do que o Japão, ou qualquer outro país, que são todos mais desenvolvidos com o Japão e preocupados com catástrofes naturais, vão ter muito mais cuidado do que os tipos que quando há um cismo de 9 pontos na escala de Richter correm todos para a rua equipados com mochilas com tudo o que necessitam de uma forma ordeira e civilizada!

É preciso ser um idiota de todo o tamanho para se defender a energia nuclear a partir desta catástrofe. Mas defende-la agora, não é idiota, é uma de duas coisas, ou pertence ao grupo de pressão, ou é pura e simples ignorante.

Atenção aos leitores

Nos próximos meses é provável que o Pastelinho volte às suas origens mais políticas. A luta vai ser assustadora, mas nunca foi política deste blogue virar a cara à luta.

quarta-feira, março 23, 2011

O que está para vir...

O discurso de Manuela Ferreira Leite diz tudo "estas medidas com outro governo qualquer teriam bons resultados..."

É baralhar e voltar a dar as mesmas cartas ratadas.

Próximas vítimas



O Monstra é muito interessante. Mas mais do que qualquer outro cinema sinto-me um bocadinho observado sozinho. Mas isso sou eu que, ultimamente, acho que qualquer olhar que se cruza com o meu é um olhar a sério e não um "ver as vistas". Os olhos por acaso passaram por ali.

Eu gosto de ir ao cinema sozinho, mas tem de ser à meia-noite. A hora de todos os bichos estranhos, personagens solitários e outros mendigos reflexivos. Hoje vou sair da minha zona de conforto, (mudar de cinema, costumo ir sempre ao mesmo), para ir ver um filme que consegui que ainda ninguém, nem uma pessoa, se referisse a ele. Só passa numa sala de cinema, nos dias que correm isso não é estranho? Foram os tipos que fizeram a Amélie Poulain, para lá do Delicatessen e da Cidade das Crianças Perdidas, que são dois dos meus filmes de eleição. Até já estou nervoso.

terça-feira, março 22, 2011

Nunca é fácil



A ausência de alguém. Não é fácil de lidar. QUando os queremos por perto, e mesmo quando não os queremos num raio de dez quilómetros. Aquela presença, aquele lugar agora vazio, antes baloiçava a ler um livro. Agora um buraco negro.

Chegou o Sol



Ao contrário de uma esmagadora maioria de gente, eu não gosto assim tanto de Sol. Gosto de Sol em raras ocasiões. No Verão não posso com ele. O calor lixa-me as percepções, raramente sei exactamente onde estou quando estão mais de trinta graus.

Não sou de torrar ao Sol e gosto dele em duas ocasiões. Quando se põe e eu estou no mar. Surfar aquela última onda com a sombra sobre água, olhar para o pico claro, e virar-me para o escuro, dá-me uma sensação de conforto. Porque a morte não tem de ser um drama. Pode ser o fim de uma viagem e nós fazemos dela o que quisermos, ou pelo menos o que conseguirmos.

A outra forma de gostar do Sol é no Inverno. Ou por vezes no Outono quando já terminou o abafante Verão. Quando o frio está de volta, as nuvens dão aos meus olhos a capacidade de ver um pouco melhor, enxergar o que se passa à minha volta. E fico em pé, pernas alinhadas com as costas, um militar em parada, viro a cara para o Sol que acabou de romper as nuvens, e deixo-o aquecer o meu rosto contrariando o vento que passa o seu pano frio na minha cara. Nunca consigo esconder um sorriso.

Fico ali, meio parvo, a comer um gelado de natas com chocolate quente. E nessa altura gosto do Sol, e acho não havia necessidade nenhuma de ele me chatear tanto durante seis meses.

Verdade também, e contra mim falo, que guia-se muito bem em Lisboa em Agosto. Mas porra, guio cada vez menos. Hoje em dia é só andar a pé, e tenho de arranjar uma bicicleta, que deve custar menos do que encher um depósito hoje em dia.

Hoje vou ver o Monstra.

Mais uma versão



De uma música que eu defendi tanto.

segunda-feira, março 21, 2011

Do caos



O caos é fascinante. Ia escrever que era fã do caos, mas isso era como dizer que era fã de respirar, ou de cagar, por essa ordem de ideias, mas por vezes respirar é chato, e cagar, bom... não vamos entrar por aí, pois não?

O caos é onde eu sempre criei as minhas coisas, no meio do caos, no meio da confusão. É por isso que sou tão profundamente urbano. Porque gosto da azáfama, porque me integro na amalgama de gente a viver uns por cima dos outros, uns ao lado dos outros, uns debaixo dos outros, e por vezes na diagonal (sem ângulo certo).

Ando quilómetro e o caos manifesta-se em cada esquina. Porque o caos não é só o acaso, o caos é o pensamento não organizado. O caos não é a ausência do raciocínio, é um acto de raciocínio falhado, juntamente com a ausência total de raciocínio, ou só um bocadinho dele, mas não o suficiente.



O caos é quase tudo, e não é absolutamente nada em concreto, é o indefinível, e o que está tão claro aos nossos olhos. O caos é a confusão de tempos, a confusão de planos, a confusão mental e física. Há para quem, o caos não exista. Há para quem o caos seja um modo de vida. Há para quem o caos seja uma coisa hoje e outra amanhã. Eu sou um dos últimos.

Por isso é que sou tão estúpido quando eu tive de fazer um link neste post porque perdi uma aposta hoje. Peço que se o encontrarem, e não será fácil. Que não o vejam. Será possível? Será possível pedir para não se ver uma coisa que se expõe?



Pessoal, aqui estão segredos incríveis ou as mais banais das provas do nada, mas não vejam! Não procurem link nenhum. Ignorem este post, para quem conseguiu lê-lo até tão longe. Ignorem o autor e o blogue se for necessário.

Obrigado.

Por falar em ego...

Que tal dizerem-me hoje que tinha uma galeria só com o meu nome num site de fotos de surf. E desta vez o meu ego foi totalmente a baixo! Não só porque me apanharam distraído a rir, e tirando o bigode, a minha mãe até vai gostar, não vais maezinha?!? Mas o pior as fotos de surf são terríveis!!! As ondas mínimas, eu sempre a enterrar o rail!! Desiquilibrado... Imagens de mim a surfar deviam desaparecer da face da terra!! Horrível!! Estou deprimido!

E não. Não vou dar o link. Vou só mostrar à minha maezinha que prometeu um prémio a quem me apanhasse numa fotografia com cara normalinha. Aquelas merdas daquelas lentes chegam longe, um tipo não vê! Não estava preparado! Odeio caras normalinhas...

domingo, março 20, 2011

Quando era miúdo



Quando era miúdo tinha muito a cena de me armar em esperto com raparigas, isso aparentemente ainda não mudou. Ontem mais uma noite de ego desmedido. Enfim, aparentemente o meu ego está sempre em causa, mas mais ainda quando está presente uma mulher que eu acho interessante.

O pior é que posso não achar que é para mim, que quero perseguir isso... se calhar é o contrário, torno-me insuportável para afastar qualquer possibilidade de interesse. Era bom que fosse assim, mas a realidade é diferente, funciona assim, mas sou eu a dar tiros nos pés e só depois da merda, incessante e balbuciante me saltar pela boca fora é que me apercebo do que disse.

Sou um puto aos saltos e em corridas fulminantes à frente de uma rapariga qualquer que acabei de avistar a descer a rua. Só para dar um rodopio e ver que não é nada de especial. E paro por isso? Não. Quero atenção. Porra, estou tão insuportável que me admira que alguns amigos mais recentes ainda me aturem.

E não, a música, certamente não tem nada a ver com o post. Mas ainda punha uma merda minha no youtube só para ter atenção e desgraçava-me de vez. Assim ficam aqui os Silver Mount Zion, que com este tema me fazem perder 8 minutos da minha vida activa sempre que o ouço, só porque fico tão preso ao momento. Pelo menos estou calado, pronto, está feita a associação.

O que é?



Não é a letra. A construção é extremamente simples. O que é que eu gosto nisto?

E já agora nesta a seguir?

sexta-feira, março 18, 2011

Bloqueios mentais



O que eu me ri a ver isto. O gajo não dava com aquilo!

Música pensada



O tal do "post rock" tem cenas mesmo muito interessantes. Noções de jazz e música clássica. Sou cada vez mais viciado nestes tipos todos. Mas gosto dos mais obscuros, estes EF chegam-me aos sentidos com muita facilidade.

D! Olha esta!



A nossa Mariana sempre em grande!!!

quinta-feira, março 17, 2011

Parado?

Mùsica que eu ouço quando não quero estar parado.



Não há vez que não ouça isto e não abra os olhos esgazeado. Como se algo especial me tivesse feito cócegas num sítio do meu cérebro que não costuma ser utilizado. Algo que não sei que podia ouvir este tipo de coisas. A Clare Tory arrasa as minhas percepções auditivas todas as putas de vezes que ouço esta merda. Mas todas!

Adenda: Uma vez fui a um concerto de Jazz e ouve uma miúda que, garantidamente, era uns 10 anos mais velha do que eu, não era especialmente bonita, tinha muita pinta, mexia-se bem e usava aquele sorriso de uma mulher a cantar... Ela cantava e eu ouvia a voz dela estalar na minha cabeça com prazer, ondas de perfume de mulher em notas de música, uma experiência interessante. Isto de tal maneira que eu fiquei mais do que pregado na minha habitual fixação por mulheres que cantam bem. Aquela vontade de a raptar e de a obrigar a cantar-me nessa noite todas os temas escolhidos por mim.

Raptar no bom sentido, claro está. Nunca na minha vida adulta fui falar com alguém que não conhecia de lado nenhum. Mas deu-me a vontade. As pernas obedecem-me sempre bem, nem fico nervoso, o meu sentido de orientação é que fica meio... esquisito. Isto das poucas vezes que tentei ir falar com alguém e acabei por me dirigir para o lado contrário ao de onde a pessoa está.

Desta vez não foi diferente. Levantei-me e fui pedir uma cerveja do outro lado. Quando me virei... os estereótipos são lixados. Via-a muito mais com um tipo como eu do que com um tipo como o que ela estava....

Grande, musculado, bonito, uma figura marcante, imagino que tudo o que uma mulher queira a nível estético, e muito provavelmente a nível intelectual, que eu nunca o conheci. Mas um gajo que anda tanto tempo a trabalhar naquele corpo não pode estar a ler livros, a ver filmes, a ouvir música, a jogar computador, a ir surfar, a jogar à bola com os amigos, a ir beber umas cervejas com os amigos, ou a perder tempo a escrever adendas maiores do que os posts na internet...

Eu sei. Os meus posts são estranhos e confusos, e os tempos verbais diferentes não ajudam, se soubessem que eu faço de propósito aí é que a confusão tomava outro nível diferente.

Mas estava a tentar insinuar que ele não tinha tempo para ficar culto e musculado, quando deixei escapar que eu também não tenho lá muito tempo para isso. Enfim. Isto tudo por nada. Porque são quase duas e eu quero trabalhar aqui numa merda mais um bocadinho e devia ir para a cama, mas não, decido que a melhor maneira de não fazer nem um nem outro é escrever uma merda na internet... vá-se lá saber...

A verdade é que tenho de me fazer aos ferros, criar uma musculatura impressionante e voltar ao Hot Club. Pode ser que tenha mais "sentido de orientação" para a próxima.

Bandas



Não há mundo mais estranho. Uma pessoa ouve isto, gosta e tem genuinamente medo de ouvir a segunda. Mais vezes do que menos é mesmo para ficar desiludido.

quarta-feira, março 16, 2011

Música



Faz tudo ter um pouco mais de sentido.

terça-feira, março 15, 2011

Sócrates és um cretino

Sim, pelos vistos arrisco aqui um processo judicial. Mas neste momento não há ninguém que eu deteste mais que o José Sócrates. Na política seja bem entendido. Aliás, Sócrates é um cretino político, bem como o PS, um partido cretino e de cretinos políticos.

Eu nunca votei PS, estive perto com o Ferro Rodrigues, mas não quis deixar de dar força à esquerda. À verdadeira esquerda.

Desde que me conheço e pelo que já estudei também, desde o 25 de Abril que quando o PS tem o poder governa á direita. É um partido social democrata. A esquerda raramente tem lugar.

Nos primeiros quatro anos de Guterres o Ferro Rodrigues ainda conseguiu atirar umas noções de esquerda para as decisões políticas nacionais. Para a direita a propaganda dos benefícios à ciganada tem sido pão nosso de cada dia. E se o sistema não é perfeito não deixa de funcionar.

Como tipo de esquerda tenho milhares de queixas sobre o descontrolo no controlo do mercado, a perda de direito dos trabalhadores, e as medidas que tornam o mercado cada vez mais liberal. Se pensávamos que a crise provocada por isso mesmo iria, não podíamos estar mais enganados, nós de esquerda.

Isto para voltar à cretinice do Sócrates. Está para breve a queda deste governo. Está para muito breve a elevação de um governo de direita. CDS e PSD vão levar este país a mais um buraco, vão cavar um pouco mais fundo, se vão ser eles que vão tapar o buraco ou não, ainda estou para ver, mas que vai ser o desastre, aí isso vai.

Pior? Quem é que ficou mal visto? A esquerda nacional. Porque infelizmente o PS ainda é conectado com a esquerda. O cretino do Sócrates bem que podia ter ido enterrar a direita portuguesa, para ele era-lhe indiferente.

Daqui a uns tempos todos os tipos de esquerda do PS vão aparecer. O Soares vai ser de esquerda, o nosso amigo Pedro Adão e Silva também, uma bancada parlamentar inteira do PS vai gritar por protecção social, injustiças financeiras, disparidades gritantes. Esse PS desaparece no momento em que for governo, daqui a quatro, oito, ou doze anos.

E a esquerda vai continuar a nunca ter lugar nos destinos deste país.

Já o disse e digo novamente. Para mim a solução do país está na melhor câmara municipal de Lisboa que alguma vez conheci. A de João Soares com o PCP e antes disso a de Sampaio. O PS e o PCP como duas forças políticas a controlam-se uma à outra, mas a trabalhar. Enquanto não vier uma geração preparada para largar os medos do passado, e os traumas e os macacos na cabeça... é esperar que venha uma nova força política de esquerda, menos teimosa e situada do que o PCP, e menos aldrabona, incompetente e reaccionária que o PS. Não, não é o BE.

segunda-feira, março 14, 2011

E mais nada

Na essência de tudo o que é real na vida. No que toca às coisas verdadeiramente importantes, um homem só precisa de uma namorada para uma e apenas uma coisa e mais absolutamente nada - pôr a bardamerda do edredon na puta que pariu da capa! É que porra! Nunca vai sem uma bela de uma tareia! F%$#$% 23 ^^^#"4 234 w2(&(/$!!!!!!!!!

Enfim. Vou dormir que é tarde e Inês é morta.

quinta-feira, março 10, 2011

A minha mãe bem que já me tinha avisado.

Não vou.

E não vou por outras razões, algumas explicadas aqui também.

Pronto não há esperança para movimentos cívicos em Portugal, já se vê.

Ontem fui ver o Cisne Negro, resultado: vou ficar a sonhar acordado com a Mila Kunis durante pelo menos uma semana. Eu eu com tanta merda para fazer!


Meu deus que mulher linda...

quarta-feira, março 09, 2011

a ouvir



...

a morte

As coisas que nunca me devia esquecer

Estou às duas da manhã acordado. Devo ficar mais um pouco, quero ver a bateria do Saca e do Slater. Noutro dia estaria a jogar um jogo qualquer, como amanhã tenho de apresentar três projectos a um "cliente" habitual. Estou aqui no último esforço a tentar aprimorar a coisa, e terminar a a outra, e a começar a última. E se tiver tempo fazer uma quarta.

Bom. Não há melhor maneira de forçar o trabalho do que com Nat King Cole no fundo como banda sonora.





e ainda!

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Como não queria comentários no meu último post deixo aqui duas grandes músicas do Neil Young, não uma, duas! Para as poderem comentar. Acho que este post é mais para ti Maria. Mas pronto, por vezes aparecem anónimos aí a comentar! Então Maria, o que achas destas duas músicas?

O Ego

Confrontado com o meu cada vez mais galopante ego foi isto que me ocorreu:

Abnegados foram os tempo futuros, as folhas caídas no chão. Ontem cheguei ao local onde as árvores morrem, sozinhas, abandonas a elas próprias.

Ontem fechava os olhos e ouvia ecos. A madeira a ranger sempre com a mesma ladainha. Altruístas foram as formas passadas, as folhas a voar pelo ar.

Cheguei ao local das árvores cortadas. Madeira seca, alisada, sem história, passado ou caminho certo. Ontem foram cortadas as folhas de um tronco cansado cedo demais.

Ontem ouvi-me falar num bocejo, o vento passava pela madeira cortada, o que antes era um tronco que falava, ontem superfície calada.

Renunciados foram os tempos presentes, as folhas nas árvores à volta. Presas por um fio, a falarem com o vento que passa, uma vez só nas suas vidas. Ninguém respondia, mas todas falavam.

Renegadas foram as formas, das folhas prostradas no chão. As vidas não vividas, sem arrependimentos nas mãos. As vidas atropeladas, sem fugas, nem contrição.

Não há florestas neste mundo, há arvores que sobem sozinhas, apertadas contra muitas outras que também por ali sobem ao acaso dos ventos que passam.

A morte lenta é uma espécie de vida...

O meu ego vai ter de levar uma análise geral, a partir já de hoje.

quarta-feira, março 02, 2011

Os sacrifícios

No fim-de-semana fiz algo que não gosto de fazer. Fui ao cinema, ao fim-de-semana, à hora errada. Para lá da sala cheia, sentou-se ao meu lado uma senhora que me estragou um pouco o ambiente do filme.

Noutro dia qualquer via o filme e saía da sala a prometer ver os próximos três anos de cinema sozinho. Mas desta vez fui ver o Blue Valentine. E então saí da sala a prometer ver os próximos três anos de cinema definitivamente sozinho.

Parar de ler já, para quem não viu o Blue Valentine. Obrigado.



Portanto, desde Sábado que ando a matutar o filme. Provavelmente vou vê-lo novamente. Lembrou-me algumas coisas que passei na minha relação mais séria. É que eu fui realmente aquele tipo, no mau e no bom.

No mau porque sou um tipo cheio de manias, com resposta para tudo, mesmo quando devia só ouvir. Acho que tentei melhorar isso.

No bom porque quis sempre tomar conta da outra pessoa. Mesmo no final.

Acho que partilhei tudo o que aquela personagem viveu, menos algumas situações mais intensas, e acima de tudo o desespero. Nunca fiquei desesperado, mas fiquei extremamente desiludido, o que é um bom equivalente.

É um filme que me vai marcar para sempre devido a uma cena. A cena em que eles num chão do hotel, bêbados que nem cachos, dão os últimos beijos como um casal em ruptura. Ele quer resgatar aquela relação, ela não sabe como terminá-la. Ao beijá-la ela fecha os punhos, já em desespero, ele sem saber o que fazer pergunta-lhe quanta rejeição é que ela acha que ele consegue aguentar. Que é o maior desespero de um homem que ama uma mulher e que não consegue dizer-lhe para ela se ir embora.

No meu caso consegui, mas não foi fácil... e eu quero tanto ir ver aquele filme outra vez. Sozinho. Sem senhora ao lado nem nada.

Por outro lado, a minha capacidade para chorar está quase terminada. Não me lembro aliás a última vez que chorei. Sei sim que quando vivemos coisas mais intensas choramos mais, e isso é bom, é bom ter a capacidade de viver as coisas mais intensamente. Gostava de ter chorado na cena do hotel, mas não consegui, aliás estava lá uma mulher ao meu lado e eu já escrevo posts de gaja, não vou pôr-me a ver um filme como uma gaja e ainda por cima com testemunhas!
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