terça-feira, maio 31, 2011

Quando estou mesmo cansado

Quando queria ter acabado de escrever uma coisa e não consegui e agora só vai piorar. Ponho o "Danny the Dog", o filme não, a banda sonora de Massive Attack. E garanto que o Montage passa em repetição uma série absurda de vezes. Depois de já estar mais de olho aberto, lá continuo e a música a seguir coloca-me outra vez no meu estado original.



E o filme é óptimo. Mas o melhor do filme é definitivamente a banda sonora...

segunda-feira, maio 30, 2011

Curta e rápida

Porque estou prestes a fazer uma coisa que eu não gosto...

Hoje queria ver um filme



E não vi...

Espaços

Queria escrever um post aqui e não o vou fazer. Ultimamente acontece-me. Sinto que este espaço tem de ser menos pessoal, mais politicamente activo, mais social, mais de situações do dia a dia, menos de sentimentos do dia a dia.

Portanto deixo-vos esta música e vou dormir, aconchegar a minha depressão.



Boa noite.

sábado, maio 28, 2011

O mundo é curioso. Mas o PS ainda mais.

Declaração de interesses: não vou votar em qualquer um dos partidos directa ou indirectamente (para os brincalhões que achavam que eu podia votar no PP) envolvidos neste post.

Esta semana, um comício da CDU foi perturbado por um grupo de estudantes de Coimbra, indignados com as pinturas da "coligação" nas Monumentais. Esta é, fiquei a saber,  uma escadaria simbólica na Universidade de Coimbra. Tenho que me descentrar do facto de capas e batinas não serem bem a minha praia, respeitando a tradição - quando não é estúpida e é muitas vezes estúpida - de uma faculdade prestigiante. Mas não deixou de me pasmar saber que um dos que se juntou aos indignados estudantes de capa e batina nas escadas a perturbar o comício da CDU, foi o presidente da Associação Académica de Coimbra - que é da Juventude Socialista.

E de quem é a pintura acima da CDU? Da Juventude Socialista. E quando foi feita? Bom, isso é que é difícil de saber. Porque, como Paulo Portas prometeu que não ia fazer cartazes de campanha para não gastar dinheiro, não está lá nenhum cartaz que nos remeta para o contexto político e temporal dessas pinturas. Tantos dilemas...

...

sexta-feira, maio 27, 2011

Júlio e amigos

A minha sexta-feira começa a estar em risco... Júlio Resende e convidados. Se eu já me rendia ao Júlio agora duvido que as minhas sextas tenham outros poisos, assim que a Fábrica de Braço Prata anunciar que o Júlio aparece nas sextas.

Senão vejamos:

O Julinho já tinha mostrado. (link)

Agora acrescentou algo...

Um anjo caiu do céu e decidiu cantar... não sei o nome dela. Não é coisa que me interesse. Nem sequer a quero conhecer. Nem a ele, diga-se de passagem. Não gosto de conhecer músicos, pintores, cineastas ou actores que goste muito, é uma receita para o desastre. Assim não sei de o Júlio tem outros interesses que não Jazz, o único interesse que eu goste que ele tenha.


Assim... um anjo caiu à terra, asas partidas, beleza intacta, ar angelical, voz demoníaca, acompanhada pelos dedos do diabo, entretidos num piano magistral.







Ps: Obrigado Sérgio.

quarta-feira, maio 25, 2011

That's my man right there

Na comédia

Charlie Chaplin, Woody Allen e Jerry Lewis.



Acho que muito tem a ver com ritmo. Genial...

Deja vu

Eu já fiz isto aqui no Pastelinho, tenho quase a certeza, mas se repito as coisas no meu quotidiano, porque não aqui. É que de vez em quando gosto de tirar três discos meus para fora da parteleira e ouvir o tema de um filme que só vi uma vez... Bill Evans, Ahmad Jamal, e o brother Yusef Lateef. Só para saber qual é o que mais gosto nesse dia. Nunca descobri. Mas gosto de tentar entender enquanto termino uma coisa que já devia ter terminado há quinze dias...

O tema "Spartacus" Love Theme



O poder do jazz:

Ahmad Jamal


Yusef Lateef


Bill Evans I


Juro que quase me vêm as lágrimas aos olhos quando ouço este último...

Bill Evans II

Ode a Charles Barkley

Para quem não sabe quem é o Charles Barkley é porque não acompanhou a NBA nos anos 90. Foi uma das figuras, a mais visível a seguir a Jordan, e um tremendo jogador de basket. Para seu azar as suas equipas nunca o acompanhavam a nível de talento e nunca conseguiu ganhar um título. Jogou durante os anos do Jordan, que fartou-se de ganhar nos anos 90, e quando não ganhava ele ganhavam os Pistons na altura.

Acabou de jogar e a Turner Sports viu nele um embaixador como nenhum outro o foi depois de terminar a sua carreira na NBA. Bird, Magic, Karin, nem mesmo o Jordan conseguiram tornar-se o embaixador que o Barkley se tornou.

O meu programa preferido tem-no como personagem principal - Inside NBA - vejo-o religiosamente na internet, num site colocado propositadamente para o efeito. (link)


E o que eu gosto no Charles Barkley? Aqui vão uns exemplos:

Em Charles Barkley

O exemplo clássico de alguém que não sabe ser paternalista e de que a NBA tem mostrado uma abertura bem inteligente a estas questões.


A cara dele... por mais vezes que veja a cara dele a olhar para o taco e as pernas dele a bambolearem... epá... não pode ser...


Não bastava ser um tipo genuíno, tem uma capacidade quase anormal de se rir de si próprio, ver as suas limitações, e de certa maneira abraçá-las. "Nunca daria um bom treinador por causa das minhas burrices..." Disse um dia quase entre dentes ao apresentador do Inside NBA. Porque se ele é muito inteligente nas análises que faz do jogo do basket, há muitas outras coisas em que a inteligência lhe falha. Não se sente diminuído com isso, porque como poucos ele sabe bem onde é inteligente e onde não dá uma para a caixa.

E lá vou continuando a rir-me que nem um desalmado em todos os programas feitos por ele. E já estou a ficar deprimido à chegada às finais da NBA, que significa que o Inside NBA termina, e eu fico quase 6 meses sem ver o meu programa favorito, que este ano pode ser mais, se é que alguma vez o vou ver mais. É aproveitar enquanto posso. Na sexta há mais um.

terça-feira, maio 24, 2011

A minha casa é mítica

Eu vivo numa espécie de uma cave. Trabalho nela, e à tarde preciso de luz artificial. Os dois pontos de luz exterior são uma janela na sala onde estou e uma varanda, mesmo ao lado da janela, na cozinha.

A casa está enfiada num canto, com umas escadas, e um pilar que esconde as escadas, que faz com que seja um canto discreto. A minha varanda está na parte de dentro, com outra varanda por cima, que faz um terraço. O lugar perfeito para refundir...

Assim muitos encontros se passam aqui. Encontros estranhos, outros nem tanto. Namorados a... namorar. Putos a combinar o jogo de futebol no relvado à frente. Conversas de café. Droga e dealers. Amigos sentados a beber cerveja. Amigos sentados a estudar. Amigos sentados a falar de futebol. Amigos sentados a partilhar um canhão. Amigos sentados a combinar a noite, a semana, umas férias, ou a contar as suas aventuras. E depois está lá a minha varanda. Que já pode contar algumas histórias. Um narrador participativo se quiserem.

No preciso momento em que vos falo, um grupo de cerca de oito miúdos estão à frente da minha janela a experimentar o seu primeiro cigarro. Tossem muito, riem muito, correm de um lado para o outro quando não é a vez deles. E sei disto sem olhar para eles. Ouço-os como se estivessem dentro de minha casa. Normalmente para não os ouvir ponho a música alto. Mas desta vez não me apetece. Desta vez vou partilhar a experiência de fumar o primeiro cigarro como um passo importante na minha vida.

Ok já chega, vou expulsar os putos. Música maestro!

segunda-feira, maio 23, 2011

Os vilões que me governam

Os nossos vizinhos estão a dar o mote. Como praticamente a Europa toda, com a excepção daqueles poucos países que se radicalizam para a direita. O voto caí no meio, normalmente no centro direita, e o continente lá vai continuando a sua caminhada desastrosa pela economia de mercado.

Quem se ri são sempre os mesmos. Eles e quem ganha dinheiro a fazer a campanha mais bem orquestrada de todos os tempos. Conseguir manter uma maioria esmagadora das pessoas apertadas ao medo de evitar mudanças de sistema.

Para o comum europeu a esquerda a sério é uma ameaça, a solução é a esquerda bacoca do PS e do PSOE, que só é esquerda de nome e nunca foi esquerda de coisa nenhuma a não ser um monumento ao sistema de mercado imparável, com uma pitada de humanismo, traçado a lápis há uns anos com uma ou outra medida que se vai tornando cada vez mais exígua, todos os dias mais imperceptível, a linha mais apagada.

E o medo põe tudo em respeito, e desmontar um sistema que não serve a todos não é possível, e porquê? Porque a alternativa seria não poder chegar aos lugares, àqueles poucos lugares dos gordos com charutos a comer lagosta, com a cabeça cheia e bolsos carregados de notas, moedas, títulos, acções, e completamente despojados de alma.

Vem aí o Passos e o Portas. Vai ser lindo. O Sócrates é o culpado, por ser igual a eles, são onças disfarçados de cordeiros.

Olha ela a chegar



Sinto sempre a altura em que me quero afastar de toda a gente. Sinto-a agora, uma necessidade de hibernar, uma migração interna.

Com isto vem a terrível ideia que tento evitar de magoar as pessoas que estão à minha volta. Aquelas que ainda gostam de me ver, e aquelas para as quais o meu trajecto me ligou em autos de fé, na inabalável amizade, seja quais forem os meus passos.

Tenho a sorte de ter alguns amigos e amigas que me aturam os meus desaparecimentos. Tenho sorte de os ter de volta sempre que paro de hibernar. Tenho-os sempre nas minhas rotinas, mas até essas vão ser quebradas num curto espaço de tempo.

E como é que eu digo isto a alguém que por mais que eu faça isto nunca se habitua ao meu desaparecimento? - Olha eu adoro-te a minha vida não faz sentido sem ti, e as coisas pelas quais passo só fazem sentido reflectidas em ti, mas não te posso ver durante um longo periodo de tempo...

Nunca resulta bem...

O Tango

Quando é tango, é Astor, mas há alternativas clássicas que sabem bem ouvir. A Isinha hoje pões-me a ouvir isto. Mal sabe ela...



E mal sabe ela o bem que me soube.

terça-feira, maio 17, 2011

Mantra

"A reestruturação da dívida é calote." José Sócrates, outra vez, ontem, no debate frente a Jerónimo de Sousa que, já agora, passaria muito bem sem a vergonha de aparecer nestes debates com as suas tiradas do livro dos provérbios e ditados populares (sendo que nada disso define a importância da acção do PC mas bem também não fará com certeza). 

E como sempre tem acontecido, daqui uns largos meses veremos Sócrates - e todos os outros - defender o oposto com a maior das naturalidades. E então, os fantoches do comentário baixarão a cabeça, coniventes e concordarão como se não tivessem defendido, de modo férreo, o contrário - eles que agora consideram loucos e extremistas os que sugerem a reestruturação da dívida. Do género de esquizofrenia que vamos assistindo sem pudor. Entretanto o país - as pessoas a sério - vão perder anos de vida. Mas o que é que isso interessa?

Porque, entretanto, continuaremos a ser governados para o voto, por um lado, e para a perpetuação de interesses instalados ou instalação de novos poderes, do outro, e continuarão a ser pedidos sacrifícios aos mesmos de sempre para manter esta loucura chamada capitalismo selvagem que, da Alemanha e da França, esmaga os país periféricos. Embora um deles - adivinhem qual - até pareça gostar pela unanimidade bovina com que aceita este directório financeiro externo.

Mas não se preocupem: vai ficar tudo bem. Enquanto os bancos alemães e franceses estiverem a ganhar juros altíssimos com a nossa crise da dívida soberana, está tudo bem. Enquanto Salgado, Ulrich e Santos Ferreira esfregarem as mãos pelo ridículo imposto que a banca paga, está tudo bem. Enquanto as Mota-Engil da vida continuarem a ser vencedoras pré-determinados de concessões para as próximas décadas de obras públicas, recebendo mais do que aquilo que os concursos determinam, está tudo bem. Enquanto as grandes empresas continuarem a arranjar truquezinhos - como antecipar a distribuição das suas mais-valias para não pagar impostos - não contribuindo assim para as finanças do país sobre as quais tanto falam, está tudo bem.

E quando nos privatizarem os correios - até porque já ninguém quer saber de coesão geográfica e nacional - e a água - a água? - e, provavelmente, a bandeira nacional, está tudo bem. Enquanto o Euro significar salários de escudo, está tudo bem. E quando as leis laborais forem mais "flexíveis", imagem a quantidade de papel que vamos poupar pelos "contratos" que passarão as ser "verbais?" São tudo razões...tangíveis.

Antecipo bons tempos para esta gente. E acho também que temos a obrigação de ficar contentes por eles. Nem que tenhamos que passar por alguns "sacrifícios". Também andámos a viver acima das nossas possibilidades, não foi? Agora olha. E se, definitivamente, não vamos ser nós a governar-nos, para quê ir votar?

Só se for para lhe dar chatices...

segunda-feira, maio 16, 2011

São três e rápidas

Primeiro o Benfica. Está aqui mais uma prova de que o meu Benfica tem adeptos verdadeiramente burros. Numa altura em que deviamos estar a lutar para que os melhores ficassem, armamos confusão da pior maneira, ainda por cima com um dos três jogadores que renderam esta época. Infelizmente o Aimar andou lesionado, mas sempre que esteve em campo rendeu, e muito. Enfim, é muita gente, há sempre pessoal que devia ser simpatizante de outro clube. (link)

Segundo o "sair do armário". O presidente de um clube de basket dos Suns veio a público dizer que era homesexual. O mundo da NBA recebeu bem a mensagem, tudo festeja o facto de terem um presidente de um clube a festejar a sua sexualidade. O meu jogador de basket favorito Steve Nash, teve isto para dizer "mas eu pensei que isso era claro... essas coisas são da vida intima das pessoas, é estranho haver a necessidade de dizer em público uma coisa destas, mas se ele acha importante e que vai ajudar outras pessoas, então porque não." E mais uma vez o Steve Nash, canadiano, de esquerda e um heroi de um estado ultra conservador ganha uns pontos na minha consideração. (link)


A Sofia está a começar a esbarrar-se seriamente com a maneira como a burocracia estraga tudo o que pode ser bom, honesto e positivo no ensino público. Só espero é que professoras como ela acabem por vencer a luta de que os miúdos são mais importantes que os números. Aqui vai uma mensagem de apoio do pastelinho. (link)

E eu prometi três, mas são quatro. Algo relacionada com o primeiro tema. Porque a ignorância no futebol é irritante, mas na política é perigoso. O tipo mais honesto de todos dos cinco candidatos principais a primeiro ministro recebe uns deslumbrantes 2% de "convencimento" nos debates televisivos. Os dois mais aldrabões, esses nós gostamos muito. Só entendia o gráfico apresentado se a pergunta fosse, quem é o mais carismático aldrabão desta lista? (link)



Este país teria muito mais lógica de viver. Assim...

Ps: Desculpem mas isto foi mesmo assim no bloguer à pressa. Pode conter um disparate enorme de erros.

domingo, maio 15, 2011

Já vi a contra-informação da CIA ser muito mais elegante e imaginativa. Acho que isto é muito básico. Eficaz, talvez mas básico. Aliás, hoje em dia, desconfiar das notícias já não é um exercício de paranóia conspiratória. E já que, inadvertidamente, juntei dois assuntos diferentes....


CIA's 'Facebook' Program Dramatically Cut Agency's Costs

sábado, maio 14, 2011

Na guerra não há humanidade apenas caos

Já o disse aqui e repito, tirando diferenças de visão política claras, gosto muito de ler o Pedro Adão e Silva, e este foi mais um bom momento passado a ler uma das suas publicações no Expresso. (link)

Mas a humanidade que ele vê de um lado, que não vê do outro, eu não a vejo. Pode-se especular sobre o que é que aquela fotografia retrata. Mas a verdade é que a operação do assassinato de Ossama Bin Laden, desarmado, não correu às mil maravilhas, e o momento em que um dos helicópteros da operação se despenha é certamente o momento mais tenso naquela sala. A sala da famosa fotografia. A Hilary não tapa a boca horrorizada com a morte de um terrorista, mas com a perspectiva de uma boa parte da equipa que lançou o ataque contra uma casa que tinha apenas um homem armado, tinha acabado de ser reduzida a cinzas.

Mas isto é a minha teoria. Sobre um texto, que, mantenho, vale muito a pena ler. Nem que não seja porque é um testemunho da humanidade dele próprio, Pedro, perante a guerra.

Já para mim a guerra representa apenas isto; o caos não criativo, a profunda ignorância e o mais básico instinto humano de agressão. E para já é só.

Até ao dia



É calote, dizem alguns por cá. Mas quando chegar o dia - mas quando chegar o dia - talvez seja tarde demais para condenar a corrente de política económica que nos trouxe a este ponto concreto. Sim, vamos ter que reestruturar a dívida. E é interessante como a discussão se centra em torno de uma frase - "reestruturar a dívida é um termo técnico" - e não do que esta quer dizer. Uma discussão tipicamente portuguesa. Alguém lança o tema e o interlocutor diz "bom, reestruturar a dívida é um termo técnico." Obrigado. O que seria de nós sem a retórica, sem Pavlov e sem gente que adora discutir a forma?
Entretanto, convinha prestar atenção a um pormenor: já se percebeu que talento temos nós, e não é pouco. Talvez desse agora algum jeito dedicar-mo-nos à "técnica" e aos seus, haaa, "termos".

E entretanto, os comentadores nos media cá do burgo, sempre com a sua bonomia  relativamente ao capitalismo financeiro - que toma bem conta dos seus, é verdade - dizem que os partidos da "extrema-esquerda" são os que se colocam "à margem" do consenso nacional que neste momento é preciso estabelecer. Quando são estes, o Bloco de Esquerdo e o Partido Comunista, curiosamente de maneira diferente entre eles e de modo mais ou menos atabalhoado, que de facto se têm mostrado preocupados com o país, com a crise e com a Europa. Apresentado ideias sobre como temos que os pensar de modo complemente diferente.

E isto não é uma opinião, é um facto. Porque este país não pode perder mais tempo com "opiniões."

quinta-feira, maio 12, 2011

Jerry Seinfeld - Personal Archives

Jerry Seinfeld - Personal Archives

Ó o bicho vindo!

Só quem joga jogos de computador sabe o que o Vinícius está a passar. Eu já não jogo um desde o ano passado. Mas sou viciado desde tenra idade, com um pequeno spectrum onde precisava de cerca de meia-hora para carregar um jogo.

Daí aos jogos se tornarem assustadores ainda demorou uns tempos. O primeiro jogo que nos fazia saltar das cadeiras foi o Half Life. Que conseguia criar ambientes medonhos, mas medonhos de silêncio, e mistério, rompidos com ataques surpresa de monstros estrategicamente colocados quando achávamos que ali é que não ia aparecer nada. O Half Life 2 já não teve esse rasgo.

Aqui o Vinicius tenta batalhar uns monstros no Dead Space 2. E há poucas coisas mais terríveis do que acharmos que somos aquele personagem e estamos a ser perseguidos por um monstro mais rápido, maior, e mais medonho do que o nosso pior pesadelo conseguiu alguma vez criar.



Hilariante.

Do primeiro susto, ao "oh não!" quando percebeu que o personagem ia morrer, é de morrer a rir.

UM VISA?!?!

Aqui o mfc tem um blogue que recomendo a toda a gente. É sempre um momento bem passado a ler pedaços bem esgalhados de humor, e algumas fotos verdadeiramente impressionantes. Mas no seu último post fez-me apenas ficar triste...

É que fez-me lembrar de um dos dias mais tristes da minha vida. Quando a minha mãe e o meu pai me foram buscar à escola, teria eu nove anos, e à minha espera no estacionamento, em vez do meu Dois Cavalos, aquele carro brilhante, estava um VISA.

E trocar um 2CV por um VISA é a mesma coisa do que trocar a Angelina Jolie pela Kirstie Alley pós Cheers!! Não se faz...

Trauma reavivado. Obrigado caro mfc.

quarta-feira, maio 11, 2011

Marley



Não gosto de dar os parabéns a ninguém, a não ser que a amizade me obrigue a isso. Tenho um amigo meu que faz anos hoje e vou ligar-lhe. Assim, para ser cáustico o suficiente, vou fazer outra coisa que não gosto muito, assinalar a morte de alguém. O Bob Marley morreu há uma data de anos. Eu não tenho paciência nenhuma para raggae, mas por vezes faço um esforço com uma boa Marleyzada. Fica aqui a música que mais gosto dele. E prometo que não vou assinalar a morte de mais ninguém por uns tempos, e só daqui a um mês é que faço mais um "parabéns!"

No tempo dos homens



É sempre o tempo dos outros, sempre o tempo de quem quis correr, de quem quis fugir e de quem quis enfrentar o seu destino. Está na hora de olharmos para lá dos nossos bolsos. De sacar a cabeça da carteira, de alisar a terra. De cultivar uma alface! De torrar um chouriço, dividi-lo pelos demais. Alface e chouriço! Porra!

sábado, maio 07, 2011

Ao som



A manhã toda ao som de Hamza, e dos seus amigos mais próximos. Há coisas que o mundo tem que vão sempre surpreender-me. Se assim não fosse tinha de pensar noutras paragens.

Lutar contra o inevitável



O mundo não é um lugar bonito. Se é verdade que há lugares que podem ser apreciados há outros mais terríveis que me vão atirar a baixo.

Se uma multidão de gente viesse a correr, digamos, 10 milhões, todos saíam à rua e gritavam, "Queremos mudar!" Este mundo a apodrecer, este mundo que sempre se arrastou, este mundo de esmolas... eu já não acreditava. Estou quase aí nos 31 e sei agora que o mundo vai desiludir-me mais vezes do que surpreender-me.

Sabem o que eu acho. Acho que há anos que se anda a alimentar o porquinho. O porco, mal tratado, atirado à pocilga, onde sem outra referência acha que é ali que gosta de viver. Com os outros porcos. Onde é sujo, onde os mais fortes vão comendo, os mais fracos alimentando-se das fezes dos mais fortes. E isso chega-lhes.

Pasma-me a falta de sentido de solidariedade de estado. É fácil sair de casa, ir às compras e encher um carrinho de arroz, entregá-lo ao banco alimentar e acharmos que fizemos algo inalcançável, um bem inatingível, ao nível de um toque de Cristo. Mesmo que aquele carrinho de arroz me tenha saído do pelo, e eu preciso daquele arroz tanto como para quem ele vai. O gesto é tão vazio no tempo como a solidariedade de uma gota de água deitada num jardim milenar.

E se estão já para aqui a pensar que estou a falar daquele vídeo algo pedinchão sobre Portugal e a Finlândia, não estou mesmo nada a falar disso. Acho muito bem que a Finlândia se agarre bem aos seus euros. Podem fazer-lhes falta num futuro próximo. Estou a falar das pessoas que se preparam para colocar um governo de direita no poder. Que não largam aquele voto merdoso na santa trindade, porque não vêem para além daquilo.

Estou a falar de um mundo que é há anos defende, mais do que qualquer coisa, a entidade de um mercado, e não um mercado que vende peixe, carne, fruta, ou qualquer outro tipo de alimento, não defende um mercado de produtos tangíveis, um mercado de títulos. A especulação, esse feroz e importante sistema de vida que tem de ser protegido a todo o custo.

sexta-feira, maio 06, 2011

quarta-feira, maio 04, 2011

domingo, maio 01, 2011

Rapidamente

Que eu tenho mais que fazer.

Isto tem muita piada. Quem tem acompanhado a maneira como se tem feito política nos EUA ultimamente, esta é a piada perfeita.

Saiam pela porta dos fundos - rápido!

O Passos Coelho é o líder de partido mais incompetente que alguma vez pude presenciar.

Eu já tinha visto alguns tiros nos pés, já tinha visto o Marcelo Rebelo de Sousa a pôr em prática anos de fala barato e fazer uma coligação bacoca com um tipo bem mais espertalhão que ele.

Já tinha visto um testa de ferro chamado Fernando Nogueira que mais parecia um vegetal do que alguém que fosse fazer uma frase para entusiasmar o mais fervoroso adepto do PSD a gritar a primeira letra da abreviatura do partido.

Já tinha visto o Santana Lopes perto de explodir com tanto sangue que lhe subiu à cabeça no curto e desastroso espaço que teve como primeiro ministro.

Ainda no PSD acho os últimos dois testas de ferro, Marques Mendes e Filipe Menezes conseguiam hoje estar a fazer melhor figura do que o actual...

No PS a vida partidária tem sido bem mais selectiva, e o testa de ferro lançado há uns anos, de fraca figura, e uma capacidade de comunicação de forma alguma genial, de seu nome Ferro Rodrigues, esteve a duas semanas de campanha de derrotar o desastroso Durão, nas mais difíceis eleições para o PS nos últimos anos.

O Passos Coelho precisava de ficar mais ou menos apagado. Aprender com o Cavaco. Invocar o sentido de responsabilidade, mandar uma atordoadas financeiras como quem entende do que está a falar. Mas felizmente, digo felizmente porque eu acho que seria um desastre o Passos ser primeiro ministro, sim, mais do que o Sócrates. Felizmente, resolveu que quer protagonismo, AGORA!

Assim sendo, tem vindo a atirar mais tiros no pé do que um opositor armado na Líbia, quando cheio de febres vê nas formigas que por ali passam, um exercito altamente organizado do Khadafi. (Cheio de febres ou mal informado, que na Líbia nunca se sabe.) É que não há uma semana que o Passos não se enfie num buraco. O Sócrates, bem mais esperto, dá-lhes a iniciativa toda. Falem e digam o que querem, grita do topo do palácio de Belém, onde há umas semanas atrás pensou certamente, por uns minutinhos pelo menos, atirar-se para dar uma lição ao pai que nunca o quis. Agora, a tremer dos pés, as pernas bamboleantes , tenta descer do palácio "digam lá o que querem, digam, já estou a descer, a ver se não caiu, não tarda estou aí novamente!"

Este tipo de notícias para limpar a sua imagem vão ser mais um tiro no pé daqui a umas semanas, certamente antes de Junho.


No PSD, como habitual, já há gente a sair pela porta dos fundos. O Passos quando se virar para trás em Junho, tem um ou outro velho do restelo, literalmente a dormir, só porque se distraíram, que eles já não têm idade para estas convulções. De resto. Ninguém.

No Vaticano

No Vaticano a discrição toma um significado muito próprio. Se abrirem a notícia em link neste post vão poder contemplar como é que o Vaticano escolhe ser discreto. Porque se não quisessem ser discretos tinham colocado a imagem do João Paulo presa à lua com um cordelito espetado numa ponta do globo e outro noutra.
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