terça-feira, junho 28, 2011

Devia estar a dormir

Levantei-me da cama, e soltei a minha gata da cozinha para encher uma garrafa de água, que se encontrava na cozinha. Devia estar a dormir, amanhã acordo às sete e meia da manhã, para trabalhar. Em vez disso há uma música que não me sai da cabeça, tenho de ouvir aqueles violinos torcidos e aquela guitarra eléctrica a fazer de violino por cima.



Acabei de ler um livro do Murakami. Quando acabo de ler um livro de um escritor que eu gosto dá-me vontade de apagar todas as coisas que eu não paro de escrever. Escrevo a mais. Devia-me concentrar só numa coisa, em vez de cinco. Vou apagar tudo.

Como no livro de Murakami apetece-me desaparecer. É certo que vou desaparecer. Mais que certo. Desapareço sempre nesta altura do ano. Está calor. Gosto de me retirar. Dar descanso, descansar.

Penso muitas vezes que vivo em várias dimensões ao mesmo tempo, e que vou morrendo em cada uma delas de maneiras diferentes e das formas mais macabras. Estou a andar na rua, vejo um carro mais rápido, desvio-me ligeiramente, dou um pequeno encontrão a uma velhota que se defende enfiando-me a bengala pelo olho dentro, cegando-me de imediato. Agarrado ao olho tento evitar cair para a estrada onde passam carros a alta velocidade, a velhota percebendo o engano cai sobre mim para me segurar, tropeça e morre numa dimensão colhida por um carro. Já na dimensão em que fica, porque o citroen C3 estanca a tempo, fica para me ver cair sobre a cerca do jardim em ferro, empalando-me de um vaso da cabeça ao outro.

Na dimensão em que eu estou paro a olhar para os carros, para a velhota que não reparou que podia ter perdido as suas duas semanas de vida a mais, e nem me presta atenção, olho para o canteiro, protegido por aquela cerca ameaçadora. E por fim tento ir buscar uma imagem minha a um vidro de um carro. Para saber se ainda sou eu ou um espectro. A minha cara, um pouco cadavérica ainda não é um espectro.

Queria só ouvir a música.

segunda-feira, junho 27, 2011

this is dead air barry, dead air...

sexta-feira, junho 24, 2011

Não sei...

Cheira-me que vão apanhar um escaldão...


Para os pervertidos: já sabem o ponto de encontro. Este fim-de-semana não vão ter de apanhar filas de transito gigantes na ponte e tentar estacionar na praia do Meco, este fim-de-semana não vão ter de sair de Lisboa! Viva para vocês!

Ps: pervertidos não os que vão andar nus de bicicleta, esses são só parvos, pervertidos são os tipos que gostam de ver gente parva a mostrar as partes moles.

Santa paciência...

O blogue esteve em festa


E tudo ficou um pouco truvo... sim truvo...

quarta-feira, junho 22, 2011

Rebenta a bolha

Parece-me que todos eles vão entender menos um. (link) Se o bloco passar por esta vou pensar seriamente em votar neles nas próximas eleições. Se ficar parado no tempo e em figuras de pedra, continuarei a votar no moílho de sempre.

terça-feira, junho 21, 2011

Slap!

No outro dia a Pusinko queixava-se de um vídeo do Sean Connery em que ele falava das mulheres de uma maneira um pouco deselegante.

Duas coisas. Há uma certa paixão nesta histórias das chapadas. E as melhores são as do James Bond nesta sequência. A melhor - 4.33. Sem dúvida.

Vídeo chato que abre automaticamente. (link)

Claro que aos 6.51, a chapada é a sério!

quinta-feira, junho 16, 2011

Ane Brun



Hoje é dia de Ane Brun. E o Pastelinho perdeu um dos seus cinco seguidores. Somos quatro pessoal! Quatro!

A motivação



Por vezes encontro motivação para tudo no sentido de tristeza que está inerenta a um passo que tenho de tomar. Talvez porque tenha partido, talvez porque nunca tenha chegado. A verdade é que me sabe bem ouvir Ane Brun e o resto vai para outras paragens.

Ainda não tive tempo para falar do novo governo e das coisas que se passam no país, na ecoli e no Benfica, aí o meu Benfica. Mas tempos com mais tempo para ter tempo virão. Até lá!

quarta-feira, junho 15, 2011

Aí vem a nuvem


Cada vez menos assim...


E cada vez mais assim...

segunda-feira, junho 13, 2011

Com tempo para tudo



Ou para quase nada. Quando estou sem tempo, gosto de ouvir o brother Yusef. Dá-me uma perspectiva algo diferente sobre aquilo que significa realmente o tempo. Que não é para desperdiçar, mas quando se tem é para fazer coisas boas. E se está ocupado, ao menos que se ouça coisas boas.

segunda-feira, junho 06, 2011

A melhor maneira de trabalhar



A única maneira de trabalhar. Com música.

A esquerda esquizo

Para onde foi a esquerda nestas eleições? Perguntam muitos e com razão. Pergunto-me eu, com pasmo. Como é possível que um tipo como o Paulo Portas, um tipo directamente envolvido num dos processos mais estranhos de todos os tempos com compras e gastos públicos, tenha conseguido os mesmos deputados que a esquerda?

A resposta?

Os discursos dos partidos de esquerda ontem à noite.

1º CDU - Eu votei na CDU, e não podia ter ficado mais desiludido com mais um discurso completamente fora da realidade que o Jerónimo de Sousa fez ontem à noite. Fiquei mesmo muito incomodado com aquilo. Então um deputado a mais é uma prova de que o povo português está contra a troika e que amanhã milhões de portugueses vão estar na luta com o PCP? Mas é preciso ser louco quantas vezes para entender que as coisas não vão bem com a esquerda e que a mensagem não está a passar? É uma cegueira atroz!

Por momentos fiquei arrependido de não ter votado no BE, também tinha essa opção. Mas foram uns segundos porque aí veio Louçã.

2º BE - O discurso do Louçã ainda foi pior do que o Jerónimo. Não pelo discurso em si, mas pelo significado dele. O BE não tem opções? O BE é um homem só? Os seus líderes não são capazes de assumir as suas responsabilidades? Foram metade dos votos, metade dos deputados, ao ar. E Louçã vai demarcar-se? Nem que seja só uns tempos? Não! Agora vejamos, se há agarrados ao poder, quando chegam ao poder, imagine-se o senhor Louçã com uma pastinha de ministro a correr mal!

A esquerda não mereceu perder antes das eleições, mas mereceu perder logo após os seus discursos finais. A verdadeira esquerda, não falo do PS, esses tipos fizeram por merecer a derrota antes, e o discurso de Sócrates? Brilhante.

Assim não dá.

Ou então



Músicas que fazem-nos sentir menos sozinhos. Alguém conseguiu passar aquilo que estás a sentir. Exactamente aquilo...

Por vezes é tão estranho



Que por alguma razão quase absurda, resulta. Pronto...

Aguentem-se

Agora, convencer esta gente a abandonar a "vida profissional" para integrar o Governo e aplicar as soluções mágico-drásticas que têm prescrito maciçamente ao longo do último ano e meio vai ser um problema. É que isto é tudo gente muito bem instalada na vida. Claro que haverão sempre "patriotas" dispostos a "assumir as suas responsabilidades", perpetuando e acentuando a magia para uns e o desastre para outros - e, de caminho, destruir o que resta do Estado Social, um caminho sem retorno possível. 
Esta é a receita ultra-liberal que os portugueses legitimamente sufragaram e que coloca, desde já, a nossa Constituição na roleta russa.

E se há quem nunca tenha conhecido outra realidade que não a do desastre, outros haverá que em breve vão ficar a saber como ela dói. Para esses, tenho um recadinho: aguentem-se. Sabem aqueles malandros que andaram a "viver acima das suas possibilidades", sobre os quais os ideólogos do PSD tanto falaram? Sim, também são vocês. Sim, notícia de última hora: eles não são bem "ideólogos", são populistas da pior espécie que já se viu por cá. E agora que a conversa de café pegou de vez, é altura de saberem mais uma coisinha: vai doer.

domingo, junho 05, 2011

Mais do mesmo

O PSD ganhou, o CDS conseguiu o tacho, o PS vai voltar a ser de esquerda, a esquerda vai ter de se reformular... não sei. Não há maneira deste país mudar. É sempre a mesma história, sempre a mesma cantiga irritante, o PS, o PSD, o CDS, o PS, o PSD, o CDS, etc, e por aí além, sempre a mesma merda.

É uma receita que tem resultado tão bem...

sábado, junho 04, 2011

O Filho da Mãe



Não parar de descobrir boa música no meu país é um motivo de grande satisfação e de um prazer inesgotável.

quinta-feira, junho 02, 2011

Hoje



Poderá ser assim... Quem sabe...

quarta-feira, junho 01, 2011

Tenho um mau vício

Não porque me faça mal, a não ser perder tempo, até me tira dores de cabeça, distrai-me, e faz-me viver noutros mundos como só poucos e muito bons filmes o conseguem fazer.

(Parem imediatamente de ler este post. Está mal escrito e desenhado para gente muito próprio, que sabe que o quer ver.)

Quando jogo um bom jogo de computador, nessa altura, só consigo ver muito bons filmes, todos os filmes que não me interessam desisto a meio. Provavelmente vejo até ao fim, mas contrariado.

É com jogos que nós conseguimos ser tudo aquilo que não o somos na vida real, porque não dava jeito nenhum: Sermos assassinos, sermos ditadores, sermos polícias viciados em drogas, sermos cavaleiros preparados para decepar cabeças aos inimigos, semi-deuses violentos, habitantes de mundos apocalípticos com escolhas morais verdadeiramente difíceis de executar, sermos membros de gangs e traficarmos drogas e combatermos inimigos, sermos soldados nazis, ou soldados norte-americanos, sermos jogadores de rugby num jogo de estranas criaturas que se preparam para se matarem umas às outras, a mutilação é um facto garantido, sermos siths

Ou sermos coisas boas - jedis, combatentes pela liberdade universal, comprando naves espaciais por planetas e galáxias diferentes, sermos militares camaradas e amigos dos nossos camaradas, soldados benevolentes, massacrados por sentimentos de culpa cada vez que matamos alguém, e nós matamos muita gente... sermos o Neo, ou o príncipe da Pérsia, com a sua princesa raptada, vezes e vezes sem conta, nunca param de nos raptar a mulher, desde os meus 12 anos que me andam a roubar a princesa! Foda-se! É que já não posso com aquela merda! E eu antes conseguia salvar a princesa em menos de 60 minutos. Agora para salvar a princesa são para aí uns sete dias ou duas semanas! Deus me livre que a puta da miúda não tem cuidado para onde anda, farto-me de a avisar! Ser um soldado das forças especiais renegado, lutando sozinho contra todos os atentados à liberdade. Ser um campesino nos tempos medievais e tornar-me no mais famoso cavaleiro do reino de Oblivon.

O que me leva ao propósito do meu post, enquanto espero que os cartões descarreguem. Um post dedicado ao meu amigo Sérgio, vou pôr no início uma mensagem que só tu é que deves ler este post. Pode ser que ninguém tenha de perder o seu tempo. Por falar em perder tempo, cuidado com essa perna sim?

Jogos que quero jogar num futuro próximo e parece não ter tempo... (todos os vídeos são para ser vistos em full screen!)


Já o tenho é só uma questão de uma semana ou outra, e menos horas de sono. Significativamente menos. Não sei como vou fazer.


O meu maior vício desde Diablo II, mal posso esperar por este jogo. É a 11 do 11 do 11. E se um jogo é avaliado de 0 a 10 eu ao Oblivon dou-lhe sempre 11.


Devo ter de tirar férias, enganei-me no último jogo. Se o Oblivion foi um vício, o Knights of the Old Republic foi um vício obsessivo, algo entre uma droga e uma paixão descontrolada.


O Mount and Blade, um jogo estupidamente bom, porque é de uma simplicidade atroz, e ao mesmo tempo muito bem feito. Não recomendo a ninguém. São muitas horas a tentar conquistar castelos e cidades, basicamente só isso... (vídeo feito pelo mais hilariante analista de jogos de computador, o grrrrrrande RIPER X!)


E finalmente para terminar em grande, o Diablo 3... Sem palavras. E basicamente todos saem este ano. Não tenho dinheiro nem tempo. Como é que eu faço?

O grande Shaq



E quando eu digo grande, eu quero mesmo dizer grande! A maior força que alguma vez jogou basket retirou-se hoje. Não vai deixar saudades pelo que fazia recentemente, era uma bola gigante com dois metros e meio e com quase 200 quilos, mas vai ser sempre lembrado como o tipo mais imparável no poste de todos os tempos.

Um espectáculo vê-lo jogar.
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