quinta-feira, março 08, 2012

2,1,0

Hoje dormir não foi comigo. Não porque não quisesse. Sò que estive a fazer coisas.

Bom. Hoje estava para escolher uma música para pôr aqui, depois queria outra, depois achei que tinha de ser algo épico mesmo... mais tarde cheguei à conclusão de que não há música épica o suficiente para o que eu vou fazer amanhã.

Então é assim que eu parto. Este blogue não termina. Nem pouco mais ou menos. Só não me terá como eu tenho sido. Será um blogue esporádico de intervenção pública e artistica. Outra casa irei construir quando estiver mais estável.

E um até já para vocês os poucos.

terça-feira, março 06, 2012

A título de curiosidade



Não. Só mesmo porque gosto da expressão. Não há curiosidade nenhuma aqui...

6, 5, 4, 3





Em modo fulminante!

sexta-feira, março 02, 2012

7

Do fim ao final



Os tempos são difíceis. Uma coisa é certa. Eu não quero ser um apêndice. Sou um apêndice. Não quero. Apêndice. Um apêndice serve de pouco. Aliás, de nada. Dizem os entendidos que - se lá está, é para alguma coisa. Mas do que é que os entendidos entendem? De apêndices. E todos os entendidos me entendem. Todos os entendidos sabem perfeitamente quem eu sou. Então é por isso que eu já não sou. Um apêndice. Não quero não servir e ser entendido pelo obscuro sentido de o ser. Um apêndice. Vivo sem o meu e sou um completo, do princípio ao outro princípio. Do fim ao final.

quinta-feira, março 01, 2012

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

9

Tenho um amigo



Tenho um amigo, de quem gosto como um irmão. Adoro o tipo. Ele sofre. Emprestei-lhe o sofá um dia. É como emprestar o colo, mas eu sou um gajo. Tenho pena de não o conseguir ajudar. Por falta de capacidade, e porque certamente há coisas que as pessoas têm de fazer por elas próprias.

É engraçado. Não sei lidar com o sofrimento dos outros. É bem mais difícil do que lidar com o meu próprio. COm o meu é fácil. Sei que se trocasse de lugar com ele... não sei. Mas se pudesse trocava. Resolvia e voltava a trocar. Era mais fácil.

Amo uma mulher, de quem gosto como o ar que respiro. Amo aquela mulher. Ela não está impecável. Mas não tenho sofá para lhe emprestar. Nem sei como posso ajudá-la. Até porque em certa medida ela não precisa da minha ajuda, nem ele, o meu amigo. Eles não precisam realmente de mim. Mas existindo, eu preciso de os ajudar. É difícil quando não consigo. É difícil quando descubro que não é o meu lugar e tento...

Gostava de lhe tocar e de a fazer sentir-se melhor. Gostava de lhe dizer as palavras certas... Para ela, nos momentos mais difíceis, não se sentir desajustada, mas mais calma. Porque todas as peças vão encaixar...

Não sei... Gostava de sentir que conseguia mudar o que está à minha volta. Mas por vezes o que eu toco transforma-se em pó. Sou alérgico ao pó... Tenho de arranjar maneira do meu toque de Midas ser mais concreto. Mas resoluto...

Estou prestes a achar que realmente o Pastelinho não é lugar para isto... Mas por vezes quero escrever. E encontro-me aqui...

Ps: Desculpem os erros, mas este foi mesmo aqui... rápido...

terça-feira, fevereiro 28, 2012

10

Porque chorar não seca os olhos



E porque chorar não seca os olhos, porque chorar faz-nos fechar os olhos, e ao abri-los ver melhor, e ao focá-los ver sem dor

É...



Cinco minutos são diferentes de três e de sete... mas há pessoal que não vê isso bem assim. Esta música tem cinco minutos e mais uns segundos. Aproveitem.

Ui...



Reparem que no segundo corte, o empregado já foi eliminado... Eficiência germânica...

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Já ouvi isto?



Será?

Já ouvi isto?



Será?

Não sei



As bandas que mais me irritam não são as que eu não gosto. Essas eu ignoro com facilidade. E até consigo ouví-las sem lhes ligar puto. As bandas que mais me irritam são as que eu gosto, como Jeniferever, mas não sei bem como...

Os Jeniferever estão sempre a tocar a mesma música? Estão sempre a cantar da mesma maneira? Os momentos espaciais deles são conseguidos? Reparem no solo instrumental desta canção. Devia ser o momento mais apaixonante da música. E no entanto é preso, e de alguma maneira danifica a parte seguinte da música. A primeira metade, no entanto - preenche-me as medidinhas todas.

11

domingo, fevereiro 26, 2012

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

terça-feira, fevereiro 21, 2012

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

A compreensão do fim



Já pouco me lembro desta série. Lembro-me de vez em quando de ouvir esta música. Lembro-me que adorava e ao mesmo tempo tinha dificuldades em compreendé-la. Não o tema, a série.

Tenho curiosidade em vê-la de novo. Mas é possível que não vá gostar e que esteja datada. Ou então não e eu iria divertir-me a vê-la de novo. Quem sabe um dia não a arranjo e vejo-a toda de novo.

Acho que a grande diferença entre o Twin Peaks e outras séries era a vertente artística da série e a tentativa de entrar no cérebro das pessoas, nem por isso más, nem por isso boas, mas manipuladoras ou inocentes. Mas é possível que eu não me lembre bem. E não faço ideia o que me deu hoje para eu me lembrar do Twin Peaks... O que raio terá sido?

domingo, fevereiro 19, 2012

sábado, fevereiro 18, 2012

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

O meu tipo de videoclip!



O meu tipo de dança.

Não é o meu tipo de música. Mas fico a abanar o melão quando os estou a ver ali a fazer aquela dança, e este vídeo, simples, criativo. Muito bom.

20

O maior dos amores

Li um livro que me tocou mais do que esperava, acho que por uma música também, e por ela entendi melhor o livro. Uma espécie de reciprocidade que nunca me tinha acontecido. Por vezes acontece com filmes, mas nunca funciona, gosta-se mais do resumo do filme e o efeito das imagens, ou do ambiente mais criativo e completo do livro.

Um romance resolve coisas que só podem ser resolvidas na humanidade com a passagem das folhas, é o movimento perfeito de continuidade.



O livro 1984 do Orwell tocou-me mais do que eu inicialmente pensei por duas razões. Pelos microfones nas árvores, nunca confirmados, e a relação com a música, penso que o maior símbolo da repressão, até no ponto mais longínquo, a presença da besta, do medo. E pela relação de amor entretanto desencadeada. Gerada não pelo medo, mas pela empatia, pela incrível capacidade que os humanos têm de se apaixonar pelo que têm em comum, nem que seja a mais pequena coisa, ou a maior das coisas, e que tudo o resto seja diferente.

O que é que eles tinham em comum? Não queria sentir medo. E por momentos, quando juntos, não o sentiam mesmo. Por momentos tudo eram só eles. O amor que eles tinham. Os momentos que guardavam, os planos que faziam, os pequenos toques no meio da multidão, proibidos.

Mas o medo... o medo. Esse grande iniciador das mais horríveis atrocidades, esse grande motivador das justificações descabidas...

É interessante porque o 1984 não é realmente sobre ignorância. Apesar do controlo pelo poder e pelo medo resultarem nisso mesmo. O livro é acima de tudo o poder do medo sobre o amor, e sobre a humanidade.

Nos dias que correm há medo. Nos dias que correm é-nos dito que tudo o que temos de fazer já está escrito. As maiorias encontram um único caminho bifurcado, aos círculos, porque acompanhados vão sem medo, uma espécie de um oito deitado, sim, esse mesmo, infinito.

EU escolho o amor e a paixão. Eu escolho ser grego e internacional. Eu escolho ir atrás daquilo que amo. Eu escolho mudar primeiro e não esperar para depois. Eu escolho o amor perante o maior dos meus medos. E é isso mesmo que eu vou fazer.

Por isso meus amigos e minhas amigas, deixo-vos aqui a melhor versão e vou continuar viagem.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

domingo, fevereiro 12, 2012

Os dias correm



É incrível como os dias podem correr assim. Um tão bem, e outro a seguir tão desastroso. E a pensar que tinha começado tão bem, comigo a surfar. A apanhar um frio dos diabos mas dentro de água...

Quer dizer... Em retrospectiva, o final da surfada foi tão desastroso como o final deste dia.

Como um gesto... Uma frase... a ausência... a presença fictícia podem ter um efeito tão marcante numa pessoa.

Enfim. Não tarda estou a beber umas cervejas e tudo vai ficar melhor. Espero eu. Sim. Melhor. De certeza.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Não sei





Mas vou um dia perder o meu tempo a ver se gosto destes tipos ou não. A primeira gosto da música, a última não muito, apesar de ter os seus momentos. Não há nada de definitivo, nada que o destinga. Mas há ali uma ou outra coisa que me agrada mesmo assim. Não sei. Estou muito na dúvida.

O Jazz



Ou melhor, os vários tons da disposição musical.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Culturas



A globalização com todos os seus defeitos, é algo para abraçar. As culturas juntas, misturadas, evoluem em conjunto.

É engraçado como esta música é uma prova tão interessante de como várias culturas se encontram em duas pessoas, uma mulher e um homem, e todo este caldeirão resulta em algo simples, e lindo.

Sim é uma música sobre a perda da inocência. Algo drástica. Mas são experiências que todos temos. E outras ainda teremos também. Juntos todos, cada vez mais. Que as crises que nos afectam tão grandemente, não nos afectem nisto também.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

UUHUHUH!



FESTA!!!!

EI EI EI!!!!



Se isto não serve para motivar os pastelinianos... bom... vai ser difícil...

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Para alegrar o Pastelinho



Back to my Roots!!!!!!!



Ou então uma música que passa aqui no pastelinho, gosto mais de Pixies do que Placebo. Duas bandas que não ouço, diga-se de passagem, mas por vezes sabe bem perdermos um pouco a cabeça, sonhar acordados.

Mas bom...



Na realidade, ultimamente, é isto que me alegra. Bom... pelo menos numa larga medida.

Cuidado!!!

Hoje passei por várias provações à minha masculinidade. Colocaram-me um anúncio de aumento do pénis no meu carro. Quando fui comprar papel higiénico uma revista com o título "aumente o seu pénis" na capa estava mesmo ao lado. Passei pr um site, queria ver se passava um programa sobre nba, a sério, não é pornografia (link) e lá eles também me ofereciam a possibilidade de aumento, em apenas três semanas...

Okokok... Tenho de pensar nisso. Não me pressionem.

terça-feira, janeiro 31, 2012

Coisas que me alegram





Coisas diferentes para o combate à anti-depressão! Não! Corrijo-me! Para o combate à depressão! Isso! Assim é que é.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Ai caramba!!!!!!!



Fiquem melancólicos a ouvir isto! Pimba Lara! Resposta?

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Do momento



Há muita gente que aqui se queixa de que eu sou muito adepto da melancolia. É sempre chato dizer isto que vou dizer a seguir, mas visto este blogue ser lido para aí por cinco pessoas, três delas conhecem-me portanto estão em maioria, assim - quem me conhece (sempre chato) sabe que eu, na minha vida quotidiana sou tudo menos melancólico. Afirmar-me-ia um fatalista alegre. Um conceito criado por mim para as pessoas que como eu, mesmo sabendo que certo caminho poderá trazer um final pesado e difícil, não o evitam.

É assim mesmo, como eu sou, um fatalista alegre até à última casa. Se for uma certeza mesmo que o resultado será algo que vai trazer dor e drama, se eu achar que o tenho de o percorrer faço-o, sem qualquer tipo de sentido de cruzada ou sacrifício. Faço-o porque é a opção correcta. Para explicar isto melhor teria de entrar em questões filosóficas sobre o acto do bem, e sobre Platão, e outros filósofos antigos. Digo só para lerem Górgias, que não é um livro sobre retórica, como tentam vender, mas sobre o gesto, sobre a acção, como agir. Provavelmente o livro que mais me influenciou em toda a minha vida. O livro que me faz agir bem, e ter lutas internas pesadas quando ajo mal. E eu já agi mal.

Isto para voltar à melancolia. É de facto verdade que aqui no pastelinho eu demonstro essa faceta, porque, no final do dia, o pastelinho é o receptor de várias das minhas disposições do fim do dia, normalmente escrevo à noite, ou quando quero trabalhar. E nesses momentos eu preciso acima de tudo de calma. De música que deixe o meu nível de energia contido.

Mas porra... Uma coisa é certa. Jarabe de Palo - não.

quarta-feira, janeiro 25, 2012

A música tocada e sentida



Já coloquei aqui várias coisas do Esbjörn Svensson ao longo dos anos. Há temas dele que me deixam verdadeiramente emocionado. Este é certamente um deles. Toda a força daquele trio... exposta de uma forma tão aberta. Seven Days of Falling é um tema incrível. Quando eles o tocam podiam estar em qualquer parte do mundo, em que condição fosse...

O que eu quero dizer é que se a vergonha fosse uma reacção gerada pelo olhar, e apenas pelo olhar, eles podiam estar a ser observados pelo mundo inteiros naqueles sete minutos que dura o tema. E estariam longe dessa vergonha, pelo contrário, tornariam aquele olhar, no conforto, de se poder olhar para alguém totalmente à vontade, de se poder ouvir alguém e saber que se está a ouvir exactamente aquilo que se quer expor.

Hoje estou com saudades...

Parapaparem



Primpramprim...

Não sei se transparece



Mas eu ando a ouvir muito jazz... O Svensson é um moço muito impressionante...

versões





Qual a que eu... epá... aaaah... n..

rápido



Para ouvir amanhã



Ajuda


Como sempre é-me difícil colocar imagens no Ondas, sem as passar por aqui. O Pastelinho em serviço público. Bom... talvez público não que é para gozar com o Sporting...

terça-feira, janeiro 24, 2012

O tempo a picar-me o corpo



O frio faz-me dores no corpo... 31 anos... como será quando tiver 62? Estou com o joelho feito num oito. Digo para mim que é falta de exercício. Mas a outra voz diz que é excesso de anos no BI.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Arrependido?



Algum escritor famoso um dia disse que daqui a 20 anos uma pessoa vai estar mais arrependida do que não fez, do que as coisas que efectivamente fez. Ou seja, não há desilusões para mim, a não ser a ouvir Gotan Project. Para mim, pronto. Dá-me para isso. Sem medos. É fazer! Queria pôr aqui Gotan...

QUEM É QUE TEM OS MEUS CDs DE GOTAN?!?! DEVOLVAM!!!

Dos confortos



Ontem foi um dia difícil. Acordei sexta-feira. Fiz o meu dia normal. No final do dia fui jantar a casa de uma amiga, e decidimos ir sair, a noite ficou um pouco longa para quem tinha de se levantar no Sábado às 6 da manhã, e basicamente isso não aconteceu. Fui trabalhar de directa.

O trabalho tinha uma condição engraçada no entanto. TInha de viajar para Castelo de Paiva, filmar um campeonato de taekwondo, voltar, no mesmo dia. Sem tempo para dormir a não ser nas viagens.

Ora a viagem para lá foi feita no carro só eu mais um senhor que eu não conhecia de lado nenhum. Diz a etiqueta que um tipo que vai de pendura não vai a dormir, e eu para lá cumpri sempre a responder à conversa mais bacoca que se possa imaginar. Tópicos?

O meu carro não é este Audi A4 é um mercedes topo de gama, faz isto tem aquilo. Ele estava com medo que eu pensasse que aquele era o carro dele. Não! Era o carro da mulher. Ele é que decidiu, ele por ele, se tivesse um Audi era um A8. Mal sabia ele que eu não sei a diferença entre um A4, um A8, ou um Mazda, eu para mim carros são para guiar. As marcas... epá. Não perco espaço informativo na minha cabeça para isso.

Outro tópico? O dinheiro que ele tinha. O novo telemóvel. O sucesso da empresa dele. O sucesso dele. O sucesso da família e dele. As viagens que ele pagava à filha. Etc etc e a troika e a crise.

Eu até sou tolerante com cagões. Mas porra. Estava de directa!

Estive no campeonato. A filmar o que tinha para filmar. Comi à pressa ao almoço. E chega ao final do dia fiz tudo para mudar de carro. Para poder ir a dormir. O tipo com que vim para baixo ia regressar com o filho mais uma moça. Eu meti-me noutro carro, até porque a moça andava a lançar-me uns olhares estranhos o dia todo, e eu não estou para aí virado, nem um bocadinho. Arranjei uma boleia com um pai de dois filhos e a sua mullher. Aterro na parte de trás do carro. E durmo 20 minutos. Acordo com o pé de um deles em cima de mim, e a cabeça de outro enterrada no meu sovaco. O pessoal estava perdido. Ajudei um pouco até chegarmos a Aveiro, onde parámos para comer.

Quando saímos do restaurante, eu pensei. Isto agora é, que só acordo quando estiver em Lisboa. O pai dos dois filhos, vendo-se a ir a Lisboa pela A8, decide que vai dormir perto de Peniche. Quem se lixa sou eu que tenho de voltar com o tipo com quem tinha ido de manhã.

Ok. Malas novamente para o Audi A4 para fazermos a A8.

Sento-me no banco de trás, e parecia um fantasma a moça sentada ao meu lado. A rapariga apesar de bonita não ficava nada bem com aquele aspecto fantasmagórico. "O que é que se passa?" Perguntei-lhe assustado. Ao que me respondeu com um sorriso amarelo. O filho do tipo com que subi de manhã respondeu desinteressado "ela teve uma paragem de digestão!"

Bom. No pior dos casos vómito é o que eu vou ter de lidar.

"Pai vou dormir o resto da viagem, pode ser?" O pai furioso. "Não pode não! Estou cansado, vais para trás e vem a moça!" O puto a dizer que não que a miúda estava com uma paragem de digestão.

Bom. No pior dos casos um acidente por os dois tipos da frente adormecerem era o pior com que eu vou ter de lidar.

"Eu vou à frente então!" Disse irritado. O puto praticamente saltou. O pai começou a pensar em mais caganças para me contar.

A viagem foi terrível, eu perdi o sono todo, porque o nevoeiro era intenso. Nâo queria que o gajo adormecesse e o tipo quase que esteve para o fazer duas vezes. Eu já queria ir a guiar. Mas não! O meu audi A8 não! Ai não... este é o A4 da minha mulher, perdão, mas também não!

Sempre a olhar para trás a ver quando é que a miúda ia desmaiar ou vomitar. E a dizer ao tipo quando é que tinha de virar para a esquerda e para a direita.

Cheguei a casa às quatro da manhã de Domingo.

Engraçado. Não me senti em casa. Não estava confortável. Faltava-me o pescoço, a parte de trás. Dar um beijo na orelha. Enroscar-me nas costas. Cheirar o cabelo. Contar o meu dia ao lado. Ouvir o dia. Sim - tudo dela.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

O meu XIV



Eu até nem sou o maior fã da Ana Drago. Mas esta intervenção é clínica. "A culpa é dos trabalhadores com pensões de 300 euros e com ordenados miseráveis que andaram a viver acima das suas possibilidades?" Está aqui tudo dito. Não há vergonha. Não há. É uma tristeza.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

The Clock



Os relógios... os relógios...

Tenho pressa e quero que o tempo voe. Depois vou querer que ele fique bem paradinho. Bem quietinho. Atirando moedas às fontes, à espera de uma oportunidade. Só preciso que me abram uma frinchazinha... uma coisa pequenina mesmo...

O Crespo é um vilão da pior espécie



Já este Arménio Carlos promete. Pensa bem no que vai dizer. E acima de tudo sabe do que está a falar. A ver se as coisas correm... menos mal para os seus lados.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Um retrato para a vida



Esse retrato tão lindo que tens no teu rosto desenhado.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Portugal no fundo? Ainda não...

Mas esperem um pouco. Estamos a caminhar para lá.

Tenho assistido nas últimas semanas, especialmente, apesar de com traços característicos e evidentes antes mesmo destas últimas semanas, à decadência evidente e acentuada das decisões políticas em Portugal.

Se há uma coisa que mostra e avalia a condição de um país, essa é a cultura e a ciência. É evidente que num país com laivos de mediocridade, a primeira coisa a ser sacrificada é, exactamente, a cultura. Com isso temos vários exemplos, só os últimos:

A Lusa acaba com o secção da cultura. (link)

A livraria no Rio de Janeiro fecha.(link)

Mas depois há aquelas coisas que nos deixam perplexos porque apesar de costumeiras ainda são usuárias.

O costume dos poleiros.(link)

Mas no final há sempre alguém a relembrar-nos. Não a classe política é muito má, porque deslocada da realidade, mesmo quando presa de maneira quase racional aos números. Porque pelos números podia-se chegar à realidade, mas não chega-se apenas aos números pelos números. Os números que lhes interessam. Interessa lá que haja pessoal que precisa e não pode pagar. Isso não interessa. E não escandaliza já? Porque é de uma racionalidade absurda, ou melhor, de uma falsa racionalidade absurda.

E a cabeça ideológica do partido.(link)

Enfim. Estamos bem entaladinhos...

oh... não...





...

Não consigo ver no sítio original

PIPELINE from Paul Fisher on Vimeo.


A ver se consigo ver aqui.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Emoção



Já não tenho medo de emoções. Acho que este blogue é testemunha disso, e por isso dizem que este blogue é um blogue de gaja. Enfim. Vou vivendo com isso como posso. DIficilmente, coitadinho de mim. Ai...

Esta banda descobri-a agora, por acidente. E não é essa uma das melhores descobertas? Por vezes estou pela internet à procura de música nova durante semanas, e nada, e de repente tropeça-se numa coisa destas, totalmente por acidente.

Fiquei até um pouco emocionado. Não só porque fala de perda de uma maneira muito especial, como por ser uma prestação musical exímia, cheia de emoção. E essa é a maneira de fazer arte, abraçar a emoção e avançar, avançar e abraçar a emoção. Olhar tudo nos olhos, até a morte. Até a morte.

domingo, janeiro 08, 2012

Hoje foi assim


Hoje foi assim, queria umas pernas ali ao meu lado. Estão do outro lado daquele imenso mar ali. Não tarda...

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Perder alguém



Perder alguém é também perder mais do que a companhia dessa pessoa. É também perder um espaço, conversas e momentos. Quando conhecemos alguém, e essa pessoa passa a ser-nos querida, criamos um espaço colectivo de memórias, e é difícil abdicarmos dele, quando alguém parte, e fica só a nossa.

É bom ter memórias, e passá-las aos outros. Mas a verdade é que nas relações há muita coisa que se perde nas histórias contadas, mas que fica nas memória colectiva partilhada. Quando se conta uma história partilhada na presença dessa pessoa, a outra de fora, há só um pouco da história vivida que contamos, há muito mais na partilhada, é mais saborosa, e quem a partilha sabe-o pelos olhares com que a conta.

O mais difícil para mim, quando alguém deixa de estar cá, é perder isso. Perder as conversas de horas com o meu avô. Perder as piadas geniais partilhadas com a minha avó, coisas que contadas levam a um sorriso, se alguém a conhecer, a uma pequena risada, a nós levavam-nos às lágrimas, e porque a relação entre duas pessoas é isso mesmo, vão ficar para sempre em mim, e só em mim. Perder as histórias do meu avô, as minhas perguntas, e os nossos momentos.

Perder familiares tem isso também. Aquela linha de sangue. Aquela complicidade da linha temporal partilhada. A certeza de que, seja o que for que aconteça, a ligação entre as pessoas vai sempre predurar. Porque os amigos perdem-se, mas a família é sempre a mesma.

Não é razão para desanimar. É razão para ficar triste, mas para lutar com as palavras e explicar às outras pessoas as razões pela qual as partilhas foram tão importantes. Tentar explicar, o melhor possível, encontrando as melhores palavras, essas mesmas partilhas - ao máximo pormenor, dar a importância máxima aos bons momentos, principalmente esses, os que nos fazem sorrir... até porque no agridoce da despedida, é preciso fazê-lo também com um sorriso.

Enfim... palavras soltas porque hoje alguém perdeu alguém, lembrei-me de uma música e decidi perder cinco para explicar.

terça-feira, janeiro 03, 2012

Os tempos de luta



Vêem aí os tempos de luta. Os mais difíceis por ventura. Lembra-me sempre os anos 90, com uma nova roupagem, mais espessa e mais difícil de atacar. Tenho medo de estar cansado. Tenho vontade de atirar tudo para as minhas costas.

Ficar indignado, lutar por direitos, tudo transformado num grande cliché, que apesar de ser tão evidente e racional, segura-se aos incrédulos fazedores de opinião do "mas isso já todos sabíamos, qual é a novidade, o problema não é esse, o problema digo-vos eu qual é daqui a 20 anos, dizendo porque vos digo agora que é outro, o real problema que adivinho hoje sem o dizer, agora, mas assertivamente o declarando já velho daqui a 20."

Ninguém entendeu. Mas foda-se! O gajo fala por um ecrã quadrado que atira luz e cores. Tem a contracapa de um jornal. OU faz aquele tão visitado espaço na internet.

Pensar por nós próprios é uma comodidade rara hoje em dia. Muito rara.

domingo, janeiro 01, 2012

Bom ano pessoal



Objectivo 2012, tornar este espaço, um lugar mais de cidadania e um lugar com mais opinião política. Sem largar a música. Set Fire To Flames - Deja, Comme Des Trous De Vent, Comme Reproduit.
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